O
Caos representa, ao mesmo tempo, uma forma indefinida
e desorganizada, onde todos os elementos encontravam-se
dispersos, e uma divindade rudimentar capaz de gerar.
Tal como o planeta, em seus tempos originais, nele estavam
reunidos os elementos que vão compor todos os seres,
mortais e imortais.
Do
Caos nasceram Nyx, a Noite e o Érebo - e ambos,
apesar de irmãos, uniram-se para a geração
de novas deidades.
No
próprio Caos havia, entretanto, a força
capaz de trazer-lhe ordem: Eros, o amor - tão antigo
quanto os próprios elementos dispersos no Caos.
Junto a ele, também Anteros: são forças
de coesão e separação, espécie
de yin e yang na visão grega dos primórdios.
O
Caos, junto com sua filha Noite, teria ainda gerado o
Destino, deus cego que a todos, mortais e deuses, subordina.