O
monte Capitólio (em italiano: Campidoglio),
ou monte Capitolino, é uma das mais altas e famosas
das sete colinas de Roma, situada entre o Fórum Romano
e o Campus Martius (Campo Marzio) e é o local do
templo da Tríade Capitolina — os deuses Júpiter,
a sua companheira Juno e a filha de ambos, Minerva —
iniciado pelo último rei de Roma Lucius Tarquinius
Superbus (Tarquínio, o Soberbo), e considerado um
dos maiores e mais belos templos da cidade. Quando os Gauleses
invadiram Roma, em 390 a.C., o monte Capitolino foi a única
zona da cidade que não foi capturada pelos bárbaros.
O
monte Capitolino é referido inúmeras vezes
durante a História de Roma: foi aqui que Brutus
e os assassinos se refugiaram, dentro do Templo de Júpiter,
após o assassinato de César; foi aqui que
Gracchi morreu; aqui, os triunfantes generais podiam contemplar
a cidade pela qual lutavam; foi aqui que os Sabinos, perante
a Cidadela, perpetraram dentro da cidade, com a ajuda
da infame Virgem Vestal, Tarpeia, filha de Spurius Tarpeius,
que foi mais tarde o primeiro a morrer nas rochas. Aqui
foram assassinados criminosos políticos, atirados
pela encosta da colina, para cairem nas afiadas Rochas
Tarpeianas, mais abaixo. Quando Júlio César
sofreu um acidente durante o seu Triunfo (segundo as crenças
da época, indicando claramente a sua ira e o castigo
a César pelas suas acções durante
as Guerras Civis), aproximou-se da colina em direcção
ao templo de Júpiter em joelhos, na tentativa de
subverter as infelizes premonições (César
seria assassinado seis meses depois)[1].
De
1536 a 1546, Michelangelo transformou o Campidoglio —
como os Romanos o tornaram conhecido — com os seus
três palácios que preenchem o espaço
trapezoidal, aproximados de uma escadaria famosa, a Cordonata,
encabeçada por duas grandes estátuas. Contrapondo
a orientação clássica do monte Capitolino,
que se virava para o Fórum, o artista rodou as
atenções para a Roma Papal. Os três
palácios compõe actualmente os importantes
Museus Capitolinos.
A
igreja de Santa Maria in Aracoeli está adjacente
à praça.
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