No
século IV, o imperador Constantino transferiu a
sede do Império Romano de Roma para Constantinopla
(atual Istambul), criando o Império Bizantino e
transformando Roma na sede do Cristianismo e do Império
do Ocidente. No século V, Roma foi invadida pelas
tribos bárbaras dos godos e lombardos.
Em
775, Carlos Magno estabeleceu com o Papa o acordo que
por um lado permitiu a Carlos Magno ser ungido como Imperador
do Império Sacro-Romano pelo Papa, por outro lado
o comprometeu a promover a difusão do cristianismo
em seus domínios, respeitando Roma como sede do
cristianismo, defendendo-a inclusive das investidas do
Império Bizantino; seu domínio na Itália
se concentrou no Norte que passou a fazer parte do Império
Carolíngio, enquanto ao sul de Roma, os conquistadores
árabes da Sicília disputavam o domínio.
No
século XII, cidades-estados no norte e centro da
Itália apresentavam grande desenvolvimento económico
e cultural, ao passo que o sul continuava a ser dominado
pelos normandos e a partir de 1176 pelos espanhóis.
O
século XIV foi uma época de grande desenvolvimento
em função da atividade comercial das quatro
repúblicas marinaras, Veneza, Génova, Pisa
e Amalfi, e da atividade financeira dos banqueiros de
Florença. O desenvolvimento econômico permitiu
um grande desenvolvimento cultural e artístico,
conhecido como Renascimento.
Renascimento
O
Renascimento é a ponte entre e Idade Média
e a Era Moderna. O Saber passou a ser o centro de todas
as atenções nesta época. A Itália
ofereceu à humanidade nestes séculos contribuições
de Homens notáveis em muitos campos do conhecimento,
como por exemplo: na Pintura e Escultura: Michelangelo,
Raffaello, Tiziano, Tintoretto e Leonardo; na Arquitetura:
Brunelleschi; na Física: Leonardo da Vinci, talvez
o génio mais eclético da humanidade; nas
Ciências Políticas: Maquiavel; nas Ciencias
Contábeis: Luca Paciolo.
A
Inluência da Igreja Católica continuou sendo
muito grande, e por vezes, Roma estabeleceu confrontos
abertos com as cidades-estado apoiada por potências
estrangeiras, como por exemplo, Papa Borgia, espanhol
que favoreceu a influência espanhola na Itália.
O país, então dividido entre cidades-estado
rivais, passou a sofrer grande inflência espanhola
(1559-1700).
Interferência
Napoleónica
Após
o Tratado de Utrecht de 1713, o Norte da Itália,
as regiões da Lombardia e Veneto passaram à
dominação do Império austríaco.
Em 1796-1797, Napoleão invadiu o Norte da Itália
criando condições para a unificação
italiana. A exclusão do domínio austríaco
no Norte e a unidade parcial tiveram breve duração
e, depois de 1815, a 'velha ordem' estava restaurada:
a Lombardia e Veneza voltaram a ser governadas pelos Habsburgos
de Viena. Foram restabelecidos o reino da Sardenha-Piemonte,
que então integrava grande parte da Savóia,
Piemonte e ilha da Sardenha; os Estados papais, governados
pelo papa, em Roma; os ducados da Toscana, Parma e Módena,
também governados pelos Habsburgos; e o reino das
Duas Sicílias, agora governado pelos Bourbon de
Nápoles. A França dominava parte da Savóia
e da Córsega, mas perdeu Gênova e Piemonte.
Formaram-se as sociedades revolucionárias, como
os Carbonários e a Jovem Itália.
Risorgimento
As
novas forças do Risorgimento criaram esperanças
de independência dos governos austríaco e
francês. Sob a liderança de homens como Cavour,
Mazzini e Garibaldi, a unificação da Itália
foi finalmente conquistada e, em 1861, Vítor Emanuel
II foi coroado rei da Itália. A unificação
do país, entretanto, foi concluída em 1870,
quando Roma entrou no reino. Num esforço para juntar-se
à Escalada para a África, o premier e ministro
dos Assuntos Exteriores italiano, Francesco Crispi, reivindicou
(1889) a colônia da Eritréia, mas o malogrado
avanço para a Etiópia culminou em uma derrota
decisiva (1896) na batalha de Adowa.
Durante
a guerra turco-italiana (1911-1912), a Itália conquistou
o norte de Trípoli e em 1914 havia ocupado grande
parte da Líbia, declarando-a parte integral do
país em 1939.
Fascismo
Na
Primeira Guerra Mundial, a Itália apoiou os aliados,
reconquistando Trieste e parte do Tirol. O ditador fascista
Mussolini, consolidou a unificação italiana
com o "Concordato" com a Igreja católica
que abriu mão de grande parte de seu território,
restringindo o Estado Vaticano a uma pequena área
na Cidade de Roma. O ditador Mussolini estava determinado
a criar um império italiano, invadiu com sucesso
(1935) a Etiópia, ligando-a à Eritréia
e à Somália Italiana para formar a África
Oriental Italiana. Durante a Segunda Guerra Mundial, Mussolini
primeiro aliou-se a Hitler, mas em 1943 o país
havia perdido seu império no norte da África
e então, no mesmo ano, declarou guerra à
Alemanha.
A
república
Em
1946, o rei abdicou em favor de uma república parlamenterista.
O período imediatamente após a guerra foi
marcado por um crescimento econômico impressionante
e uniforme, mas também por instabilidade política,
caracterizada por freqüentes mudanças de governo.
O Partido Comunista Italiano ajustou-se com sucesso à
democracia, mas durante a década de 1970 o terrorismo
político, apoiado inclusive pela Máfia,
organização criminosa de origem secular,
passou a criar grande insegurança, realizando seqüestros
e atentados políticos. O mais emblemático
foi o sequestro e assassinato do Primeiro Minstro Aldo
Moro pelas Brigadas Vermelhas, organi titucional e a Itália
emprendeu uma operação exemplar para reduzir
a corrupção e eliminar zação
terrorista de esquerda. Este assassinato provocou uma
profunda reformulação política na
Itália, onde os governos da república, formados
desde 1946, por coalizões dominadas pelos democratas
cristãos, evidenciavam sua incompetência,
sofrendo acusações de corrupção.
Neste cenário,em 1991 o Presidente Francesco Cossiga
(1985-1992) convocou uma reforma consa Máfia.
Este
processo foi longo e penososo, provocando inclusive o
assassinato do juíz Falcone, responsável
pela prisão de mafiosos. A partir de então
data 1992, o país aprofundou com sucesso a ' Operação
Mãos Limpas ', expulsando da vida política
e econômica do país personalidades envolvidas
com a Máfia e a corrupção.