Embora
as Ilhas Marshall tenham sido povoadas
por micronésios no segundo milénio a.C.,
pouco se sabe da história primitiva das ilhas.
O explorador espanhol Alonso de Salazar foi o primeiro
europeu a avistar as Ilhas Marshall, mas as ilhas permaneceram
virtualmente sem ser visitadas durante vários séculos,
até à chegada do capitão inglês
John Marshall em 1788, que deu o seu nome às ilhas.
Uma
companhia comercial alemã fixou-se nas ilhas em
1885, e alguns anos mais tarde elas tornaram-se parte
do protectorado da Nova Guiné Alemã. O Japão
conquistou as ilhas na Primeira Guerra Mundial e passou
a administrá-las sob mandato da Liga das Nações.
Na
Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos da América
invadiram as ilhas (1944) e, depois da derrota do Japão,
ficou a administrá-las dentro do Território
Fiduciário das Ilhas do Pacífico. Os EUA
começaram a realizar testes nucleares nas ilhas
logo depois da guerra, prolongando-os até à
década de 1960. Devido aos testes, muitos marshalleses
adoeceram com elevados níveis de radiação,
e até hoje há pedidos de compensação.
Em
1979, foi estabelecida a República das Ilhas Marshall
e foi assinado um Acordo de Livre Associação
com o governo dos EUA, que se tornou efectivo em 1986.