Na
mitologia grega, os centauros (matador
de touros, cem fortes, Kentauri; em latim Centaurus/Centauri)
são uma raça de seres com o torso e cabeça
de humano e o corpo de cavalo.
Viviam
nas montanhas de Tesália e repartiam-se em duas
famílias. Uma, os filhos de Ixiom e Nefele, a nuvem
de chuva, que simbolizavam a força bruta, insensata
e cega. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros
(o filho de Ixiom e Nefele) e algumas éguas magnésias,
ou de Apolo e Hebe. Conta-se que Ixiom planejava manter
relaçôes sexuais com Hera, mas Zeus, o seu
marido, evitou-o moldeando uma nuvem com a forma de Hera.
Posto que Ixiom é normalmente considerado o ancestral
dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente
como Ixiónidas. Outra, os filhos de Filira e Cronos,
dentre os quais o mais célebre era Quirão,
amigo de Héracles, representavam, ao contrário,
a força aliada à bondade, a serviço
dos bons combates.
Os
centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram
com os lapitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodamia
no dia da sua voda com Piritoo, rei dos lapitas e também
filho de Ixiom. A discussão entre estes primos
é uma metáfora do conflito entre os baixos
instintos e o comportamento civilizado na humanidade.
Teseo, um herói e fundador de cidades que estava
presente, inclinou a balança do lado da ordem correcta
das coisas, e ajudou Piritoo. Os centauros fugiram. (Plutarco,
Teseo, 30; Ovidio, As metamorfoses xii. 210; Diodoro Siculo
iv. 69, 70.) Cenas da batalha entre os lapitas e os centauros
foram esculpidas em baixorrelevos no friso do Partenão,
que estava dedicado à sabia Atenea.
O
centauro aparece na iconografia cristã como uma
besta infernal, tentadora de donzelas. Às vezes
aparece baixo a forma de onocentauro, mistura de homem
e burro con exagerados atributos sexuais. Um exemplo clássico
de centauro é o personagem Motaro das séries
de jogos Mortal Kombat.