Kythira,
é uma ilha da Grécia que faz parte, historicamente,
das Ilhas Jónicas. Situa-se frente à extremidade
oriental da península do Peloponeso, a sul do cabo
Maleia. Tem uma área de 284 km2. A paisagem é
acidentada e rochosa, fruto dos ventos marítimos
predominantes que, pelo efeito da erosão, moldaram
as suas encostas em penhascos com baías profundas
na base. Durante muitos séculos, quando o transporte
naval tinha uma importância que já não
tem hoje, a ilha era um ponto estratégico de relevo
na região, sendo, desde a antiguidade até
meados do século XIX, um ponto de paragem quase obrigatório
na rota de marinheiros, comerciantes e navios militares.
Como resultado, a sua história em rica em influências
civilizacionais e culturais dos mais diversos quadrantes.
Isto reflecte-se, por exemplo, na arquitectura, que consiste
numa mistura de elementos egeus e venezianos, bem como nos
costumes locais que também reflectem diversas influências.
A ilha foi durante muito tempo conhecida pelos seus pescadores
de murex, de onde extraíam a púrpura. Os Fenícios
instalaram aí um templo à sua deusa Astarte-Ishtar,
que foi identificada com Afrodite e, depois, com Vénus,
que por aí teria passado depois de ter nascido da
espuma (afrós) do mar. No século XVIII foi
uma referência para poetas e artistas que a consideravam
um local idílico, propenso aos amantes, como se verifica,
por exemplo, no quadro de Antoine Watteau, O embarque para
Cítera. |