Depois
disso, Adrasto reconciliou-se com Anfiareu, e deu-lhe
a sua irmã Erífila em casamento, e regressou
ao reino de Argos. Durante esse tempo aconteceu que Tideu
de Calidonte e Polinice de Tebas, ambos fugitivos dos
seus países, encontraram-se perto do palácio
de Argos, e após uma troca de palavras começaram
a lutar. Adrastos ordenou que os separassem e imediatamente
os reconheceu como os homens que um oráculo previra
que seriam os futuros maridos das suas filhas, pois um
trazia um escudo com a figura de um urso e o outro um
escudo com um leão, e o oráculo dissera
que as suas filhas se casariam com um urso e um leão.
Então Adrasto deu em casamento as suas filhas Deipyle
e Argeia a a Tideu e a Polinice, respectivamente, e ao
mesmo tempo prometeu ajudá-los a regressarem à
sua terra.
Adrasto
preparou-se para a guerra contra Tebas, apesar de Anfiareu
prever que todos os que o fizessem, pereceriam, com a
excepção de Adrastos. Assim se organizou
os Sete Contra Tebas, onde Adrasto foi auxiliado por Polinice,
Tideu, Anfiareu, Capaneu, Hippomedon e Parthenopaeus.
A guerra acabou tal como Anfiareu tinha previsto, e Adrasto
só se salvou devido à rapidez do seu cavalo
Arion, um presente de Héracles.
Creonte
de Tebas recusou-se a dar os corpos dos seis heróis
que caíram na batalha e Adrasto foi a Atenas implorar
a ajuda dos Atenienses. Teseu foi persuadido a ir numa
expedição contra Tebas. Ele tomou a cidade
e entregou os corpos para serem enterrados.
Dez
anos depois, Adrasto convence os sete filhos dos heróis
que morreram na batlha contra Tebas a fazerem novo ataque
contra essa cidade, e declarou que os deuses tinham aprovado
a sua iniciatica, e prometeu a vitória. Tebas foi
tomada e totalmente destruída, depois de grande
parte dos seus habitante fugirem da cidade a conselho
de Tirésias. O único a morrer nesta batalha
chamada Epigoni, foi Egialeu, seu filho.
Após
ter construído um templo a Némesis nas redondezas
de Tebas, regressou a casa. Mas devido ao peso da idade
e à morte do seu filho, morreu em Megara e aí
foi enterrado.
2. Filho de Górdio, que sem quere
matou o seu próprio irmão e consequentemente
expulso pelo seu pai. Foi procurar refúgio da corte
do rei Croesus, que o purificou e o recebeu generosamente.
Após algum tempo foi enviado como guardião
de Atis, filho de Croesus, que ia livrar-se de um javali
que fazia grandes estragos na região. Adrasto teve
o infortúnio de matar Atis, quando apontava ao
animal selvagem. Croesus perdoou-lhe por ter sido um acidenete
e a vontade dos deuses, por se cumprir uma profecia. Mas
Adrasto não conseguia viver com a culpa e suicidou-se
no túmulo de Atis.