A
História do Panamá surge
atrelada ao desejo histórico de construção
de um canal marítimo que interligasse o Caribe
e o Oceano Pacífico.
O
território da República de Panamá
era anteriormente administrado pela Colômbia. Este
país iniciou negociações no início
do século XX com os Estados Unidos, após
uma mal-sucedida tentativa de empresários da França,
para que fosse realizada a construção do
Canal do Panamá, que possibilitaria o trânsito
de embarcações entre os Oceanos Atlântico
e Pacífico com a conseqüente facilitação
e aumento do comércio mundial.
Todavia
o Senado Colombiano não ratificou o Tratado Hay-Herran,
que permitiria o aluguel da área do Canal do Panamá
pelos norte-americanos por 99 anos e o reinício
das obras de construção do Canal. Desta
forma, a saída encontrada por Roosevelt foi estimular
a criação de um novo país na região
do Istmo do Panamá, atendendo a um desejo latente
por indepência no Panamá cuja origem remonta
a meados do século XIX.
Em 3 de novembro de 1903 um grupo de habitantes locais
foi encorajado por Estados Unidos e França a declarar
a independência do Panamá. Menos de três
semanas depois o recém-formado governo assinou
o Tratado Hay-Bunau-Varilla com o governo dos Estados
Unidos. As obras de construção do Canal
do Panamá foram assumidas pelos norte-americanos
em 1904 e se estenderam por dez anos. O governo da Colômbia,
no entanto, somente admitiu a Independência do Panamá
em 21 de dezembro de 1921.
Durante o século XX oligarquias panamenhas controlaram
o governo do país, inclusive através de
golpes de estado. Os Estados Unidos permaneceram influentes
na política do Panamá, visto que ainda administrariam
o Canal até 1999 (conforme acordos de 1977), e
a estabilidade política do Panamá permaneceria
vital para os interesses norte-americanos desde então.
Após
rusgas nas relações Estados Unidos-Panamá,
inclusive com um invasão norte-americana no país
em 1989 para depôr o presidente General Manuel Noriega,
a administração do Canal do Panamá,
da área territorial próxima ao Canal e de
bases norte-americanas reminiscentes no país foi
transferida para o governo da presidente panamenha Mireya
Moscoso, democraticamente eleita em 1999. O governo de
Moscoso foi marcado por programas sociais e políticas
educacionais, além de estímulos ao comércio
internacional do Panamá. Durante o governo Moscoso
escândalos de corrupção abalaram a
popularidade da presidência.
Em 2004 o candidato oposicionista Martín Torrijos
venceu as eleiçoes presidenciais do Panamá.
Seu governo iniciou-se em 1 de setembro do mesmo ano.