Emilinha
Borba (Emília Savana de Souza Costa) nasceu
no bairro de Mangueira em 31 de agosto de 1922, vindo
a falecer em 3 de outubro de 2005. Seu registro consta,
no entanto, 1º de julho como o dia de seu nascimento,
em virtude de ser o seu pai uma pessoa supersticiosa e
não querer que a filha fosse registrada no mês
de agosto. Iniciou sua carreira artística no final
da década de 1930, consagrando-se nas décadas
seguintes como a cantora mais popular do Brasil de todos
os tempos. Até os dias de hoje, nenhuma outra artista
conseguiu atingir o pico de popularidade de Emilinha.
Após 22 anos sem gravar um trabalho só seu,
a Favorita da Marinha lançou, em 2003, o CD "Emilinha
Pinta e Borba", com participações de
diversos cantores como Cauby Peixoto, Marlene, Ney Matogrosso,
Luiz Ayrão, Emilio Santiago, entre outros, e, no
início de 2005, seu último trabalho, o CD
"Na Banca da Folia", para o carnaval do mesmo
ano, com a participação do cantor Luiz Henrique
na primeira faixa - Carnaval Naval da Favorita - e de
MC Serginho na Marcha-Funk da Egüinha Pocotó.
Por
falta de gravadora, Emilinha Borba, a mais popular cantora
brasileira de todos os tempos, teve que vender seus CDs
em praça pública. Emilinha continuou fazendo
seus shows pelo Brasil inteiro, tendo marcado presença,
nos seus três últimos anos de vida, em vários
estados brasileiros como Pernambuco, Ceará, Mato
Grosso do Sul, São Paulo e Bahia. Seus maiores
sucessos, entre centenas de outros, são: o bolero
"Dez Anos", de Rafael Hernandez com versão
de Lourival Faissal e a marcha "Chiquita Bacana",
de João de Barro e Alberto Ribeiro.
Faleceu
no Rio de Janeiro em 3 de outubro de 2005, por um infarto
fulminante. Tinha 83 anos e estava em sua casa em Copacabana.
Seu enterro foi realmente digno de uma rainha: com oficiais
da Marinha do Brasil, transporte do caixão por
um carro do Corpo de Bombeiros e cobertura completa por
emissoras de rádio e TV.