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Primórdios
Provavelmente os primeiros habitantes dos Camarões
foram os Bakas, tribos de Pigmeus que ainda vivem nas
florestas do sudeste do país. A língua Bantu
teve a sua origem nas terras altas dos Camarões,
mas a muitos dos falantes partiram antes da chegada dos
primeiros invasores.
Entre
os finais da década de 1770 e o início de
1800, os Fula, um povo islâmico conquistou a maior
parte das terras que actualmente constituem o norte dos
Camarões, subjugando ou desalojando os habitantes,
na maioria não muçulmanos.
Apesar
da chegada dos portugueses à costa dos Camarões
datar do século XV, a malária impediu os
europeus de se instalarem e conquistarem os territórios
do interior até ao final da década de 1870,
quando grandes quantidades de quinino se tornaram disponíveis.
No início, os europeus estavam sobretudo interessados
em comerciar, o que faziam na zona costeira, e adquirir
escravos. O comércio de escravos foi reprimido
a meio do século XIX, ainda na parte final deste
século instalaram-se nos Camarões missões
cristãs, as quais continuam a desempenhar um papel
na vida do país.
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No
dia 5 de Julho de 1884 a totalidade do território
camaronês e alguns territórios vizinhos tornaram-se
a colónia alemã de Kamerun, com a capital
situada primeiramente em Buea e depois em Yaoundé.
Após o final da Primeira Guerra Mundial, o Reino
Unido e a França dividiram esta colónia, cabendo
à França a maior área, sendo as zonas
mais distantes transferidas para o domínio de outras
colónias francesas, e governando o restante a partir
de Yaoundé.
Em
1955, a União do Povo Camaronês (tradução
literal do inglês, Union of Cameroonian Peoples),
UPC, um grupo rebelde onde os grupos étnicos dominantes
eram os Bamileke e os Bassa, iniciaram a luta armada pela
independência dos Camarões franceses. Esta
revolta continuou, com cada vez menor intensidade, mesmo
após a independência. As estimativas do número
de mortos deste conflito variam entre as dezenas e as
centenas de milhares de pessoas.
Pós-independência
Os Camarões franceses alcançaram a independência
em 1960 sob a denominação de República
dos Camarões. No ano seguinte, a maioria muçulmana
do norte, que dominava dois terços dos Camarões
britânicos, votou pela adesão à Nigéria,
enquanto que no sul a maioria cristã, votou de
forma que o outro terço dos Camarões britânicos
aderisse à República dos Camarões,
formando a República Federal dos Camarões.
Ahmadou
Ahidjo, um Fula educado em França, foi escolhido
para presidente da federação em 1961. Ahidjo,
suportado pelas forças de segurança internas,
ilegalizou todos os partidos políticos, à
excepção do seu, em 1966. Conseguiu suprimir
a rebelião da UPC, sendo a captura do último
líder rebelde importante ocorrido em 1970. Em 1972,
uma nova constituição substituiu a federação
por um estado unitário.
Ahidjo
abdicou do cargo de presidente em 1982 e foi sucedido,
como indicava a constituição, pelo seu primeiro
ministro, Paul Biya, um oficial de carreira do grupo étnico
Bei-Pahuin. Ahidjo acabou por se arrepender da sua escolha,
mas os seus apoiantes não conseguiram derrubar
Biya numa tentativa de golpe levada a cabo a 6 de Abril
de 1984. Biya venceu as eleições, onde era
o único candidato, em 1983 e 1984 e as eleições
multipartidárias, mas fraudulentas, de 1992 e 1997.
O seu partido tem uma maioria considerável.
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