Durante
os últimos 7 séculos, grupos de etnia bantu
chegaram à região vindos de várias
regiões, para fugirem de inimigos ou em busca de
novas terras. Pouco se sabe sobre a vida destas tribos
antes da chegada dos europeus, porém a arte tribal
oriunda desta época indica que eram ricas culturalmente.
Os
primeiros europeus a a chegarem ao atual Gabão
foram os comerciantes portugueses, que chegaram à
região no século XV, e deram à região
o nome de "gabão" (uma espécie
de casaco, cujo formato lembrava o do estuário
na foz do rio Komo). A costa gabonesa tornou-se um entreposto
de escravos. Logo vieram, no século seguinte, os
comerciantes holandeses, britânicos e franceses.
A
França assumiu o status de "protetora"
do território após assinar tratados com
os chefes tribais locais em 1839 e 1841. No ano seguinte,
missionários norte-americanos estabeleceram uma
missão em Baraka (a atual cidade de Libreville,
capital do país) em 1842. Em 1849, os franceses
capturaram um navio de escravos e libertaram-nos na embocadura
do rio Komo. Os escravos libertos batizaram o assentamento
de Libreville - (cidade livre).
Os
exploradores franceses penetraram as densas selvas gabonesas
entre 1862 e 1887. A França ocupou formalmente
o Gabão em 1885 mas só começou efetivamente
a administrá-lo em 1903. Em 1910, o Gabão
se tornou um dos territórios da África Equatorial
Francesa, uma federação que existiu até
1959. Os territórios se tornaram independentes
a 17 de agosto de 1960, dando origem à República
Centro-Africana, ao Chade, ao Congo-Brazzaville, e ao
Gabão.
O
primeiro presidente eleito do país foi Leon M'Bá,
em 1961. Quando M'Bá morreu, em 1967, foi substituído
por Omar Bongo, que se encontra no poder até hoje.