A
caravela foi uma embarcação
usada pelos portugueses e espanhóis durante a Era
dos Descobrimentos. Segundo alguns historiadores o vocábulo
é de origem árabe carib (embarcação
de porte médio e de velas triangulares —
velame latino). De acordo com outros, no entanto, a palavra
seria derivada de carvalho, a madeira usada para construir
as embarcações.
A
caravela era um navio rápido, de fácil manobra,
apto para a bolina, de proporções modestas
e que, em caso de necessidade, podia ser movido a remos.
Eram navios de pequeno porte, de dois mastros, um único
convés e ponte sobrelevada na popa; deslocavam
50 toneladas. As velas «latinas» (triangulares)
eram duas vezes maiores que as das naus, o que lhes permitia
ziguezaguear contra o vento e, consequentemente, explorar
zonas cujo regime dos ventos era desconhecido. Apetrechada
com artilharia, a caravela transformou-se mais tarde em
navio mercante para o transporte de homens e mercadorias.
Gil
Eanes utilizou um barco de vela redonda, mas seria numa
caravela que Bartolomeu Dias dobraria o Cabo da Boa Esperança,
em 1488. É de salientar que a Cravela é
uma invenção portuguesa, em conjunto com
os conhecimentos que haviam adquirido dos árabes.