Há
unanimidade entre os historiadores em considerar a conquista
de Ceuta como o início da expansão portuguesa.
Foi uma praça conquistada com relativa facilidade,
por uma expedição organizada por D. João
I, em 1415.
O
Infante D. Henrique é quem promove
os Descobrimentos Portugueses.
Paralelamente,
há um outro projecto assinado como um projecto
nacional - o norte de África. Este projecto era
prestigiado pela coroa portuguesa, pois tratava-se de
conquistar. Após a Conquista de Ceuta, segue-se
o desastre de Tânger, em 1437, com a derrota portuguesa.
Segue-se um conquista de uma série de praças:
Alcácer Ceguer, Arzila, Tânger, Azamor, Safim,
Mazagão.
Ainda
durante o reinado de D. João II, e sob comando
do Infante D. Henrique dá-se o redescobrimento
da Madeira, uma expedição às Canárias
em 1424 e o descobrimento dos Açores.
O
redescobrimento da Madeira dá-se em 1419/20. Em
1419 a ilha de Porto Santo foi redescoberta por João
Gonçalves Zarco e em 1420 a ilha da Madeira por
Tristão Vaz Teixeira. Trata-se de um redescobrimento
porque já havia conhecimento da existência
das ilhas da Madeira no século XIV. Isso é-nos
revelado na cartografia do século XIV. Em 1424
inicia-se a colonização da Madeira.
Em
1427, inicia-se o descobrimento do arquipélago
dos Açores. Nesse ano é descoberto o grupo
oriental dos Açores (São Miguel e Santa
Maria). Segue-se o descobrimento do grupo central (Terceira,
Graciosa, São Jorge, Pico e Faial). Em 1452 o grupo
ocidental (Flores e Corvo) é descoberto por João
de Teive.
Na
regência de D. Duarte, Gil Eanes dobra o Cabo Bojador
em 1434. A partir daqui, o Infante D. Henrique promove
o descobrimento da costa africana, por sua própria
iniciativa, sem intervenção da coroa, até
1460.
Já
na regência de D. Afonso V, em 1441 Nuno Tristão
chega ao Cabo Branco, em 1443 a Arguim e em 1444 à
Terra dos Negros.
Em
1444, Dinis Dias descobre Cabo Verde e segue-se a ocupação
das ilhas ainda no século XV, povoamento este que
se prolongou até ao século XIX.
Em
1445, António Fernandes chega a Cabo dos Mastos.
Em
1460, Pêro de Sintra atinge a Serra Leoa. Neste
mesmo ano falece o Infante D. Henrique.
A
missão antes comandada pelo Infante D. Henrique
vai parar às mãos do Infante D. Fernando.
Em 1469, D. Afonso V entrega esta missão a um mercador
da cidade de Lisboa, Fernão Gomes.
Em
1471, João de Santarém e Pêro Escobar
descobrem a costa da Mina, a de Benin, a do Calabar e
a do Gabão e as ilhas de São Tomé
e Príncipe e de Ano Bom.
Em
1472, João Vaz Corte-Real descobre a Terra Nova,
e em 1473 Lopes Gonçalves ultrapassou o Equador.
Desde
1474/75 o príncipe D. João, futuro rei,
fica responsável pela tarefa dos descobrimentos.
Este sobe ao trono em 1482. Nesse mesmo ano organiza a
primeira viagem de Diogo Cão. Este faz o reconhecimento
de toda a costa até à região do Padrão
de Santo Agostinho. Em 1485, Diogo Cão, leva a
cabo uma segunda viagem estendendo-se até à
Serra Parda.
Em
1487, Bartolomeu Dias, comandando uma expedição
com três Caravelas, atinge o Cabo da Boa Esperança.
Estabelecia-se assim a ligação náutica
entre o Atlântico e o Oceano Índico.
Face
à chegada de Cristóvão Colombo em
1492 à América, segue-se a promulgação
de três bulas papais - as Bulas Alexandrinas - que
concediam ao reino de Espanha o domínio dessas
terras e seria essa decisão de Alexandre II que
iria vingar.
Face
a isso, D. João II consegue uma renegociação,
mas só entre os dois Estados, sem a intervenção
do Papa. Assim, em 1494 é assinado o Tratado de
Tordesilhas: o Mundo é dividido em duas áreas
de exploração: a portuguesa e a espanhola.
O mundo seria dividido em função de um semi-meridiano
que deveria passar a 370 léguas de Cabo Verde -
"mare clausum".
No
reinado de D. Manuel I, parte do Restelo, a 8 de Junho
de 1497, a armada chefiada por Vasco da Gama. Tratava-se
de uma expedição comportando três
embarcações. É a partir da viagem
de Vasco da Gama que se introduzem as naus. A 9 de Maio
de 1498 Vasco da Gama chega a Calecute. Estabelecia-se
assim o caminho marítimo para a Índia.
Em
1500, parte a segunda expedição para a Índia
comandada por Pedro Álvares Cabral. Era uma expedição
composta por três embarcações. Mas
Pedro Álvares Cabral, por alturas de Cabo Verde,
desvia-se da rota e em Abril de 1500 chega a uma terra
primeiro denominada Ilha de Vera Cruz, mais tarde Terra
de Santa Cruz e finalmente Brasil - face à abundante
existência de madeira pau-brasil.
Pedro
Álvares Cabral chega a Calecute em 1501. Ocorrem
alguns confrontos com o Samorim, com o qual Pedro Álvares
Cabral acaba por romper relações. Assim,
dirige-se para Sul e estabelece uma feitoria em Cochim.
Ainda
durante o reinado de D. Manuel I organiza-se uma terceira
armada à Índia, comandada por João
da Nova.
Em
1501 envia-se a segunda armada para o Brasil.
Em
1514, Jorge Álvares atinge a China.
No
reinado de D. João III (1521-1557) a partir de
1534 inicia-se a colonização do Brasil com
a criação das primeiras capitanias.
Em
1557 os Portugueses estabelecem-se em Macau.