Aviso
era originalmente um tipo de navio de guerra,
pequeno, com pouco ou nenhum armamento, utilizado para
reconhecimento e para o transporte de correspondência,
ordens e outros documentos. Nos dias de hoje, em algumas
Marinhas, o termo Aviso é também usado para
designar navios destinados a operações hidrográficas,
oceanográficas, de balizamento e outras.
Avisos Coloniais
Na Marinha Portuguesa o termo Aviso Colonial, ou simplesmente
Aviso, passou a ser utilizado desde os finais do século
XIX para designar um tipo de navio de guerra específico
para uso em missões de soberania e patrulha dos
territórios ultramarinos. Em Portugal este termo
deixou de ser usado para designar os navios daquele tipo,
que passaram a ser considerados Fragatas ou Corvetas.
No entanto o termo é usado ainda hoje na Marinha
Francesa para designar alguns dos navios de escolta e
patrulha ultramarina.
A
maioria dos avisos coloniais portugueses foi construída
no âmbito do programa naval de 1932. Foram na altura
construídos os Avisos de 1ª Classe da classe
Afonso de Albuquerque e os Avisos de 2ª Classe das
classes Gonçalo Velho e Pedro Nunes.
Os
Avisos Coloniais tinham uma tonelagem e capacidade militar
semelhante às dos Contratorpedeiros só que,
ao contrário destes, que se destinavam a operar
no Atlântico Norte e integrados em flotilhas, os
primeiros destinavam-se a operar normalmente isolados
e em territórios ultramarinos longínquos.
Por esta razão os Avisos tinham de possuir uma
maior polivalência e autonomia. Além da capacidade
de luta anti-superfície e anti-submarina, tinham
capacidade de apoio a operações em terra.
Possuiam também a capacidade de transportar uma
força de desembarque para o caso da necessidade
de reforço militar rápido de alguma colónia
ou da realização de operações
anfíbias. Como se destinavam a operar essencialmente
em ambientes de clima tropical, possuiam condições
especiais de climatização para a tripulação
e de refrigeração para conservação
de alimentos.
Os
mais poderosos Avisos da Marinha Portuguesa foram os da
classe Afonso de Albuquerque, construídos em 1934.
Estes navios eram autênticos pequenos cruzadores
ligeiros, com um deslocamento de 2.420 toneladas e velocidade
de 21 nós. Estavam armados com 4 Peças de
120 mm, 2 lançadores de cargas de profundidade,
4 Peças Antiaéreas de 77 mm, 4 Metralhadoras
Antiaéreas de 40 mm e um hidroavião para
reconhecimento e bombardeamento.