O
Pequi é uma fruta
nativa do cerrado brasileiro, muito utilizado na cozinha
goiana. Dela é extraido um azeite denominado azeite
de pequi.. O Pequi, árvore da família das
cariocáceas (Caryocar brasiliense) é o símbolo
máximo da goianidade, embora seja encontrada também
nos Estados de Rondônia (ao leste), Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul (no nordeste), Minas Gerais (norte
e oeste), Pará (sudoeste), Tocantins, Maranhão
(extremo sul), Piauí (extremo sul), Bahia (oeste)
e Distrito de Federal.
Embora seja encontrado em todos esses lugares, é
apenas em Goiás que existem todas as espécies,
as quais frutificam, no seu conjunto, de setembro a fevereiro.
Mas dada a sua extrema importância para a grande
maioria dos goianos, ele é conservado tanto em
essência quanto em conserva.
Sua história de amor com a culinária goiana
começou a séculos, nas antigas vilas de
Meia Ponte (hoje Pirenópolis), e Vila Boa (Cidade
de Goiás), ainda no início do século
XVIII. Entretanto, no rico sul goiano, mais especificamente
na região que cerca a cidade industrial de Catalão,
era este utilizado tão somente para a fabricação
do lendário Sabão de Pequi, de reconhecidas
propriedades terapêuticas, uma vez que a região
era influenciada pelos triangulinos - povo de origem paulista-goiana
cujo território foi anexado por Minas Gerais no
século XIX, e que luta desde então pela
sua independência deste Estado.
Atualmente é a fruta utilizada das mais variadas
formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão,
com peixe, com carnes das mais variadas, no leite, e na
forma de um dos mais afamados liquores de Goiás,
ao lado do saborosíssimo liquor de Jenipapo; seu
grande atrativo, além do sabor, são os cristais
que forma na garrafa, que dizem, são afrodisíacos.
Comer pequi além de saudável e agradável,
é uma ciência, quase uma arte: a polpa macia
e saborosa deve ser comida com cuidado, uma vez que esta
cobre uma camada e terríveis espinhos, que, se
mordidos fincam-se sem piedade na língua e no céu
da boca, provocando dores irritantes e levando o infeliz
ao hospital. O sabor vale porém, o risco; além
disso, com o tempo, qualquer um domina a técnica.
Alguma dicas de como se comer o pequi:
* Ele deve ser comido apenas com as mãos, jamais
com talheres.
* Ele deve ser levado a boca para entãoo ser "raspado
" cuidadosamente com os dentes, até que a
parte amarela comece a ficar esbranquiçada, ou
os espinhos possam ser vistos.
* Nunca jogue os caroços no chão: eles secam
rápido e os espinhos podem se soltar. A propósito,
a castanha dentro do caroço é uma delícia;
para comê-la, basta deixar os caroços secarem
por uns dois dias e depois torrá-los.
* Importantíssimo: jamais, sob quaisquer circunstâncias
morda o caroço.