Os
druidas eram sacerdotes das antigas nações
célticas das Ilhas Britânicas, Gália
e Germânia. O que sabemos a respeito deles é
tirado dos escritores greco-romanos, comparando o que
ainda resta da poesia gaélica. Monges irlandeses
também fizeram um trabalho de resgate do druidismo
e dos celtas em terras irlandesas, copiando lendas e antigas
histórias e ensinamentos no papel. Os druidas não
usavam a escrita, mas a transmissão oral de conhecimento.
Os
druidas combinavam suas funções de sacerdotes
com as de magistrados, sábios e médicos.
Colocavam-se, em relação ao povo das tribos
célticas, de maneira bem semelhante à que
os brâmanes da Índia, os magos da Pérsia
e os sacerdotes do Egito se colocavam diante de seus respectivos
povos.
Os
druidas não usavam imagens para representar o objeto
de seu culto, não se reuniam em templos ou construções
de qualquer espécie para a realização
de seus rituais sagrados. Seus santuários consistiam
em bosques sagrados, onde se reuniam no centro das clareiras.
Eles não foram os construtores dos círculos
de pedras como Stonehenge Avebury, na planície
de Salisbury, Wiltshire, Inglaterra, mas é bem
provável que tenham feito uso desses santuários,
construídos muitos anos antes da chegada dos celtas
e seus druidas à Grã-Bretanha.
Não
pode haver dúvidas de que os druidas ofereciam
sacrifícios a sua divindade. Há contudo
certo dúvida a respeito da espécie de sacrifício
que eles ofereciam, e quase nada sabemos a respeito de
suas cerimônias. Os escritores greco-romanos afirmam
que eles ofereciam sacrifícios humanos nas grandes
ocasiões, como por exemplo, livrar-se de uma moléstia
perigosa, obterem vitórias em guerras, etc.
César
descreve minuciosamente a maneira como era feito: "Têm
imagens, cujos membros são feitos de madeira trançada
e se enchem de pessoas vivas. Essas imagens são
queimadas e os que dentro dela se encontram vitimados
pelas chamas." Não se sabe se essas afirmações
são verdadeiras, porque essa era a desculpa dos
romanos para invadirem a Gália (atual França).
Muitas tentativas têm sido feitas pelos escritores
"simpáticos" ao celtas para desmentir
os historiadores romanos.
Basicamente
a doutrina céltica enfatizava a terra e a deusa
mãe enquanto que os Druidas mencionavam diversos
deuses ligados às formas de expressão da
natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu
e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao
aperfeiçoamento através das reencarnações.
Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam
que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse
fazer mas que com certeza cada um era responsável
pelo próprio destino, de acordo com os atos que
livremente praticasse. Toda a ação era livre,
mas traria sempre uma conseqüência, boa ou
má, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre,
o homem também respondia socialmente pelos seus
atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos
criminosos perversos. A Igreja Católica acusava
os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem
os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também
matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem
cometido crimes, apenas por questão de fé
ou por praticarem rituais diferentes.
A
crença céltica e druídica diziam
que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores
e sua libertação dos ciclos reencarnatórios
seria mais rápida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade
de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas
que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de
causa e efeito, também conhecida atualmente como
lei do carma.
Não
admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de
templos constituídos por mãos humanas, assim,
faziam dos campos e das florestas , principalmente onde
houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias.
Em
vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos
de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge
Avebury, Silbury Hill e outros.
Enquanto
em alguns dos festivais célticos os participantes
o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas
brancas. Sempre formavam os círculos mágicos
visando a canalização de força.
Por
não usarem roupas em alguns festivais e por desenvolverem
ritos ligados à fecundidade da natureza, por ignorância,
por má fé ou mesmo por crueldade dos padres
da Igreja, Celtas foram terrivelmente acusados de praticarem
rituais libidinosos, quando não realidade tratava-se
de ritos sagrados.
Os
druidas celebravam quatro festivais por ano, ligados às
estações a às colheitas, e os dois
mais importantes eram: Beltane, O Fogo de Belenus, e Samhain,
O Fogo da Paz. Nos dias de Beltane, que aconteciam no
princípio de maio, acendiam-se várias fogueiras.
Samhain era realizado no começo de novembro e hoje
o costume permanece nas regiões montanhosas da
Escócia, e pelos Neo-Druidas. Em Samhain os druidas
e celtas celebravam os ancestrais falecidos e os deuses,
por isso a festa hoje em dia é conhecida como Dia
de Finados e Dia de Todos os Santos. O halloween também
se originou dessa data sagrada dos druidas.
Apogeu
da cultura druídica
O
sistema druídico estava em seu apogeu por ocasião
da invasão do império Romano comandada por
Julio César. Aqueles conquistadores do mundo dirigiram
sua fúria contra os druidas, considerando-os seus
principais inimigos. Os druidas perseguidos em toda parte
se refugiaram em Anglesey (antigamente chamada de Ynys
Mon, pelos celtas e Insula Mona pelos romanos, que significava
Ilha Sagrada) e Iona, onde encontraram abrigo e continuaram
a prática de seus ritos agora proibidos.
Os
druidas mais importantes dentro da hierarquia dos grupos
eram considerados as Serpentes do Conhecimento e São
Patrício ficou conhecido por expulsar as serpentes
da Inglaterra, Escocia, Gales e Irlanda.
Os
druidas perderam seu predomínio em Anglesey quando
no Ano Negro (60 d.C.) os romanos devastaram os bosques
sagrados, matando todos os sacerdotes e sacerdotisas.
O druidismo passou a ser uma sombra na Bretanha e abriu
passagem para os padres e bispos. Mantiveram seu domínio
em Iona, no litoral das ilhas adjacentes, até que
foram suplantados e suas superstições vencidas
pela chegada de São Columbano, apóstolo
da Escócia que converteu os habitantes ao cristianismo.
O
Papael dos Druídas
O
Druidismo no período céltico, de uma certa
maneira, pode ser considerado uma casta dedicada às
ciências antigas concomitantemente também
uma forma, por assim dizer, mais refinada de uma religião
básica; não que houvesse discrepâncias
entre as formas seguidas pelo povo em geral, a Wicca,
e pelos Druidas. De uma certa forma podemos dizer que
a Wicca representava o lado exotérico; enquanto
que o Druidismo, o lado esotérico.
A
Wicca era de uso comum, todos dela participavam, muitas
pessoas a praticavam a modos próprios e, assim
sendo, havia muitas variações não
só no que dizem respeito aos rituais mas também
quanto às finalidades. Os rituais tinham por objetivo
a canalização de forças da natureza
mas, como diz a expressão rosacruz "a lei
sempre cumpre", então o resultado deles podia
ser de natureza negativa ou positiva. Sendo forças
elas direcionadas visando os mais diversos fins, quer
estes fossem negativos ou positivos, isto dependia do
tipo de ritual e das intenções das pessoas
que deles participavam.
Pelo
que dissemos, é fácil se entender o porquê
dos padres da Igreja Católica terem tido material
suficiente para acusarem religião céltica
de pagãs e para colocar os sacerdotes celtas, especialmente
as sacerdotisas, nos bancos de réu da inquisição
e cujos veredictos sempre eram a condenação
à morte na fogueira. Mas temos que entender, se
houveram desmandos nem por isto honestamente podia-se
dizer que a base da Wicca era negativa por ser ela também
praticada de uma forma negativa. Isto não queria
dizer que ela fosse essencialmente negativa. Tudo tem
duas faces, há sempre o lado oposto das coisas;
portanto condenar sistematicamente a Wicca é o
mesmo que se condenar o catolicismo por existir o oposto
da missa praticado pelos satanistas e denominado de missa
negra; assim como não se pode condenar o espiritismo
por existirem invocações satânicas
em determinados ritos. Isto tudo é uma decorrência
da duplicidade, da polaridade das coisas.
Quanto
mais liberal, quanto menos controle centralizado existir
sobre uma religião, tanto mais subdivisões
ela terá. Vão se formando múltiplas
seitas com os mais diferentes objetivos, muitas vezes
diferindo uma das outras apenas por uma singela interpretação
de um versículo bíblico. Isto podemos ver
na atualidade no que diz respeito ao Protestantismo cujo
número de cultos e denominações específicas
perfaz um elevado número. O mesmo acontece com
relação ao Espiritismo, todo dia surgem
seitas espíritas diferentes. Enquanto isso, o mesmo
não acontece com tanto facilidade no Catolicismo,
ele quase não se divide, exatamente por existir
uma centralização em Roma, por haver um
controle central sobre as atividades pastorais, sobre
as divulgações em matéria de fé,
e sobre a liturgia.
Como
na civilização Céltica não
havia qualquer tipo de um controle central, conseqüentemente
a Wicca era praticada livremente, não existia uma
direção centralizada, uma administração
controladora; podendo cada pessoa praticá-la a
seu próprio modo, segundo sua maneira pessoal e
esta nem sempre tinha um objetivo positivo.
Os
celtas conheciam bem os princípios ligados não
apenas à energia sutil, mas também à
energia dos cristais, às correntes de energia telúricas
e a outras formas de energia. Assim sendo os rituais da
Wicca revestiam-se de manifestações de grandes
poderes daí haver uma ambigüidade perigosa
nos ritos praticados, pois a energia é a mesma
quer seja direcionada negativa, quer positivamente como
é o certo.
Na
verdade na religião céltica, na Wicca, havia
iniciações, contudo não implicava
que ela fosse praticada por qualquer uma pessoa independentemente
de ser, ou de não ser ela, uma iniciada.
Enquanto
a religião popular, a Wicca, apresentava-se descentralizada
e praticada independentemente por inúmeros grupos,
dava-se exatamente o inverso no Druidismo. Este sistema
era rigidamente baseado em iniciações rigorosas,
havia princípios rígidos a serem cumpridos,
e o conhecimento dos métodos de atuação
sobre a natureza eram de uso exclusivo dos sacerdotes,
sacerdotisas e iniciados.
Os
conhecimentos dos Druidas sobre as ciências antigas
iam muitos além daquilo que o celtismo praticava.
Na realidade grande parte daquilo que foi levado da Atlântica
para a Europa ficou restrito a ensinamentos transmitido
de boca a ouvido e assim mesmo transmitido apenas às
pessoas devidamente preparadas. Havia um domínio
sobre a ciência antiga exercida por iniciados de
grande responsabilidade. Um rígido sistema iniciático
fez com que os maiores ensinamentos oriundos da Atlântida
permanecessem velados. Contudo, com o transcorrer dos
séculos, alguns conhecimentos foram escapando e
sobre isto foi se construído uma forma popular
de religião, que mais tarde transformar-se-ia na
Wicca.
Durante
milênios os conhecimentos da Atlântida ficaram
a disposição apenas de grupos de iniciados
que, já numa fase bem recente, vieram a se unificar
sob o nome de Druidas. Estes, portanto, foram os guardiões
dos conhecimentos arcanos deixados pelos atlantes milênios
antes.
Boa
parte dos conhecimentos dos atlantes, mesmo que hajam
sido guardados por grupos responsáveis, alguns
acabaram escapando do controle e tornando-se do conhecimento
de pessoas comuns, originando-se desta forma algumas seitas
célticas, e entre esta a Wicca.
O
sistema iniciático que predominou nos descendentes
europeus dos atlantes fez com que os maiores ensinamentos
permanecessem velados e praticados neste milênio
pelos Druidas. Somente com o advento do catolicismo romano
foi que o druidismo aparentemente desapareceu, pois na
verdade ele sobreviveu e continuou atuante a nível
secreto, apenas oculto dos olhos dos profanos, sobre a
égide de algumas poucas ordens secretas autênticas
druídicas. Um número bem reduzido delas
permaneceu atuante até nossos dias e que, por certo,
com o advento da Nova Era, se unirão numa única.
Parte dos conhecimentos druídicos foram guardados
especialmente por serem de grande significação
nesta fase que está entrando a humanidade.
Também
estão se apresentando publicamente ramos da Wicca
e podemos dizer que não serão apenas as
que refletem o lado positivo, mas não há
pelo que se temer desde que atualmente existe aquele "filtro
espiritual" ligado à reencarnação
no Terceiro Milênio, de que falamos em temas anteriores,
o que não permitirá que se exacerbem tantos
sentimentos negativos quanto os que o fizeram na Era de
Peixes..
Os
ensinamentos druídicos eram bem refinados, seus
rituais também eram praticados em lugares de força,
nos círculos de pedra, e conduzidos com grande
solenidade. Poucos têm ciência do imenso cabedal
de conhecimentos que os druidas detinham e que estão
voltando em decorrência dos benefícios, quer
materiais quer espirituais, que virão beneficiar
a humanidade da Nova Era.
Mesmo
que agindo ocultamente o Druidismo nunca foi totalmente
eliminado. Ele permaneceu por todos esses séculos
atuando discretamente como a Sagrada Ordem Druídica.
Como Ordem Iniciática ela vem exercendo um importante
papel no desenvolvimento da humanidade atual, em especial
no mundo ocidental. Com essa finalidade mestres druidas
encarnarem em vários lugares onde ocuparam funções
relevantes no seio das religiões e das doutrinas.
Como
exemplo da influencia druídica no campo místico-religioso
do Ocidente podemos mencionar Kardecismo. A Doutrina Espírita
codificada por Kardec vem exercendo um significativo papel
na espiritualização do mundo ocidental.
Na realidade o Espiritismo não pode ser considerado
uma doutrina altamente mística, com base metafísicas
elevadas, mas que mesmo assim é a religião
que mais vem contribuindo para o renascer do homem ocidental
no campo das ciências esotéricas. Isto decorre
do fato de que se trata de uma doutrina que tem por objetivo
retirar um colossal número de pessoas da crença
de que só existe uma vida material levando-as à
crença da pluralidade das existências, ou
seja ensinando a uma Doutrina reencarnacionista. Poucos
os que sabem ser esta a principal missão espiritual
da Doutrina Kardecista, mas essa é precisamente
a missão básica do Espiritismo, ou seja,
apresentar uma doutrina relativamente simples mas que
tem valores positivos de grande significação.
Num
plano mais elevado o Espiritismo visa levar as pessoas
ao conhecimento de que os espíritos reencarnam.
Sem este conceito básico o desenvolvimento da humanidade
se tornaria muito lento. Desde que uma pessoa tome conhecimento
de que existem encarnações sucessivas torna-se
bem mais fácil o seu desenvolvimento espiritual.
Eis, pois, a missão essencial do Espiritismo.
O
mundo ocidental praticamente influenciado pela Doutrina
Judaico Cristã em sua forma exotérica, acabou
levando o povo a esquecer que esta não é
a única existência do espírito na
terra. O autêntico Cristianismo foi deformado pelas
forças obscurantistas através de vários
concílios, a partir dos quais foi expurgado tudo
o que constava nos Evangelhos e que dissessem respeito
à reencarnação. Assim os padres da
Igreja conseguiram esconder uma verdade milenar dos olhos
do povo, e naturalmente era necessário que esse
conceito viesse a ser reabilitado por ser ele de fundamental
importância.
Ao
Espiritismo coube resgatar esse conhecimento intencionalmente
expurgado pela força negativa no mundo ocidental.
Tem como missão revelar essa verdade, conduzir
as pessoas à aceitação de uma verdade
fundamental para o progresso do ser humano. Trata-se,
por certo, do primeiro degrau da porta de entrada aos
arcanos do conhecimento místico, da escada mediante
a qual o espírito ascende com mais rapidez.
A
proposta do Espiritismo não é de ensinar
elevados conceitos metafísicos, isto é reservado
a outras doutrinas. O seu papel é o de conduzir
a pessoa no caminho do retorno à ascensão
espiritual. O povo ocidental metafisicamente ainda é
muito elementar, a não ser os que pertencem a certas
organizações iniciáticas. De um modo
gera, a massa é totalmente ignorante quanto aos
conceitos elevados a respeito da espiritualidade, e o
Espiritismo é o primeiro passo da senda. Como tem
que atender à uma parcela de conhecimentos místicos
rudimentares ele não poderia ser muito metafísico.
É por isto que muitos o consideram uma doutrina
elementar, mas isto não o invalida, bem ao contrário,
o seu papel é extremamente significativo, pois
trata-se do trazer um sistema diferente de doutrina que,
ao mesmo tempo em que atenda às limitações
dos seus adeptos, os leve à aceitação
dos princípios da reencarnação. Não
tendo conceitos minuciosos e elevados é exatamente
ele que atrai o maior número de pessoas possíveis.
Se
o Espiritismo contivesse uma doutrina muito refinada,
bem metafísica por assim dizer, não seria
fácil uma pessoa aceitá-lo e assim poder
trocar os conceitos uni-encarnacionistas e os dogmas elementares
ensinados pelas atuais religiões cristãs
pelas idéias relativas à transmigração
do espírito. Não é fácil o
afastar-se diretamente do Cristianismo Ortodoxo e abraçar
o Cristianismo Gnóstico por exemplo, desde que
existe um grande abismo separando os conceitos uni-encarnacionistas
dos pluri-encarnacionistas, e cabe, exatamente ao Espiritismo
servir de elo intermediário, de funcionar como
uma ponte entre um sistema e outro, por onde as pessoas
possam chegar aos altos fins da existência.
O
Espiritismo é sistema religioso simples mas de
grande importância no que tange a significação
da solidariedade humana, da ajuda mutua, em suma, da caridade
acima de tudo.
O
que não é comum às pessoas saberem
é que no estabelecimento do Espiritismo houve a
mão do Druidismo. Na realidade o livro básico
do Espiritismo é intitulado de "O Livro dos
Espíritos" que foi escrito por um médico
francês chamado de Hippolyte Léon Denizard
Rivail (1804-69), que usava como pseudônimo a palavra
Allan Kardek. Léon dizia que usava este nome por
haver sido ele o seu nome numa encarnação
anterior em que fora um sacerdote druida. Na realidade
isto é correto, houve na verdade um sacerdote druida
de altíssima estirpe na civilização
céltica, chamado Allan Kardek.
Não
nos cabe agora descrever em detalhes quando e onde exatamente
Allan Kardek viveu, apenas nos basta saber que foi na
Civilização Céltica. Há registros
de que ele por séculos viveu ensinando nos templos
druídicos.
O
"Altíssimo Sumo Sacerdote Druida" disse
que voltaria a encarnar para cumprir com a missão
de trazer ao mundo ocidental conhecimentos que haviam
sido ocultados por milênios. Kardek na realidade
cumpriu com aquilo que havia prometido, voltou para cumprir
bem sua missão semeando a semente de que existiam
encarnações múltiplas, por meio do
Espiritismo.
Kardek,
podemos dizer, foi o mais alto sacerdote entre todos os
que viveram em missão junto ao mundo Celta. Ele,
tal como depois veio novamente a fazer quando da encarnação
de Hypolyte Léon, disse que houvera sido numa encarnação
anterior um Sumo Sacerdote da Atlântida e ali tivera
o de Kan. Kan participava da mais elevada hierarquia entre
os governantes da Atlântida. Legislador, sacerdote,
cientista, pensador e outras qualificações
tornaram-no um dos mais eminentes guias espirituais da
Atlântida
Kan
foi um dos que previram o fim calamitoso daquele continente
caso não fosses tomadas medidas sérias contra
determinadas condutas, especialmente no mundo científico.
Ele e inúmeros outros cientistas e sacerdotes souberam
com antecedência o que estava fadado a acontecer
se determinadas experiências continuassem a ser
praticadas da forma como estavam sendo feitas na Atlântida.
Previram que tudo acabaria numa tragédia inconcebível
e sendo assim aquele grupo de pensadores discordantes,
dirigidos por Kan, sabendo que não dispunham de
meios para deter a insensatez de muitos, passaram a pregar
que os que quisessem sobresistir, e ao mesmo tempo salvar
os conhecimentos milenares daquela civilização,
deveriam sem perda de tempo emigrar.
Foi
a partir dos que compunham a hierarquia encimada por Kan
que se formaram as correntes migratórias que precederam
ao afundamento do Continente Atlanta. Kan no devido momento
se fez presente no Egito onde se iniciava a mais florescente
"colônia" atlante. Ele foi, foi por assim
dizer, o fundador daquela grande civilização,
e um dos que primeiro dirigiu aquele povo. Em decorrência
disto o Egito foi no passado e ainda hoje também
conhecido pelo nome de TERRA DE KAN.
No
Antigo Egito Kan assumiu o nome de Toth que mais tarde
os gregos associaram a um Deus do Olímpio chamado
Hermes. Parte dos ensinamentos de Toth estão com
o nome de Hermes, conhecido também pelo nome de
Hermes Trismegisto, ou Mercúrio, o Mensageiro dos
deuses. Os ensinamentos de Toth, impropriamente chamado
de Hermes, estão expostos em muitos papiros, sendo
os mais conhecidos deles a "Tábua as Esmeraldas"
e "Pistis Sóphia".
A
Ciência dos Druídas
Embora
os Druidas somente neste milênio haja se apresentado
publicamente, contudo a atuação deles é
muitíssimo mais antigo do que se pensa. Em algumas
palestras já dissemos que antes da Atlântida
ser tragada pelo oceano muito das pessoas que lá
viviam migraram, e que uma das correntes migratórias
foi habitar no oeste da Europa. Com certeza os desse grupo
foram os Druidas, mas que por milênios viveram sem
desenvolverem uma civilização, mesmo assim
conservando a ciência trazida do Continente submerso.
Os
Druidas tinham grandes conhecimentos astronômicos
como se pode ver pelos círculos de pedra. Aquelas
construções tinham dupla finalidade, a de
servir como centros de força telúricas e
siderais para a realização dos rituais e,
ao mesmo tempo, também, ao mesmo tempo funcionavam
também como observatórios, especialmente
dedicados à marcação das efemérides
anuais, ou seja, eram calendários por meio do que
o povo pudesse evidenciar a posição do Sol
e de algumas estrelas em relação com determinados
monumentos e assim pudesse saber das datas festivas, do
início dos períodos próprios para
início do plantio, etc. Contudo, este se constituía
um uso secundário e popular, pois na realidade
aquelas construções diziam respeito à
utilização das forças telúricas
e siderais, e em especial aquelas forças ligadas
as ciências dos cristais, trazidas para a Europa
pelos emigrantes da Atlântida.
Os
Druidas foram considerados magos, feiticeiros, especialmente
em decorrência dos conhecimentos que eles tinham
de medicina, do uso das plantas medicinais, do controle
do clima, etc. Eram capazes de provocar manifestações
telúricas e siderais, provocar ou fazer cessar
chuvas, isto, é, controlar o ritmo das chuvas,
de desviar furacões e ciclones, controlar as marés,
atenuar os tremores de terra e as erupções
vulcânicas, alem de outros fenômenos climatológicos.
Isto eles dominavam bem e procediam em parte com o uso
de cristais e em parte pela ação da mente,
evidentemente com um poder muito ampliado graças
aos rituais procedidos em lugares de força, como
Stonehenge e outros círculos de pedra. Os mesmo
os Egípcios e os predecessores dos Maias faziam
através das pirâmides e dos obeliscos. Embora
os egípcios tivessem grandes conhecimentos do uso
da energia mental ampliada, mesmo assim eles usavam mais
expedientes físicos, como o uso dos cristais e
coisas semelhantes.
Evidentemente,
os Druidas preocupavam-se mais com o lado pratico da vida,
com a fertilidade dos campos e com o desenvolvimento espiritual
do que propriamente com o desenvolvimento técnico.
Teologicamente
o druidismo é bastante similar à Wicca;
desde que visava essencialmente uma forma de relação
com a Mãe Natureza, incentivando a dignidade, a
liberdade, e a responsabilidade da humanidade, e coisas
assim. Os Druidas celebram suas cerimônias principais
nas mesmas datas em que os celtas efetivavam seus festivais.
Contudo os rituais são diferentes em muitos detalhes
mas visam o mesmo objetivo que muitos outros rituais classificados
pelas Igrejas Cristãs derivadas do Ortodoxismo,
como ritos pagãos. Na realidade visavam estabelecer
um elo de ligação sagrado entre o homem
e a natureza, criar um espaço sagrado, visando
à invocação da Deidade, celebrando
cerimônia não em templos mas em contacto
direto com a natureza, criando e intensificando assim
um elo entre a Deusa Mãe e a comunidade.
A
ciência dos Druidas encerrava muitos mistérios
e durante séculos tem se comentado a respeito de
Avalon, uma maravilhosa "ilha encantada", lugar
de grandes mistérios.
Não
se pode dizer que Stonehenge, Glastonbury e outros sítios
megalíticos hajam sido construídos pelos
Druidas deste milênio, eles apenas usaram o que
os seus antepassados construíram. A datação
pelo carbono-14 mostra que aquelas construções
são anteriores à fase clássica do
Druidismo. Isto é verdade pois foram construídos
logo depois da chegada dos Atlantes àquelas plagas.
Na realidade foram construídos, e ainda existem
centenas de círculos de pedra especialmente na
Bretanha e na Escócia.
Embora
os Celtas e Druidas não fizessem uso intenso da
linguagem escrita, especialmente para transmitir seus
conhecimentos, mesmo assim eles tinham uma escrita expressa
sob a forma de um alfabeto conhecido por alfabeto rúnico.
As runas são símbolos gráficos com
os quais podem ser gravados sons, palavras, mas o principal
uso dos desenhos, as runas, é de natureza mágico.
Bem mais que o alfabeto hebraico as runas são símbolos
evocativos de poderes e representam para o druidismo o
que o alfabeto hebraico representa para a Cabala.
Podemos
dizer que as runas encerram poderes idênticos aos
das letras hebraicas mais os do I Ching. No sistema hebraico
as letras, além dos valores simbólicos,
elas têm valores numéricos segundo a vibração
de cada uma, do som de cada uma. As letras hebraicas geralmente
não são utilizáveis aleatoriamente
como arte adivinhatória, só acontecendo
isto quando elas são distribuídas na Árvore
da Vida, ou em determinadas figuras geométricas.
Por sua vez os trigramas que constituem o I Ching podem
ser manipulados aleatoriamente com o objetivo de adivinhação,
de previsão, e coisas assim. Isto acontece também
com as runas, elas preenchem os dois objetivos comportando-se
quer como o alfabeto hebraico quer como os trigramas do
I Ching.
As
runas têm o poder de canalizar as forças
mentais, de projetar a mente da pessoa a um nível
ampliado de consciência e daí a captação
de conhecimentos ocultos, de conhecimentos velados, de
situações afastadas no espaço e no
tempo.
As
propriedades mágicas das runas eram usadas Celtas
e Druidas como forma de saber o passado e o futuro. Essa
arte ainda hoje é muito praticada mas tenhamos
em mente que a quase totalidade daqueles que se anunciam
como adivinhos rúnicos na verdade são enganadores,
que vivem comercializando uma arte sagrada. Trata-se de
um sistema milenar cujos conhecimentos são secretos,
cujo domínio é reservado somente aos iniciados.
Na
atualidade ouvem-se falar muito de tal e de qual sociedade
druídica ou céltica; na realidade elas existem
mas não se anunciam; o ingresso a elas é
mediante convite, isto é, não é a
pessoa quem procura as Ordens mas sim são elas
que de alguma forma especial contactam as pessoas devidamente
preparadas. Com certeza os anúncios que são
vistos em revistas e jornais de nenhuma forma são
autênticas, via de regra são organizações
de aproveitadores que visam basicamente dinheiro.
Na
Inglaterra e países nórdicos existem diversas
organizações druídicas sérias,
mas somente uma delas é devidamente credenciada
para conferir graus iniciáticos.