No
ritual original do Candomblé (toque, festa) há
duas partes: a preparação, que começa
uma semana antes de cada festa, com muita gente na casa
lavando, passando, cozinhando, limpando e enfeitando,
quando você entra no barracão e vê
as bandeirinhas no teto da cor do Orixá que está
sendo homenageado, alguém teve que comprar, cortar
e colar as bandeirinhas e colocá-las no lugar para
que o barracão fique bonito. Durante a semana diversas
obrigações são feitas, de acordo
com a determinação do jogo de búzios,
animais são sacrificados à Exús,
Eguns e aos Orixás homenageados. Os animais tem
que ser limpos e preparados por alguém, pois será
servido uma parte para os Orixás e outra parte
para todos os presentes na festa. Na "parte pública"
que é a festa, os filhos-de-santo (iniciados) dançam
e entram em transe "incorporando" seu Orixá.
O babalorixá evoca cantigas que lembram os feitos
do Orixá e este executa uma dança simbólica
recordando seus atributos. A cerimônia termina com
um banquete.
A
música do Candomblé é uma parte essencial
do ritual; ela deriva da música africana e teve
uma influência forte também em outros estilos
brasileiros da música popular brasileira além
do axé.
O
axé significa energia, que é manipulada
e dirigida pelo homem através dos orixás.
A transmissão dessa energia se dá na dança.
Alguns grupos como a Timbalada, grupo de percussionistas
e vocalistas liderado por Carlinhos Brown usam os timbaus
com a proposta de resgatar à percussão dos
terreiros de Candomblé.