Os
registros mais antigos da história do Sri
Lanka datam do século VI a.C. quando o
povo cingalês (ou sinhala) migrou para a ilha a
partir de Bengala, no subcontinente indiano. Antes da
invasão cingalesa, a ilha era ocupada pelo povo
hoje conhecido como Vedas, que se acredita serem de origem
malaia. Ainda hoje, pessoas de origem Veda ainda vivem
no leste do Sri Lanka.
A
crônica cingalesa de Mahavamsa relata a chegada
de Vijaya, o primeiro rei cingalês, em 543 a.C..
Acredita-se que o povo cingalês tenha migrado a
partir de algum ponto do norte da Índia: não
são povos dravídicos, tais como os povos
do vizinho sul da Índia. A língua cingalesa
(sinhala) é relacionada ao sânscrito, tal
como ocorre com o hindi. O primeiro reino do Sri Lanka
tinha sua capital em Anuradhapura. No terceiro século
a.C., os cingaleses se converteram ao budismo, e a ilha
se converteu em um centro de estudos budista e de trabalho
missionário. Isto separou o Sri Lanka da cultura
hindu do sul da Índia.
Anuradhapura
permaneceu como capital do reino cingalês até
o século VIII, quando foi substituída por
Polonnaruwa. Os tamis, do sul da Índia, começaram
a chegar à ilha no início do século
III, e houve seguidas guerras entre cingaleses e os invasores
do sul da Índia. Durante boa parte do primeiro
milênio d.C., a ilha foi controlada por vários
príncipes de origem tamil.
O
período áureo do reino do Sri Lanka ocorreu
no século XII, quando o rei cingalês Prakrama
Bahu derrotou os tamis, unificou a ilha sob o seu governo,
e ainda invadiu a Índia e Burma. No século
XV a ilha foi atacada pela China, e por 30 anos os reis
locais prestaram tributo ao imperador chinês.
Ocupação
européia
O
Sri Lanka era conhecido dos gregos e dos romanos, que
o chamavam de Taprobana. Depois da conquista do Oriente
Médio pelos árabes , mercadores freqüentemente
visitavam a ilha, e existia uma comunidade árabe
no Sri Lanka desde o século X.
Os
primeiros europeus a visitarem o Sri Lanka foram os portugueses:
Francisco de Almeida chegou à ilha em 1505, e encontrou-a
dividida em 7 reinos que guerreavam entre si, incapazes
de derrotar um invasor. Os portugueses fundaram a cidade
de Colombo em 1517, e gradualmente extenderam seu controle
pelas áreas costeiras. Em 1592 os cingaleses mudaram
sua capital para a cidade interiorana de Kandy, local
mais seguro contra o ataque de invasores. Guerras intermitentes
prosseguiram durante o século XVI.
Muitos
cingaleses se converteram ao cristianismo, porém
a maioria budista odiava os portugueses, e apoiariam qualquer
um que os enfrentasse. Então, em 1602, quando o
capitão holandês Joris Spilberg chegou à
ilha, o rei de Kandy pediu-lhe auxílio. Porém,
somente em 1638 os holandeses atacaram pela primeira vez,
e apenas em 1656 Colombo foi tomada. Por volta de 1660
os holandeses controlavam toda a ilha, exceto o reino
de Kandy. Os holandeses perseguiram os católicos,
porém deixaram os budistas, os hindus e os islâmicos
professarem suas religiões. No entanto, cobravam
impostos mais pesados que os portugueses. Como resultado
do domínio holandês, mestiços de holandeses
e cingaleses, conhecidos como burghers existem até
hoje no país.
Durante
as Guerras Napoleônicas o Reino Unido, temendo que
o controle da França sobre os Países Baixos
fizesse com que o Sri Lanka passasse ao controle francês,
ocuparam a ilha (a qual chamavam de Ceilão (Ceylon))
com pouca dificuldade, em 1796. Em 1802 a ilha foi formalmente
cedida à Grã-Bretanha e tornou-se uma colônia
real. Em 1815 Kandy foi ocupada, pondo fim à independência
do reino do Sri Lanka. Um tratado em 1818 preservou a
monarquia de Kandy, porém como dependência
britânica.
Os
ingleses introduziram o cultivo do chá, café
e borracha nas montanhas da ilha. Em meados do século
XIX o Ceilão já trouxera fortuna a uma pequena
classe de plantadores de chá. Para trabalhar nas
fazendas, os proprietarios importaram grande quantidade
de trabalhadores tamis do sul da Índia, que logo
chegaram a 10% da população.
Os
britânicos, seguindo sua prática comum de
"dividir para governar", favoreciam ora um grupo
ora outro para fomentar a rivalidade. Também favoreceram
os "burghers" e também alguns cingaleses
de castas mais altas, fomentando divisões e inimizades
que sobrevivem desde então. Os "burghers"
receberam um certo grau de auto-governo no início
de 1833. Somente em 1909 é que um desenvolvimento
constitucional ocorreu, com uma assembléia parcialmente
eleita. O sufrágio universal só foi introduzido
em 1931 sob o protesto dos cingaleses, que rejeitavam
o direito a voto para os tamis.
Os
registros mais antigos da história do Sri Lanka datam
do século VI a.C. quando o povo cingalês (ou
sinhala) migrou para a ilha a partir de Bengala, no subcontinente
indiano. Antes da invasão cingalesa, a ilha era ocupada
pelo povo hoje conhecido como Vedas, que se acredita serem
de origem malaia. Ainda hoje, pessoas de origem Veda ainda
vivem no leste do Sri Lanka.
A
crônica cingalesa de Mahavamsa relata a chegada
de Vijaya, o primeiro rei cingalês, em 543 a.C..
Acredita-se que o povo cingalês tenha migrado a
partir de algum ponto do norte da Índia: não
são povos dravídicos, tais como os povos
do vizinho sul da Índia. A língua cingalesa
(sinhala) é relacionada ao sânscrito, tal
como ocorre com o hindi. O primeiro reino do Sri Lanka
tinha sua capital em Anuradhapura. No terceiro século
a.C., os cingaleses se converteram ao budismo, e a ilha
se converteu em um centro de estudos budista e de trabalho
missionário. Isto separou o Sri Lanka da cultura
hindu do sul da Índia.
Anuradhapura
permaneceu como capital do reino cingalês até
o século VIII, quando foi substituída por
Polonnaruwa. Os tamis, do sul da Índia, começaram
a chegar à ilha no início do século
III, e houve seguidas guerras entre cingaleses e os invasores
do sul da Índia. Durante boa parte do primeiro
milênio d.C., a ilha foi controlada por vários
príncipes de origem tamil.
O
período áureo do reino do Sri Lanka ocorreu
no século XII, quando o rei cingalês Prakrama
Bahu derrotou os tamis, unificou a ilha sob o seu governo,
e ainda invadiu a Índia e Burma. No século
XV a ilha foi atacada pela China, e por 30 anos os reis
locais prestaram tributo ao imperador chinês.