Um
torpedeiro é um navio pequeno
e rápido, concebido para lançar torpedos
contra navios de maiores dimensões. Sendo os seus
alvo principais os couraçados e outros navios lentos
e muito bem armados, vítimas fáceis da sua
agilidade e velocidade.
No
final do séc. XIX, o desenvolvimento de enormes
navios e o uso do giroscópios,
permitiu o desenvolvimento rápido de poderosos
couraçados. Tais embarcações eram
bastantes dispendiosas, e apenas as nações
mais ricas podiam se dar ao luxo de continuar na corrida
para a sua construção.
Mas
ao mesmo tempo, as novas blindagens tornavam-nos lentos
e as suas enormes armas demoravam muito a ser recarregadas.
Isso dava a possibilidade de navios menores, mais rápidos
e mais baratos, atacarem as enormes embarcações.
A introdução do torpedo providenciou a arma
necessária para danificar e afundar qualquer navio.
No
final do séc. XIX, várias Marinhas começaram
a construir torpedeiros - relativamente navios de menores
dimensões, cerca de 30 a 50 metros em comprimento,
armados até 3 tubos de torpedos e armas menores.
Eram movidos por motores a vapor e conseguiam velocidades
de 20 a 30 nós (37 a 56 km/h). E eram relativamente
baratos e podiam ser comprados em grande quantidade, permitindo
a sua utilização para ataques massiços
contra frotas maiores.
Hoje
o HMNoS Rap - no qual o nome significa 'rápido'
- da Marinha Real Norueguesa, é reconhecido como
o primeiro torpedeiro, sua construção foi
encomendada de Cheswick, Inglaterra em 1873. O primeiro
registo do lançamento de um torpedo a partir de
um torpedeiro numa batalha foi pelo almirante russo Stepan
Makarov a 16 de Janeiro, 1877, que utilizou torpedos contra
um couraçado turco na guerra Russo-Turca de 1877-78.
A
introdução do torpedeiro fez com que todas
as frotas do mundo, rapidamente adicionassem armas mais
pequenas e rápidas aos navios já existentes,
sendo eventualmente uma nova classe de navios criada,
o contratorpedeiro. Estes navios, eram apenas uma versão
maior dos torpedeiros, com uma velocidade igual aos torpedeiros,
mas que incluíam maiores armas que podiam atacar
antes que o inimigo chega-se perto da frota principal.
Contratorpedeiros também eram armados com torpedos.
Novas estratégias foram desenvolvidas para permitir
aos contratorpedeiros operar longe da frota principal
para manter os torpedeiros afastados, enquanto continuavam
perto da frota de modo a ficarem protegidos de outras
frotas inimigas.
Os
contratorpedeiros pareceram tão úteis, que
eventualmente substituíram os torpedeiros. Até
à Segunda Guerra Mundial torpedeiros clássicos
foram apenas mantidos em menor número em algumas
marinhas, por exemplo na da Alemanha e França.
Por esse tempo, eram navios de 70 a 100 metros de comprimento,
armados com 2 a 3 armas tipicamente de 100 mm, e com lançadores
de torpedos. Após a guerra eventualmente desapareceram.