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Discografia
1966
*
Chico Buarque de Hollanda
* Morte e Vida Severina
1967
*
Chico Buarque de Hollanda - vol.2
1968
*
Chico Buarque de Hollanda - vol.3
* Chico Buaque de Hollanda – compacto
1969
*
Umas e outras - compacto
* Chico Buarque de Hollanda - compacto
* Chico Buarque na Itália
1970
*
Apesar de você - compacto
* Per un pugno di samba
* Chico Buarque de Hollanda - vol.4
1971
*
Construção
1972
*
Quando o carnaval chegar
* Caetano e Chico juntos e ao vivo
1973
*
Chico canta
1974
*
Sinal fechado
1975
*
Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo
1976
*
Meus caros amigos
1977
*
Cio da Terra compacto
* Os saltimbancos
* Gota d'água
1978
*
Chico Buarque
1979
*
Ópera do Mallandro
1980
*
Vida
* Show 1º de Maio compacto
1981
*
Almanaque
* Saltimbancos trapalhões
1982
*
Chico Buarque en espanhol
1983
*
Para viver um grande amor
* O grande circo místico
1984
*
Chico Buarque
1985
*
O Corsário do rei
* Ópera do malandro
* Malandro
1986
*
Melhores momentos de Chico & Caetano
1987
*
Francisco
1988
*
Dança da meia-lua
1989
*
Chico Buarque
1990
*
Chico Buarque ao vivo Paris Le Zenith
1993
*
Paratodos
1995
*
Uma palavra
1997
*
Terra
1998
*
As cidades
1999
*
Chico ao Vivo
2001
*
Chico e as cidades (DVD)
* Cambaio
2002
*
Chico Buarque – Duetos
2003
*
Chico ou o país da delicadeza perdida (DVD)
OBRA
TEATRAL
Em
1965, a pedido de Roberto Freire - diretor do TUCA, Teatro
da Universidade Católica de São Paulo - Chico
musicou o poema Morte e Vida Severina, de João Cabral
de Melo Neto, para a montagem da peça. Desde então,
sua presença no teatro brasileiro tem sido constante.
* Roda viva
A
peça Roda viva foi escrita por Chico Buaque no final
de 1967 e estreou no Rio de Janeiro, no início de
1968, sob a direção de José Celso Martinez
Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio
Pedro nos papéis principais. A temporada no Rio foi
um sucesso, mas a obra virou um símbolo da resistência
contra a ditadura durante a temporada da segunda montagem,
com Marília Pêra e Rodrigo Santiago. Um grupo
(de cerca de 110 pessoas) do Comando de Caça aos
Comunistas - CCC - invadiu o teatro Galpão, em São
Paulo, em julho daquele ano, espancou artistas e depredou
o cenário. No dia seguinte, Chico Buarque estava
na platéia para apoiar o grupo e começava
um movimento organizado em defesa de Roda viva e contra
a censura nos palcos brasileiros.
* Calabar
Calabar
foi escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta
Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto. A peça
relativiza a posição de Domingos Fernandes
Calabar no episódio histórico em que ele preferiu
tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa.
Era uma das mais caras produções teatrais
da época, custou cerca de 30 mil dólares e
empregava mais de 80 pessoas. Como sempre, a censura do
regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio
especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem
pronta e da primeira liberação do texto, veio
a espera pela aprovação final. Foram três
meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general
Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo
aparente, proibiu a peça, proibiu o nome Calabar
e, como se não bastasse, ainda proibiu que a proibição
fosse divulgada. O prejuízo para os autores e para
o ator Fernando Torres, produtores da montagem, foi enorme.
Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta
vez, liberada pela censura.
* Gota d'água
Em
1975, Chico escreveu com Paulo Pontes a peça Gota
d'água, a partir de um projeto de Oduvaldo Viana
Filho, que já havia feito uma adaptação
de Medéia, de Eurípedes, para a televisão.
A tragédia urbana, em forma de poema com mais de
quatro mil versos, tem como pano de fundo as agruras sofridas
pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia,
e, no centro, a relação entre Joana e Jasão,
um compositor popular cooptado pelo poderoso empresário
Creonte. Jasão termina por largar Joana e os dois
filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário.
A primeira montagem teve Bibi Ferreira no papel de Joana
e a direção de Gianni Ratto.
* Ópera do malandro
"O
texto da Ópera do malandro é baseado na Ópera
dos mendigos (1728), de John Gay, e na Ópera de três
vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O
trabalho partiu de uma análise dessas duas peças
conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa
e que contou com a colaboração de Maurício
Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório.
A equipe também cooperou na realização
do texto final através de leituras, críticas
e sugestões. Nessa etapa do trabalho, muito nos valeram
os filmes Ópera de três vinténs, de
Pabst, e Getúlio Vargas, de Ana Carolina, os estudos
de Bernard Dort O teatro e sua realidade, as memórias
de Madame Satã, bem como a amizade e o testemunho
de Grande Otelo. Contamos ainda com o prof. Manuel Maurício
de Albuquerque para uma melhor percepção dos
diferentes momentos históricos em que se passam as
três óperas. O professor Werneck Vianna contribuiu
posteriormente com observações muito esclarecedoras.
E Maurício Arraes juntou-se ao nosso grupo, já
na fase de transposição do texto para o palco.
Agradecemos ao dr. João Carlos Muller pelo empenho
com que lutou, junto à Censura Federal, pela liberação
da peça (com cortes). No mesmo sentido somos gratos
aos srs. Luís Macedo e Humberto Barreto. Finalmente,
cabe um abraço ao elenco da Ópera do malandro
que compreendeu o nosso processo de criação
e a ele se incorporou. Está peça é
dedicada à lembrança de Paulo Pontes." |