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Âmbar
é um fóssil resina muito
usado para a manufatura de objetos ornamentais. Embora não
mineralizado, às vezes é considerado e usado
como uma gema.
Sabe-se
que as árvores (principalmente os pinheiros) cuja
resina se transformou em âmbar viveram há
milhões de anos em regiões de clima temperado.
Nas zonas cujo clima era tropical, o âmbar foi formado
por plantas leguminosas.
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As
resinas produzidas pelos vegetais agiam como proteção
contra a ação das bactérias e contra
o ataque de insetos que perfuravam a casca até atingir
o cerne das árvores. A resina que saia da madeira
acabou por perder o ar e a água de seu interior.
Com o passar do tempo (milênios) as substâncias
orgânicas formadoras do âmbar acabaram se polimerizando,
formando assim uma resina endurecida e resistente ao tempo
e à água. |
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Desde
a pré-história, as regiões banhadas
pelo Mar Báltico são uma a principal fonte
de âmbar. Acredita-se que o material foi utilizado
desde a Idade da Pedra. Foram encontrados também
objetos de origem báltica nos túmulos egípcios
ddatando 3200 a. C. Outra pista importante foram objetos
encontrados na Escandinávia que eram utilizados por
vikings dos anos 800 até 1000 d. C.
O
nome vem do arábico anbar, provavelmente através
do espanhol, porém esta palavra referia-se originalmente
a ambargris, a qual é uma substância animal
completamente distinta do âmbar amarelo. O âmbar
verdadeiro tem sido chamado às vezes de karabe, uma
palavra da derivação oriental significando
"o que atrai a palha", em alusão ao poder
que o âmbar possui de adquirir uma carga elétrica
pela fricção. Esta propriedade, observada
primeiramente por Thales de Miletus, sugeriu a palavra "eletricidade",
do grego elektron nome aplicado, entretanto, ao âmbar
e a uma liga de ouro e prata.
O
âmbar é chamado também de electrum,
sucinum (succinum), e glaesum ou glesum por escritores latinos.
Em hebreu arcaico hashmal significar âmbar, embora
o hebreu moderno use a palavra i'nbar, inspirada do árabe.
A palavra em alemão é Bernstein.
Durante o século 13, os Cavaleiros Teutônicos
controlaram a produção do âmbar na Europa,
proibindo sua coleta desautorizada das praias na costa do
Báltico, sob sua jurisdição, punindo
infratores desta ordem com a morte.
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O
âmbar é um mineralóide de origem orgânica,
heterogêneo na composição, que consiste
de diversos corpos resinosos mais ou menos solúveis
no álcool, éter e clorofórmio, associado
com uma substância insolúvel betuminosa, derivado
de resinas de árvores coníferas e plantas
leguminosas que, enterradas durante milhões de anos,
sofreram um processo de polimerização (Uma
das formas de fossilização). É encontrado
na forma de nódulos irregulares de coloração
amarelo-parda, às vezes turva devido à inclusão
de minúsculas bolhas de ar. Sua composição
média é C10H16O. Aquecido pouco abaixo 300°C,
sofre uma decomposição que gera o "óleo
do âmbar" deixando um resíduo marrom escuro
ou negro chamado "amber colophony", ou "amber
pitch". Quando dissolvido em óleo "turpentina"
ou em óleo de linhaça, forma-se o verniz de
âmbar ou laquê de âmbar.
Ao
ser aquecido até a queima, libera um odor agradável
(almiscarado), se funde em temperaturas entre 280 e 290
C. É insolúvel em água, porém
se dissolve em éter e clorofórmio. Quando
transparente, apresenta um índice de refração
entre 1,53 e 1,55, sua dureza varia entre 2 e 3 (bem maior
que outras resinas fósseis) e a massa específica
varia 1,05 a 1,10. |
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O
âmbar báltico (alguns chamam de verdadeiro)
libera na destilação seca ácido succínico
cuja emanação aromática, algumas vezes
irritante, se dá principalmente a este ácido
nas variedades opaco pálidas ou ósseas, numa
proporção aproximada de 3 a 8% da massa total.
A diferença de outros similares de outras regiões
do planeta é justamente a quantidade emanada de ácido
succínico. Outras resinas fósseis denominadas
frequentemente de âmbar não contêm o
referido ácido, ou somente uma proporção
muito pequena. Foi por este motivo que o professor J. D.
Dana propôs o nome succinite somente para o âmbar
báltico.
Geralmente
em trabalhos científicos o termo específico
para o âmbar báltico é "ambar prussiano".
O
chamado succinite é encontrado como nódulos
irregulares em uma areia glauconítica marinha, conhecida
como terra azul, ocorrendo no início do periodo oligoceno
na região de Sambia no Mar Báltico, no Kaliningrad
Oblast, onde é explorado até a atualidade. |
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Acredita-se,
entretanto, ter sido derivado do período Terciário
e com depósitos do (Eocene). Ocorre como derivado
mineral em antigas formações. Sabe-se que
existem resquícios de uma flora abundante que ocorrem
na época da formação do âmbar,
sugerindo relações com o flora oriental Ásia
e a parte do sul da América do Norte.
H.
R. Goppert nomeou o pinheiro "amber-yielding"
comum nas florestas do Báltico Pinites succiniter.
A madeira encontrada fossilizada não parece diferir
geneticamente da existente também chamada de Pinius
succinifera.
É
improvável, entretanto, que a produção
do âmbar estêve limitada a uma única
espécie, um grande número de coniferas que
pertencem a gêneros diferentes produziram a resina.
Espécimes
envoltos
Muitas
peças encontradas contém além de espécimes
vegetais em seu interior belamente preservados, também
numerosos insetos, aranhas, anelídeos, crustáceos
e outros organismos minúsculos que foram envoltos
quando a exudação era fluídica.
Na
maioria dos casos a estrutura orgânica desapareceu,
deixando somente uma cavidade oca. Porém, pelos,
penas, fragmentos de madeira, (com os tecidos bem-preservados
pela impregnação da resina), flores e frutos
foram encontrados ocasionalmente em perfeito estado.
Às
vezes o âmbar retém a forma de gotas e de stalactites,
às vezes na forma como ele saiu dos dutos e dos receptáculos
das árvores feridas. O desenvolvimento anormal da
resina foi chamado succinosis.
Impurezas
As
impurezas são frequentemente mais recentes, em especial
quando a resina caiu sobre à terra, de modo que o
material foi contaminado. Excepcionalmente ocorreu um envernizamento,
quando o âmbar impuro é chamado de firniss.
Os
cercos de piritas podem dar uma cor azulada ao âmbar.
O âmbar preto é chamado de jet sonte. O âmbar
ósseo deve sua opacidade à bolhas de ar minúsculas. |
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| Licenciado
sob a GNU Free
Documentation License. Fonte de Wikipédia
Âmbar. |
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