Os
ingleses, que já então dominavam o imenso
Território do Noroeste (que à época
incluía também as atuais (ou parte de) províncias
canadenses de Alberta, Saskatchewan, Manitoba, e Nunavut)
passaram o Quebec Act, que permitiu aos franceses estabelecidos
no antigo Canadá que continuassem a manter seu
código civil e sancionou a liberdade de religião
e de idioma - permitindo que a Igreja Católica
e a língua francesa continuassem a sobreviver no
Canadá até os dias atuais.
Com
a Revolução Americana de 1776, que durou
de 1774 até 1783, o Canadá recebeu levas
de colonos leais aos ingleses, que se estabeleceram no
que é a atual província de Ontário.
Com isso, os ingleses decidiram separar o Canadá
em dois, criando o Canadá Superior (atual Ontário)
e o Canadá Inferior (atual Quebeque), além
do territorio de Nova Brunswick (antiga Acádia
- parte dos territórios antigamente colonizados
pelos franceses).
Os
próprios americanos, em 1812, invadiram o Canadá
Inferior e o Canadá Superior, numa tentativa de
anexar o resto das colonias inglesas na América
do Norte. Os americanos não tiveram sucesso - mas
ocuparam temporiamente as cidades de York (atual Toronto)
e Quebeque, queimando-as ao sair.
Em
1837, houve-se uma grande rebelião de colonos,
tanto no Baixo Canadá quanto no Alto Canadá.
Isso levou os ingleses à uma tentativa de assimilar
a cultura francesa à inglesa - entre outras coisas,
o Baixo Canadá e o Alto Canadá foram unidas
numa única províncias do Canadá.
O
medo de uma segunda invasão americana, gerando
imensas despesas em relação ao quesito segurança
(mais tropas, armamentos, suprimentos, etc), aliado ao
fracasso inglês em assimilar os franceses em 1830,
fez com que a idéia da Confederação
Canadense (mentalizada por colonos canadenses), cujo objetivo
era integrar o Canadá e defender melhor a região
de um eventual ataque americano, fosse aprovada pelos
ingleses. Em Primeiro de julho de 1867, as províncias
do Canadá, Nova Brunswick e Nova Escócia
tornaram-se uma federação (porém,
ainda com fortes laços com os ingleses).
Pós-Confederação
até dias atuais
Depois
de 1867, lentamente outras colônias inglesas aceitaram
se unir à Confederação Canadense,
sendo que a primeira foi a Colúmbia Britânica,
e em 1880, os Territórios do Noroeste - cedido
pela Companhia da Baía de Hudson). Posteriormente,
os Territórios do Noroeste seria divido nas atuais
províncias de Alberta, Saskatchewan e Manitoba,
além dos territórios de Yukon e Nunavut)
foi totalmente integrado ao território canadense,
não sem a geração de conflitos de
cunho étnico, social e econômico, dos quais
destaca-se a Rebelião de Red River, liderada por
Louis Riel. Este seria posteriomente executado por traição.
O
Canadá participou da primeira guerra mundial, como
aliada dos ingleses (os canadenses tiveram que participar
de qualquer maneira, porque relações exteriores
do Canadá ainda eram de responsabilidade inglesa),
tendo um importante peso ao decorrer da guerra. A guerra
gerou também um forte nacionalismo Quebecois, porque
os canadenses de origem francesa não queriam ir
à guerra, enquanto os canadenses de origem inglesa
queriam.
Outro
importante efeito da guerra foi a discriminação
canadense com os imigrantes (principalmente de origem
asiática). Isso é devido que a economia
canadense desceu, devido ao término da guerra -
os soldados que haviam participado na guerra, ao invés
de encontrar reconhecimento, encontraram desemprego. Com
tamanha discriminação, o Canadá proibiu
a entrada de imigrantes vindos da China ou restringiu
bastante a entrada e imigrantes vindos de outros países.
Após
a guerra, a dependência do Canadá com os
ingleses foi diminuida em 1931, pelo Estatuto de Westminster.
Nesses anos, a Grande Depressão já mostrava
seus efeitos devastadores no país - desemprego,
miséria, fome - esses efeitos apenas terminariam
com o início da segunda guerra mundial, na qual
novamente o Canadá desempenhou um importante papel
no decorrer da guerra.
Com
o término da guerra, a economia do Canadá
continuou a crescer, até os dias atuais - em grande
parte, devido ao surgimento dos EUA como uma superpotência
mundial. As leis que restringiam a entrada de imigrantes
(e proibiam a entrada de imigrantes chineses) foram removidas
em 1954, graças à importante participação
de soldados de descendência chinesa.
O
crescente nacionalismo Quebecois foi crescendo, cada vez
mais isolando Quebéc das outras províncias
canadenses. O governo do primeiro-ministro Lester Bowles
Pearson, além de tentar solucionar esse problema,
também é o responsável pela criação
da atual bandeira do Canadá (vermelha dos lados,
branca no meio, com a tradicional folha maple vermelha
no meio) - mas nada evitou que o então presidente
francês, Charles de Gaulle, num discursso em Montreal,
falasse "Viva o Quebeque / Viva o Quebeque livre",
em 1967, no centenário da independência do
país - para alegria dos separatistas Quebecois.
Além
disso, nessa época o Quebeque ja estava sendo ultrapassado
pela província de Ontário como a mais importante
e populosa do país, com Toronto ultrapassando Montreal
em importância economica. Em 1977, a província
de Quebeque, sob o governo de René Lévesque,
tornou o francês a única língua oficial
da província, e em 1980, Quebeque realizou um referendo
para a independência da mesma - no plesbecito realizado
em Quebeque, 60% dos votantes não aprovaram o referendo,
e Quebeque continuou oficialmente no Canadá. Numa
segunda votação por um segundo referendo
para a independência da província, em 1995,
o número de votantes que votaram por continuar
no Canadá havia caído para 50.3%.
O
Canadá foi um país fortemente influenciado
pelos imigrantes - ingleses, franceses, chineses, italianos,
portugueses, escoceses, alemães, ucraniânos,
poloneses, gregos - e mais recentemente, espanhóis,
gregos, árabes, indianos, coreanos e africanos,
fazem do Canadá um dos países mais diversificados
culturalmente do mundo.