A
Virgínia foi a primeira colônia britânica
nas Américas. A colônia britânica de
Virgínia foi fundada em 1606. Jamestown foi o primeiro
assentamento britânico fundado no continente americano.
Os colonos britânicos esperavam encontrar ouro ou
outros metais preciosos, mas nada encontraram. Ao invés
disso, a Virgínia eventualmente tornou-se uma colônia
agrária, passando a exportar tabaco para o Reino
Unido a partir de 1612. A Virgínia também
destaca-se por ter sido a primeira colônia a criar
um sistema de governo, a Casa de Burgess, uma câmara
legislativa.
Outras
províncias coloniais britânicas logo foram
fundadas pelo Reino Unido, ao longo do Oceano Atlântico.
Massachusetts foi fundada em 1620, e Nova Hampshire, em
1623. A colônia de Nova Iorque foi fundada em 1624.
Esta última colônia duplicaria após
os britânicos terem expulsado os neerlandeses do
nordeste do atual Estados Unidos. Os neerlandeses estavam
instalados no que atualmente constitui o sul do estado
de Nova Iorque, em uma colônia chamada Novos Países
Baixos, cuja capital era Nova Amsterdão. O Novos
Países Baixos foram capturados em 1664, e Nova
Amsterdão foi renomeada como Nova Iorque.
O
primeiro assentamento permanente em Connecticut foi fundado
em 1633, Maryland em 1632, Rhode Island em 1636, Delaware
em 1638, Pensilvânia em 1643, Carolina do Norte
em 1653, Nova Jérsia em 1660, e a Carolina do Sul,
em 1670. Maryland destaca-se por ter sido a primeira colônia
a permitir a livre prática de qualquer religião.
O
Massachusetts destacou-se em seu pioneirismo na educação,
tendo fundado a Faculdade de Harvard - atual Universidade
de Harvard - em 1636 - a primeira instituição
de educação superior nos atuais Estados
Unidos - e o primeiro sistema de educação
pública, em 1647. Entre a década de 1650
e a 1660, os britânicos gradualmente conquistaram
os Novos Países Baixos, tendo anexado estas colônias
neerlandesas definitivamente em 1664. Nova Amsterdão,
capital e maior cidade destas colônias, foi renomeada
como Nova Iorque. Em 1672, a primeira estrada de maior
importância foi fundada nos Estados Unidos, conectando
Boston com Nova Iorque. O primeiro jornal foi fundado
em 1704, em Boston, sob o nome de Boston News-Letter.
Em
1663, o Rei Carlos I de Inglaterra cedeu a região
localizada entre a colônia britânica de Virgínia
e a então colônia espanhola de Flórida
para oito diferentes proprietários. Esta região
era então chamada de Carolina. Em 1712, a Carolina
foi dividida em três regiões. A região
setentrional tornou-se a Carolina do Norte, e a região
central tornou-se a Carolina do Sul. A região sul
continuou escassamente habitado, e somente tornou-se oficialmente
colônia britânica em 1733, sob o nome de Geórgia.
Em
1753, a população dos Estados Unidos era
de um 1.3 milhão de habitantes. A economia do país
então era baseada primariamente na agricultura
e na exportação de produtos agropecuários
a outros países. Então, as treze colônias
já atraíam milhares de imigrantes anualmente,
tornando-se uma sociedade multicultural.
1754 - 1783
O
perído da história dos Estados Unidos da
América que estende-se de 1754 e estende-se até
1783 é marcado pelo crescente movimento da população
das treze colônias americanas pela independência.
As relações entre os colonos americanos
e os britânicos passaram a deteriorar-se rapidamente.
Desde meados do século XVIII, tanto as colônias
francesas quanto as colônias britânicas na
América do Norte expandiram-se. Eventualmente,
tanto a França quanto o Reino Unido reivindicaram
o território que estendia-se da Cadeia dos Apalaches
até o Rio Mississippi. Em 1754, a Guerra Franco-Indígena
teve início, entre a colônia francesa de
Nova França e as treze colônias britânicas.
Esta guerra, por sua vez, é considerada parte de
um conflito mundial, a Guerra dos Sete Anos. Diferentes
tribos indígenas participaram na guerra, algumas
ao lado dos britânicos, e outras ao lado dos franceses.
Em 1763, o Reino Unido saiu-se vencedor. Segundo os termos
do Tratado de Paris, o Reino Unido anexou todos os territórios
franceses a oeste do Rio Mississippi - com exceção
de New Orleans. Territórios franceses a oeste do
Rio Mississippi, bem como New Orleans, tornaram-se colônias
espanholas.
A
Guerra dos Sete Anos endividou pesadamente o Reino Unido.
Além disso, o Reino Unido, por passar a controlar
um território muito maior, foi obrigada a aumentar
seus custos em relação à defesa e
menutenção da ordem em suas colônias.
Como consequência, o governo britânico criou
ou aumentou uma série de impostos em todo o Império
Britânico, fato que desagradou muito a população
americana. Como os colonos americanos não tinham
representação no Parlamento do Reino Unido,
estes colonos acreditaram que estes impostos eram injustos.
Não aos impostos sem representação
tornou-se um grito de guerra de vários colonos
americanos. Como consequência, muitos colonos americanos
passaram a boicotar produtos britânicos vendidos
nas treze colônias. Em 1765, um grupo de representantes
de 9 das 13 colônias juntaram-se em Massachusetts,
e passaram a considerar a criação de uma
ação conjunta contra o Reino Unido.
À medida em que as tensões entre britânicos
e os americanos cresciam, os britânicos mandaram
tropas no final da década de 1770, que ocuparam
as duas maiores cidades americanas à época,
Boston e Nova Iorque. Tensões entre colonos americanos
e soldados britânicos resultaram no extermínio
de cinco colonos americanos, em 5 de março de 1770.
Em 1774, os britânicos aprovaram os Atos Intoleráveis,
que fechava o porto de Boston e aumentava os poderes dos
britânicos sobre as 13 colônias, entre outras
medidas. Os Atos Intoleráveis revoltaram a população
americana. Em 5 de setembro de 1774, representantes de
12 colônias americanas juntaram-se no Primeiro Congresso
Continental, em Filadélfia, e decidiram paralizar
todo as relações comerciais entre as colônias
e o Reino Unido.
A
Revolução Americana de 1776 teve início
em 19 de abril de 1775, quando tropas britânicas
tentaram apreender armas e suprimentos militares do Massachusetts.
Porém, colonos americanos derrotaram estas tropas
britânicas. Representantes das treze colônias
britânicas juntaram-se em Filadélfia, no
Segundo Congresso Continental, em 10 de maio de 1775.
Em 15 de junho, George Washington foi escolhido líder
das forças rebeldes americanas. Em 23 de agosto,
o Reino Unido oficialmente declarou guerra contra os rebeldes.
Em
4 de julho de 1776, o Segundo Congresso Continental declarou
oficialmente a independência das treze colônias.
A guerra pela independência estendeu-se entre 1776
e 1783. Inicialmente, os rebeldes americanos dispunham
de uma pequena força armada, mal treinada, mal
equipada, bem como faltavam líderes e comandantes.
Além disso, faltavam armas, suprimentos e fundos
econômicos. Apesar disso, a causa da independência
era mais importante, e os rebeldes tinham a vantagem em
lutar em um enorme e bem conhecido território,
que era desconhecido pelas tropas britânicas enviadas
às treze colônias. Inicialmente, os rebeldes
sofreram diversas derrotas. Eventualmente, porém,
os rebeldes passaram a dominar a guerra. Os rebeldes americanos
também receberam ajuda militar e econômica
substancial da França e da Espanha.
Em
3 de setembro de 1783, o Reino Unido reconheceu oficialmente
sua derrota, através do Tratado de Paris, terminando
oficialmente a guerra pela independência americana.
Os Estados Unidos receberam todos os territórios
britânicos ao sul dos Grandes Lagos e do Rio São
Lourenço, a leste do Rio Mississippi, e ao norte
da Flórida, ainda colônia espanhola.
1783 - 1815
Em
1787, líderes e representantes dos treze estados
americanos escreveram a Constituição dos
Estados Unidos da América, que tornou-se o pilar
central do sistema político dos Estados Unidos
da América, e centralizou o governo do recém-criado
país. Todos os estados americanos ratificaram a
Constituição americana por volta de 1789,
tornando-se assim oficialmente estados dos Estados Unidos
da América.
A Constituição Americana instituiu um sistema
de colégios eleitorais no país. Em 1789,
George Washington, que fora o líder das forças
rebeldes americanas na Revolução Americana
de 1776, foi escolhido por unanimidade pelos membros do
colégio eleitoral como o primeiro Presidente dos
Estados Unidos da América. O governo dos Estados
Unidos passou a operar de maneira centralizada ainda em
1789, com capital em Nova Iorque. Um ano depois, a capital
mudou-se para Filadélfia.
Os
Estados Unidos então sofria de diversos problemas,
como a falta de infra-estrutura e uma gigantesca dívida
pública. Os problemas econômicos do país
eram enormes. O país também estava dividido
em dois: em um Norte cuja economia baseava-se primariamente
no comércio doméstico e na indústria
de manufaturação, e cuja população
era primariamente contra o trabalho escravo, e em um Sul
cuja economia dependia pesadamente da agricultura, cujos
produtos - primariamente algodão - eram primariamente
vendidos em outros países, e utilizava mão-de-obra
escrava. Outro problema foi o início de uma nova
guerra, entre a França e o Reino Unido e a Espanha.
A França esperava ajuda militar dos americanos.
Porém, alguns grupos políticos eram a favor,
e outros eram contra. George Washington decidiu-se pela
neutralidade, causando atritos políticos e militares
entre a França e os Estados Unidos da América.
Divergências entre diferentes grupos políticos
levaram à criação de dois partidos
políticos - o Partido Federalista e o Partido Democrático-Republicano.
Diversos
políticos queriam que o governo controlasse ativamente
a economia do país. Outros eram contra a qualquer
tipo de interveção do Estado na economia
dos Estados Unidos. O Secretário de Estado americano
Alexander Hamilton, que era a favor da intervenção
do governo dentro da economia nacional, sugeriu aumentar
impostos em certos produtos agropecuários, para
a arrecadação de mais fundos, que seriam
utilizados para o pagamento da dívida. Thomas Jefferson,
um dos líderes do grupo contra a intervenção
governamental na economia do país, foi contra inicialmente.
Porém, Jefferson concordou em apoiar Hamilton,
caso este decidisse suportar a mudança da capital
americana para o sul. O Congresso americano aprovou o
plano financeiro de Hamilton, e também em mudar
a capital americana, que mudou-se definitivamente para
Washington, Distrito de Columbia, em 1800.
Em 1800, Thomas Jefferson foi eleito Presidente dos Estados
Unidos, tendo sido reeleito em 1804. A ideologia político-social
de Jefferson era um fraco governo centralizado, e politicamente
democrático e balanceado, bem como ampla liberdade
aos habitantes do país. Este ideal ficou conhecido
como democracia jeffersoniana. Em 1803, Jefferson autorizou
a compra de um enorme território, a Louisiana,
que dobrou o país em área. A Constituição
americana não autorizava a compra de territórios
estrangeiros, e diversos grupos políticos questionaram
a validade da compra. Outros destaque durante o governo
de Jefferson foi a ascensão de um forte Suprema
Corte.
Em
1803, a França e o Reino Unido novamente entraram
em guerra. Ambos os países atacaram navios mercantes
americanos. Os Estados Unidos instituíram um embargo
econômico contra os dois países, em 1807.
O embargo causou grande recessão econômica
nos Estados Unidos, e tiveram pouco efeito tanto nos ataques
quanto na economia britânica e francesa. James Madison
tornou-se Presidente em 1809, e a França concordou
em parar de atacar navios mercantes americanos. O Reino
Unido, porém, continuou ativamente com estes ataques.
Isto, aliado com rumores que constantes ataques indígenas
no norte do país estavam sendo incentivados pelos
britânicos, desencadearam a Guerra Anglo-Americana.
Os Estados Unidos declararam guerra oficialmente em 12
de junho de 1812. Tropas americanas atacaram o sul do
atual Canadá, mas eventualmente, contra-ataques
britânicos forçaram os americanos a recuarem.
Os britânicos capturaram e incendiaram prédios
governamentais importantes de Washington, DC, em 1814.
Eventualmente, porém, os americanos e os britânicos
chegaram a um acordo de paz. A guerra terminou em 1815,
e nenhum lado oficialmente venceu a guerra. A Guerra Anglo-Americana,
porém, criou um grande senso de orgulho e de nacionalismo
americano, entre a população do país.
1815
- 1865
Após o término da Guerra Anglo-Americana,
da derrota de Napoleão Bonaparte na batalha de
Waterloo e do Congresso de Viena, todos eventos ocorridos
em 1815, uma era de estabilidade relativa iniciou-se na
Europa. Líderes americanos passaram a prestar menos
atenção a conflitos europeus, bem com o
comércio com a Europa, e passaram a dedicar-se
mais ao desenvolvimento doméstico do país.
Em 1823, o Presidente americano James Monroe instituiu
a Doutrina Monroe, onde Monroe avisava às potências
européias a não interferirem com nenhuma
nação livre no continente americano.
Com
o fim da aliança dos britânicos com os indígenas,
colonos americanos passaram a colonizar áreas,
habitadas primariamente por indígenas - muitos
dos quais haviam sido movidos à força para
a região, da costa atlântica, por ordem do
governo americano. Durante a década de 1830, o
governo federal deportou forçadamente tribos indígenas
do sudeste do país para territórios menos
férteis no oeste. Este caso foi parar na Suprema
Corte americana, que julgou o caso a favor dos indígenas.
Mesmo assim, o Presidente americano à época,
Andrew Jackson, ignorou o mandato da Suprema Corte.
Ao
longo das primeiras décadas do século XIX,
milhares de americanos e imigrantes recém-chegados
no país passaram a mover-se em direção
ao oeste. Foi o início da expansão americana
em direção ao Oceano Pacífico. Muitos
destes assentadores instalaram-se até mesmo em
áreas não controladas pelos americanos à
época, especialmente no Texas e na Califórnia.
À medida em que a população de regiões
e territórios na região central e oeste
dos Estados Unidos gradualmente aumentaram, novos territórios
e estados foram criados. Este movimento em direção
ao oeste foi em parte estimulado pelo Destino Manifesto,
criado durante a década de 1840.
Então,
milhares de colonos viviam em território não-americano,
ou em regiões disputadas por outros países.
As pessoas que apoiavam o Destino Manifesto acreditavam
que os Estados Unidos deveriam controlar toda a América
do Norte. Os habitantes americanos que viviam nestas regiões
passaram a exigir a anexação destas regiões
por parte do governo americano. Estas regiões incluem
o norte do México e o Território de Oregon,
região localizada no noroeste dos atuais Estados
Unidos e no sudoeste do Canadá, e disputada com
o Reino Unido.
Em
1839, o Texas tornou-se independente, tornando-se uma
república. O Texas foi anexado pelos Estados Unidos
em 1845. Em 1846, o Reino Unido cedeu a região
sul do Território de Oregon para os Estados Unidos.
Ainda no mesmo ano, a Guerra Mexicano-Americana teve início.
A guerra teve fim em 1848, terminando com vitória
americana. No Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado em
2 de fevereiro de 1848, o México oficialmente cedia
toda a região norte do país para os Estados
Unidos. Em 1853, os Estados Unidos compraram uma pequena
região, na Compra de Gdsden, que constitui o sul
dos atuais Arizona e Novo México.
Os
Estados Unidos já eram então na década
de 1850 uma grande potência econômica e militar.
Milhares de imigrantes vindos de países europeus
instalavam-se anualmente nos Estados Unidos. Porém,
as diferenças políticas, sociais e econômicas
entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos haviam crescido
drasticamente desde que o país tornara-se independente
em 1783. A população do Norte havia crescido
drasticamente, e tinha o quase o triplo da população
do Sul. A maior parte dos imigrantes instalavam-se no
Norte, cuja economia era pesadamente industrializada,
e cuja população era contra o uso do trabalho
escravo. O Sul, por sua vez, continuava dependente das
exportações de algodão para países
europeus.
A maior população dos estados do Norte fez
com que esta passasse a dominar a Casa de Representantes.
O equilíbrio político então era somente
mantido pelo igual número de estados pró-escravidão
e pró-abolicionismo no Senado. Porém, a
expansão do país em direção
ao oeste criou grande controvérsia. Nortistas acreditavam
que a escravidão deveria ser efetivamente proibida
nos novos estados que seriam fundados no oeste do país.
Já os sulistas eram contra esta proposta. O equilíbrio
político no Senado foi mantido até o início
da década de 1860, com estados pró-abolicionistas
somente sendo criados quando um segundo estado, pró-escravista,
também era criado. O equilíbrio foi quebrado
em 1861, quando o Kansas foi admitido à União
como estado pró-abolicionista. O domínio
dos pró-abolicionistas no Congresso americano e
a eleição do pró-abolicionista republicano
Abraham Lincoln em 1860 fizeram com que 11 estados pró-escravistas
anunciassem secessão dos Estados Unidos, e a fundação
dos Estados Confederados da América.
A
Guerra Civil Americana teve início em 12 de abril
de 1861, quando tropas confederadas atacaram tropas da
União em Charleston. A União, ou os Estados
Unidos propriamente dito, dispunha de maior força
industrial, econômica e militar, bem como maior
população. Os confederados, porém,
estavam dispostos a lutar por sua causa. Durante o início
da guerra, os confederados venceram diversas batalhas.
Porém, a União gradualmente passou a controlar
a guerra. Em 1 de janeiro de 1863, Lincoln proclamou,
em um gesto simbólico, a Proclamação
de Emancipação, que dava liberdade a todo
escravo em território confederado. A rendição
da principal força confederada, controlada por
Robert E. Lee, em 9 de abril de 1865, marca em prática
o fim da Guerra Civil, que terminaria oficialmente em
28 de junho, com a rendição das últimas
tropas confederadas.
1865 - 1918
A Guerra da Secessão causou grande destruição
nos Estados Unidos - especialmente no sul do país.
Nenhum conflito causou a morte de mais americanos do que
a Guerra da Secessão. Entre 600 a 700 mil americanos
perderam suas vidas nesta guerra civil, mais do que as
baixas americanas em todas as guerras que os Estados Unidos
estiveram envolvidos desde a Revolução Americana
de 1776 até os dias atuais. O Sul, após
o final da guerra, foi ocupada por forças americanas.
A economia da região então estava completamente
destruída. O período que estende-se do final
da guerra até 1877, quando as últimas forças
americanas desocuparam o Sul, é conhecido como
Reconstrução.
Conflitos
entre políticos nortistas apareceram quanto ao
processo de readmissão dos estados do Sul para
os Estados Unidos da América. Estes políticos
dividiam-se em dois grupos: os moderados e os radicais.
Os moderados, liderados ao longo da guerra por Abraham
Lincoln e posteriomente pelo Vice-Presidente Andrew Jackson
(que assumiu o posto de Presidente), queriam por um fim
definitivo às diferenças políticas,
culturais, econômicas e sociais entre o Sul e o
Norte, e eram contra a imposição de punições.
Já os radicais exigiam grandes punições
contra o Sul. Os radicais, após a guerra, conseguiram
aprovar no Congresso americano pesadas punições
contra o Sul, e mesmo iniciaram um processo de impeachment
contra Jackson. O Senado americano rejeitou este processo
por apenas um voto, em 1768.
Os
nortistas instalaram nos estados e nas principais cidades
e condados do Sul governos comandados por republicanos,
protegidos pelas tropas nortistas. A população
do Sul ressentia a presença de tanto os republicanos
quanto das tropas. Entre os políticos instalados
no poder nestas subdivisões, estiveram diversos
afro-americanos, colocados no poder pelo governo americano
primariamente com o propósito de humilhar a população
sulista. O governo americano proibiu o uso do trabalho
escravo ainda em 1865, confirmou a cidadania de todos
os afro-americanos no país em 1868, e permitiu
que qualquer pessoa do sexo masculino afro-americana também
tivesse o direito de voto. Apesar disto, a discriminação
contra afro-americanos continuaria abertamente em todo
o país durante o próximo século no
país.
A
Reconstrução terminou em 1877. A economia
dos Estados Unidos desenvolveu-se rapidamente, grandes
malhas ferroviárias foram construídas ao
longo do país. Este crescimento estava centralizado
primariamente nas cidades. Como consequência, grande
migração dos campos para as cidades ocorreram.
Os Estados Unidos haviam expandiram seu território
em 1867, com a adquisição do Alasca, da
Rússia. Em 1898, o Havaí foi anexado pelos
Estados Unidos. No mesmo ano, os Estados Unidos entraram
em guerra contra a Espanha, na Guerra Hispano-Americana,
saindo-se vencedora, e adquirindo Cuba e o Porto Rico.
Os americanos conquistaram as Filipinas - então
colônia espanhola - em 1903.
Mais de 25 milhões de imigrantes instalaram-se
nos Estados Unidos, entre 1870 e 1916, causando grande
crescimento populacional - de 40 milhões de habitantes
em 1870 para mais de 100 milhões em 1916. Os principais
motivos foram a rápida industrialização
dos estados do Norte, a substituição de
mão-de-obra escrava por mão-de-obra imigrante
nos estados do Sul, e primariamente por causa do Ato Homestead,
que dava lotes de terra no oeste americano a baixo ou
nenhum custo, incentivando assim o povoamento do oeste
americano. Este povoamento, porém, assinalou o
fim do estilo de vida das tribos indígenas nos
Estados Unidos. Em ordem para dar espaço à
cidades e fazendas, os americanos forçaram os indígenas
a moverem-se para reservas indígenas. Estes resistiram
inicialmente, atacando fazendas e cidades americanas,
mas todos os movimentos de resistência por parte
dos indígenas acabaram em 1900.
Em
1914, a Primeira Guerra Mundial teve início. O
Estados Unidos não entraram inicialmente na guerra,
mas cedeu empréstimos e suprimentos às duas
principais potências da Tríplice Entente
- Reino Unido e a França. Em 1917, o Estados Unidos
entrou na guerra, ao lado da Tríplice Entente,
por causa do afundamento de diversos navios americanos
por submarinos alemães. Após o final da
guerra, as potências Aliadas impuseram pesadas punições
contra a Alemanha, sob os termos do Tratado de Versailles,
apesar da insistência do Presidente americano Woodrow
Wilson por termos razoáveis de punição.
O impacto econômico do tratado na Alemanha foi severo,
e a humilhação imposta por este tratado
foi uma das razões primárias para que Adolf
Hitler assumisse o poder da Alemanha em 1933. Os Estados
Unidos não ratificaram o tratado, e ao invés
disso, assinaram tratados de paz diferentes com a Alemanha
e suas aliadas. A guerra não alcançou os
ideais que Wilson prometera, e os americanos decidiram
isolar-se do resto do mundo, passando a dar mais atenção
a problemas domésticos, longe de relações
internacionais.
1918 - 1945
Durante a maior parte da década de 1920, os Estados
Unidos passou por um período de prosperidade não
balanceada. Enquanto a indústria de manufatura
e a venda de novos produtos recém-inventados, como
rádio, filmes e automóveis - preços
para produtos agropecuários e de salários
dos trabalhadores caíram em todo o país.
A qualidade de vida nas áreas urbanas crescia gradualmente,
e dramáticas melhorias no sistema de planejamento
urbano destas áreas urbanas ocorreram, a qualidade
de vida caiu nas áreas rurais. Uma das razões
da prosperidade econômica em geral dos Estados Unidos
durante a década de 1920 foi a extensão
de crédito a níveis perigosos, incluindo
nas bolsas de valores, que cresceram para níveis
perigosamente inflados.
Em
1920, o Congresso americano aprovou a proibição
da fabricação, venda, importação
e exportação de bebidas alcólicas
foi em todo os Estados Unidos, em uma tentativa de minimizar
diversos problemas sociais. Este ato do Congresso americano
ficou conhecida como Prohibition, que terminou em 1933,
não tendo sucedido em reduzir o consumo de álcool,
e fortalecendo o crime organizado no país. A Proibição,
de qualquer maneira, foi a primeira emenda à Constituição
americana que regulava diretamente a atividade social,
representando o crescente fortalecimento do Estado no
país durante as primeiras décadas do século
XX.
A
quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ocorrida em
1929, marca o início de um período de uma
década conhecido como Grande Depressão,
caracterizada por grande recessão econômica
no país. As causas da quebra da bolsa de valores
e da Grande Depressão em si são assunto
de grande controvérsia até os dias atuais.
A quantidade limitada de informações da
economia da época sugerem que a indústria
de construção e a indústria imobiliária
estagnaram em 1926, juntando-se ao declínio das
indústria da agricultura, pecuária, mineração
e petróleo. Em todos estes setores, a superprodução
baixou preços e lucros. Os salários não
cresceram rápido o suficiente para permitir a possíveis
consumidores a compra de novas residências e de
outros produtos à venda à época.
A exportação de produtos industrializados
gradualmente caía, por causa da ascenção
do protecionismo no mundo industrializado. A quebra da
bolsa de valores drenou a confiança de possíveis
consumidores e, mais importante, a confiança de
instituições financeiras. Estas tornaram-se
extremamente relutantes em investir. Por isto, a economia
americana caiu em uma severa depressão econômica.
A Grande Depressão foi marcada por níveis
muito altos de desemprego, investimentos negligíveis
e grande deflação.
Em
resposta à recessão, o Congresso e o então
Presidente americano Hebert Hoover aprovaram uma tarifa
alfandegária, o Ato Tarifário Smoot-Hawley,
e, juntamente com outros atos públicos, tentou
fixar preços a fazendeiros, e criou um programa
de ajuda social, que passou a empregar centenas de pessoas,
acreditando que o governo americano era obrigado a manter
os níveis de emprego em alta, mas que deveria intrometer-se
diretamente o menos possível na economia do país.
Estes esforços não tiveram precedentes,
e economistas atualmente ainda não chegaram a um
conscenso sobre a devida preucação destas
políticas. Enquanto alguns acreditam que estas
medidas pouco serviriam a curto prazo, e foram insuficientes,
dado a magnitude da depressão, outros acreditam
que estas políticas foram destrutivas, e construibuíram
para a agravação da Grande Depressão.
Com milhões de pessoas desempregadas, grande descontentamento
entre a população americana começou
a surgir entre as classes trabalhadoras dos Estados Unidos.
Uma resposta repressiva do governo americano poderia causar
uma revolução socialista a qualquer momento,
mas o Presidente Franklin Delano Roosevelt, eleito em
1932, implementou o New Deal, que aumentava a participação
e a intervenção do governo americano na
economia do país, insituía novas regulações
em instituições de comércio - especialmente
bancos - para maior estabilidade da economia do país,
e criavam um número de programas de ajuda social
e econômica aos pobres e desempregados. O ápice
da Grande Depressão ocorreu em 1933, e gradualmente
desde então, a economia do país gradualmente
recuperou-se, embora muito lentamente, apresentando poucas
melhorias até o fim da década, e somente
terminando com o início da Segunda Guerra Mundial.
O
sentimento isolascionista americano caíra, mas
tanto a população americana quanto o governo
inicialmente eram contra o envolvimento do país
na guerra, limitando-se a fornecer suprimentos para o
Reino Unido, a China e a União Soviética.
Porém, este sentimento mudou drasticamente após
o Ataque em Pearl Habor por tropas japonesas, em 7 de
dezembro de 1941, e os Estados Unidos rapidamente aliaram-se
com os britânicos e os soviéticos, contra
o Japão, a Itália e a Alemanha. Mesmo com
o envolvimento americano, quase quatro anos foram necessários
para a derrota final da Alemanha e do Japão. A
participação dos Estados Unidos foi essencial
na prevenção de uma eventual vitória
das potências do Eixo.
1945 - 1964
Após o fim da Segunda Guerra Mundial,
os Estados Unidos experenciaram um período de grande
crescimento econômico. As potências Aliadas
(que incluíam os Estados Unidos) financiaram a
reconstrução da Alemanha e do Japão,
e eventualmente transformaram estes países de ex-inimigos
em aliados.
A
era pós-guerra nos Estados Unidos foi marcado internacionalmente
pelo início da Guerra Fria, onde os Estados Unidos
e a União Soviética tentaram expandir sua
influência no resto do mundo, à custa de
outros países. Esta guerra foi balanceada pelos
massivos arsenais nucleares destes países. O resultado
foi uma série de conflitos durante este período,
incluíndo a Guerra da Coréia em 1950 a 1953
(que resultou em status quo) e a tensa Crise dos mísseis
de Cuba de 1962. Dentro dos Estados Unidos, a Guerra Fria
gerou preocupações sobre a influência
comunista, e também resultou em tentativas do governo
americano em encorajar matemática e ciências
nos esforços em vencer a corrida espacial.
Este
período da história americana caracteriza-se
pela explosão populacional do país. Foi
o período da explosão populacional americana.
Enquanto isto, a migração rural, que foi
intensa desde o final da Guerra da Secessão, começou
a cair gradualmente, e o país experenciou um período
de expansão econômica sustentável.
Ao mesmo tempo, o racismo ao longo do país - especialmente
no sul - começou a ser combatido com o crescente
movimento dos direitos civis, e por líderes afro-americanos
tais como Martin Luther King. Ao longo da década
de 1950 e do início da década de 1960, todas
as leis de segregação social nos Estados
Unidos foram removidas do governo americano, e todos os
estados do país foram obrigados a fazer o mesmo.
Destacam-se também o início do movimento
feminista, do movimento jovem e da criação
da geração gap.
O
final deste período caracteriza-se pelo início
da escalação da Guerra do Vietnã,
que teve início em 1957, e duraria até 1975,
pelo clímax das tensões entre as os Estados
Unidos e a União Soviética, e pelo termo
de ofício do Presidente John F. Kennedy, que seria
assassinado em 22 de novembro de 1963.
1964
- 1991
A crescente impopularidade da Guerra do Vietnã
alimentou movimentos sociais já existentes, incluindo
o movimento feminismo, minorias étincas e os jovens.
A "Grande Sociedade" do Presidente Lyndon Johnson
foi um programa governamental extensivo que incluía
a implementação de programas sociais. Durante
a década de 1970, o sucessor de Johnson, Richard
Nixon, trouxe a Guerra do Vietnã ao fim, à
medida que o governo do Vietnã do Sul gradualmente
entrava em colapso. A guerra custou aos Estados Unidos
58 mil vidas americanas. O próprio Nixon foi obrigado
a renunciar, com o escândalo político de
Watergate. O embargo do petróleo da OPEC em 1973
causou a diminuição do crescimento econômico
do país, e levou à um período de
estagnação econômica, sob o termo
de ofício do Presidente Jimmy Carter, durante o
final da década de 1970. Então, estações
espaciais já haviam sido lançadas, em 1971,
e grandes avanços na indústria aeroespacial
ocorreram nos Estados Unidos, juntamente com seu oponente,
a União Soviética.
O
crescente intervencionismo americano em assuntos de outros
países, como a aliança e o suposto apoio
financeiro e político à política
da conquista de territórios árabes (em especial,
a Palestina) por parte de Israel fez dos Estados Unidos,
cidadãos americanos e instalações
militares americanas em outros países. Estes ataques
passaram a ter início durante a década de
1970. A presença cada vez maior das multinacionais
americanas mundo afora fez com que muitos acusassem os
Estados Unidos de imperialismo.
Durante
a década de 1980, o Presidente Ronald Reagan foi
eleito, e instituiu um programa doméstico de cortes
em impostos, e um programa internacional agressivo anti-soviético.
Embora o déficit dos Estados Unidos expandiu-se
rapidamente, o Bloco Socialista começou a entrar
em colapso. O colapso ocorreu em 1991, durante o termo
do Presidente George H. W. Bush.
1991
- Tempos atuais
Apesar da queda da União Soviética,
os Estados Unidos viu-se envolvido em outra ação
militar ultramar, a Guerra do Golfo, ocorrida em 1990.
Essa ação militar foi necessária
depois que Sadam Hussein invadiu o Kuwait. O Conselho
de Segurança da ONU votou a favor do contra o Iraque
e pela expulsão das tropas iraquianos do Kwait.
Essa campanha limitar bem sucedida foi empreendida pelo
governo americano do Presidente George H. W. Bush que
foi sucedido pelo democrata Bill Clinton, em 1992. Clinton
liderou os Estados Unidos durante o mais longo período
de expansão econômica da história
americana, um efeito colateral da revolução
digital e novas oportunidades de negócios criadas
pela Internet.
Em
11 de setembro de 2001, já sob a liderança
do Presidente George W. Bush, os Estados Unidos sofreram
o pior atentado terrorista da história do país,
que culminou na destruição do World Trade
Center, na parcial destruição do Pentágono
e na morte de cerca de 3 mil pessoas. Este ataque terrorista,
conhecido como Atentados de 11 de Setembro, foi orquestrado
pela Al Qaeda, comandada por Osama Bin Laden. Em resposta
aos ataques de 11 de setembro, sob a administração
do Presidente George W. Bush, os Estados Unidos, com suporte
da OTAN e o apoio da ONU, invadiu o Afeganistão
e removeu o Taliban do poder do país, que dava
suporte financeiro, treinamento militar a terroristas,
inclusive a Al Qaeda.
No
entanto, a não captura de Bin Laden, levou o Presidente
Bush a continuar o que ficou conhecido como Guerra Contra
o Terror. O primeiro evento significativo desta empreitada
foi a invasão do Iraque em 2003, depois que o ditador
iraquiano, Saddam Hussein, desrespeitou sucessivas resoluções
da ONU impostas contra o Iraque, o governo de George W
Bush tentou aprovar no Conselho de Segurança da
ONU, sem sucesso, a invasão do iraque e a deposição
de Saddam Hussein.
Mesmo
sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, os
Estados Unidos invadiram o Iraque, juntamente como outros
países aliados tais como a Grã Bretanha,
a Itália e a Espanha, levando rapidamente à
deposição e à prisão de Sadam
Hussein. Esta segunda invasão mostrou-se contrária
a alguns interesses da comunidade internacional, entre
países como a França e a Alemanha, e aumentando
significantemente o sentimento anti-americano no mundo
em geral.