Apesar
dos Paralamas serem considerados parte da "Turma
de Brasília", por terem vivido e criado amizade
com as bandas locais, é uma banda formada no Rio
de Janeiro. Herbert foi pra lá em 1977, para fazer
faculdade, e Bi no ano seguinte, terminar o ensino médio.
Os dois resolveram formar uma banda, Herbert com sua guitarra
Fender e Bi (que nunca tocara nada) um baixo
trazido da Inglaterra. Aos dois depois se juntaria o baterista
Vital.
O
grupo ensaiava na casa da avó de Bi (o que inspiraria
a música "Vovó Ondina é Gente
Fina") e tocava em locais pequenos. Em 1982, Vital
faltou á uma apresentação na Universidade
Rural do Rio e foi substituído por João
Barone, que assumiu de vez o lugar na banda. Escreveram,
tendo como "protagonista" seu ex-baterista,
"Vital e sua Moto", e mandaram uma fita com
essa música pra Rádio Fluminense. A música
foi muito tocada durante o verão de 83, e os Paralamas
tiveram a primeira grande apresentação,
ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador, e assinariam
contrato com a EMI , gravando o álbum Cinema Mudo
(definido por Herbert como "manipulado pelo pessoal
da gravadora") , sucesso moderado.
1984-1990:
Subida para a Fama
Em
1984, lançaram o álbum O Passo do Lui, que
teve enorme sequência de sucessos ("Óculos","Meu
Erro","Mensagem de Amor","Romance
Ideal")e aclamação crítica,
levando o grupo inclusive a tocar no Rock
in Rio.
Depois
de grande turnê, lançaram Selvagem? em 1986.
O álbum contrapunha a "manipulação"
desde sua capa (com o irmão de Bi no meio do mato
apenas com uma camiseta em torno da cintura), e misturava
novas influências, principalmente da MPB. Com sucessos
como "Alagados","A Novidade"(a primeira
com participação de Gilberto Gil, e a segunda
co-escrita com ele),"Melô do Marinheiro"
e "Você"(de Tim Maia), Selvagem? vendeu
700.000 cópias e credenciou os Paralamas a tocar
no cultuado Festival de Montreux (que viraria o disco
ao vivo D).
Os
Paralamas também fizeram turnê pela América
do Sul, ganhando popularidade em Argentina, Uruguai, Chile
e Venezuela.
O
sucessor de Selvagem?, Bora-Bora (1988) acrescentou metais
ao som e um "4o paralama", o tecladista João
Fera. O álbum mesclava faixas alegres como "O
Beco" com as depressivo-introspectivas "Quase
Um Segundo" e "Uns Dias"(reflexo talvez
da separação de Herbert com Paula Toller).
Bora-Bora é tão aclamado pela crítica
quanto O Passo do Lui.
Big
Bang (1989) seguia o mesmo estilo, tendo como hits a alegre
"Perplexo" e a lírica "Lanterna
dos Afogados". Seguiu-se a coletânea Arquivo,
com uma regravação de "Vital"
e a inédita "Caleidoscópio"(antes
gravada por Dulce Quental, do grupo Sempre Livre).
1991-1994:
Sucesso, só na Argentina
O
começo da década de 90 foi dedicado ás
experimentações. Os Grãos(1991),
disco com enfoque nos teclados e menor apelo popular,
não foi bem nas paradas (apesar de ter tido 2 sucessos,
"Trac-Trac"-versão do argentino Fito
Paez- e "Tendo a Lua"). Severino, de 1994 era
ainda mais experimental e foi ignorado pelas rádios
e grande público.
Se
no Brasil os Paralamas estavam esquecidos, no resto da
América eles eram ídolos. Paralamas(1992),
coletânea de versões em espanhol e Dos Margaritas
(a versão hispânica de Severino) estouraram
principalmente na Argentina.
1995-2000:
Volta às Paradas
A
turnê de Severino fora bem sucedida, e um dos shows
viraria em 1995 o disco ao vivo Vamo Batê Lata.
Vamo Batê Lata era acompanhado de um CD com 4 músicas
inédita, e o sucesso de Uma Brasileira (parceria
de Herbert com Carlinhos Brown e participação
de Djavan) e a controvérsia de "Luís
Inácio (300 Picaretas) (que criticava a política
brasileira e os anões do orçamento) atraiu
a atenção de público e imprensa de
volta aos Paralamas.
Também
começou aí a fase dos videoclipes superproduzidos,
que levariam 11 VMB de 1995 a 1999, começando por
"Uma Brasileira", Cipe Pop e Escolha da Audiência.
Nove
Luas, de 1996 e "Hey Na Na", de 1998 continuaram
o caminho de sucesso com faixas como "Loirinha Bombril",
"La Bella Luna" e "Ela Disse Adeus".
Em
1999 a MTV Brasil chamou os Paralamas para gravar um Acústico
MTV. O álbum ,com canções menos conhecidas
e a participação de Dado Villa-Lobos, ex-Legião
Urbana,vendeu 500.000 cópias, ganhou o Grammy Latino
e teve turnê de shows lotados.
Em
2000, lançaram uma segunda coletânea, Arquivo
II, com músicas de todos os álbuns entre
1991 e 1998 (exceto Severino), uma regravação
de "Uma Mensagem de Amor e "Aonde Quer Que Eu
Vá", parceria de Herbert com Paulo Sérgio
Valle (a dupla também escrevera sucessos para Ivete
Sangalo).
2001
- Hoje: Um Acidente, Mas Não o Fim
Em
4 de Fevereiro de 2001, um ultraleve pilotado por Herbert
Vianna teve um acidente em Angra dos Reis. A mulher de
Herbert, Lucy, estava a bordo e morreu. Herbert fora resgatado
e levado para a capital. As seqüelas foram duras(Herbert
fora entubado e acabara preso á uma cadeira de
rodas), mas assim que Herbert mostrou que podia tocar,
Bi e João resolveram gravar um disco preparado
antes do acidente. Longo Caminho fora lançado em
2002. O som voltava ao príncipio, sem metais, em
busca de um som mais “cru”.
Seguiu-se
turnê, no qual gravaram Uns Dias Ao Vivo (2004)
, cheio de participações especiais(Dado
Villa-Lobos, Andreas Kisser, Edgard Scandurra)