O
território que hoje é a Jordânia
é parte de uma região historicamente rica.
Sua história começa em 2000 b.C., quando
os Semitas formaram uma colônia ao redor do rio
Jordão em uma área chamada Canaã.
Subsequentes invasores e colonos incluíram egípcios,
israelitas, assírios, babilônios, persas,
gregos, romanos, muçulmanos árabes, cruzadas
cristãs, turcos otomanos e, finalmente, os britânicos.
No fim da Primeira Guerra Mundial, o território
que agora compreende Israel, Jordânia, o Banco do
Oeste, a Faixa de Gaza e Jerusalém foi concedido
ao Reino Unido , assim como o controle da Palestina e
Transjordânia. Em 1922, a Grã-Bretanha dividiu
o controle estabelecendo o semi-autônomo Emirado
da Transjordânia, regido pelo príncipe Hashemita
Abdullah, enquanto continuou a administração
da Palestina sob um alto comissário britânico.
O domínio sob a Transjordânia acabou em 22
de Maio de 1946; em 25 de Maio, o país tornou-se
o independente Reino Hashemita da Transjordânia.
O tratado especial de defesa com o Reino Unido acabou
em 1957.
A
Transjordânia foi um dos Estados árabes que
se moveu para ajudar os nacionalistas Palestinos à
contrários à criação de Israel
em Maio de 1948, e tomou parte na guerra entre os estados
árabes e o recentemente fundado Estado de Israel.
O armistício de 3 de Abril de 1949 deixou a Jordânia
com o controle da Cisjordânia e garantiu que as
linhas de demarcação do armistício
não prejudicariam futuras conlonizações
territoriais ou fronteiras.
Em
1950, o país foi renomeado para “o Reino
Hashemita da Jordânia” para incluir aquelas
porções da Palestina anexadas pelo Rei Abdullah.
Enquanto reconhecia a administração jordaniana
sobre a Cisjordânia, os EUA mantiveram a posição
que a soberania definitiva era assunto para um futuro
acordo.
A
Jordânia assinou um pacto de defesa mútua
em Maio de 1967 com o Egito, e participou na guerra de
Junho de 1967 entre Israel e os Estados árabes
de Síria, Egito e Iraque. Durante a guerra, Israel
ganhou o controle da Cisjordânia e toda Jerusalém.
Em 1988, a Jordânia renunciou todas as reivindicações
sobre a Cisjordânia, mas reteve um papel administrativo
sob uma colonização final, e o tratado com
Israel permitiu a continuidade do papel jordaniano nos
lugares sagrados dos muçulmanos em Jerusalém.
O governo dos EUA considera a Cisjordânia como um
território ocupado por Israel e acredita que o
estado final seja determinado através de negociações
diretas entre as partes nas bases das resoluções
242 e 338 do Conselho de Segurança da ONU.
A
Guerra de 1967 trouxe um dramático aumento do número
de palestinos vivendo na Jordânia. A população
de refugiados – 700 000 em 1966 – cresceu
com outros 300 000 da Cisjordânia. O período
que após a guerra de 1967 viu um aumento no poder
e importância dos elementos da resistência
Palestina (fedayeen) na Jordânia. Os fortemente
armados fedayeen constituíram uma crescente ameaça
à soberania e segurança do estado Hashemita,
e a luta aberta eclodiu em junho de 1970.
Outros
governos árabes tentaram contribuir para uma solução
pacífica, mas em Setembro, a continuidade das ações
fedayeen na Jordânia obrigou o governo a tomar uma
ação para reaver o controle sobre sua população
e território. Na luta pesada seguinte, uma força
de tanques sírios tomou posições
no norte da Jordânia para apoiar os fedayeens, mas
foi forçada a recuar. Em 22 de setembro, ministros
do exterior árabes reunidos no Cairo conseguiram
um cessar-fogo começando no dia seguinte. Violências
esporádicas continuaram, entretanto, até
que as forças jordanianas obtiveram uma vitória
decisiva sobre os fedayeen em Julho de 1971, expulsando-os
do país.
Nenhuma
luta ocorreu ao longo da linha do cessar-fogo do Rio Jordão
de 1967 durante a guerra árabe-israelita de Outubro
de 1973, mas a Jordânia mandou uma brigada para
a Síria para lutar contra as unidades israelenses.
A Jordânia não participou da Guerra do Golfo
de 1990-91. Em 1991, A Jordânia aceitou, juntamente
com representantes da Síria, Líbano e Palestina,
participar de negociações de paz diretas
com Israel mediadas por Estados Unidos e Rússia.
Foi negociado o fim das hostilidades com Israel e assinado
um tratado de paz em 25 de Julho de 1994. Desde então,
a Jordânia procura ficar em paz com todos os seus
vizinhos.