Nome
comum - marmeleiro
Origem
–. Esta árvore
é oriunda da Ásia Ocidental e foi trazida
para o Mediterrâneo há cerca de 4 mil anos.
Foram os gregos que primeiro lhe atribuíram um
significado mitológico. Passaram a usar a flor
do marmeleiro como símbolo sagrado da deusa do
amor, Afrodita(e). Alguns autores consideram que esta
espécie teve a sua origem na cidade de Cydon situada
na ilha de Creta na Grécia, tendo sido cultivado
pelos gregos em 700 a. C. Actualmente ainda existem formas
selvagens do marmeleiro nalgumas regiões do Sul
da Grécia, Itália e França. Foi introduzido
no continente americano pelos colonizadores portugueses
e espanhóis. Apresenta um bom desenvolvimento em
solos de textura ligeira, férteis e com adequado
poder de retenção de água. É
muito tolerante ao encharcamento e asfixia radical, sendo
utilizado como porta-enxerto devido a este facto. Apresenta
sensibilidade ao calcário, sendo 8 % o limite máximo
de tolerância. Adapta-se bem a climas temperados,
sendo pouco exigente em horas de frio (90 a 500 horas),
suportando bem os Invernos amenos. Nas fases de desenvolvimento
vegetativo e de frutificação – o marmelo
é o fruto produzido – é exigente em
temperaturas altas e luminosidade acentuada. Excessos
de humidade na estação quente são
prejudiciais por provocarem o aparecimento de doenças
criptogâmicas. As geadas tardias e os ventos fortes
(exposição Sul) prejudicam o crescimento
dos ramos novos, a floração e a fecundação.
As zonas de potencial expansão do marmeleiro são
o Ribatejo e o Oeste, Centro e Sudoeste do Alentejo, Sul
da Beira Litoral e, em menor escala, o distrito de Vila
Real.
Em Portugal
Árvore:
bom vigor e porte a tender para a verticalidade. É
muito produtiva. Fruto:
bom calibre e forma arredondada. A epiderme é de
cor amarelo-limão com alguma pubescência
esbranquiçada. A polpa é amarelada, consistente,
pouco adocicada, ácida e algo adstringente. É
perfumado quando bem maduro.