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HISTÓRIA DA ITÁLIA
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A Itália, um país do sul da Europa que faz fronteira ao norte com França, Suíça, Áustria e Eslovênia, cujo território principal forma uma península no mar Mediterrâneo e inclui as ilhas de Sardenha, Sicília, Ischia e Capri, sofreu, historicamente, a influência de etruscos, gregos e celtas antes de ser unificada em 262 a.C. pelo domínio romano; Roma continua a ser a capital da Itália até hoje.

IMPÉRIO ROMANO

No século IV, o imperador Constantino transferiu a sede do Império Romano de Roma para Constantinopla (atual Istambul), criando o Império Bizantino e transformando Roma na sede do Cristianismo e do Império do Ocidente. No século V, Roma foi invadida pelas tribos bárbaras dos godos e lombardos.

Em 775, Carlos Magno estabeleceu com o Papa o acordo que por um lado permitiu a Carlos Magno ser ungido como Imperador do Império Sacro-Romano pelo Papa, por outro lado o comprometeu a promover a difusão do cristianismo em seus domínios, respeitando Roma como sede do cristianismo, defendendo-a inclusive das investidas do Império Bizantino; seu domínio na Itália se concentrou no Norte que passou a fazer parte do Império Carolíngio, enquanto ao sul de Roma, os conquistadores árabes da Sicília disputavam o domínio.

No século XII, cidades-estados no norte e centro da Itália apresentavam grande desenvolvimento económico e cultural, ao passo que o sul continuava a ser dominado pelos normandos e a partir de 1176 pelos espanhóis.

O século XIV foi uma época de grande desenvolvimento em função da atividade comercial das quatro repúblicas marinaras, Veneza, Génova, Pisa e Amalfi, e da atividade financeira dos banqueiros de Florença. O desenvolvimento econômico permitiu um grande desenvolvimento cultural e artístico, conhecido como Renascimento.

Renascimento

O Renascimento é a ponte entre e Idade Média e a Era Moderna. O Saber passou a ser o centro de todas as atenções nesta época. A Itália ofereceu à humanidade nestes séculos contribuições de Homens notáveis em muitos campos do conhecimento, como por exemplo: na Pintura e Escultura: Michelangelo, Raffaello, Tiziano, Tintoretto e Leonardo; na Arquitetura: Brunelleschi; na Física: Leonardo da Vinci, talvez o génio mais eclético da humanidade; nas Ciências Políticas: Maquiavel; nas Ciencias Contábeis: Luca Paciolo.

A Inluência da Igreja Católica continuou sendo muito grande, e por vezes, Roma estabeleceu confrontos abertos com as cidades-estado apoiada por potências estrangeiras, como por exemplo, Papa Borgia, espanhol que favoreceu a influência espanhola na Itália. O país, então dividido entre cidades-estado rivais, passou a sofrer grande inflência espanhola (1559-1700).

Interferência Napoleónica

Após o Tratado de Utrecht de 1713, o Norte da Itália, as regiões da Lombardia e Veneto passaram à dominação do Império austríaco. Em 1796-1797, Napoleão invadiu o Norte da Itália criando condições para a unificação italiana. A exclusão do domínio austríaco no Norte e a unidade parcial tiveram breve duração e, depois de 1815, a 'velha ordem' estava restaurada: a Lombardia e Veneza voltaram a ser governadas pelos Habsburgos de Viena. Foram restabelecidos o reino da Sardenha-Piemonte, que então integrava grande parte da Savóia, Piemonte e ilha da Sardenha; os Estados papais, governados pelo papa, em Roma; os ducados da Toscana, Parma e Módena, também governados pelos Habsburgos; e o reino das Duas Sicílias, agora governado pelos Bourbon de Nápoles. A França dominava parte da Savóia e da Córsega, mas perdeu Gênova e Piemonte. Formaram-se as sociedades revolucionárias, como os Carbonários e a Jovem Itália.

Risorgimento

As novas forças do Risorgimento criaram esperanças de independência dos governos austríaco e francês. Sob a liderança de homens como Cavour, Mazzini e Garibaldi, a unificação da Itália foi finalmente conquistada e, em 1861, Vítor Emanuel II foi coroado rei da Itália. A unificação do país, entretanto, foi concluída em 1870, quando Roma entrou no reino. Num esforço para juntar-se à Escalada para a África, o premier e ministro dos Assuntos Exteriores italiano, Francesco Crispi, reivindicou (1889) a colônia da Eritréia, mas o malogrado avanço para a Etiópia culminou em uma derrota decisiva (1896) na batalha de Adowa.

Durante a guerra turco-italiana (1911-1912), a Itália conquistou o norte de Trípoli e em 1914 havia ocupado grande parte da Líbia, declarando-a parte integral do país em 1939.

Fascismo

Na Primeira Guerra Mundial, a Itália apoiou os aliados, reconquistando Trieste e parte do Tirol. O ditador fascista Mussolini, consolidou a unificação italiana com o "Concordato" com a Igreja católica que abriu mão de grande parte de seu território, restringindo o Estado Vaticano a uma pequena área na Cidade de Roma. O ditador Mussolini estava determinado a criar um império italiano, invadiu com sucesso (1935) a Etiópia, ligando-a à Eritréia e à Somália Italiana para formar a África Oriental Italiana. Durante a Segunda Guerra Mundial, Mussolini primeiro aliou-se a Hitler, mas em 1943 o país havia perdido seu império no norte da África e então, no mesmo ano, declarou guerra à Alemanha.

A república

Em 1946, o rei abdicou em favor de uma república parlamenterista. O período imediatamente após a guerra foi marcado por um crescimento econômico impressionante e uniforme, mas também por instabilidade política, caracterizada por freqüentes mudanças de governo. O Partido Comunista Italiano ajustou-se com sucesso à democracia, mas durante a década de 1970 o terrorismo político, apoiado inclusive pela Máfia, organização criminosa de origem secular, passou a criar grande insegurança, realizando seqüestros e atentados políticos. O mais emblemático foi o sequestro e assassinato do Primeiro Minstro Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, organi titucional e a Itália emprendeu uma operação exemplar para reduzir a corrupção e eliminar zação terrorista de esquerda. Este assassinato provocou uma profunda reformulação política na Itália, onde os governos da república, formados desde 1946, por coalizões dominadas pelos democratas cristãos, evidenciavam sua incompetência, sofrendo acusações de corrupção. Neste cenário,em 1991 o Presidente Francesco Cossiga (1985-1992) convocou uma reforma consa Máfia.

Este processo foi longo e penososo, provocando inclusive o assassinato do juíz Falcone, responsável pela prisão de mafiosos. A partir de então data 1992, o país aprofundou com sucesso a ' Operação Mãos Limpas ', expulsando da vida política e econômica do país personalidades envolvidas com a Máfia e a corrupção.

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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