Patrona
da Sicília, Ceres pediu a Júpiter para que
a Sicília fosse colocada nos céus; como
resultado, e porque a ilha tem forma triangular, criou
a constelação Triangulum , um dos antigos
nomes era Sicilia.
Ceres
era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos
grãos) e do amor maternal. Diz-se que foi adotada
pelos romanos em 496 a.C. durante uma fome devastadora,
quando os livros Sibilinos avisaram para que se adotassem
a deusa grega Deméter, Cora (Perséfone)
e Dionísio.
A
deusa era personificada e celebrada por mulheres em rituais
secretos no festival de Ambarvalia, em Maio. Existia um
templo dedicado a Ceres no monte Aventino em Roma. O seu
primeiro festival era a Cereália ou Ludi Ceriales
("jogos de Ceres"), instituidos no século
III a.C. e celebrados anualmente de 12 de Abril a 19 de
Abril. A veneração de Ceres ficou associada
às classes plebeias, que dominavam o comércio
de cereais. Sabe-se muito pouco sobre os rituais de veneração
a Ceres; um dos poucos costumes que foram registados era
uma prática de apertar ligas nas caudas das rapozas
e que eram largadas no Circus Maximus.
Ela
tinha doze deuses menores que a assistiam, e estavam encarregues
de aspectos específicos da lavoura.
Ceres
era retratada na arte com um cetro, um cesto de flores
e frutos e tinha uma coroa feita de orelhas de trigo.
A
palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação
da deusa com os grãos comestíveis. O nome
Ceres provém de "ker", de raíz
Indo-Europeia e que significa "crescer", também
é a raíz das palavras "criar"
e "incrementar". O asteróide Ceres levou
o nome desta deusa, o mesmo aconteceu com o elemento químico
Cerium.