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CLEÓPATRA VII DO EGITO
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Cleópatra VII do Egipto ou Cleópatra VII Filopator - (Alexandria, Dezembro de 70 a.C. ou Janeiro de 69 a.C. - 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última Faraó e Rainha da Dinastia Lágida da linhagem ptolomaica (da Macedónia) que dominou o Egito após os gregos terem invadido aquele país. Era filha de Ptolomeu XII do Egipto e da sua irmã Cleópatra V Trifena. O nome Cleópatra é grego e significa "Glória do pai"; o seu nome completo, "Cleopatra Thea Philopator" significa "A Deusa Cleópatra, Amada de Seu Pai".

É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egipto, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la (sem grande notoriedade). Nunca foi a detentora única do poder no seu país - de facto co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de facto.

Biografia

Cleópatra começou a governar ainda em vida de seu pai, Ptolomeu XII, como co-regente. Subiu ao trono do Egito na Primavera de 51 a.C., após a morte do pai, em conjunto com o irmão Ptolomeu XIII do Egipto (com quem casou e que era contra a dominação romana). Era, na altura, a filha mais velha de Auletes, depois de duas das suas irmãs, mais velhas que ela, terem morrido. Tinha ainda uma irmã mais nova chamada Arsinoë. Mais tarde, governaria com o seu irmão Ptolomeu XIV, Caesarium, após a morte dos seus outros irmãos, de 44 a.C. a 30 a.C.. Como o trono, durante esta dinastia, era transmitido por via matrilinear, os reis (homens) eram obrigados a casarem-se com as irmãs, de modo a poderem ascender ao poder. A sua relação com os irmãos não foi pacífica e foi o foco de um período de instabilidade política. Em 48 a.C., os conselheiros de Ptolomeu XIII, dirigidos pelo eunuco Fotino, destituíram Cleópatra do trono, forçando-a a exilar-se do Egipto. A sua irmã, Arsinoë, acompanhou-a. Nesse mesmo ano, contudo, Ptolomeu colocou o seu lugar no trono em perigo ao imiscuir-se nos assuntos de Roma. Quando Pompeu, exilado depois da vitória de Júlio César, chegou a Alexandria pedindo asilo, Ptolomeu decidiu assassiná-lo de modo a obter o favor de César. César, contudo, ficou de tal modo chocado pela barbaridade do acto que decidiu atacar a cidade, impondo-se árbitro nas disputas entre Cleópatra e Ptolomeu. Note-se que Pompeu tinha casado com a filha de César, que morreu dando à luz um filho. Depois de uma curta guerra, Ptolomeu XIII foi morto e César repôs Cleópatra no poder, como Ptolomeu XIV como co-regente. Conta Plutarco, num episódio lendário da sua biografia dos Césares, que Cleópatra marcou um encontro com Júlio César, quando este chegou ao Egipto,no inverno de 48 a.C. – 49 a.C., a fim de lhe dar um presente, que consistia num tapete. Este, ao ser desenrolado, mostrou que a própria rainha estava em seu interior. Cleópatra teria então argumentado que tinha ficado encantada com as histórias amorosas de César, tendo ficado desejosa de o conhecer. Tornou-se, assim, seu amante, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país. O Egipto manteve-se independente, mas sob a protecção de Roma que aí deixou três legiões romanas. Ainda no Egipto, Cleópatra deu à luz Ptolomeu XV Caesar, conhecido como Caesarion, ou Cesarion, que significa pequeno César. César recusou-se a torná-lo seu herdeiro, honra que coube a Octaviano. Cleópatra visitou Roma, com o filho, de 46 a.C. a 44 a.C. e estavam os dois presentes na cidade quando César foi assassinado. Pouco depois, voltou para o Egipto onde Ptolomeu XIV tinha morrido em circunstâncias misteriosas. Há quem suponha que a própria Cleópatra o tenha mandado envenenar. Cesarion passou a ser seu co-regente.

Em 42 a.C., Marco António, um dos triúnviros que governava Roma após o vazio governativo causado pela morte de César, convocou-a a encontrar-se com ele em Tarso para responder a questões relacionadas com a sua lealdade. Cleópatra chegou com grande pompa e circunstância, o que encantou António. Passaram juntos o inverno de 42 a.C. a 41 a.C. em Alexandria. Ficou grávida pela segunda vez, desta vez com gémeos que tomariam o nome de Cleópatra Selene e Alexandre Helios.

Quatro anos depois, em 37 a.C., António visitou de novo Alexandria, quando se encontrava numa expedição contra os Partos. Recomeçou então a sua relação com Cleópatra, passando a viver em Alexandria. É possível que se tenha casado com Cleópatra segundo o rito egípcio (uma carta, citada por Suetónio leva a crer nessa hipótese), ainda que nessa altura estivesse casado com Octávia, irmã do triúnviro Octávio. Cleópatra deu então à luz outro filho, Ptolomeu Filadelfo. Durante as Doações de Alexandria, no final de 34 a.C., a seguir à conquista da Arménia, Cleópatra e Cesarion foram coroados co-regentes do Egipto e Chipre; Alexandre Helios foi coroado governate da Arménia, Média e Pártia; Cleópatra Selene foi coroada governante da Cirenaica e Líbia. Ptolomeu Filadelfo tornou-se o governante da Fenícia, Síria e Cilícia. Cleópatra recebeu também o título de Rainha dos Reis.

O Senado romano declarou-lhes guerra em 31 a.C.. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Actium, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C, e toda a região do Egipto se tornou numa província romana.

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