O
andrógino é aquele(a) que tem características
físicas e em aditivo as comportamentais de ambos
os sexos, assim sendo, fica imposível definir a
que gênero pertence um(a) andrógino apenas
por sua aparência. Andróginos que prezam
por sua androginia mormente utilizam de adereços
femininos, no caso de homens, masculinos, no caso de mulheres,
para aumentar o dual.
Andrógino
é, também, segundo o livro "O Banquete",
de Platão, uma criatura mística proto-humana.
No livro o personagem Sófocles descreve como haveria
surgido os diferentes sexos. Havia antes três seres,
Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina
composta de oito membros e duas cabeças, ambas
masculinas, Gynos idem, porém femininas, e Androgynos
composto por metade masculina, metade feminina. Eles não
estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em
dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado
Andros, originou-se dois homens, que apesar de seus corpos
estarem agora separados, suas almas estavam ligadas, por
isso ainda eram atraídos um por o outro. O mesmo
ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens
homossexuais, Gynos às lésbicas, e Androgynos
aos heterossexuais. Segundo Sófocles seriam então
dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais.
Fica evidente que não se consideravam os bissexuais
nesse mito.
Levando-se
em conta a discriminação sexual cada vez
menor, porém não com menor poder de influência,
tende-se a pré-supor que andróginos são
impreterivelmente homossexuais ou bissexuais, o que não
é verdade, uma vez que a androginia é apenas
um caráter de comportamento e aparência individual.