Seguindo
o percurso típico dos jovens da classe abastada
insular, aparentemente com o objectivo de cursar medicina,
em Outubro de 1849 matricula-se na Universidade de Coimbra,
onde obtém o grau de bacharel em Matemática
em 1853 e de Filosofia em 1854. Tendo iniciado o curso
de Medicina em 1852, acabou por abandonar a Universidade
sem o concluir.
Em
1854 regressou a São Jorge onde assumiu a direcção
dos negócios familiares, ingressando quase de imediato
na política local: nos anos imediatos é
escolhido para vereador da Câmara das Velas e depois
nomeado juiz substituto na comarca respectiva.
Nas
eleições gerais de 1864 foi eleito deputado,
pelo nóvel círculo de S. Jorge e Graciosa,
partindo para Lisboa nos finais daquele ano. Durante a
sua estadia em Lisboa iniciou um percursos de investigação
da documentação histórica referente
à sua ilha natal, em particular no Arquivo da Torre
do Tombo. Desse labor resultou a transcrição
de numerosos documentos e a localização
de outros que depois utilizará nos seus artigos
sobre história local.
A
solicitação de Teófilo Braga, recolheu
numerosos contos, proverbios ditos e cantigas populares,
num trabalho pioneiro na recolha do cancioneiro e romanceiro
jorgense, transformando-se num dos principais colaboradores
da obra Cantos Populares do Archipelago Açoriano
que Teófilo Braga editaria em 1876.
Aproveitando
a proliferação que na época ocorreu
na imprensa açoriana, manteve diversos jornais
em São Jorge, nos quais, a par de outros da Terceira
e São Miguel, publicou numerosos estudos históricos
e etnográficos.
Com
apenas 54 anos de idade faleceu na ilha de São
Miguel, ilha onde tinha ido procurar aconselhamento médico
após prolongada doença.