| Na
Mitologia grega, Tétis é
o nome de duas divindades:
A
Titanide Tétis
Uma
Titanide, filha de Urano e de Gaia. Da sua união
com o seu irmão Oceano, nasceram as três mil
Oceanides e três mil rios. Personifica a fecundidade
da água, que alimenta os corpos e forma a seiva da
vegetação.
Segundo
a tradição, Reia confiou-lhe o cuidado de
Hera, durante a luta entre Titãs e os deuses olímpicos.
Em reconhecimento, a rainha do Olimpo reconciliou-a com
Oceano, quando o casal se desentendeu. Tétis é
representada como uma mulher jovem, de aspecto sábio.
Passeia pelo mundo numa concha de marfim, puxada por cavalos
brancos.
A
Nereida Tétis
É
também o nome de uma das Nereidas, filha de Nereu
e Dóris. Foi criada por Hera, a quem dedicava grande
amizade. Recolheu Hefesto quando o deus foi precipitado
do Olimpo por Zeus. Amada pelo soberano dos deuses, resistiu-lhe,
temendo magoar Hera. De acordo com outra versão,
foi o próprio Zeus que a repudiou. O senhor olímpico
temia a realização de um oráculo segundo
o qual Tétis conceberia dele um filho que o destronaria.
Numa variante da lenda, tal oráculo referia-se a
Zeus e a Poseidon, ambos enamorados da nereida.
Para
que a profecia não se cumprisse, o rei dos deuses
apressou-se em casar a amada com o mortal Peleu, rei da
Fítia (Tessália), filho de Éaco e neto
de Zeus, por parte de pai, e grande amigo de Héracles.
Tétis, entretanto, fugia à corte do noivo,
transformando-se em diversos elementos. Aconselhado pelo
centauro Quirão, Peleu segurou-a violentamente, até
que a nereida voltou à forma natural. O casamento
foi celebrado na presença dos deuses e das Musas.
Da união nasceram sete filhos. Para purificar as
crianças dos elementos mortais herdados do pai, Tétis
expunha-as ao fogo, acarretando sua morte. Segundo uma tradição,
quando tentava purificar seu sétimo filho, Aquiles,
Peleu interferiu, salvando a criança. Irritada, Tétis
abandonou o marido e retornou ao fundo do mar. Protegeu
o filho durante toda a vida do herói, tentando afastá-lo
dos perigos e consolando-o nas tristezas. Não pôde,
entretanto, evitar que ele morresse na guerra de Tróia,
pois assim havia decretado o Destino. Depois da morte do
herói, tomou sob sua proteção Neoptólemo. |