Apesar
do nome, nem todos os membros do grupo das preguiças
gigantes eram de grandes dimensões. O registo fóssil
indica que as primeiras formas a surgir eram relativamente
pequenas, de tamanho comparável às preguiças
actuais, sendo a evolução para o gigantismo
progressiva. No fim do Pliocénico, início
do Plistocénico, esta tendência inverteu-se
no sentido da redução de tamanho talvez
por pressões ecológicos. Nas Caraíbas
muitas espécies tornaram-se variáveis anãs,
numa adaptação a ambiente insular e condições
tropicais também observada, por exemplo, em proboscídeos
(Stegodon) ou hominídeos (Homo floresiensis).
As
preguiças gigantes surgiram no Oligocénico,
na região da atual Patagónia, e desenvolveram-se
na América do Sul. Com o estabelecimento do istmo
do Panamá, as preguiças migraram para Norte,
chegando ao atual estado do Yukon no Canadá.
A
anatomia das preguiças gigantes é conhecida
com bastante detalhe, graças a centenas de exemplares
bem conservados encontrados em cavernas e nos poços
de betume de La Brea, na Califórnia. Alguns exemplos
encontram-se tão bem preservados que incluem tecidos
fossilizados ou partes da pelagem de cor avermelhada.
Os hábitos alimentares das preguiças gigantes
são igualmente bem conhecidos através do
estudo dos seus coprólitos (fezes fossilizadas)
e respectivo conteúdo vegetal. Sabe-se assim que
estes animais eram exclusivamente herbívoros e
que preferiam folhas e ramos de árvores.
Eram, no entanto, bastante flexíveis e em épocas
de escassez podiam consumir plantas desérticas,
incluindo cactos.
A
primeira tentativa de reconstrução anatómica
de um conjunto de fósseis foi
realizada em 1796 e o resultado foi interpretado por Georges
Cuvier como uma forma de preguiça gigante, que
o naturalista classificou como Megatherium americanum.
atualmente,
há rumores da existência de um grande animal
desconhecido da ciência no interior
da Floresta Amazónica, a que os locais chamam de
mapinguari e que os criptozoólogos supõem
tratar-se de uma espécie extante de preguiça
gigante.