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CHICO BUARQUE DE HOLANDA
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Francisco Buarque de Hollanda (19 de junho de 1944, Rio de Janeiro, RJ). Músico, compositor, teatrólogo e escritor brasileiro.

Estudou arquitetura e urbanismo na FAU (Faculdade de arquitetura e urbanismo da Universidade de São Paulo), mas abandonou o curso no 5º ano, quando já possuía algum renome musical.

Chico Buarque ganhou fama por sua música, que comenta o estado social, econômico e cultural do Brasil. Abordou a ditadura e, fugindo dela, criou um pseudônimo para continuar compondo e não ser barrado pela censura: Julinho da Adelaide.

Chico, como ele veio a ser conhecido no Brasil, veio de uma família privilegiada. Seu pai, Sérgio Buarque de Hollanda, foi um sociólogo famoso, e seu tio era Aurélio Buarque de Hollanda, cujo nome é famosamente associado com o dicionário Aurélio.

Foi casado com a atriz Marieta Severo com quem teve três filhas (Sílvia, Helena e Luísa).

Em 1998, a Mangueira ganha o primeiro lugar do carnaval carioca tendo homenageado Chico Buarque com seu enredo.

Chico também é muito famoso por suas músicas com "eu" feminino, ele fala sobre as mulheres com um domínio e uma beleza que impressiona qualquer um. Entre suas músicas deste tipo, destaca-se "Olhos nos Olhos", "Teresinha" e "Atras da porta".

DISCOGRAFIA

Discografia

1966
* Chico Buarque de Hollanda
* Morte e Vida Severina

1967
* Chico Buarque de Hollanda - vol.2

1968
* Chico Buarque de Hollanda - vol.3
* Chico Buaque de Hollanda – compacto

1969
* Umas e outras - compacto
* Chico Buarque de Hollanda - compacto
* Chico Buarque na Itália

1970
* Apesar de você - compacto
* Per un pugno di samba
* Chico Buarque de Hollanda - vol.4

1971
* Construção

1972
* Quando o carnaval chegar
* Caetano e Chico juntos e ao vivo

1973
* Chico canta

1974
* Sinal fechado

1975
* Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo

1976
* Meus caros amigos

1977
* Cio da Terra compacto
* Os saltimbancos
* Gota d'água

1978
* Chico Buarque

1979
* Ópera do Mallandro

1980
* Vida
* Show 1º de Maio compacto

1981
* Almanaque
* Saltimbancos trapalhões

1982
* Chico Buarque en espanhol

1983
* Para viver um grande amor
* O grande circo místico

1984
* Chico Buarque

1985
* O Corsário do rei
* Ópera do malandro
* Malandro

1986
* Melhores momentos de Chico & Caetano

1987
* Francisco

1988
* Dança da meia-lua

1989
* Chico Buarque

1990
* Chico Buarque ao vivo Paris Le Zenith

1993
* Paratodos

1995
* Uma palavra

1997
* Terra

1998
* As cidades

1999
* Chico ao Vivo

2001
* Chico e as cidades (DVD)
* Cambaio

2002
* Chico Buarque – Duetos

2003
* Chico ou o país da delicadeza perdida (DVD)

OBRA TEATRAL

Em 1965, a pedido de Roberto Freire - diretor do TUCA, Teatro da Universidade Católica de São Paulo - Chico musicou o poema Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, para a montagem da peça. Desde então, sua presença no teatro brasileiro tem sido constante.


* Roda viva

A peça Roda viva foi escrita por Chico Buaque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro, no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio Pedro nos papéis principais. A temporada no Rio foi um sucesso, mas a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura durante a temporada da segunda montagem, com Marília Pêra e Rodrigo Santiago. Um grupo (de cerca de 110 pessoas) do Comando de Caça aos Comunistas - CCC - invadiu o teatro Galpão, em São Paulo, em julho daquele ano, espancou artistas e depredou o cenário. No dia seguinte, Chico Buarque estava na platéia para apoiar o grupo e começava um movimento organizado em defesa de Roda viva e contra a censura nos palcos brasileiros.


* Calabar

Calabar foi escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto. A peça relativiza a posição de Domingos Fernandes Calabar no episódio histórico em que ele preferiu tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa. Era uma das mais caras produções teatrais da época, custou cerca de 30 mil dólares e empregava mais de 80 pessoas. Como sempre, a censura do regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final. Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo aparente, proibiu a peça, proibiu o nome Calabar e, como se não bastasse, ainda proibiu que a proibição fosse divulgada. O prejuízo para os autores e para o ator Fernando Torres, produtores da montagem, foi enorme. Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura.


* Gota d'água

Em 1975, Chico escreveu com Paulo Pontes a peça Gota d'água, a partir de um projeto de Oduvaldo Viana Filho, que já havia feito uma adaptação de Medéia, de Eurípedes, para a televisão. A tragédia urbana, em forma de poema com mais de quatro mil versos, tem como pano de fundo as agruras sofridas pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, e, no centro, a relação entre Joana e Jasão, um compositor popular cooptado pelo poderoso empresário Creonte. Jasão termina por largar Joana e os dois filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário. A primeira montagem teve Bibi Ferreira no papel de Joana e a direção de Gianni Ratto.


* Ópera do malandro

"O texto da Ópera do malandro é baseado na Ópera dos mendigos (1728), de John Gay, e na Ópera de três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O trabalho partiu de uma análise dessas duas peças conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa e que contou com a colaboração de Maurício Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório. A equipe também cooperou na realização do texto final através de leituras, críticas e sugestões. Nessa etapa do trabalho, muito nos valeram os filmes Ópera de três vinténs, de Pabst, e Getúlio Vargas, de Ana Carolina, os estudos de Bernard Dort O teatro e sua realidade, as memórias de Madame Satã, bem como a amizade e o testemunho de Grande Otelo. Contamos ainda com o prof. Manuel Maurício de Albuquerque para uma melhor percepção dos diferentes momentos históricos em que se passam as três óperas. O professor Werneck Vianna contribuiu posteriormente com observações muito esclarecedoras. E Maurício Arraes juntou-se ao nosso grupo, já na fase de transposição do texto para o palco. Agradecemos ao dr. João Carlos Muller pelo empenho com que lutou, junto à Censura Federal, pela liberação da peça (com cortes). No mesmo sentido somos gratos aos srs. Luís Macedo e Humberto Barreto. Finalmente, cabe um abraço ao elenco da Ópera do malandro que compreendeu o nosso processo de criação e a ele se incorporou. Está peça é dedicada à lembrança de Paulo Pontes."

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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