Mas
o seu culto estendia-se muito para além do culto
solar. Apolo é também o deus da cura e das
doenças, pai de Asclépio, ou Esculápio,
venerado junto com este em grandes templos-hospitais,
onde se curavam várias doenças, sobretudo
através do sono. É ainda o deus da profecia.
Inúmeros oráculos eram-lhe atribuídos,
sendo o mais famoso e Oráculo de Delfos, o mais
importante de toda a antiguidade que era visitado por
inúmeros visitantes, alguns dos quais nem eram
gregos. Como deus da música Apolo era representado
tocando a sua lira, e é o líder das Musas.
Zeus,
seu pai, presenteou-o com arco e flechas de ouro, além
de uma lira do mesmo material (sua irmã Ártemis
ganhou os mesmos presentes, porém de prata). Todos
eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas. - Algumas
versões dizem que Apolo ganhou a lira como um presente
de Hermes.
Outra
faceta deste deus é a sua parte mais violenta,
quando ele usa o arco, para disparar dardos letais que
matam os homens com doenças ou mortes súbitas.
Ainda assumindo este lado mais negro, Apolo é o
deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam
muitas vezes os gregos.
Finalmente,
Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na
transição para a idade adulta. Assim, ele
é sempre representado como um jovem, frequentemente
nu, para simbolizar a pureza e a perfeição,
já que ele é também o deus destes
dois atributos.
A
árvore mais sagrada para Apolo é o loureiro.
Crê-se que alguns sacerdotes mastigavam loureiro
para dizerem as profecias, outros usavam ramos de loureiro
para salpicar o templo na purificação, ou
para purificar a água com o fogo. As coroas de
louro eram muitas vezes oferecidas a alguém que
tinha conseguido algo extraordinário, superando-se
a si mesmo, na procura da arete, o ideal grego simbolizado
por este jovem deus.
Apolo
participa em diversos mitos, incluindo a famosa Guerra
de Tróia, onde está do lado dos troianos,
dizimando os aqueus com praga quando estes ofendem o seu
sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles. A maioria
dos mitos que dizem respeito a Apolo falam dos seus inúmeros
amores, sendo os mais famosos Dafne, uma ninfa que foi
transformada em loureiro (daí a sacralidade da
árvore para Apolo), Jacinto, que se transformou
na flor com o mesmo nome, e Ciparisso, o qual se transformou
em Cipreste. Nestes mitos amorosos, Apolo nunca tem sorte,
e existe um mito que conta que isto se deve ao facto de
ele se gabar de ser o melhor arqueiro entre os deuses,
o que faz com que Eros, deus do amor, sinta inveja.
Ao
deus Apolo é tradicionalmente consagrado o dia
22 de Janeiro.