Um
eléctrico (ou Trolley, ou br.
bonde) é o carro eléctrico
tradicional em grandes cidades como Basiléia, Zurique,
Lisboa e Porto. O eléctrico faz um percurso tipicamente
mas não obrigatoriamente turístico. Movimenta-se
sobre carris (trilhos), que em geral encontram-se embutidos
nas partes mais antigas das cidades. Destina-se sobretudo
ao transporte de passageiros, e constitui um meio de transporte
rápido, já que geralmente tem prioridade
sobre o restante trânsito.
Os
eléctricos foram muito utilizados por toda a Europa,
e também pela América, já no século
XX. Atualmente (2005), o transporte urbano sobre trilhos,
também conhecido por VLT (Veículo Leve sobre
Trilhos), uma evolução do bonde, encontra-se
em expansão em várias cidades de todo o
mundo.
Com
o advento do carro eléctrico, semelhante a um autocarro,
embora movido a electricidade, o eléctrico passou
a ser substituído por este, embora actualmente
se verifique uma reinstalação de unidades
actualizadas (ao nível do motor e chassi) mediante
a crescente preocupação com o meio-ambiente
e nível de vida nas cidades, como o caso de Mulhouse,
na França. Paralelamente, a subsistência
do eléctrico representa uma mais-valia cultural
das próprias cidades, já que cada uma introduziu
modificações características. Muitas
das grandes cidades das grandes cidades da Suíça
ainda usam os eléctricos, bem como as grandes cidades
da Alemanha e algumas cidades da França (Estrasburgo).
Os
eléctricos têm grandes vantagens com relação
aos ônibus, entre as quais destacam-se a menor poluição
(tanto sonora quanto atmosférica) e a prioridade
no trânsito.
No
Brasil, um elécrico é chamado de bonde.
Este nome possui origem na cidade do Rio de Janeiro, onde
a Botanical Garden Rail Road Company operava eléctricos.
O termo bonde é uma alusão aos cupons ou
bilhetes utilizados como pagamento das passagens, e que
na América do Norte eram conhecidos como bonds.
A partir daí, os passageiros passaram a chamar
tais veículos de bond, tendo este termo sido posteriomente
aportuguesado para "bonde".
História
Na sua primeira versão, o eléctrico era
movido por cavalos. Os primeiros eléctricos foram
construídos nos Estados Unidos. Em 1832 faziam
o percurso (linha) Nova York-Harlem e em 1834 em Nova
Orleães. Inicialmente a linha férrea era
saliente, acima do nível da estrada, transtornando
a circulação pedestre e provocando acidentes.
Seriam suplantados por carris (rails) embutidos na estrada
em 1852, uma invenção de Alphonse Loubat.
O
primeiro eléctrico na França iria surgir
um ano depois, para a exposição mundial,
com uma linha montada especificamente para demonstração
ao longo de Cours de la Reine.
O sistema de bondes (eléctricos) avançou
também rapidamente no Brasil, em especial na cidade
do Rio de Janeiro, onde se tornou o principal meio de
transporte,
sendo hoje considerado um dos principais condicionantes
e possibilitadores do crescimento urbano desta metrópole
que hoje se destaca por possuir mais de 6 milhões
de habitantes. Clique aqui saber mais sobre o Bonde de
Santa Teresa.
O
fenómeno do eléctrico iria propagar-se pela
restante Europa (Londres, Berlim, Paris, etc.). Mais rápido
e confortável que o autocarro, seriam, no entanto,
mais dispendiosos dado que ainda eram puxados por tracção
animal. Com a invenção do motor a vapor
em 1873 e motor eléctrico, em 1881, este meio de
transporte seria rapidamente adoptado assim que resolvidos
os problemas de produção e transmissão
de electricidade.
O
primeiro eléctrico movido a electricidade foi inaugurado
em Berlim em 1881.