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>>> História >>> História
geral >>> História Antiga |
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A
História Antiga é um domínio
de estudos que se estende desde o aparecimento da escrita
cuneiforme (cerca de 4.000 a.C.) até a tomada do
Império Romano do Ocidente pelos povos bárbaros
(476 d.C.).
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O
espaço geográfico
A
região onde se iniciou o desenvolvimento da civilização
egípcia está situada no nordeste da África,
com seu antigo território cortado pelo grande rio
Nilo (6.500 km e 6 cataratas), ladeado por dois desertos
(deserto da Líbia e da Arábia). Ao norte,
o Mar Mediterrâneo favorecia a navegação
e o comércio com outros povos. A leste, o Mar Vermelho,
outra via de comunicação.
Vale
do rio Nilo
O
rio Nilo era a fonte de vida do povo egípcio, que
vivia basicamente da agricultura.
De
junho a setembro, no período das cheias, as fortes
chuvas inundavam o rio; este transbordava e cobria grandes
extensões de terras que o margeavam. Essas águas
fertilizavam o solo com a matéria orgânica
que traziam, que se transformava em fertilizante de primeira
qualidade.
Além
de fertilizar o solo, o rio trazia grande quantidade de
peixes e dava chances a milhares de barcos que navegavam
sobre as águas fluviais.
Para
o povo egípcio era uma verdadeira benção
dos deuses. Aliás, o próprio rio era tido
como sagrado. Mas para o Egito não era apenas um
presente da natureza. Havia necessidade da inteligência,
do trabalho, da aplicação e da organização
dos homens. No tempo da estiagem, num trabalho de união
de forças e de conjunto, os egípcios aproveitaram
as águas do rio para levar a irrigação
até terras mais distantes ou construir diques para
controlar as cheias, protegendo o vale contra essas catástrofes
terríveis.
Com
as cheias, desapareciam as divisas das propriedades agrícolas.
Assim, todos os anos era necessário o trabalho
do homem para medir, calcular, e isso ocasionou o desenvolvimento
da geometria e da matemática.
Esse
esforço comum e a unidade geográfica facilitaram
um governo único e centralizador.
Períodos
históricos
O
vale do rio Nilo foi habitado desde o Paleolítico.
Com
o passar do tempo, surgiram comunidades organizadas e
independentes chamadas nomos. Os nomos se agruparam em
dois reinos (do Norte e do Sul) e por volta de 3.200 a.C.
foram todos unificados num só reino pelo faraó
Menés. Como ele, começam as grandes dinastias
(famílias reais que governaram o Egito por quase
3.000 anos).
Costuma-se
dividir a História do Egito em três grandes
períodos:
* Antigo Império: de 3200 a.C. até 2200
a.C.
* Médio Império: de 2200 a.C. a 1750 a.C.
* Novo Império: de 1580 a.C. a 1085 a.C.
No
final do Médio Império houve uma grande
imigração pacífica dos hebreus para
o Egito, que acabaram sendo escravizados e finalmente
liberados para voltarem a seu país de origem. Depois
dos hebreus, os hicsos invadiram o Egito, aí se
estabelecendo por duzentos anos. Introduziram os carros
de guerra, aquilo que os egípcios desconheciam,
e desde sua expulsão teve início o Novo
Império.
Ao
final do Novo Império, houve um enfraquecimento
do Egito e sua decadência facilitou a invasão
e o domínio por parte de vários povos, como
persas, gregos, romanos e muçulmanos. Nos tempos
modernos, o Egito foi dominado politicamente pelos franceses
e ingleses, até se tornar independente em 1962,
como país moderno com governo próprio.
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Sociedade
No
Egito, a sociedade se dividia em algumas camadas, cada
uma com suas funções bem definidas. Na sociedade
egípcia, a mulher tinha grande prestígio
e autoridade.
A
sociedade egípcia encontrava-se dividida em oito
camadas:
* Faraó (o homem mais rico);
* Sacerdotes;
* Nobres;
* Escribas;
* Guerreiros;
* Mercadores e artesãos;
* Operários e camponeses;
* Escravos (a camada mais pobre).
Classes
sociais
No
topo da pirâmide vem o faraó, com poderes
ilimitados. Isso porquê ele era visto como pessoa
sagrada, divina, e aceito como filho de deus ou como o
próprio deus. É o que se chama de governo
teocrático, isto é, governo em nome de deus.
O
faraó era um rei todo-poderoso, proprietário
do país inteiro. Os campos, os desertos, as minas,
os rios, os homens, as mulheres, o gado e todos os animais
– tudo lhe pertencia. Ele era ao mesmo tempo rei,
juiz, sacerdote, tesoureiro, general. Era ele que decidia
e dirigia tudo, mas, não podendo estar em todos
os lugares, distribuía obrigações
para centenas de funcionários que o auxiliavam
na administração do Egito. A sagrada figura
do faraó era elemento básico para a unidade
de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria
sobrevivência e a esperança na felicidade.
Os
sacerdotes tinham enorme prestígio e poder, tanto
espiritual como material, pois administrava as riquezas
e os bens dos grandes e ricos templos. Eram também
os sábios do Egito, guardadores do segredos das
ciências e dos mistérios religiosos com seus
inúmeros deuses.
A
nobreza era formada por parentes do faraó, altos
funcionários e ricos senhores de terras.
Os
escribas, provenientes das famílias ricas e poderosas,
aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar,
documentar e contabilizar documentos e atividades da vida
no Egito.
Os
artesãos e os comerciantes. Os artesãos
trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza
e para os templos. Faziam belas peças de adorno,
utensílios, estatuetas, máscaras funerárias.
Travalhavam muito bem com madeira, cobre, bronze, ferro,
ouro e marfim. Já os comerciantes se dedicavam
ao comércio em dos reis e nobres ou em nome próprio,
comprando, vendendo ou trocando produtos com outros povos,
como cretenses, fenícios, povos da Somália,
da Síria, da Núbia, entre tantos outros.
O comércio forçou a construção
de grandes barcos cargueiros.
Os
camponeses formavam a maior parte da população.
Os trabalhos dos campos eram organizados e controlados
pelos funcionários do faraó, pois todas
terras eram do governo. As enchentes, os trabalhos de
irrigação, semeadura, colheita, armazenamento
dos grãos originavam trabalhos pesados e mal remunerados.
O pagamento geralmente era feito com uma pequena partes
dos produtos colhidos a apenas o suficiente para sobreviverem.
Viviam em cabanas humildes e vestiam-se de maneira muito
simples. Os camponeses prestavam serviços também
nas terras dos nobres e nos templos. O Egito era essencialmente
agrícola, pois não sobrava terra e vegetação
suficuente para criar muitos rebanhos. À custa
da pobreza dos camponeses eram cultivados cevada, trigo,
lentilhas, árvores frutíferas e videiras.
Faziam pão, cerveja e vinho. O Nilo oferecia peixes
em abundância.
Os
escravos eram, na maioria, perseguidos entre os vencidos
nas guerras. Foram duramente forçados ao trabalho
nas grandes construções, como as pirâmides,
por exemplo.
Alguns
faraós importantes
Inúmeros
faraós governaram o Egito na sua longa história.
Alguns merecem certo destaque.
* Menés (ou Narmer), por volta do ano 3000 a.C.,
uniu os reinos do Norte e do Sul em um só reino.
* Djoser (Zozer), em cujo reino apareceu a primeira grande
construção com pedras no Egito, que foi
a pirâmide de Djoser, em degraus.
* Quéops, Quéfren e Miquerinos ficaram famosos
como faraós construtores das três maiores
pirâmides do Egito, na planície de Gizé.
A maior pirâmide é a de Quéops. Seu
filho, Quéfren, sucedeu-o no trono e construiu
também a sua pirâmide a alguns metros longe
da do pai. Depois de Quéfren, governou Miquerinos,
que mandou construir sua pirâmide perto das outras,
mas um pouco menor.
* Amenófis IV, chamado também de "sacerdote
do deus Sol", ficou conhecido como o faraó
que unificou a religião no Egito, forçando
o culto a uma só divindade, o Sol, chamado de Aton.
Mudou seu nome de Amenófis (que significa "Amon
é satisfeito") para Aquenaton (que significa
"servidor de Aton"). Ganhou a a antipatia dos
sacerdotes e do povo fanático e este, depois de
sua morte, voltou aos antigos cultos.
* Tutancâmon, da família de Aquenaton, assumiu
o reino ainda muito jovem (cinco anos de idade). Teve
reino curto, pois morreu aos dezoito anos. Sua fama, porém,
correu o mundo em nosso século, porque em 1924
foi encontrado pelo arqueólogo inglês Haward
Carter, no Vale dos Reis, o seu riquíssimo sarcófago.
O túmulo, intacto, ainda não tinha sido
violado por ladrões e guardava valiosas riquezas,
pois os objetos eram feitos de ouro, prata e pedras preciosas.
Havia extraordinária riqueza nas máscaras
mortuárias, sarcófagos, estátuas,
móveis, jóias, vasos, carro mortuário,
etc. Por essa descoberta arqueológica podemos ter
uma idéia da grandiosidade, do luxo e da riqueza
em que viviam os faraós, enquanto que a maioria
da população, formada por camponeses, levava
uma vida duríssima e pouca alimentação.
Religião
e mitologia
Os
egípcios foram um povo de profundas crenças
religiosas. Isto teve importância na formação
de sua civilização e organização
social. Adotaram o politeísmo (crença em
vários deuses). Desde os tempos mais antigos, os
egípcios adoravam numerosos e estranhos deuses.
Os primeiros foram animais e cada pessoa tinha o seu animal-deus
que a protegia. Adoravam gatos, bois, serpentes, crocodilos,
touros, chacais, gazelas, escaravelhos, etc.
Entre
os animais adorados, o mais famoso foi o boi Ápis
que, quando morria, provocava luto em todo o Egito e os
sacerdotes procuravam nos campos um substituto fisicamente
igual a este deus bovino. Acreditavam que um deus poderia
se encarnar em um animal vivo.
O
rio Nilo, com suas enchentes periódicas, e o vento
quente do deserto, que destruía as colheitas, eram
adorados como forças da natureza.
Os
egípcios acreditavam na vida após a morte
(ressureição), por isso prestavam culto
aos mortos (cerimônias fúnebres). Cada localidade
tinha seus próprios deuses, com diferentes aspectos,
sendo alguns parte homem e parte animal (geralmente corpo
de homem e cabeça de animal – antropomorfismo).
Deuses
do Egito
* Rá: o deus Sol, que unido ao deus Amon (Amon-Rá)
é a principal divindade do Egito.
* Nut: é a abóboda celeste, representada
por uma mulher como os pés no Oriente e as mãos
no Ocidente. Os astros viajam ao longo do seu corpo. Mãe
de Rá (o Sol), ela o engole à noite e o
faz renascer a cada manhã.
* Babuíno divino: testemunnho da viagem da barca
solar.
* Barca solar de Rá, que numa viagem eterna, todos
os dias o traz à Terra e à noite o leva
de volta à eternidade.
* Ísis: esposa de Osíris, mãe de
Hórus e deusa da vegetação, das águas
(das enchentes do Nilo) e das sementes. As chuvas seriam
as lágrimas de Ísis procurando seu marido.
Osíris, que também é o Nilo.
* Néftis: irmã de Osíris e esposa
de Set.
* Maat: deusa da justiça, da verdade, e do equilíbrio
do universo.
* Hórus: o deus-falcão, filho de Osíris
e de Ísis, também cultuado como o Sol nascente.
* Osíris: no seu hábito numiforme, é
o deus dos mortos, da vegetação, da fecundidade.
Também cultuado como Sol poente. Era ele que vinha
buscar as almas que morriam para serem julgadas no seu
tribunal (Tribunal de Osíris).
* Sekhemkhet: deusa com corpo de mulher e cabeça
de leão. Deusa das guerras que, com sua força,
foi encarregada de destruir os inimigos de Rá.
* Ptá: deus de Mênfis, considerado criador
do mundo e protetor dos artesãos.
* Knum: deus pastor, deus das nascentes e das enchentes
do Nilo.
* Anúbis: deus chacal, guardião dos túmulos,
deus da ressurreição, mediador entre o céu
e a Terra.
* Toth: deus da sabedoria, da magia, criou a escrita.
É considerado o escriba divino e protetor das escribas.
* Hator: deusa que se apresenta com duas formas: com uma
vaca tendo o Sol entre os chifres e como uma mulher com
chifres e o Sol entre eles. Considerada a deusa da vaidade,
da música, da alegria, dos prazeres e do amor.
* Set: grande inimigo de Osíris (o Nilo) e considerado
como o vento quente vindo do deserto. Encarnação
do mal, provocador de tempestades e protetor das armas.
* Amon (de Tebas): deus dos deuses do Egito, depois cultuado
junto com Rá, com a denominação de
Amon-Rá.
* Bes: espírito (ou demônio) feio e maléfico,
que habitava as profundezas da terra.
* Tueris: deusa hipopótamo, protetora das gestantes.
* Bastet: deusa gata, que transmite para as pessoas as
boas influências do deus Sol.
Cerimônias
fúnebres
As
múmias
Os
egípicios acreditavam que o ser humano era formado
por Ká (o corpo) e por Rá (a alma). Para
eles, no momento da morte, a alma (Rá) deixava
o corpo (Ká), mas ela podia continuar a viver no
reino de Osíris ou de Amon-Rá. Isso seria
possível somente se fosse conservado o corpo que
devia sustentá-la, Daí vinha a importância
de embalsamar ou mumificar o corpo para impedir que o
mesmo se descompusesse. Para assegurar a sobrevivência
da alma, caso a múmia fosse destruída, colocava-se
no túmulo estatuetas do morto.
O
túmulo era como uma habitação de
um vivo, com móveis e provisões de alimentos.
As pinturas das paredes representavam cenas do morto à
mesma, na caça e na pesca. Eles acreditavam nos
poderes mágicos dessas pinturas, pois achavam que
a alma do morto se sentia feliz e serena ao contemplá-las.
A alma do morto comparecia ao Tribunal de Osíris,
onde era julgada por suas obras, para ver se podia ser
admitida no reino de Osíris.
Túmulos
Os
antigos egípcios também acreditavam que
os túmulos eram moradias de eternidade. Para melhor
proteger os corpos, as múmias eram colocadas em
sarcófagos bem fechados. Os faraós, os nobres,
os ricos e alguns sacerdotes construíam grandes
túmulos de pedras para garantir a proteção
dos corpos contra ladrões e profanadores, aqueles
que invadem lugares sagrados ou câmaras funerárias.
Eram feitos para garantir a longa espera no tempo até
que a alma voltasse para a vida.
Assim
foram construídas mastabas, pirâmides e hipogeus
ricamente adorados.
Cultura
Durante
a antigüidade, a cultura egípcia era o conjunto
de manifestações culturais desenvolvidas
no Antigo Egito.
Arquitetura
Além
das pirâmides, mastabas, hipogeus e dos grandes
templos, a arte egípcia manifestou-se também
nos palácios, nas grandiosas colunas e obeliscos,
nas esfinges, na estatuária e na decoração
em baixo-relevo.
* Mastabas: As mastabas eram túmulos recobertos
com lajes de pedra ou de tijolo especial. Tinham uma capela,
a câmara do morto e outros compartimentos.
* Hipogeus: Túmulos escavados nas rochas, próximo
às barrancas do Nilo. O hipogeu mais famoso foi
Tutancâmon, situado no Vale dos Reis.
* Esfinge: As esfinges eram as guardiãs dos templos
e das pirâmides. A esfinge diante da pirâmide
de Quéfren tem cabeça de gente e corpo de
leão.
* Obelisco: Monumento feito de uma só pedra em
forma de agulha para marcar algum fato ou realização,
Representa também um raio do Deus Sol.
Pirâmides
No
antigo Egito foram construídas centenas de pirâmides.
As três grandes estão incluídas entre
as Sete Maravilhas do Mundo antigo. Até hoje as
pirâmides oferecem alguns mistérios para
a nossa mente. Assim a moderna engenharia não conseguiu
ainda explicar como foi, naquela época, conseguiu-se
trazer blocos de pedras de 2 a 10 ou mais toneladas vindas
de longe até o deserto onde se encontram as pirâmides.
Mais complicado ainda se torna explicar como conseguiram
carregar pedras sobre pedras até uma altura de
146 metros (a altura da grande pirâmide de Quéops).
Outro segredo é explicar porquê as pirâmides
foram construídas tendo seus lados rigorosamente
voltados para os quatro pontos cardeais. Atualmente, milhares
de pessoas no mundo inteiro acreditam num misterioso poder
de concentração de energia e conservação
dentro das pirâmides. Assim, não se estragariam
determinadas coisas perecíveis que fossem colocadas
no seu interior, na posição ocupada pela
câmara do rei.
Para
isso, com auxílio de uma bússola, é
preciso orientar as bases de uma pirâmide na posição
dos pontos cardeais. Acredita-se, também, em curas
ou melhoras de saúde através do uso de uma
pirâmide de cobre em condições de
abrigar uma pessoa no interior destas construções
funerárias.
Templos
Os
templos egípcios não eram como as igrejas
de hoje. Eram grandiosos, de dimensões enormes,
com um portão imponente e amplos pátios
abertos. Eram sustentados por gigantescas colunas. Ao
fundo ficava a estátua do deus local e nas laterais
um pequeno número de outros deuses. Nas fachadas,
estátuas colossais dos faraós que mandaram
construir os templos. No interior dos templos viviam numerosos
sacerdotes, com cabeça raspada e vestidos com um
túnica.
Do
antigo Egito sobraram as ruínas de dois grandiosos
templos, os de Lúxor e Karnak.
As
ciências
Os
antigos egípcios não foram tão grandes
cientistas como arquitetos. Nas ciências, desenvolveram
a matemática, a astronomia, a medicina e a engenharia.
Dividiram o ano em 365, com 12 meses com 30 dias e três
semanas com dez dias. Utilizavam relógios solares,
estelares e relógios d'água para medidias
cronológicas.
Na
matemática, desenvolveram muito a geometria, devido
à necessidades de medir as terras rurais e erguer
as grandes construções. Na medicina, possuiam
médicos especializados em várias doenças
e faziam cirurgias, utilizando inclusive um tipo de anestésico.
Todavia, a medicina egípcia, como na antigüidade
em geral, era a mais magia do que ciência, pois
sempre vinha acompanha de rituais mágicos e invocações
aos deuses.
Foram
especialistas no processo de fazer a mumificação
corpos através de recursos de embalsamento que
conservavam inúmeros corpos até hoje. Heródoto,
que era um historiador grego muito famoso, nos conta como
era feita mumificação:
"Tiram-lhe
primeiro o cérebro, com ferro recurvado, que introduzem
nas narinas e com o auxílio de drogas, que injetam
na cabeça. Fazem em seguida uma incisão
no ventre, com uma pedra cortante da Etiópia. Tiram
por esta abertura os intestinos, que são lavados,
passados por vinho de palma e por aromas, enchem, seguidamente,
o ventre de mirra (resina de uma árvore utilizada
como incenso ou perfume), canela e outros perfumes, depois
o costuram cuidadosamente. Terminado isto, salgam o corpo
e cobrem-no de natrão (carbonato de sódio
natural) durante setenta dias. Acabado este prazo, lavam
o corpo e o envolvem inteiramente em faixas de linho".
Depois colocavam o corpo no sarcófago. Os pobres
possuíam processos de mumificação
muito mais simples.
Língua
e literaturas
Os
egípcios foram um dos primeiros povos do mundo
a utilizar a escrita. Desenvolveram três variedades
de alfabeto:
* o alfabeto hieróglifo, considerada escrita sagrada;
* o alfabeto hierático, mas simples, utilizada
pela nobreza e pelos sacerdotes;
* o alfabeto demótico, um tipo de escrita popular,
adotado pelas classes mais pobres da sociedade egípcia.
Durante
a campanha de Napoleão no Egito, foi trazida para
França pelo arqueologista francês Jean François
Champolion, no ano de 1799, uma pedra da cidade de Roseta,
comtendo inscrição em três tipos de
alfabeto: hieróglifo, grego e demótico.
Em 1822, Champolion, fazer comparação do
texto grego com o mesmo assunto em hieróglifos,
conseguiu decifrar o alfabeto egípcio, dando uma
contribuição para os estudos da civilização
egípcia.
Os
egípcios escreviam principalmente numa planta denominada
papiro, encontrada em abundância às margens
do rio Nilo. O miolo do papiro era cortado e as partes
eram ligadas umas com as outras e depois prensadas, formando
assim rolos que inclusive eram exportados para os povos
vizinhos.
Os
egípcios deixaram vários livros escritos,
a maioria de temas ligados à religião, como
o famoso Livro dos mortos.
Música
Pelos
documentos encontrados, como fragmentos de músicas
e instrumentos, a música teria iniciado na Mesopotâmia
e no Egito antigo. De fato, em 1950 os arqueólogos
encontraram uma canção de origem assíria
datando de 4000 a.C., gravada numa tabuleta de argila.
Os
egípcios usavam muito a música em todas
as ocasiões religiosas ou da sociedade, como casamentos,
festas, canções de guerra, de vitória,
ou para expressar sentimentos de melancolia e de luto.
Tocavam lira, cítara, oboé, címbalo,
harpa e instrumentos com caixa de ressonância. Era
comum as mulheres ricas serem excelentes cantoras. Junto
com a música, desenvolveu-se a dança e a
coreografia, Os mesopotâmios e os egípcios
já conseguiam escrever a música de sinais
próprios para a sua execução pública.
Influência
da civilização egípcia com outros
povos
Os
egípcios tiveram grande influência no desenvolvimento
de vários povos limítrofes ou longínquos.
Muitos eruditos de outros povos da antigüidade iam
buscar seus conhecimentos no Egito, onde trabalhavam como
estagiários. Inventaram várias ciências
tais como a geometria, que depois passou a ser seguida
pelos gregos e por outros povos e países.
Na
medicina, a influência egípcia foi quase
total. De fato, ultrapassaram todos os povos antigos nos
conhecimentos médicos, tentando procurar as soluções
para todas as doenças existentes na antigüidade
oriental.
Quanto
à religião, seus deuses e suas crenças
chegaram a se espalhar por toda a parte. As pirâmides
impressionaram o mundo, e a sua crença na imortalidade
da alma foi considerada um avanço na espiritualidade.
Quanto
à escrita, foram pioneiros na arte de escrever,
pois sinais e marcas chegaram à Fenícia,
onde foram simplificados, resultando no alfabeto que temos
nos dias de hoje. Grande contribuição às
civilizações foi o papiro que o Egito forneceu
a todo o mundo antigo para escrever seus livros, construir
o conteúdo de suas bibliotecas e fornecer material
de estudos para os seus sábios.
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A
Mesopotâmia era a região onde começou
a história do mundo, por volta de 4.000 a.C., quando
foi inventada a escrita cuneiforme.
Localização
geográfica
A
Mesopotâmia era uma rica região da Ásia
Menor, localizada nas planícies férteis
banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os lançam
suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia
corresponde em grande parte ao atual território
da República do Iraque.
Etimologia
A
palavra Mesopotâmia se deriva do grego: mesos =
meio + potamos = rio e significa região situada
entre rios, isto é, no caso, região compreendida
entre os rios Tigre e Eufrates. Mas, como visto nos mapas
históricos, a Mesopotâmia estendia além
desses rios.
Ocupação
Foram
vários os povos que através de lutas, tomaram
conta dessa fértil região do Oriente Médio
(Ásia Menor). Entre eles, vivem vários povos,
tais como os sumérios, os elamitas, os acádios,
os amoritas, os cassitas, os assírios, os babilônios,
caldeus, etc.
Os
povos mais importantes da Mesopotâmia foram os sumérios
e babilônios.
Origens
Existe
uma grande falta de conhecimento sobre a origem dos sumérios,
porém há notícia que, por volta de
3000 a.C., eles se estabeleceram ao sul da Mesopotâmia,
próximo ao golfo Pérsico.
Cidades
e organização administrativa
No
começo de sua história, os sumérios
fundaram várias comunidades que, pouco a pouco,
foram-se transformando em cidades-estados. Dessa forma
surgiram as cidades de Ur, Uruk, Lagash, Nippur. As mais
importante delas foi Ur.
A
região disputada pelos sumérios não
possuía um poder central que lhe desse unidade
administrativa. Cada cidade era como que um Estado independente,
com governo próprio. Cada cidade-estado era governada
por um civil (patesi) e por um sacerdote. Essas cidades
viviam em constantes lutas e foi o rei Sargão I
quem conseguiu deu unidade ao povo sumério, fundando
o reino da Suméria, que se estendia da Mespotâmia
até o mar Mediterrâneo.
Com
a morte de Sargão I, o reino entrou em decadência
e caiu em mãos de povos dominadores.
Babilônios
Chefiados
por Hamurabi, tomaram conta da Suméria e fundaram
o grande Império Babilônico, por volta 1700
a.C.
Foi
Hamurabi quem elaborou o mais antigo código de
leis de que se tem conhecimento na história. As
leis contidas nesses código determinavam direitos
e deveres do povo e das autoridades. Mas, dependendo da
classe social, a pessoas não eram iguais perante
a lei no Império Babilônico. Os escravos,
por exemplo, não eram considerados como gente,
mas sim, como objeto de compra e venda, uma simples propriedade
qualquer. Aliás, as civilizações
antigas autorizavam a escravatura e os prisioneiros de
guerra, ao invés de serem mortos, eram aproveitados
como escravos para trabalhos forçados. Vem de Hamurabi
a lei do talião: "Olho por olho, dente por
dente". Outra lei estabelecia que, se um homem entrasse
num pomar e fosse pego roubando, era obrigado a pagar
ao dono do pomar uma certa quantia em prata. Esse código
teve grande importância nas leis de outros povos.
O
Império Babilônico entrou em decadência
e foi conquistado pelos assírios, povo guerreiro
de grande organização militar e o primeiro
a usar os carros de guerra puxados por cavalos. Eram cruéis,
violentos, conquistaram vários povos e dominaram
a região por 500 anos.
Mais
tarde, por volta de 612 a.C., o Império Babilônico
se reorganizou (Segundo Império Babilônico
e chegou com Nabucodonosor, que embelezou a cidade, construiu
os famosos Jardins Supensos da Babilônia, que eram
uma das sete maravilhas do mundo antigo, e mandou comstruir
um grande zigurate, que a Bíblia Sagrada chamou
de Torre de Babel. De fato, no ano de 1899, durante escavações,
foi descoberto um gigante zigurate que se pensou ser a
Torre de Babel. Tinha 90 metros de base e outro tanto
de altura, com o topo recoberto de ouro e azulejos esmaltados
de azul.
Escrita
Os
sumérios e babilônios escreviam em tabletes
de barro. Inventaram um tipo de escrita em forma de cunha;
daí o nome escrita cuneiforme. Esses tabletes de
barro eram pesados e difíceis de lidar com as mãos,
mas tinham a vantagem de durar séculos ou milênios
como escrita legível. Estudiosos de nossos tempos
encontravam grande quantidade deles e assim puderam descobrir
muitas coisas da mais antiga civilização
do mundo. Na cidade de Nínive, o rei Assurbanipal
criou uma biblioteca com 22.000.000 tabletes de argila
(barro) com escritos em vários assuntos. Entre
outros assuntos, os tabletes nos mostram como eram os
negócios e o comércio daquela época.
Um médico, por exemplo, faz uma relação
de remédios que ele receitava a seus clientes.
Um dos mais interessantes tabletes relata deveres de um
menino, na escola, há 3000 anos atrás: o
menino devia se apresentar para chegar atrasado na escola,
senão o professor bateria nele com uma vara. O
professor usava, também, a vara para punir alunos
que converssassem, que saíssem da escola sem permissão
ou que fizessem a lição sem o devido capricho.
Religião
Tanto
os sumérios como os babilônios eram politeístas,
ou seja, acreditavam em vários deuses. Cada cidade
possuía o seu deus protetor. A Babilônia,
por exemplo, estava sob a proteção de Marduk.
Acreditavam também nas forças dos astros
e da natureza e adoravam o céu (Anu), a Terra (Enlil),
a Lua (Sin), o rato e a tempestade (Hadad), o fogo (Gibil),
etc.
A
região era situada nos tempos, chamados zigurates,
que eram construções em degraus em forma
de pirâmide. Os mesopotâmios acreditavam na
influência dos astros na vida humana, dando assim
origem à astrologia. Os sacerdotes e adivinhos
que se dedicavam ao estudo dos astros gozavam de grande
prestígio. Os povos da Mesopotâmia deram
uma grande contribuição ao conhecimento
dos astros, e por meio desse conhecimento os sacerdotes
conseguiam mesmo prever as cheias dos rios Tigre e Eufrates.
Contribuições
dos sumérios e acádios
Foi
de grande importância a herança que os sumérios
e os babilônios deixaram aos povos futuros. Entre
outras contribuições, podemos apontar:
* A organização social e política
das cidades-estados.
* Criação de um código de direitos
e deveres.
* Produção organizada de alimentos: já
naquela época, empregavam o arado e máquinas
de irrigação, por exemplo.
* Construção de belos templos e imponentes
palácios.
* Os sumérios inventaram a escrita, que permitiu
fixar o saber da época.
* Invenção da roda e dos carros puxados
por cavalos.
* Criação da astronomia (estudos dos astros).
* Astrologia, ou seja, o estudo dos astros e suas influências
sobre o destino das pessoas.
Os
povos antigos da Mesopotâmia não acreditavam
na imortalidade da alma, tinham uma religião pessimista
e levavam a vida sem se preocupar com a morte ou com a
vida além-túmulo. Procuravam se proteger
contra as forças do mal usando amuletos e fazendo
toda sorte de magia.
Uma
das divindades mais cultuadas era deusa Ishtar, que é
a personificação representativa do planeta
Vênus, o mais próximo da Terra em relação
à Marte. Era a deusa do amor e da guerra.
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Origens
As
origens mais remotas do povo hebreu (israelita) ainda
são desconhecidas. A Bíblia Sagrada continua
sendo a principal fonte para os estudos desse povo. As
origens começaram com Abraão, chefe de uma
tribo de pastores seminômades que, aconselhado por
Deus, deixou a cidade de Ur na Mesopotâmia, próxima
às margens do rio Eufrates, dirigiu-se para Haran
e depois foi se estabelecer na terra de Canaã,
na costa oriental do Mediterrâneo (atual Israel).
Essa
migração teve um caráter religioso
e durou muito tempo até chegarem à terra
prometida por Deus.
Abraão,
ao contrário dos outros homens da época,
acreditava num único Deus, criador do mundo, invisível
e que lhe tinha ordenado partir para Canaã. Como
prêmio por essa obediência e por sua fé,
ele recebeu de Deus a promessa de que sua família
seria a origem de um povo destinado a possuir a terra
de Canaã, onde segundo a Bíblia, manava
leite e mel. Essa promessa foi renovada a seu filho Isaac
e posteriormente a Jacó (neto de Abraão),
que recebeu de um anjo o nome de Israel, que significa
“o forte de Deus”. Mas a conquista definitiva
de Canaã só vai se tornar realidade mais
tarde, no século XIII a.C., quando Moisés
sai do Egito e conduz todo o povo hebreu para a Terra
Prometida, em 1250 a.C.
Patriarcas
Chamam-se
patriarcas os três primeiros chefes do povo israelita:
Abraão, Isaac e Jacó. O primeiro vivia em
Ur, na Mesopotâmia. Deus lhe ordena partir para
Canaã e lhe promete que sua descendência
terá um destino extraordinário. Abraão
parte e se estabelece na terra Canaã com sua família.
Depois que Abraão morreu, sucede-lhe o filho Isaac
e em seguida vem Jacó, filho de Isaac.
Jacó
tem doze filhos, que vão dar origem às doze
tribos de Israel, José, o mais novo deles, é
o protegido dos pais. Os irmãos o invejam a tal
ponto que o vendem como escravo para mercadores do Egito.
No Egito, José vai trabalhar na corte do faraó.
Depois de muitas aventuras ele se torna o primeiro-ministro.
Nesse tempo, sobrevém uma grande fome em Israel
e José consegue que sua família se estabeleça
no Egito.
Moisés
Os
hebreus viveram pacificamente no Egito por gerações.
Mas um faraó se inquietou devido ao aumento populacional
e poder: decide os tornar escravos e manda matar todos
os meninos recém-nascidos. Ora, nessa época
nasce, numa família israelita, o pequeno Moisés.
Para salva-lo sua mãe o acomodou numa pequena cesta
de papiro e o escondeu entre os caniços do rio
Nilo. O bebê foi recolhido pela filha do faraó
e educado na corte. Ao se tornar adulto, Moisés
fica revoltado com a miséria do seu povo e se isola
no deserto do Sinai. Ali, Deus revela a ele lhe faz uma
dupla promessa: libertará os israelitas da escravidão
e lhe dará o país de Canaã. Moisés
tem, a partir de então, uma missão grandiosa:
guiará o povo de Israel até a Terra Prometida
e transmitirá aos homens a mensagens de Deus nos
dez mandamentos.
Moisés
voltou, então, ao Egito, para junto do faraó,
e lhe pediu que deixasse os escravos israelitas partirem
para sua terra, porque era ordem de Deus. Diante da recusa
do faraó, Deus castiga o Egito com dez terríveis
pragas, narradas na Bíblia. Finalmente o faraó
cede e o povo de Israel parte livre: é o Êxodo,
isto é, a saída do Egito.
Moisés
conduziu os hebreus através do deserto do Sinai.
Pela segunda vez, Deus se revela a ele, lhe dará
as Tábuas da Lei, com dez mandamentos, e faz com
os israelitas uma aliança, um pacto. Ele os protegerá
até a entrada na terra de Canaã, mas em
troca exigirá do seu povo obediência absoluta
a suas leis. Deus, com efeito, dita a Moisés as
leis que regerão a vida dos israelitas. As 10 primeiras
são particularmente importantes: são os
Dez Mandamentos da Lei de Deus.
Conquista
de Canaã
Depois
que saíram do Egito, os hebreus atravessaram o
mar Vermelho e passaram quarenta anos errando pelo deserto
da Líbia e pelo deserto da Arábia até
que finalmente chegaram às fronteiras da Terra
Prometida (atualmente Estado de Israel). Moisés
morreu. Josué, seu sucessor, lança uma guerra
contra os cananeus e venceu seus adversários próximos.
O país dos cananeus torna-se então país
de Israel. Deus teria cumprido sua promessa.
Juízes
Uma
vez estabelecidos na terra de Canaã, os hebreus
precisavam de uma autoridade para liderá-los nas
batalhas contra os inimigos e coordenar as atividades
do povo. Foram os juízes, e entre eles se destacaram
Josué, Sansão, Gedeão e Samuel. Depois
dos juízes, fundou-se o reino de Israel, que passou
a ser comandando por um rei.
Monarcas
Davi
e Salomão foram os reis mais gloriosos da história
de Israel.
Davi
concluiu a conquista da terra de Canaã e fundou
o reino de Israel. Expulsou do país os temíveis
filisteus e escolheu Jerusalém como capital. Foi
um rei poeta e escreveu muitos salmos (hinos religiosos)
que se encontram na Bíblia Sagrada.
Durante
o reinado de Salomão (filho de Davi), Israel progrediu
muito. Salomão mandou construir palácios,
fortificações e o Templo de Jerusalém.
Dentro do templo ficava a Arca da Aliança, que
continha as Tábuas da Lei, onde estavam gravados
os Dez Mandamentos que Deus tinha ditado para Moisés
no Monte Sinai, quando os hebreus vinham do Egito para
Canaã.
A
maioria do material usado nas construções
foi importando de Tiro, na Fenícia. As importações
de madeira (principalmente o cedro-do-líbano),
ouro prata e bronze foram tão exageradas que empobreceram
o país. O dinheiro arrecadado com os impostos não
era suficiente para pagar as dívidas. Para sustentar
os gastos e os luxos da corte, Salomão aumentou
os impostos e obrigou a população pobre
a trabalhar em obras públicas. Além do mais,
a cada três meses 30.000 hebreus se revesavam no
trabalho das minas e das floresta da Fenícia na
extração de madeira, como forma de pagamento
da dívida externa de Israel com a Fenícia.
A
administração de Salomão descontentou
o povo, mas ele passou à história como um
grande construtor, e principalmente como um rei cheio
de sabedoria.
Invasões
estrangeiras
Israel
esteve sob o poder de outros povos por várias vezes.
Depois que se dividiu em dois Estados adversários
- Israel ao norte e Judá ao sul -, o povo caiu
prisioneiro dos assírios e babilônios. Em
seguida, entre outras invasões, esteve sob o poder
dos persas e romanos. No ano 70 a.C., o imperador romano
Tito destrói completamente a cidade de Jerusalém.
O povo judeu, a partir de então, espalhou-se pelo
mundo (foi a chamada Diáspora) e só consegui
se reunir no território atual, em 1948, quando
foi fundado o Estado de Israel.
Religião
Muito
fracos do ponto de vista familiar, os hebreus foram várias
vezes conquistados por outros povos e até levados
como escravos para a Babilônia (o cativeiro da Babilônia).
Mas resistiram a inúmeras dificuldades ao longo
dos séculos, e unidos em torno de seus preceitos
religiosos, continuam ainda hoje como povo.
Desempenharam
um papel muito importante na parte da religião
e da moral, deixando uma enorme influência em todo
o mundo ocidental, desde a Europa até as Américas.
Praticavam
o monoteísmo, com a crença em Javé,
Deus criador de tudo, universal, invisível, espírito
todo-poderoso, que não podia ser representado por
meio de estátuas ou imagens. Deveria ser adorado
"em espírito e verdade". Os sacerdotes
eram também chamados de levitas, porque pertenciam
à tribo de Levi, uma das doze tribos de Israel.
Nos
mil anos que antecederam o nascimento de Jesus Cristo,
os hebreus fixaram por escrito sua história, suas
leis e suas crenças.
Todos
esses dados se encontram na primeira parte da Bíblia,
chamada de Antigo Testamento, que é a parte seguida
pelos hebreus.
A
Bíblia é um livro sagrado não só
para os israelitas como também para os cristãos
e muçulmanos.
Festas
e dias santificados
O
sábado é consagrado à vida religiosa.
Todo o trabalho é proibido. Esse dia é reservado
para o encontro entre pessoas da família, para
a oração e o estudo da Bíblia (Antigo
Testamento).
As
festas israelitas comemoram, em geral, acontecimentos
históricos, religiosos e agrícolas. A mais
solene delas é o Yom Kippur (o Grande Perdão):
a pessoa se arrepende de suas faltas e Deus a perdoa se
o arrependimento for sincero.
Atingamente,
entre os judeus, honrava-se a Deus por meio de sacrifícios
de animais (holocaustos) e por meio de ofertas. Atualmente,
com a Diáspora (dispersão pelo mundo), os
judeus se reúnem em lugares de culto chamados sinagogas.
A oração e a leitura d Bíblia (Antigo
Testamento) tornam-se atos essenciais na vida dos judeus.
Esperança
de um novo Messias
Em
toda a história de Israel, alguns homens exerceram
uma influência especial: são os profetas.
Os profetas são pessoas insipiradas por Deus, são
os porta-vozes dele. A partir do século VII a.C.,
eles já anunciam uma grande esperança: a
vinda de um Messias, um enviado de Deus, para transformar
o mundo, fazer reinar a paz, a justiça e o amor
e reunir novamente o povo de Israel para viver em paz
em sua própria terra. O povo de Israel continua
ainda hoje aguardando um messias salvador, que de acordo
com a crença dos cristãos já veio
na pessoa de Jesus Cristo.
Direito
religioso
À
espera do messias, o judeu deve tender à santidade,
observando a lei e as regras de vida (a moral judaica).
As leis estão contidas num livro chamado Torah.
Elas
se referem a todos os aspectos da vida: o culto, o trabalho,
a vida familiar, a alimentação, as vestimentas,
as punições das faltas, etc.
As
leis do Torah são explicadas por mestres chamados
rabinos. Os comentários dos rabinos sobre as leis
estão contidos num enorme livro Talmud.
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Origem
e localização geográfica
Os
fenícios, povo de origem fenícia semita,
viveram, a partir de uns 3.000 a.C., numa faixa estreita
de terra da costa oriental do mar Mediterrâneo,
na região ocupada atualmente pelo Líbano,
pela Síria e pelo Estado do Israel.
Comércio
marítimo
Proprietários
de poucas terras e de solos áridos, os fenícios
não se dedicaram à agricultura. Rodeados
de montannhas ao norte, ao sul e a leste, apenas o que
restava para eles era aproveitar as águas do Mar
Mediterrâneo. Vivendo em contato com o mar, descobriram,
desde os primeiros tempos, a arte de construir navios
e de navegar. Assim, suas cidades muito importantes, como
Tiro, Sidon, Biblos e Ugarit, se tornaram portos de onde
partiram os navios para o comércio de mercadorias
próprias ou de outros países. Seus tripulantes
se aventuravam pelos mares em viagens ousadas, conquistando
mercados mais longínquos em outros países
que já existiram.
Foi
assim que os fenícios, além de explorar
o Mar Mediterrâneo, fazendo comércio com
as ilhas de Chipre, Sicília, Córsega e Sardenha,
atingiram o Oceano Atlântico, chegando ao Mar Báltico,
no norte da Europa, e percorrendo a costa da África.
Os fenícios foram os maiores navegadores e exploradores
da Antigüidade. Chegaram mesmo a dar volta completa
ao redor da África, em mais tarde 600 a.C., a pedido
do faraó Necao, do Egito, numa viagem que, dois
mil anos mais tarde, Vasco da Gama iria fazer em sentido
contrário. Há quem afirme que os fenícios
chegaram até o litoral do Brasil.
Produtos
econômicos
Os
produtos comercializados pelos fenícios foram numerosos.
Alguns deles eram comprados de outros países e
revendidos em outros lugares. Mas a maioria eram produtos
de fabricação própria, como tecidos,
corantes para pintar tecidos (como a púrpura, por
exemplo), vasos cerâmicos, armas, peças de
metal, vidro transparente e colorido, jóias, perfumes,
especiarias, entre outros. Seus artesãos eram hábitos
imitadores e falsificadores de produtos de outros povos.
Também os cedros das montanhas fenícias
eram exportados. Os fenícios foram, também,
os maiores mercadores de escravos da época. Fundaram
várias feitorias (pontos de armazenamento de produtos)
e muitas colônias em outras regiões, como
as ilhas de Malta, Sardenha, Córsega e Sicília,
e fundaram, ao norte da África, a célebre
cidade de Cartago.
Organização
político-administrativa
Os
fenícios estavam organizados em cidades-estados,
ou seja, cada cidade fenícia constituía
um centro comercial independente, com administração
pública própria. O governo dessas cidades
era exercido por comerciantes influentes, chamados sufetas.
Muitas vezes, essas cidades entravam em choque por causa
da concorrência comercial. Algumas delas chegaram
mesmo a pagar tributos a fim de terem a preferência
e a proteção no comércio de seus
produtos.
Cultura
No
início, os fenícios utilizaram a escrita
cuneiforme da Mesopotâmia. Depois, passaram a usar
os hieróglifos dos egípicios. Porém,
esses sistemas de escrita não estavam dando satisfação
às suas necessidades comerciais. Dessa forma, nasceu
a idéia de simplificar a escrita e inventar o alfabeto,
que acabou sendo a maior contribuição que
os fenícios deram para o mundo, no campo cultural.
Essa
importante descoberta nasceu da necessidade de facilitar
a contabilidade e elaboração de contratos
com outros povos. Assim, inventaram 22 caracteres representando
as consoantes; mais tarde, os gregos aperfeiçoaram
o alfabeto fenício, acrescentando as vogais, e
outros povos começaram a adotá-lo.
Na
cidade de Ugarit foi encontrada uma biblioteca com inúmeros
tabletes de argila com escritos sobre a administração,
a religião e a mitologia da Fenícia.
Religião
Os
fenícios eram politeístas, ou seja, adoravam
vários deuses, cujos nomes pelos quais são
chamados abaixo:
* Astarte, deusa da fencundidade;
* Baal, deus do trovão;
* Melkart, deus violento e guerreiro;
* Ishtar, deusa da Mesopotâmia, cultuada também
na Fenícia, entre outras divindades.
Desenvolvimento
científico
Os
fenícios não foram nada originais no campo
científico, copiando teorias, conceitos e idéias
de outros povos tudo aquilo que poderia ser de extrema
utilidade para eles.
Extremamente
ligados ao comércio, a atividade econômica
que mais desenvolveram foi o da construção
de navios e da navegação. Possuíam
excelentes conhecimentos de matemática para a construção
de navios e de astronomia, que os auxiliava durante a
navegação pelos mares.
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O
Império Persa começou em
549 a.C., com as conquistas de Ciro, o Grande, e terminou
em 330 a.C., quando Alexandre Magno, da Macedônia,
derrotou Dario III. O Império Persa, portanto, durou
cerca de séculos e compreendia propriamente dita
a Ásia Menor por inteiro. Estava localizado na área
ocupada hoje pelos seguintes países: Irã,
Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Israel,
Egito, Turquia, Kuweit, Afeganistão, parte do Paquistão,
da Grécia e da Líbia. Foi o maior império
conhecido até a época.
Origem
Os
persas, assim como os medos, eram dois povos de origem indo-européia
que se estabeleceram no planalto do Irã, faz mais
de um milênio antes de Cristo.
Reis
importantes
Os
principais reis do Império Persa foram três:
Ciro, o Grande, Cambises e Dario I.
Ciro,
o Grande
Sob
o comando habilidoso do general Ciro, o Grande, os dois
povos, medos e persas uniram-se por volta do século
VI a.C. e formavam um grande império: o Império
Persa.
Durante
os 25 anos de seu governo, Ciro, o Grande conseguiu não
apenas conquistar a [Mesopotâmia] como também
conquistar a Ásia Menor por completo.
Como
era diferente de outros conquistadores, Ciro, o Grande tratava
os povos dominados com respeito, possibilitando a eles uma
vida bastante normal, com liberdade de ação,
de emprego, de religião, etc. Mais por motivos políticos
do que religiosos, Ciro, o Grande, em certo momento, chegou
a entrar num templo da religião local a fim de prestar
culto aos deuses. Permitiu liberdade de culto e proibiu
aos seus soldados que roubassem com força as imagens
sagradas veneradas nos templos babilônicos.
Muito
liberal e generoso, permitiu aos hebreus que viviam como
escravos na Pérsia que retornassem ao seu país
de origem, a Palestina.
Mas
sua administração, não concordava com
as idéias dos outros, ou seja, era intransigente,
em dois pontos:
* Os povos dominados eram obrigados a servir o exército
e a pagar pesados tributos.
* Ciro, o Grande morreu em batalha no ano de 529 a.C.
Cambises
O
primeiro sucessor de Ciro, o Grande foi seu filho Cambises,
que era cruel e violento, mandando, inclusive assassinar
seu próprio irmão.
Em
525 a.C., Cambises conquistou o Egito, porém foi
misteriosamente morto quando retornava ao seu país.
Dario
I
Dario
I era um dos familiares de Cambises e assumiu o poder em
521 a.C. Ampliou ainda mais o grande Império Persa,
conquistando o vale do rio Indo e o norte da Grécia,
mas foi infeliz na Batalha de Maratona, ao ser derrotado
pelos atenienses.
A
maior contribuição que Dario deixou para a
história, foi, sem dúvida, uma rígida
organização político-admnistrativa
que impôs ao imenso Império Persa.
Organização
político-administrativa
Apoiado
por um poderoso exército, Dario I governou o Império
Persa com firmeza mas ao mesmo tempo com benevolência,
ou seja, bondade.
Para
facilitar a administração pública,
dividiu o império em vinte províncias denominadas
satrápias. Cada satrápia era governada por
sátrapa. Cada sátrapa era nomeado pelo rei,
o chefe de Estado do Império Persa, e tinham como
principais atribuições:
* Fazer justiça;
* Cobrar impostos;
* administrar as obras públicas;
* Manter a ordem.
Para
evitar que os sátrapas abusassem do poder, o rei
nomeava para cada província um secretário
e um general que o mantinham informado do que acontecia
em cada satrápia.
Sátrapas,
generais e secretários eram, por sua vez, fiscalizados
por enviados do rei, os inspetores, que visitavam periodicamente
as províncias. Esses inspetores foram apelidados
de "os olhos e os ouvidos do rei".
Moeda
Para
facilitar as transações comerciais, Dario
criou uma moeda (em ouro ou prata) para todo o império:
o dárico. Somente o rei era autorizado para mandar
cunhar moedas.
Transportes
e comunicações
Os
persas construiam importantes vias de transporte entre as
cidades mais populosas do Império. Aproximadamente,
a cada 20 quilômetros havia estações
de descanso com hospedaria e cocheira. Os mensageiros do
rei trocavam de cavalo a cada estação, de
maneira que podiam cobrir longas distâncias rapidamente.
Eles conseguiam levar uma mensagem da cidade de Susa a Sardes
em menos de duas semanas, perfazendo uma distância
de 2.400 quilômetros. |
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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