Aquiles
não desejava lutar na Guerra de Tróia, pelo
que se disfarçou de mulher na corte de Licomedes,
o rei de Esciro. Durante o tempo em que se manteve lá,
teve um caso amoroso a princesa Deidamia, que gerou Neoptólemo.
Durante
o cerco de Tróia, passados dez anos, depois da
morte de Aquiles e de Ájax e sem quaisquer sinais
de vitória, os Aqueus capturaram o adivinho Troiano,
Heleno, o forçaram-no a dizer que condições
poderiam levar os Aqueus (Gregos) à vitória.
Heleno revelou que poderiam tomar Tróia se adquirissem
as flechas venenosas de Héracles, então
na posse de Filoctetes; se roubassem o Paládio
(que levou à construção do famoso
Cavalo de Tróia); e, por fim, se persuadissem o
filho de Aquiles a juntar-se à guerra. Os Gregos
apressaram-se a ir buscar Neoptólemo a Esciro,
e trouxeram-no a Tróia.
O
fantasma de Aquiles apareceu aos sobreviventes da guerra,
exigindo que Polixena, princesa Troiana, fosse sacrificada
antes que alguém se fosse embora. Neoptólemo
assim fez, sacrificando também Príamo em
honra de Zeus.
Com
Andrómaca, que foi por ele escravizada, Neoptólemo
foi o pai de Molosso a antepassado de Olímpia,
a mãe de Alexandre Magno.
Neoptólemo
foi morto, a pedido de Hermíone, por Orestes, ou
sacerdotes de Apolo.
Se
o seu pai Aquiles foi conhecido pela sua compaixão
para com Príamo, já o filho foi mais conhecido
pela sua crueza. Foi ele quem matou Príamo, Eurípilo,
Políxena, Polites e Astíanax, entre outros,
e escravizou Heleno e Andrómaca depois da guerra.
Com Andrómaca, Heleno e Fénix, Neoptólemo
navegou para as ilhas Epirotas e tornou-se então
o rei de Épiro, exilando Ulisses, porque este matara
um grande número de pretendentes a Penélope.