Malta
está habitada desde cerca de 5200 a.C. e existiu
nas ilhas uma civilização pré-histórica
significativa antes da chegada dos fenícios, que
baptizaram a ilha principal Malat, o que significa refúgio
seguro. As ilhas passaram depois para o controlo de Cartago
(em 400 a.C.) e de Roma, antes de serem conquistadas pelos
árabes em 870, cuja influência pode ser encontrada
na moderna língua maltesa, uma língua fortemente
romanizada que originalmente deriva do árabe vernacular.
Em 1090, os árabes foram finalmente substituídos
pelos normandos da Sicília, após o que Malta
voltou a ser cristã. Foi nesta ápoca que
foi criada a nobreza maltesa. Esta ainda permanece hoje
em dia, e há 32 títulos que ainda são
usados, sendo o mais antigo: Barões de Djar il
Bniet e Buqana.
Em
1530, as ilhas foram dadas pela Espanha à Ordem
dos Cavaleiros do Hospital de São João de
Jerusalém (Aragão tinha possuído
o arquipélago como parte do seu império
no Mediterrâneo durante algum tempo antes), que
tinham sido expulsos de Rodes pelo Império Otomano.
Esta ordem monástica militante, hoje conhecida
como "Ordem de Malta", foi sitiada pelos turcos
otomanos em 1565, após o que acrescentaram as fortificações,
especialmente na nova cidade de Valetta. O seu domínio
terminou quando Napoleão conquistou as ilhas em
1798. Então, em 1800, os britânicos tomaram
o controlo das ilhas, quando o comandante francês,
o general Claude-Henri Belgrand de Vaubois, se rendeu.
O país foi apresentado por vários líderes
malteses a Sir Alexander Ball.
Em
1814, como parte do Tratado de Paris, Malta tornou-se
oficialmente parte do Império Britânico e
passou a ser usada como porto de escala e quartel-geral
da frota até meados da década de 1930. Malta
desempenhou um papel importante durante a Segunda Guerra
Mundial devido à sua proximidade às linhas
de navegação do Eixo e a coragem do seu
povo levou à atribuição da George
Cross, que hoje pode ser vista na bandeira do país.
A
independência de Malta foi concedida a 21 de Setembro
de 1964. Segundo a constituição de 1964,
Malta manteve como soberano a rainha Isabel II, e um governador-geral
exercia autoridade executiva em seu nome. Mas a 13 de
Dezembro de 1974, Malta transformou-se numa república
dentro da Commonwealth, com o Presidente como chefe de
estado. Embora Malta seja inteiramente independente desde
1964, os serviços britânicos permaneceram
no país e mantiveram um controlo total sobre os
portos, aeroporto, correios, rádio e televisão
até 31 de Março de 1979, quando as últimas
tropas britânicas abandonaram a ilha depois de o
governo britânico se ter recusado a pagar o aluguer
mais elevado que era pretendido pelo governo maltês
do tempo (trabalhista) para permitir que as forças
britânicas permanecessem no país. O primeiro-ministro
era, então, Dominic Mintoff. Malta ficou nesse
momento livre de bases militares estrangeiras pela primeira
vez na história. Este acontecimento é hoje
celebrado como o Dia da Liberdade. Malta aderiu à
União Europeia a 1 de Maio de 2004.