A
Internet como labirinto
A
Internet é um labirinto moderno. Duas estratégias
podem ser utilizadas para percorrê-lo:
(i)
a estratégia de Ariadne sã, no qual toda
rota é anotada ou registrada de forma a se percorrer
o caminho de volta se o usuário quiser, logicamente,
e
(ii)
a estratégia de Ariadne louca, no qual o Internauta
avança sem registro e por tentativas e erros, de
sala em sala, site em site, sem uma forma de registro
que permita sua volta pelo caminho passado.
Essas
duas estratégias podem conduzir a resultados de
busca interessantes e diversos.
A
teoria de grafos encontrada nos livros de algoritmos,
por exemplo, permite entendimento dos mecanismos de busca
por redes estruturadas e não estruturadas, além
de propor solução de alguns problemas de
recursão e rotas mínimas.
Do
ponto de vista topológico, os labirintos podem
ser unicursais ou não. No caso dos unicursais há
apenas uma rota possível. Esse é o caso
de estradas diretas e dos caminhos em espiral. De um certo
ponto de vista, os estudos de mapas e de labirintos se
confundem... Desenhos definidos por sombras, como os explorados
pelas artes plásticas e/ou interativas, podem ser
(con)fundidos a labirintos, pelo menos, aqueles mais primitivos,
na forma de mapas potentes de um inconsciente mais profundo.
Assim, esses labirintos de sombras (e por vezes, labirintos
de espelhos) podem ser visto e sentidos como causas silenciosas
de temor ou pavor. Esse parece ser o caso das sombras
projetadas sobre paredes das chamadas casas mal assombradas
que sob o lusco-fusco de uma luz trêmula atiçam
a nossa imaginação e pedem como a moeda
da representação uma porção
de projeção.