José
Francisco de San Martín: Nasceu em 25
de fevereiro de 1778 no povoado de Yapeyú (atual
San Martín), situado às margens do rio Uruguai,
na atual província de Corrientes, Argentina. Seu
pai, Juan de San Marín, nascera na Espanha e possuía
o cargo de teniente gobernador do departamento. Sua mãe,
Gregoria Matorras, era sobrinha de um conquistador da
região do Chaco.
Início da Carreira Militar
San
Martín se mudou para a Espanha com seus pais no
ano de 1786, indo estudar em Madrid. Em 1789, inicia sua
carreira militar no regimento de Murcia, Espanha. Lutou
na campanha espanhola no norte da África, combatendo
nas cidades de Melilla e Orã. Em 1797 foi promovido
a subtenente por suas ações contra as tropas
franceses de Napoleão Bonaparte na região
dos Pirenéus.
Em
1797 seu regimento, que havia participado nas batalhas
navais contra a frota inglesa no Mar Mediterrâneo,
se rendeu em agosto de 1798. Durante o período
seguinte, luta em diferentes ações no sul
da Espanha, em Gibraltar e Cádiz, atingindo o posto
de 2° capitão de infantaria ligeira.
Em
1808 as tropas de Napoleão invadem a Península
Ibérica e o rei Fernando VII de Espanha é
feito prisioneiro. Inicia-se a rebelião contra
Napoleão e seu irmão, José Bonaparte,
que havia sido proclamado Rei da Espanha. Se estabelece
uma Junta de Governo que se instala primeiro em Sevilha
e logo depois em Cádiz. San Martín é
promovido pela Junta ao cargo de ajudante 1° do regimento
de Voluntários de Campo Mayor. Promovido por suas
ações contra os franceses, logo se torna
capitão do regimento. O exército ataca os
franceses e os vence na batalha de Bailén, em 19
de julho de 1808. Nela se destaca San Martín. Esta
vitória permite ao exército espanhol da
Andaluzia recuperar Madrid, e foi a primeira derrota importante
das tropas de Napoleão.
San
Martín recebe o posto de tenente-coronel e é
condecorado com medalha de ouro. Continua a lutar contra
os franceses no exército dos aliados: Espanha,
Portugal e Inglaterra. Combate sob as ordens do general
Beresford na batalha de Albuera.
Libertador da América espanhola
Nestes contatos europeus, conhece Lord Macduff, nobre
escocês, que o introduz nas lojas maçônicas
que discutiam a independência das terras espanholas
na América do Sul. Em 1811 renuncia à carreira
militar na Espanha. Neste mesmo ano, por intermédio
de Lord Macduff, obteve um passaporte para viajar à
Inglaterra, onde se encontrou-se com compatriotas da América
espanhola: Alvear, Zapiola, Andrés Bello, Tomás
Guido, entre outros. Todos formavam parte de uma sociedade
chamada Loja Lautaro, fundada por Francisco de Miranda,
o qual, junto com Simón Bolívar, já
lutava na América pela independência da Venezuela.
Em
9 de março de 1812 chegou a Buenos Aires para se
colocar ao lado das tropas que lutavam pela libertação
da América espanhola. Ele conduziu os rebeldes
à vitória contra as tropas espanholas do
general José Zavala na batalha de San Lorenzo de
Paraná, em fevereiro de 1813. Recebeu o posto de
General do governo revolucionário.
Independência
do Peru
Em seguida, voltou sua atenção à
resistência espanhola no Peru. Após meses
de poucos avanços, obteve uma vitória decisiva
na batalha de Pisco, a 6 de dezembro de 1820. O vice-rei
espanhol tentou negociar a paz, mas como não tinha
a intenção de conceder a completa independência
ao Peru, foi deposto. San Martín proclamou a independência
peruana a 28 de julho de 1821 em Lima, e foi eleito "protetor"
do novo país. Depois que o parlamento peruano foi
formado, San Martín renunciou ao título.
Em
26 de julho de 1822 encontrou-se com Bolívar em
Guayaquil (cidade que hoje pertence ao Equador) para discutir
o futuro da América Latina independente. Não
se sabe o que se discutiu neste encontro, porém
se conhece o seu resultado: Bolívar assegurou ajuda
ao Peru e San Martín renunciou a todos os seus
cargos.
Em
1824 mudou-se com sua filha para a França, onde
permaneceu até o final da vida. Morreu a 17 de
agosto de 1850 na cidade de Boulogne-sur-Mer. Em 1880
seus restos mortais foram trasladados a Buenos Aires e
sepultados na catedral.