APENDICITE

Um aneurisma é uma dilatação sacular de uma artéria, podendo ocorrer em basicamente qualquer artéria. Seu perigo está no fato de poder romper-se ou trombosar, provocando isquémia dos tecidos irrigados pela artéria atingida.

ANEURISMA CEREBRAL

Um aneurisma cerebral é uma patologia provocada pela dilatação segmentar, em formato variável, de um vaso no encéfalo, geralmente arterial - artéria - ou menos frequentemente venoso - veia - como por exemplo, o raro aneurisma da veia de Galeno.

Quando a zona dilatada do vaso toma forma esférica, dá-se o nome de aneurisma sacciforme (de saco), ou quando tem forma alongada através do eixo principal do vaso, aneurisma fusiforme (de fuso).

O tamanho é variável, podendo ser desde alguns milímetros até alguns centímetros. Os aneurismas acima de dois centímetros de diâmetro são considerados aneurismas cerebrais gigantes. Os aneurismas pequenos, de poucos milímetros, são chamados de aneurismas baby.

Os aneurismas do encéfalo humano mais frequentes são conhecidos como aneurismas cerebrais congênitos e são mais encontrados na face inferior do encéfalo, na rede circulatória dos grandes vasos conhecida como polígono de Willis.

Na verdade, o que ocorre é que o encéfalo não possui um hilo de vasos sangüíneos como o pulmão ou o rim. As artérias dessa rede são nutridas por duas artérias carótidas (na região anterior da base do crânio) e mais duas artérias vertebrais (na região posterior do crânio). Na época do formação do feto, uma das três camadas de um ou mais vasos arteriais do polígono de Willis, nas regiões das bifurcações, nasce sem a camada média, muscular. Ao longo dos anos, o aneurisma se forma s custas da dilatação das duas outras camadas, as quais não têm efeito mecânico restritivo. Geralmente os aneurismas se manifestam na vida adulta e são raramente encontrados nas autópsias de crianças. Logo, o aneurisma cerebral se forma ao longo da vida da pessoa. Assim, não cabem algumas discussões jurídicas envolvendo o termo doença pré-existente em contratos com seguros de saúde, pois a pessoa não nasce com o aneurisma, e sim com a condição pré-existente, o que é completamente diferente.

Há uma discreta predominância da incidência no sexo feminino e o pico etário de rotura se dá em torno dos 43 a 45 anos de idade. Pode raramente ocorrer na infância. Raramente tem caráter familiar.

Rompimento do aneurisma cerebral

A consequência do rompimento do aneurisma cerebral é um fenômeno patológico, chamado de acidente vascular cerebral hemorrágico ou avch (derrame vermelho, na linguagem popular). Os aneurismas, na vasta maioria dos casos, não geram qualquer tipo de sintoma até a sua ruptura e sangramento. Existem outras causas de avch e o sangramento por aneurisma não é a causa mais frequente. Pode haver sangramento para dentro do tecido cerebral (menos comum); hemorragia sub-aracnóide, HSA, também conhecida como hemorragia meníngea espontânea ou para dentro dos ventrículos cerebrais, podendo provocar hidrocefalia. A ocorrência da hemorragia é em geral súbita, repentina, com duração dos sintomas e sua intensidade variáveis, passível de produzir alterações da consciência, da motricidade, da palavra, entre outras. Cefaléia súbita, descrita como a dor de cabeça mais forte que o indivíduo já sentiu em toda a sua vida, acompanhada de desmaio (perda da consciência) e vômitos são a tríade de sintomas mais comuns na HSA.

O sangramento gera em algumas horas irritação das meninges e o pescoço fica duro, com rigidez nucal para flexão anterior da cabeça até o tórax. O queixo não toca o tórax. Pode ser confundido com meningites.

Dores de cabeça com as características acima, sobretudo em pessoas que normalmente não tem dores de cabeça, devem alertar o médico da possibilidade de HSA.

A maioria das HSA (outras diversas doenças também podem se manifestar com HSA; a mais comum é trauma craniano) podem ser detectadas atráves de tomografias computadorizadas do crânio (CT ou TC). Se a CT resultar normal sob esta suspeita é recomendada a punção de líquor espinhal para exame laboratorial e ver se há hemáceas degeneradas no líquor ou degradação dessas com xantocromia (cor amarela do líquor após centrifugação). Hemáceas não degeneradas são indicativo de acidente na punção, que é feita com uma agulha longa.

Os aneurismas intracranianos são lesões perigosas de elevado risco que, em caso de ruptura, podem produzir a morte súbita em um primeiro ou mais sangramentos; ou uma devastação neurológica (sequelas diversas) em pessoas que frequentemente eram completamente saudáveis. Em geral são tratados, dependendo da experiência do neurocirurgião, com clipagem microcirúrgica definitiva (atualmente o método de maior eficácia a longo prazo).

Estatística: Considera-se que entre 1 e 5 % dos adultos têm aneurismas cerebrais assintomáticos, enquanto que outros autores dizem que são encontrados em entre 5 a 10 % das autópsias em geral.

Sugeriram-se alguns factores ligados sua ruptura como a hipertensão arterial (HTA), o hábito de fumar, o consumo de drogas e álcool, o stress, os contraceptivos orais, o parto e os esforços físicos em geral (exercício, defecação, coito, tosse, etc.). Contudo, em cerca de 14 a 22 % dos sangramentos por aneurismas, não se identifica um factor determinado, enquanto que cerca de 30 % ocorrem durante o sono.

O exame padrão ouro para detecção de aneurisma cerebral não é a tomografia ou a ressonância magnética, e sim o cateterismo cerebral de 4 vasos (angiografia digital).

Embora o comportamento da doença por países varie em função da distribuição etária, nível de saúde, factores raciais, ambientais e possivelmente da prevalência da HTA e da arterioesclerose na população afectada, o valor médio global da incidência da hemorragia subaracnoidea (HSA) aneurismática é de 10 por 100.000 habitantes por ano, com 50 % de mortalidade, constituindo um significativo problema de saúde, já que de 20 a 40 % dos pacientes com HSA morrem em consequência de uma hemorragia inicial catastrófica antes de chegar ao hospital, e unicamente 60 % dos pacientes são admitidos no hospital em condições neurológicas razoáveis. Após a hospitalização, a mortalidade alcança cerca de 37 %, elevando-se até 40-60 % dentro do primeiro mês posterior hemorragia, enquanto que a incapacidade severa afecta 17 % dos doentes. A evolução favorável apresenta-se somente em 47 % dos pacientes.

ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL

A aorta, como principal artéria do corpo, tem grande importância para a vascularização dos rins e dos membros inferiores. Os aneurismas desta porção podem romper-se, apresentando-se como dor abdominal intensa e choque hipovolêmico. Mais comumente ocorre a dissecção da parte interna da artéria, conhecida como íntima, causando obstrução e isquemia renal e dos membros inferiores. É tratada pelo cirurgião vascular. Se romperem as capas internas da parede do vaso sanguíneo, aparece o aneurisma dissecante, mas se a parede se romper totalmente diz-se então falso aneurisma.

ANEURISMA DE AORTA TORÁCICA

Pode ser espontâneo ou traumático. Como é uma artéria de grande calibre, com volumoso fluxo sanguíneo, se não for tratado cirurgicamente a tempo o paciente morre por hipotensão arterial e choque hipovolêmico. É tratado pelo cirurgião cardíaco.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Aneurisma.

ANEURISMA

Um aneurisma é uma dilatação sacular de uma artéria, podendo ocorrer em basicamente qualquer artéria. Seu perigo está no fato de poder romper-se ou trombosar, provocando isquémia dos tecidos irrigados pela artéria atingida.

ANEURISMA CEREBRAL

Um aneurisma cerebral é uma patologia provocada pela dilatação segmentar, em formato variável, de um vaso no encéfalo, geralmente arterial - artéria - ou menos frequentemente venoso - veia - como por exemplo, o raro aneurisma da veia de Galeno.

Quando a zona dilatada do vaso toma forma esférica, dá-se o nome de aneurisma sacciforme (de saco), ou quando tem forma alongada através do eixo principal do vaso, aneurisma fusiforme (de fuso).

O tamanho é variável, podendo ser desde alguns milímetros até alguns centímetros. Os aneurismas acima de dois centímetros de diâmetro são considerados aneurismas cerebrais gigantes. Os aneurismas pequenos, de poucos milímetros, são chamados de aneurismas baby.

Os aneurismas do encéfalo humano mais frequentes são conhecidos como aneurismas cerebrais congênitos e são mais encontrados na face inferior do encéfalo, na rede circulatória dos grandes vasos conhecida como polígono de Willis.

Na verdade, o que ocorre é que o encéfalo não possui um hilo de vasos sangüíneos como o pulmão ou o rim. As artérias dessa rede são nutridas por duas artérias carótidas (na região anterior da base do crânio) e mais duas artérias vertebrais (na região posterior do crânio). Na época do formação do feto, uma das três camadas de um ou mais vasos arteriais do polígono de Willis, nas regiões das bifurcações, nasce sem a camada média, muscular. Ao longo dos anos, o aneurisma se forma s custas da dilatação das duas outras camadas, as quais não têm efeito mecânico restritivo. Geralmente os aneurismas se manifestam na vida adulta e são raramente encontrados nas autópsias de crianças. Logo, o aneurisma cerebral se forma ao longo da vida da pessoa. Assim, não cabem algumas discussões jurídicas envolvendo o termo doença pré-existente em contratos com seguros de saúde, pois a pessoa não nasce com o aneurisma, e sim com a condição pré-existente, o que é completamente diferente.

Há uma discreta predominância da incidência no sexo feminino e o pico etário de rotura se dá em torno dos 43 a 45 anos de idade. Pode raramente ocorrer na infância. Raramente tem caráter familiar.

[editar] Rompimento do aneurisma cerebral

A consequência do rompimento do aneurisma cerebral é um fenômeno patológico, chamado de acidente vascular cerebral hemorrágico ou avch (derrame vermelho, na linguagem popular). Os aneurismas, na vasta maioria dos casos, não geram qualquer tipo de sintoma até a sua ruptura e sangramento. Existem outras causas de avch e o sangramento por aneurisma não é a causa mais frequente. Pode haver sangramento para dentro do tecido cerebral (menos comum); hemorragia sub-aracnóide, HSA, também conhecida como hemorragia meníngea espontânea ou para dentro dos ventrículos cerebrais, podendo provocar hidrocefalia. A ocorrência da hemorragia é em geral súbita, repentina, com duração dos sintomas e sua intensidade variáveis, passível de produzir alterações da consciência, da motricidade, da palavra, entre outras. Cefaléia súbita, descrita como a dor de cabeça mais forte que o indivíduo já sentiu em toda a sua vida, acompanhada de desmaio (perda da consciência) e vômitos são a tríade de sintomas mais comuns na HSA.

O sangramento gera em algumas horas irritação das meninges e o pescoço fica duro, com rigidez nucal para flexão anterior da cabeça até o tórax. O queixo não toca o tórax. Pode ser confundido com meningites.

Dores de cabeça com as características acima, sobretudo em pessoas que normalmente não tem dores de cabeça, devem alertar o médico da possibilidade de HSA.

A maioria das HSA (outras diversas doenças também podem se manifestar com HSA; a mais comum é trauma craniano) podem ser detectadas atráves de tomografias computadorizadas do crânio (CT ou TC). Se a CT resultar normal sob esta suspeita é recomendada a punção de líquor espinhal para exame laboratorial e ver se há hemáceas degeneradas no líquor ou degradação dessas com xantocromia (cor amarela do líquor após centrifugação). Hemáceas não degeneradas são indicativo de acidente na punção, que é feita com uma agulha longa.

Os aneurismas intracranianos são lesões perigosas de elevado risco que, em caso de ruptura, podem produzir a morte súbita em um primeiro ou mais sangramentos; ou uma devastação neurológica (sequelas diversas) em pessoas que frequentemente eram completamente saudáveis. Em geral são tratados, dependendo da experiência do neurocirurgião, com clipagem microcirúrgica definitiva (atualmente o método de maior eficácia a longo prazo).

Estatística: Considera-se que entre 1 e 5 % dos adultos têm aneurismas cerebrais assintomáticos, enquanto que outros autores dizem que são encontrados em entre 5 a 10 % das autópsias em geral.

Sugeriram-se alguns factores ligados sua ruptura como a hipertensão arterial (HTA), o hábito de fumar, o consumo de drogas e álcool, o stress, os contraceptivos orais, o parto e os esforços físicos em geral (exercício, defecação, coito, tosse, etc.). Contudo, em cerca de 14 a 22 % dos sangramentos por aneurismas, não se identifica um factor determinado, enquanto que cerca de 30 % ocorrem durante o sono.

O exame padrão ouro para detecção de aneurisma cerebral não é a tomografia ou a ressonância magnética, e sim o cateterismo cerebral de 4 vasos (angiografia digital).

Embora o comportamento da doença por países varie em função da distribuição etária, nível de saúde, factores raciais, ambientais e possivelmente da prevalência da HTA e da arterioesclerose na população afectada, o valor médio global da incidência da hemorragia subaracnoidea (HSA) aneurismática é de 10 por 100.000 habitantes por ano, com 50 % de mortalidade, constituindo um significativo problema de saúde, já que de 20 a 40 % dos pacientes com HSA morrem em consequência de uma hemorragia inicial catastrófica antes de chegar ao hospital, e unicamente 60 % dos pacientes são admitidos no hospital em condições neurológicas razoáveis. Após a hospitalização, a mortalidade alcança cerca de 37 %, elevando-se até 40-60 % dentro do primeiro mês posterior hemorragia, enquanto que a incapacidade severa afecta 17 % dos doentes. A evolução favorável apresenta-se somente em 47 % dos pacientes.

ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL

A aorta, como principal artéria do corpo, tem grande importância para a vascularização dos rins e dos membros inferiores. Os aneurismas desta porção podem romper-se, apresentando-se como dor abdominal intensa e choque hipovolêmico. Mais comumente ocorre a dissecção da parte interna da artéria, conhecida como íntima, causando obstrução e isquemia renal e dos membros inferiores. É tratada pelo cirurgião vascular. Se romperem as capas internas da parede do vaso sanguíneo, aparece o aneurisma dissecante, mas se a parede se romper totalmente diz-se então falso aneurisma.

ANEURISMA DE AORTA TORÁCICA

Pode ser espontâneo ou traumático. Como é uma artéria de grande calibre, com volumoso fluxo sanguíneo, se não for tratado cirurgicamente a tempo o paciente morre por hipotensão arterial e choque hipovolêmico. É tratado pelo cirurgião cardíaco.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Aneurisma.

ANCILOSTOMÍASE

A Ancilostomíase e a Necatoríase são duas doenças semelhantes causadas pelos parasitas nemátodes relacionados Ancylostoma duodenale (Velho Mundo) e Necator americanus (Novo Mundo).

Ancylostoma e Necator

O Ancylostoma duodenale e o Necator americanus são espécies aparentadas de vermes parasitas nemátodes, com corpos filiformes e fêmeas (com até um centímetro) maiores que machos. As suas extremidades anteriores têm a forma de um gancho, especialmente nos Necator, e possuem boca armada com placas ou espinhos duros. A Ancilostomíase e a Necatoríase são duas doenças semelhantes causadas pelos parasitas nemátodes relacionados Ancylostoma duodenale (Velho Mundo) e Necator americanus (Novo Mundo).

Ciclo de Vida

Os ovos têm 60 micrómetros e são expulsos pelas fezes. Na terra quente e úmida, os ovos chocam libertando larvas que amadurecem em forma livre na terra mas são sensíveis desidratação. As larvas vivem mais de um mês, procurando encontrar um hóspede humano. Se o conseguirem, elas são capazes de penetrar na pele intacta. Dentro do organismo, invade os vasos linfáticos e depois sangüíneos e migram pelas veias para os pulmões via coração. Permanece nos alvéolos dos pulmões durante algum tempo, e depois sobe (ou é tossida) pelos brônquios até faringe, onde é deglutida incoscientemente para o esôfago. Após passar pelo estômago (a sua cutícula resistente permite-lhe suportar o ambiente ácido) passa ao duodeno (intestino). É aí que se desenvolvem e acasalam as formas adultas, produzindo mais de 10.000 ovos por dia.

Epidemiologia

Existem em todo o mundo, o Ancylostoma na África, Europa e Ásia e o Necator na América. Os países tropicais e os mais pobres são os mais afetados. Haverá 1,25 mil milhões de pessoas infectadas segundo a OMS.

A infecção é pela penetração da larva invisivel a olho nu na pele intacta. A maioria das infecções é em trabalhadores agricolas que andam de pés descalços, principalmente em terras irrigadas, e outras pessoas que não usem calçado na terra úmida, ou em zonas rurais onde é de costume pessoas defecarem perto das casas, rios, etc. Fazendo com que a larva também cresca ali.

Progressão e Sintomas

A penetração e infecção inicial são geralmente assintomáticas. Pode no entanto haver prurido e exantema (pele inflamada). O periodo de incubação até surgirem os sintomas intestinais é de um ou dois meses, e podem durar anos.

Em crianças com parasitismo intenso, pode ocorrer hipoproteinemia e atraso no desenvolvimento físico e mental. Com freqüência, dependendo da intensidade da infecção, acarreta anemia ferropriva.

No intestino estes parasitas alimentam-se de sangue, provocando danos na mucosa e capilares do intestino para o obter. Se o número de parasitas for alto, ocorre diarréia (por vezes sanguinolenta), dor abdominal, flatulência, esteatorreia, edema e perda de peso devido má absorção dos nutrientes. Em casos crônicos com grande número de parasitas a perda de sangue devido s hemorragias causadas leva freqüentemente anemia por deficit de ferro, com perda de actividade e capacidade intelectual. Os Ancylostoma são mais perigosos nesse aspecto já que cada um consome 0,20mL por dia, enquanto o Necator, consome apenas 0,05mL.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito pela observação de ovos nas fezes com auxílio de microscópio.

Fármacos eficazes são o mebendazole/mebendazol(Brasil) e pirantel.

Ancilostomose

Também conhecida como amarelão, é uma doença característica de países subdesenvolvidos, onde as condições de saneamento são precárias.

Causadores

Nematóides (nematelmintos) chamados: Ancylostoma duodenale e Necator americanus, e seus nomes populares são Necator (matador) e Ancilóstomo (Gr.: ankylos= gancho + stoma= boca).

As fêmeas do Ancilóstomo, maiores que os machos, medem aproximadamente 12mm de comprimento e são maiores que as do Necátor. Na boca apresentam ganchos ou placas cortantes que os adaptam a raspar internamente a parede do intestino delgado; os vermes alimentam-se do sangue que flui dessas lesões.

Esses parasitas seguem um ciclo do tipo fecal-cutâneo, e a infecção acontece quando um indivíduo mantém a pele (pés ou mãos) em contado com o solo úmido contaminado com fezes de um hospedeiro anterior, e as larvas livres penetram em sua pele e entram na corrente sanguínea, passam pelo coração e através dos alvéolos pulmonares passam ao esôfago e, adultos, se depositam no intestino onde se reproduzem, produzindo ovos que repetirão o ciclo se o hospedeiro defecar no ambiente.

Sintomas: Nos primeiros meses, os sintomas são como de bronquite ou pneumonia, pois os parasitas estão alojados nos pulmões, e poder até ser eliminadas no escarro e engolidas com as secreções. A partir das lesões que provocam na mucosa intestinal, provoca-se um aumento do peristaltismo (movimento intestinal), diarréias, dores abdominais, perda de apetite, náuseas e vômitos. Pode-se verificar anemia ferropriva, onde o doente fica muito pálido tem dores de cabeça e musculares. As crianças perdem peso e estatura, baixo rendimento escolar e atraso no desenvolvimento psíquico.

Profilaxia: Melhoras no saneamento básico, como a construção de fossas e esgotos, uso de calçados e o tratamento de doentes, para evitar a dispersão do parasita.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Ancilostomíase.

ACNE

Acne, é uma doença inflamatória da pele, mais frequente na adolescência, quando o nível de hormônios sexuais elevados causam o aumento da secreção de sebo pelas glândulas sebáceas, provocando o aparecimento de bolhas e pontos negros principalmente no rosto, costas, peito e também nos ombros.

Às vezes os poros bloqueados se infeccionam aparecendo bolhas cheias de pus. Muito comumente se coça ou espreme essas bolhas, causando o agravamento da infecção e podendo deixar cicatrizes.

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Acne

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Uma descrição simplificada da acne seria o aumento de secreção de sebo pelas glândulas sebáceas, em conjunto com o acúmulo de células mortas no orifício do folículo polissebático, formando uma obstrução deste local. Essa obstrução impede a saída de sebo pelo orifício. O acúmulo de sebo libera algumas substâncias que irritam a pele, causando inflamação, e é um meio propício para as bactérias se desenvolverem.

As lesões da acne surgem principalmente no rosto e com menor freqüência nas costas, peitos, ombros e braços.

Em seu processo de desenvolvimento a acne adquire diversas formas. Representadas a seguir em grau de desenvolvimento e gravidade:

* seborréia: é o excesso de secreção sebácea que ocorre no rosto e tronco. A pele se torna oleosa e brilhante e com aparente dilatação do orifício de saída do folículo policebáceo. Ainda que as pessoas que desenvolvem a doença produzam mais quantidade de sebo que os não afetados, a intensidade da acne nem sempre está relacionada com a intensidade de seborréia. Uma medida para impedir o excesso de produção sebácea é o uso de retinóides tópicos e isotretinoína porque essas substâncias interferem no tamanho e produção de sebo das glândulas sebáceas.

* comedão: é a lesão mais característica da acne. O comedão fechado é de difícil visualização, sendo uma elevação cutânea de cor embranquecida ou amarelada. O comedão aberto ou cravo, costuma não ser elevado mas também pode se apresentar como uma pequena elevação dura de cor preta, devido ao acúmulo de melanina.

* pápula: é a inflamação do comedão, que se torna avermelhado e aumenta de tamanho de 1 a 4 milímetros. É dolorosa e se desenvolve principalmente do comedão fechado. O comedão aberto se inflama quando manipulado sem assepsia.

* pústula: é a evolução da pápula, com elevação da pele em uma bolsa de pus de profundidade variável, acompanhada de coceira e dor.

* nódulo: é uma lesão profunda, coberta por pele normal que evolui até a inflamação e termina com a formação de cicatrizes.

* cicatriz: as cicatrizes podem ser atróficas, hipertróficas ou quelóides. Os quelóides se apresentam como inchaços bem delimitados, porém de formato irregular de cor rosa a vermelho escuro.

Além das cicatrizes, os principais efeitos da acne são psicológicos, como redução da auto-estima e depressão. A acne geralmente aparece na adolescência, quando as pessoas tendem a ser mais inseguras socialmente.

Alvos de discriminação, as pessoas acometidas pela doença buscam o isolamento social. A acne atinge a vida social do indivíduo profundamente, pois é justamente na fase da adolescência em que se desenvolvem as relações sociais, o amadurecimento emocional e psicológico.

Por esses motivos, é aconselhável, além do tratamento físico, também o acompanhamento psicológico do paciente, para que saiba lidar com a doença e não se afaste do meio social.

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Acne

Controle

A acne pode ser controlada através de uma higienização adequada da pele - hoje estão disponíveis no mercado inúmeros tipos de sabonetes, loções higienizantes e adstringentes para tratar a pele acnéica. Controlar a oleosidade é essencial no caso de pessoas que apresentam este problema. O uso de medicamentos tópicos (géis ou loções) é uma boa alternativa de tratamento e, em casos mais graves, podem ser usados antibióticos. Recentemente surgiu a possibilidade de tratamento com isotretinoína, sendo esta alternativa indicada somente para acne de graus elevados ou muito resistente. Isto deve-se ao grande número de efeitos colaterais e riscos que o medicamento apresenta, como, por exemplo, a possibilidade de má-formação do feto (no caso de mulheres grávidas) ou de parar o crescimento em adolescentes.

Tratamentos

Existem muitos produtos no mercado para tratar a acne, muitos deles sem que os efeitos tenham sido comprovados cientificamente. Contudo, uma combinação de tratamentos pode reduzir muito a gravidade da acne na maioria dos casos. Os tratamentos que são mais efetivos devem ser acompanhados de perto por um dermatologista porque possuem uma maior possibilidade de efeitos colaterais. Deve-se consultar um médico especializado para escolher qual tratamento utilizar, principalmente quando utilizados em combinação. Alguns tratamentos que se mostraram efetivos:

Esfoliação da pele

A esfoliação da pele pode ser feita tanto de maneira mecânica quanto através de substâncias químicas como o peróxido de benzoíla e ácido salicílico. Elas atuam prevenindo o acúmulo de células mortas e também ajudam na desobstrução de poros afetados. Dentre os tratamentos tópicos, o peróxido de benzoíla e o ácido salicílico são as medicações mais eficientes.

Antibióticos tópicos e orais

Aplicação de antibióticos na região afetada, utilizando-se cremes e loções a base de eritromicina e ácido fusídico. Eles atuam eliminando as bactérias que se alojam no orifício do folículo piloso.

Existem antibióticos orais que são utilizados em casos mais graves baseados em outros princípios ativos.

O uso de antibióticos tem se tornado menos eficiente na medida em que bactérias P. acnes resistentes tem se tornado mais comuns. A acne geralmente irá reaparecer em alguns dias após o fim do tratamento tópico e algumas semanas após o oral.

Tratamento hormonal

Nas mulheres é possível se aplicar um tratamento hormonal, que consiste na ingestão de contraceptivos orais (hormônios femininos) que neutralizam os efeitos de excessos de hormônios masculinos.

Retinóides tópicos

Agem na normalização do ciclo de vida das células do folículo, dissolvendo e prevenindo a formação de comedões. Eles não impedem a produção de sebo. Estão relacionados vitamina A. O retinóide tópico mais utilizado em tratamentos é a isotretinoína.

Retinóides orais

Agem reduzindo a secreção de sebo das glândulas. Consiste na ingestão diária de derivados da vitamina A como a isotretinoína ou ácido isotretinóico durante um período de 4 a 6 meses. A isotretinoína tem se mostrado muito efetiva no tratamento da acne severa e pode melhorar ou curar totalmente cerca de 80% dos pacientes tratados.

O tratamento requer um acompanhamento médico bem próximo de um dermatologista devido aos efeitos colaterais (os quais podem ser graves). Os efeitos colaterais mais comuns são a desidratação da pele e sangramentos nasais (conseqüentes da desidratação da mucosa nasal). Há relatos de que a substância pode prejudicar o fígado dos pacientes. Por esse motivo é recomendável que os pacientes façam exames de sangue antes e durante o tratamento. Existem alguns relatos que sugerem que a droga pode gerar depressão, mas não há concordância na literatura médica a respeito deste risco. A droga também pode causar graves defeitos em fetos se as mulheres se submeterem ao tratamento antes ou durante a gravidez como defeitos na face, nas orelhas, no coração e no sistema nervoso do feto. Por essa razão o tratamento das mulheres é acompanhado por métodos contraceptivos ou abstinência sexual.

Cura

Embora existam métodos que levem sua diminuição ou extinção, não existe uma cura específica, pois a acne não é uma doença específica. Sendo uma doença com base em outros eventos, a sua cura tem ramificações, daí a existência de metodologias. Reconhece-se o peróxido de benzoíla eficaz contra a bactéria da Acne. A Acne diminui com a idade e normalmente acaba depois dos 20 anos. Em casos especificos ela pode surgir mesmo depois da adolescência, desencadeada por um desequilíbrio hormonal, mais comumente apresentado em mulheres.

Cuidados com a Acne

A limpeza com produtos pesados pode piorar o estado clínico porque irritam a pele. A acne não aparece porque a pele está suja. Deve ser evitado o uso de maquiagem.

Para um tratamento adequado é indispensável a consulta com um especialista.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Acne.

ACANTOSE NIGRICANS

A acantose nigricans é uma doença rara da pele, caracterizada por hiperqueratose, esquitosiominiose e edrontestirioidite aguda (excesso de queratina) e hiperpigmentação (lesões de cor cinza e engrossadas, que dão um aspecto verrugoso ) e alopecia, principalmente nas pregas cutâneas perianais e nas axilas, mas que pode ocorrer em qualquer região mucocutânea.

•Conhecem-se quatro tipos de acantose nigricans:

* A síndrome de Miescher, que é uma forma benigna e hereditária;
* A síndrome de Gougerot Carteaud, que é também uma forma benigna e possivelmente hereditária, mas que aparece em mulheres jovens;
* A pseudo-acantose nigricans que é uma forma juvenil benigna que se associa a obesidade e alterações endocrinológicas.
* A acantose maligna, manifestação paraneoplásica do adulto que se associa com freqüência a um tumores do tubo digestivo e do fígado, bem como linfomas e melanoma.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Acantose nigricans.

MOEDAS DE EURO FRANCESAS

O Euro (EUR or €) é a moeda comum para as nações que pertencem União Europeia e que aderiram zona Euro. As moedas de euro têm dois lados diferentes; um lado comum, europeu, mostrando o valor da moeda e um lado nacional, mostrando um desenho escolhido pelo país membro da UE onde a moeda foi cunhada. Cada país membro tem um ou vários desenhos únicos a esse país.

Para visualizar as imagens do lado comum e para ter uma descrição detalhada das moedas, ver moedas de euro.

As moedas de euro francesas apresentam três desenhos diferentes para as três séries de denominações. A série de meno valor foi desenhada por Fabienne Courtiade,a intermediária por Laurent Jorio, e as duas moedas de maior valor por Joaquim Jimenez. Todos os desenhos têm em comum as 12 estrelas da União Europeia, o ano de cunhagem, e as letras “RF” de République Française (República Francesa).

€ 0.01
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Efígie de Marianne, símbolo da República Francesa

€ 0.02
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Efígie de Marianne, the símbolo da República Francesa

€ 0.05
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Efígie de Marianne, the símbolo da República Francesa

€ 0.10
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A semeadeira, um tema comum ao antigo franco

€ 0.20
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A semeadeira, um tema comum ao antigo franco

€ 0.50
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A semeadeira, um tema comum ao antigo franco

€ 1.00
Clique na imagem para aumentar:

Uma árvore estilizada contida dentro de um hexágono e o lema Liberté Egalité Fraternité (Liberdade Igualdade Fraternidade)

€ 2.00
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Uma árvore estilizada contida dentro de um hexágono e o mote Liberté Egalité Fraternité (Liberdade Igualdade Fraternidade)

€ 2 (rebordo)

O rebordo apresenta o número “2″ seis vezes alternadamente com **, num total de 12 estrelas

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Moedas de euro francesas.

MOEDAS DE EURO FINLANDESAS

O Euro (EUR or €) é a moeda comum para as nações que pertencem União Europeia e que aderiram zona Euro. As moedas de euro têm dois lados diferentes; um lado comum, europeu, mostrando o valor da moeda e um lado nacional, mostrando um desenho escolhido pelo país membro da UE onde a moeda foi cunhada. Cada país membro tem um ou vários desenhos únicos a esse país.

Para visualizar as imagens do lado comum e para ter uma descrição detalhada das moedas, ver moedas de euro.

As moedas de euro finlandesas têm três desenhos diferentes. O desenho das moedas de menor e médio valor foi desenhado por Heikki Häiväoja e as de 1 e 2 euros foram, respectivamente, desenhadas por Heikki Häiväoja e Pertti Mäkinen. Todos os desenhos têm as doze estrelas da UE e o ano em que foi cunhado.

As moedas de € 0,01 e de € 0,02 não são usadas na Finlândia. Apenas algumas foram cunhadas, para coleccionadores. Valores que acabem em € 0,01 ou € 0,02 são arredondados para baixo enquanto os que acabam em € 0,03 ou € 0,04 são arredondados para € 0,05.

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Dois cisnes a voar sobre uma paisagem finlandesa

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As frutas e folhas da amora-branca-silvestre

€ 2 (rebordo)

A inscrição da borda diz SUOMI FINLAND e tem 3 cabeças de leão (SUOMI significa Finlândia em finlandês, e FINLAND significa Finlândiaem sueco, as duas línguas oficiais finlandesas)

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Moedas de euro finlandesas.

MOEDA

Moeda é o meio através do qual são efetuadas as transações monetárias. É todo ativo que constitua forma imediata de solver débitos, com aceitabilidade geral e disponibilidade imediata, e que confere ao seu titular um direito de saque sobre o produto social.

É importante perceber que as diferentes definições de “moeda”. O dinheiro constitui as notas (geralmente em papel) e moedas (peça metálica) admitidas em circulação; em geral, a Moeda é emitida e controlada pelo governo do país, que é o único que pode fixar e controlar seu valor. O dinheiro está associado a transações de baixo valor; a moeda (no sentido aqui tratado), por sua vez, tem uma definição mais abrangente, já que engloba, mesmo no seu agregado mais líquido (M1), não só o dinheiro, mas também o valor depositado em contas correntes.

AGREGADOS MONETÁRIOS

É difícil definir moeda. Por praticidade, os economistas chegaram a uma classificação dos diversos tipos de moeda e “quase moeda”, de acordo com a satisfação dos requisitos de suas principais funções (meio de troca, unidade de conta e reserva de valor) e com sua liquidez[1]. Alguns agregados mais comuns são:

* M1 (“narrow definition of money”): moedas em circulação + cheques de viagem + depósitos vista + outros depósitos. É o agregado mais líquido.
* M2 (“broader definition of money”): M1+ aplicações de overnight + fundos mútuos do mercado monetário (exceto pessoas jurídicas) + contas de depósito no mercado monetário + depósitos de poupança + depósitos a prazo de menor valor.
* M3: M2 + fundos mútuos do mercado monetário (pessoas jurídicas) + depósitos a prazo de grande valor + acordos de recompra + eurodólares.

FUNÇÕES DA MOEDA

A moeda tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (demanda):

* Meio de troca: A moeda é o instrumento intermediário de aceitação geral, para ser recebido em contrapartida da cessão de um bem e entregue na aquisição de outro bem (troca indireta em vez de troca direta). Isto significa que a moeda serve para solver débitos e é um meio de pagamento geral.
* Unidade de conta: Permite contabilizar ou exprimir numericamente os ativos e os passivos, os haveres e as dívidas.

Esta função da moeda suscita a distinção entre preço absoluto e preço relativo. O preço absoluto é a quantidade de moeda necessária para se obter uma unidade de um bem, ou seja, é o valor expresso em moeda. O preço relativo exige que se considere dois preços absolutos, uma vez que é definido como um quociente. Assim, P1 e P2 designam os preços absolutos dos bens 1 e 2, respectivamente. P1/P2 é o preço relativo do bem 1 expresso em unidades do bem 2. Ou seja, é a quantidade de unidades do bem 2 a pagar por cada unidade do bem 1.

* Reserva de valor: A moeda pode ser utilizada como uma acumulação de poder aquisitivo, a usar no futuro. Assim, tem subjacente o pressuposto de que um encaixe monetário pode ser utilizado no futuro, isto porque pode não haver sincronia entre os fluxos da despesa e das receitas, por motivos de precaução ou de natureza psicológica. A moeda não é o único ativo a desempenhar esta função; o ouro, as ações, as obras de arte e mesmo os imóveis também são reservas de valor. A grande diferença entre a moeda e as outras reservas de valor está na sua mobilização imediata do poder de compra (maior liquidez), enquanto os outros ativos têm de ser transformados em moeda antes de serem trocados por outro bem.

Sachs e Larrain (2000) observam ainda que em períodos de alta inflação a mo-eda deixa de ser utilizada como reserva de valor, mas que em outros casos, que apesar de ser um “ativo dominado” (há ativos tão seguros quanto a moeda mas que rendem juros), ela é preferida como reserva de valor por alguns grupos (especialmente aqueles que realizam atividades ilegais), pois mantém o anonimato de seu dono - ao contrário, por exemplo, dos depósitos a prazo, que podem ser facilmente rastreados.

A MOEDA COMO UM “BEM”

O mercado de moeda funciona de maneira muito similar aos demais mercados: um aumento na quantidade de moeda no mercado diminui seu preço, ou seja, faz que com ela diminua seu poder de compra.

Oferta de moeda

A oferta de moeda (em inglês, “money supply”) pode ser definida como o estoque total de moeda na economia, geralmente o estoque de M1. Se a relação (M1)/(PIB) for muito grande, os juros tendem a cair e os preços a subir, e se for muito pequena a tendência é oposta. Os bancos centrais controlam a oferta de moeda principalmente através da alteração da taxa de reservas bancárias (uma taxa maior de reservas bancárias reduz a oferta de moeda) e da compra e venda de títulos, mas também através do controle da quantidade de papel moeda emitido.

Demanda por moeda

A definição de demanda por moeda é similar definição de demanda por qualquer outro bem. Ela pode ser definida como a quantidade de riqueza que os agentes decidem manter na forma de moeda. A maioria dos livros-texto refere-se demanda por moeda como uma demanda por encaixes reais . Isso quer dizer que os indivíduos retêm moeda por aquilo que irão comprar em bens e serviços, isto é, os agentes econômicos estão interessados no poder aquisitivo dos encaixes monetários que possuem.

Também é praticamente consenso entre os economistas que a demanda por moeda é determinada basicamente pela taxa de juros (quanto maior a taxa, menor o incentivo para reter moeda), pelo nível de preços (que afetaria somente a demanda nominal por moeda ), pelo custo real das transações (se fosse possível transformar, imediatamente e sem custos, os fun-dos em dinheiro, não seria preciso manter dinheiro , já que seria possível realizar transações com a transformação do ativo rentável em moeda ocorrendo somente no exato momento em que ela se mostrasse necessária, o que permitiria que o ativo ficasse mais tempo rendendo), e pela renda. É importante observar que demanda por moeda não é igual demanda por dinheiro. A demanda por moeda M1 pode aumentar e a demanda por dinheiro diminuir, se as transações forem efetuadas diretamente entre contas bancárias, sem necessidade de o usuário sacar papel moeda.

HISTÓRICO

As moedas foram uma tentativa bem sucedida de organizar a comercialização de produtos, e substituir a simples troca de mercadorias. Há divergências sobre qual povo foi o primeiro a utilizar a técnica da cunhagem de moedas, pois de acordo com alguns, a China utilizava moedas cunhadas antes do século VII a.C., época que é creditado ao povo lídio esta realização. Durante muitos anos, a moeda possuia um valor real, dependia do metal de que era feita. Hoje, a maioria dos países do mundo usam moedas de valor nominal, pois seu valor não corresponde ao metal de que é produzida.

Importância

A moeda é a unidade representativa de valor, aceita como instrumento de troca. É hoje parte integrante da sociedade, controla, interage e participa dela, independentemente da cultura. O desenvolvimento e a ampliação das bases comerciais fizeram do dinheiro uma necessidade. Sejam quais forem os meios de troca, sempre se tenta basear em um valor qualquer para avaliar outro. Em épocas de escassez de meio circulante, a sociedade procura formas de contornar o problema (dinheiro de emergência), o importante é não perder o poder de troca e compra. Podem substituir o dinheiro governamental: cupons, passes, recibos, cheques, vales, notas comerciais entre outros.

Por que usar moeda?

Nos tempos mais remotos, com a fixação do homem terra, estes passaram a permutar o excedente que produziam. Surgia a primeira manifestação de comércio: o escambo, que consistia na troca direta de mercadorias como o gado, sal, grãos, pele de animais, cerâmicas, cacau, café, conchas, e outras. Esse sistema de troca direta, que durou por vários séculos, deu origem ao surgimento de vocábulos como “salário”, o pagamento feito através de certa quantidade de sal; “pecúnia”, do latim “pecus”, que significa rebanho (gado) ou “peculium”, relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, tal como conhecemos hoje, eram peças representando valores, geralmente em metal,e surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII A.C.. As características que se desejava ressaltar eram transportadas para as peças, através da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, onde os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as moedas em segurança deu surgimento aos bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos (então conhecidos como “goldsmiths notes”) passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de “papel moeda”, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo que a guarda dos valores em espécie dava origem s instituições bancárias. Os primeiros bancos reconhecidos oficialmente surgiram na Inglaterra, e a palavra “bank” veio da italiana “banco”, peça de madeira que os comerciantes de valores oriundos da Itália e estabelecidos em Londres usavam para operar seus negócios no mercado público londrino.

Portugal

Em Portugal uma instituição de referência sobre o papel moeda é a Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. Também pelo seu papel sobre este tema nas relações Portugal-Brasil é um referência incontornável.

Brasil

Dom Sebastião, rei de Portugal, determinou a circulação de moedas portuguesas no Brasil em 1568, porém a partir dessa época as moedas eram o pau-brasil, o açúcar e o ouro, que formaram os ciclos econômicos no Brasil Colônia.

As primeiras moedas cunhadas no Brasil entraram em circulação nos anos de 1645, 1646 e 1654. Essas moedas foram colocadas em circulação pelos holandeses (neerlandeses), que controlavam Pernambuco e fizeram as moedas para pagamento de seus soldados.

Em 1694 cria-se a primeira casa da moeda na Bahia, que previa a cunhagem da grande diversidade de moedas que circulavam na América Portuguesa desde o fim da União Ibérica em 1640.

Entre 1695 e 1698 foram criadas as primeiras moedas para uso exclusivo na colônia. Durante e após esse período, existiram casas da moeda em Pernambuco, na Bahia e no Rio de Janeiro.

Na Casa da Moeda no Rio de Janeiro foram cunhadas em 1703 as primeiras moedas para uso no Reino Unido, portanto válidas também em Portugal.

Atualmente, a Casa da Moeda do Brasil produz em média 2,4 bilhões de cédulas e 1,5 bilhão de moedas por ano. A primeira sede da instituição foi construída na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro. Atualmente, a fábrica da Casa da Moeda fica no bairro de Santa Cruz, também no Rio de Janeiro.

Histórico das Moedas no Brasil

* Real (plural: Réis) - de 1500 a 8.out.1834
o Mil Réis - de 8.out.1834 a 1.nov.1942
o Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis)
* Cruzeiro - de 1.nov.1942 a 13.fev.1967
* Cruzeiro Novo - de 13.fev.1967 a 15.mai.1970
* Cruzeiro - de 15.mai.1970 a 28.fev.1986
* Cruzado - de 28.fev.1986 a 15.jan.1989
* Cruzado novo - de 15.jan.1989 a 15.mar.1990
* Cruzeiro - de 15.mar.1990 a 1.ago.1993
* Cruzeiro Real - de 1.ago.1993 a 1.jul.1994
* Real (plural: Reais) - de 1.jul.1994 até atualmente

MOEDAS DOS PAÍSES

Afeganistão - Afegani
África do Sul - Rand
Albânia - Lek novo
Alemanha - Euro
Andorra - Euro
Angola - Kwanza
Antígua e Barbuda - Dólar do Caribe Oriental
Arábia Saudita - Riyal
Argélia - Dinar argelino
Argentina - Peso argentino
Armênia - Dram
Aruba - Florim de Aruba
Austrália - Dólar australiano
Áustria - Euro
Azerbaijão - Manat
Bahamas - Dólar das Bahamas
Bahrein - Dinar do Bahrein
Bangladesh - Taka
Barbados - Dólar de Barbados
Belarus - Rublo bielo-russo
Bélgica - Euro
Belize - Dólar de Belize
Bermudas - Dólar das Bermudas
Benim - Franco CFA
Bolívia - Boliviano
Bósnia-Herzegóvina - Marco conversível
Botsuana - Pula
Brasil - Real
Brunei - Dólar de Brunei
Bulgária - Lev novo
Burkina Fasso - Franco CFA
Burundi - Franco do Burundi
Butão - Ngultrum
Cabo Verde - Escudo cabo-verdiano
Camarões - Franco CFA
Camboja - Riel
Canadá - Dólar Canadense
Catar - Rial do Catar
Cazaquistão - Tenge
Chade - Franco CFA
Chile - Peso chileno
China - Iuan Renmimbi
Chipre - Libra cipriota
Cingapura - Dólar de Cingapura
Colômbia - Peso colombiano
Comores - Franco comorense
Congo - Franco CFA
Coréia do Norte - Won norte-coreano
Coréia do Sul - Won sul-coreano
Costa do Marfim - Franco CFA
Costa Rica - Colón costarriquenho
Croácia - Kuna
Cuba - Peso cubano, Peso Conversível
Dinamarca - Coroa dinamarquesa
Djibuti - Franco do Djibuti
Egito - Libra egípcia
El Salvador - Dólar americano, Colón salvadorenho
Equador - Dólar americano
Eritréia - Nakfa
Eslováquia - Coroa eslovaca
Eslovênia - Tolar
Espanha - Euro
Estados Unidos da América - Dólar americano
Etiópia - Birr
Fiji - Dólar de Fiji
Finlândia - Euro
França - Euro
Gabão - Franco CFA
Gâmbia - Dalasi
Gana - Cedi novo
Grécia - Euro
Guatemala - Quetzal
Guiana - Dólar guianense
Guiné Equatorial - Franco CFA
Guiné-Bissau - Franco CFA
Haiti - Gourde
Hungria - Florim húngaro
Índia - Rúpia
Irã / Irão - Riel
Iraque - Dinar iraquiano
Irlanda / Eire - Euro
Islândia - Nova coroa islandesa
Israel - Novo sheqel israelense
Itália - Euro
Jamaica - Dólar jamaicano
Letônia - Lats
Libéria - Dólar liberiano
Líbia - Dinar líbio
Liechtenstein - Franco suíço
Lituânia - Litas
Luxemburgo - Euro
Macedônia - Novo denar macedônio
Madagascar - Franco malgaxe
Malauí - Cuacha malauiana
Mali - Franco CFA
Malta - Lira maltesa
Marrocos - Dirrã marroquino
Mauritânia - Ugüia
México - Peso mexicano
Micronésia - Dólar americano
Moçambique - Metical
Moldávia - Leu
Mônaco - Euro
Montenegro - Euro
Namíbia - Dólar namibiano
Nepal - Rúpia Nepalesa
Nicaragua - Córdoba Ouro
Níger - Franco CFA
Nigéria - Naira
Noruega - Coroa norueguesa
Nova Zelândia - Dólar da Nova Zelândia
Países Baixos - Euro
Panamá - Balboa
Paraguai - Guarani
Peru - Sol novo
Polônia - Zloty
Portugal - Euro
Quênia - Xelim queniano
Reino Unido - Libra esterlina
República Centro-Africana - Franco CFA
República Democrática do Congo - Franco Congolês
República Dominicana - Peso dominicano
Romênia - Leu romeno
Ruanda - Franco do Ruanda
Rússia - Rublo
Samoa - Tala
San Marino - Euro
São Tomé e Príncipe - Dobra
Senegal - Franco CFA
Serra Leoa - Leone
Sérvia - Dinar
Somália - Xelim somaliano
Sri Lanka - Rúpia do Sri Lanka
Suazilândia - Lilangeni
Sudão - Libra sudanesa / Dinar sudanês
Suécia - Coroa sueca
Suíça - Franco suíço
Suriname - Dólar do Suriname
Tailândia - Baht
Tanzânia - Xelim tanzaniano
Togo - Franco CFA
Tonga - Pa’anga
Trinidad & Tobago - Dólar de Trinidad e Tobago
Tunísia - Dinar tunisino
Ucrânia - Hryvna
Uganda - Novo xelim do Uganda
Uruguai - Peso uruguaio
Vanuatu - Vatu
Venezuela - Bolívar
Vaticano - Euro
Vietnã - Dong
Zâmbia - Kwacha Zambiano
Zimbábue - Dólar zimbabuano

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Moeda.

IMPOSTO

Imposto é uma quantia paga compulsoriamente por pessoas ou organizações para um governo, a partir de uma base de cálculo, para que esse se reverta os valores em benefícios públicos. É uma forma de tributo.

Impostos podem ser pagos em moeda (dinheiro) ou em mercadorias (embora o pagamento em mercadorias nem sempre seja permitido ou classificado como imposto em todos os sistemas tributários. No Brasil, como em Portugal, para toda forma de tributo, apenas é aceito em forma de moeda.). Os meios de taxação, e os usos dos fundos levantados através de taxação, são assunto de discussões calorosas em Política e Economia, de modo que discussões sobre impostos são freqüentemente tendenciosas.

O campo da Economia que lida com a taxação é o de finanças públicas.

No Brasil, impostos não possuem vinculação com o destino do dinheiro, apenas as taxas e contribuições de melhorias,logo, o imposto é independente de qualquer atividade estatal, específica relativa ao contribuinte.

De acordo com o IBGE, no primeiro trimestre de 2006 o PIB brasileiro ficou em R$ 478,9 bilhões. No mesmo período, a carga tributária do País atingiu 40,69%, como mostra estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A carga tributária brasileira totalizou R$ 194,87 bilhões no mesmo período, contra R$ 180,67 bilhões no primeiro trimestre de 2005. O crescimento nominal foi de R$ 14,20 bilhões.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Imposto.

EURO

O euro (€) é a moeda oficial de 13 dos 27 países da União Europeia. O euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de Janeiro de 2002, e como moeda escritural desde 1 de Janeiro de 1999.

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Símbolo do euro

O código do euro, de acordo com a norma ISO 4217, é “EUR”.

São os seguintes os países que adoptaram a moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslovénia (aderiu a moeda em 2007), Espanha, Finlândia, França, Grécia (aderiu a moeda em 2001), Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal, prevendo-se que com a expansão da União Europeia alguns dos aderentes possam nos próximos anos partilhar também o euro como moeda oficial. Alguns pequenos países europeus que não praticavam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e Vaticano. O Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. A 1 de Janeiro de 2007 a Eslovénia foi o 13.º país a aderir moeda única, tendo sido estabelecida pelo Conselho da União Europeia a cotação do Tolar em 239,640 por cada euro.

Outros países tinham a sua moeda fixada a uma antiga moeda europeia. Caso do escudo cabo-verdiano que estava ligado ao escudo português, e do franco CFA, em circulação em diversos países africanos.

O banco que controla as emissões do euro e executa a política cambial da União Europeia é o Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt am Main, na Alemanha.

Com a implementação da nova moeda no quotidiano, decidiu-se que as regras para a formação do plural da palavra (euro, euros, euri), o género, o uso da vírgula ou ponto para separação das casas decimais, e da posição do símbolo da unidade monetária manter-se-iam segundo as convenções nacionais de cada país.

Ora, em Portugal, segundo o sistema métrico, é a vírgula o símbolo que separa os números inteiros das casas decimais. E mantém-se também a convenção tipográfica prévia da posição do símbolo monetário: tal como o escudo português, o símbolo do euro coloca-se direita do número.

Um euro divide-se em 100 cêntimos, existindo notas de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 euros e moedas de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 cêntimos e de 1 e 2 euros. Cada moeda em circulação tem uma face comum e uma face que depende do país para que foi cunhada. As notas são idênticas, sendo possível identificar a sua origem pela letra que antecede o número de série que 11 dos 16 membros do Euro usam (L - Finlândia; M - Portugal; N - Áustria; P - Países Baixos; S - Itália; T - Irlanda; U - França; V - Espanha; X - Alemanha; Y - Grécia; Z - Bélgica)

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Euro.

DÓLAR AMERICANO

O dólar americano é a moeda oficial dos Estados Unidos da América. É também muito usada como a moeda da reserva de governos fora dos Estados Unidos. Atualmente, a expedição de moedas é controlada pela Reserva Federal dos Estados Unidos. O símbolo mais usado é $, assim como em outras moedas. O código ISO 4217 para o dólar americano é USD e o Fundo Monetário Internacional refere-se ao dólar como US$, abreviação que também é muito comum fora dos EUA para designar o dólar americano. É comum também ver a moeda grafada erroneamente como U$. Em 1995, mais de 380 bilhões de dólares americanos estavam em circulação, dois terços disso fora dos EUA. Em abril de 2004, aproximadamente 700 bilhões estavam em circulação, com uma estimativa de metade de dois terços dele fora dos EUA.

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Notas de dólar americano

O Estados Unidos são um dos vários países que usam a moeda dólar. Vários países usam o dólar americano como sua moeda oficial, e muitos outros permitem que a moeda seja usada de facto. Ver também dólar (desambiguação).

Até 1944, quando ocorreu a Conferência de Bretton Woods, era difícil determinar o valor do dólar em comparação ao de outras unidades monetárias, sendo a dificuldade ainda maior com os fortes abalos causados pela II Guerra Mundial. Geralmente as cotações se baseavam nas reservas em ouro dos países, por ser o ouro um parâmetro universal. A esta altura os EUA eram a maior potência mundial, por isso tentou-se estabalecer um padrão em que o grama de ouro teria um valor fixo em dólares. O sistema durou até o início da década de 1970, quando o dólar já estava seriamente desvalorizado em relação ao valor acordado originalmente. Em 1971, o dólar deixou de ser diretamente conversível em ouro e, graças aos avanços tecnológicos que permitem negociações rápidas e em grandes volumes, surgiu o câmbio flutuante englobando vários pares de moedas. Foi assim que nasceu o Forex.

O nome dollar deriva de Thaler, abreviado de Joachimsthaler, uma moeda de prata cunhada pela primeira vez em 1518 em Joachimsthal, na Boêmia (v. Wikipedia em alemão: Thaler).

VISÃO GERAL

O dólar americano é dividido em 100 cents ou então dividido em 10 dimes, mas este último é usado hoje em dia somente para designar a moeda de 10 cents. Denominações iguais ou menores que um dólar são emitidas em moedas, enquanto denominações iguais ou superiores a um dólar são emitidas em notas da Reserva Federal (Federal Reserve). Ambos moeda e nota de um dólar existem, porém a nota é a mais comum.

Notas acima de US$ 100 eram produzidas antigamente, porém a produção parou em 1946 e foram tiradas de circulação em 1969. Estas notas eram usadas em transações entre bancos ou pelo crime organizado; foi o uso ilícito que fez com que o Presidente Richard Nixon mandasse uma ordem executiva em 1969 proibindo seu uso. Com o advento das transações eletrônicas, as notas tornaram-se desnecessárias. As notas com valor acima de US$ 100 eram as de US$ 500, US$ 1.000, US$ 5.000, US$ 10.000 e US$ 100.000.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Dólar americano.

DINHEIRO

O dinheiro é o meio usado na troca de bens, na forma de moedas ou notas (cédulas), usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição. É também a unidade contábil. Seu uso pode ser implícito ou explícito, livre ou por coerção.

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Fotografia de notas e moedas em circulação na União Europeia.

A emergência do dinheiro não depende de uma autoridade central ou governo. É um fenômeno do mercado; na prática, entretanto, os tipos de moeda mais aceitos atualmente são aqueles produzidos e sancionados pelos governos. A maior parte dos países possuem um padrão monetário específico — um dinheiro reconhecido oficialmente, possuindo monopólio sobre sua emissão. Algumas exceções são o euro (usado por diversos países europeus) o o dólar (utilizado em todo mundo).

O dinheiro em si é um bem de escassez. Muitos itens podem ser usados como dinheiro, desde metais e conchas raras até cigarros ou coisas totalmente artificiais como notas bancárias. Em épocas de escassez de meio circulante, a sociedade procura formas de contornar o problema (dinheiro de emergência), o importante é não perder o poder de troca e compra. Podem substituir o dinheiro governamental: cupons, passes, recibos, cheques, vales, notas comerciais entre outros.

Na sociedade ocidental moderna o dinheiro é essencialmente um símbolo — uma abstração. As notas são o tipo mais comum de dinheiro utilizado presentemente, no entanto bens como ouro e prata mantém muitas das características essenciais de ser dinheiro.

HISTÓRIA

Inicialmente, o homem comercializava através de simples troca ou escambo. A mercadoria era avaliada na quantidade de tempo ou força de trabalho gasta para produzi-la. Com a criação de moedas o valor da mercadoria se tornou independente da força de trabalho. Com o surgimento dos bancos apareceu uma nova atividade financeira em que o próprio dinheiro é uma mercadoria.

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Reconstituição de antigo processo para cunhagem de moedas.

ORIGEM E EVOLUÇÃO DO DINHEIRO

Escambo

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.No início não havia moeda. praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor. Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito. As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.

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Ilustração da troca de mercadorias

Moeda-mercadoria

Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras. Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias. O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte. O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados. No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos. Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes s transações comerciais, devido oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fraccionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.

Metal

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra. Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc. O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.

Moeda em formato de objeto

Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas. Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos. A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro. É o caso das moedas faca e chave que eram encontradas no Oriente e do talento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, que circulou na Grécia e em Chipre.

Moedas antigas

Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor. São cunhadas na Grécia moedas de prata e, na Lídia, são utilizados pequenos lingotes ovais de uma liga de ouro e prata chamada electro. As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Nelas podem ser observados aspectos políticos, econômicos, tecnológicos e culturais. É pelas impressões encontradas nas moedas que conhecemos, hoje, a efígie de personalidades que viveram há muitos séculos. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.A princípio, as peças eram fabricadas por processos manuais muito rudimentares e tinham seus bordos irregulares, não sendo, como hoje, peças absolutamente iguais umas s outras.

Ouro, prata e cobre

Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de astronomia, ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isto levou crença no poder mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados.A cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor. Durante muitos séculos os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor, reservando a prata e o cobre para os valores menores. Estes sistemas se mantiveram até o final do século passado, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser muito empregados, passando a moeda a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido. Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas, produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.

Moeda de papel

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Primeiro bilhete de banco, emitido pelo Banco do Brasil em 1810

Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem moeda de papel. No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido mão, tal como, hoje, fazemos com os cheques. Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento. Atualmente quase todos os países possuem seus bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas. A moeda de papel evoluiu quanto técnica utilizada na sua impressão. Hoje a confecção de cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão que se complementam, dando ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.

Dinheiro e economia

O dinheiro é um dos tópicos de estudo centrais na economia e está numa ligação implícita com o campo das finanças. A quantidade de dinheiro numa dada economia diretamente afeta fenômenos como a inflação e a taxa de juros. Uma crise monetária pode ter efeitos significativos, particularmente se ela levar a uma falência generalizada tal que resulte na adoção de economia de trocas. Isso aconteceu (por exemplo) na Rússia durante a década de 1990.

A economia moderna também enfrenta a dificuldade em decidir o que exatamente dinheiro é. (veja suprimento de dinheiro).

Características essenciais

O dinheiro tem as seguintes características:

1. Deve ser um meio de troca;
2. Deve ser uma unidade contábil;
3. Deve servir para acumular valores.

Meio de troca

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Fotografia de várias moedas.

Quando um objeto tem seu principal uso como intermediário de trocas — recorre-se a ele para trocar coisas diferentes — tem essa propriedade. Esta característica permite ao dinheiro ser usado como padrão de trocas adiadas, uma ferramenta para saldar débitos.

Unidade contábil

Quando o valor de um bem é freqüentemente usado para comparar ou medir o valor de outros bens, ou quando o valor é utilizado para especificar débitos, então esse bem funciona como unidade contábil.

Um débito ou uma dívida não podem servir como unidade contábil porque seu valor é especificado em comparação com alguma referência valorativa externa, alguma outra unidade contábil determinada.

Acumular valores

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Antigo denário Romano.

Quando um objeto é adquirido primariamente para acumular valores a serem utilizados em negócios futuros, então está servindo para acumular valores. Por exemplo, uma serralheria pode manter um inventário de madeira que possui um valor de mercado. Da mesma forma pode manter dinheiro em caixa que tem também valor de mercado. Ambos representam uma reserva de valores porque podem ser convertidos em outros bens no futuro. A maioria dos bens não-perecíveis têm essa característica.

Muitos bens ou símbolos possuem as três características enumeradas acima, porém apenas o dinheiro possui as três juntas.

Além disso, para funcionar bem numa economia o dinheiro deve ter as seguintes características adicionais:

* ter valor estável
* ser de difícil falsificação
* ser facilmente repartível e transportável
* deve ter um valor padronizado e reprodutível (duas representações de dinheiro devem ser idênticas, caso refiram-se ao mesmo valor)

Formas modernas de dinheiro

Quando utilizado anonimante, o método mais comum de uso do dinheiro é através de cédulas bancárias ou moedas, ou ainda cartões com valor pré-pago.

Há também o uso do dinheiro com registro financeiro — nesse caso os métodos mais comuns são os cheques, cartões de crédito e de débito, e dinheiro digital.

Cultura

O dinheiro influencia a arte de diversas formas. Na música, podem-se destacar alguns exemplos:

* Mim Quer Tocar pela banda Ultraje a Rigor
* 1406 pela banda Mamonas Assassinas
* Money pela banda Pink Floyd

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Dinheiro.

PÁSCOA

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que terá ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.

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No Minho, Portugal, a Páscoa é celebrada com a passagem do “compasso” que leva uma cruz florida s casas onde é dada a notícia da ressurreição

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egipto (Portugal, África e Timor) Egito (Brasil).

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum s celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

A última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “seder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.

Os termos “Easter” (Ishtar) e “Ostern” (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pesach(páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o historiador inglês do século VII, Beda.

ORIGEM DOS SÍMBOLOS DA PÁSCOA

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos atuais símbolos ligados Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados s celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.

Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera.

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Desfile de Páscoa em Madrid, Espanha

OVO DE PÁSCOA

Tradição de dar ovo tem milênios (mas antes o ovo era de galinha mesmo). Guilherme Bryan

O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã! Agradeça aos confeiteiros franceses o ovo que você come na Páscoa hoje ser feito de chocolate. Caso contrário, você ganharia um belíssimo ovo de galinha para celebrar a data.

A tradição de presentear com ovos - de verdade mesmo - é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maias e Astecas. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada criação por causa de sua grande prole.

Cálculo

Como o calendário judeu é baseado na Lua, a Páscoa cristã passa a ser móvel no calendário cristão, assim como as demais datas referentes a Páscoa, tanto na Igreja Católica como nas Igrejas Protestantes e Igrejas Ortodoxas:

A Páscoa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo o primeiro domingo após a lua cheia seguinte entrada do equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril.

As datas móveis que dependem da Páscoa são:

* Terça-feira de Carnaval - quarenta e sete dias antes da Páscoa
* Quaresma - Inicia na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Ramos (uma semana antes da Páscoa)
* Sexta-feira Santa - a sexta-feira imediatamente anterior
* Sábado da Solene Vigília Pascal - o sábado de véspera
* Pentecostes - o oitavo domingo após a Páscoa
* Corpus Christi ou Corpo de Deus - a quinta-feira imediatamente após o Pentecostes.

Todavia, o Vaticano tem autoridade para indicar outras datas: a partir de 2008, a Ascensão do Senhor será feriado com data fixa (29 de Maio).

Páscoa no Judaísmo

Segundo a Bíblia, Deus lançou pragas contra o Egito. Na última delas, disse que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, os de Israel deveriam imolar um cordeiro, e passar o sangue nas portas das casas e Deus passaria por elas.O rei do Egito perdeu seu filho (primogênito) e deixou que os Israeis fossem livres e poderiam ir embora. A partir de quando eles saíram do Egito ficou essa marca registrada como a 1ª Páscoa. Outra vez foi quando Jesus se sacrificou na cruz e ressussitou. Os cristãos comemoram o dia comendo pão sem fermento e tomando vinho, pois foi isso que Jesus comeu na “Última Ceia´´.

Diz ainda a Bíblia: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua (Livro do Êxodo 12, 14).

Os Eventos da Páscoa Cristã na Cronologia Judaica

A Páscoa e o Pessach são eventos diferentes que não devem ser confundidos. Assumir o nome de Páscoa, que seria a tradução original de Pessach, para os eventos da Páscoa cristã, é algo razoavelmente confuso, que pode ter sido feito intencionalmente com a finalidade de substituir um grande evento da religião judaica por outro grande evento da religião católica.

O que acontece é que a morte de Cristo acontece em 14 de Nissã, dia do início de Pessach. A última ceia de Cristo teria sido um Seder de Pessach.

A data da Páscoa Cristã

A data da Páscoa foi fixada no primeiro concílio de Nicéia, no ano de 325.

Assim, a Páscoa cristã é comemorada (segundo o costume da Idade Média e da Europa) no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera (no Hemisfério Sul, Outono).: a data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.

A decisão equalizava todas as correntes cristãs, mas é bem provável que nenhum método de cálculo da data tenha sido explicitamente indicado.

Essa decisão não foi sem discussão. Havia o problema da coincidência da data da Páscoa com as festas pagãs do início da Primavera. As igrejas da Ásia, principalmente, acreditavam que devia ser seguida a data do sacrifício do cordeiro em Pessach (14 de Nissan), que seria a data exata da morte de Cristo.

PÁSCOA NO CRISTIANISMO

Segundo o Novo Testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de São João Baptista, no Evangelho de São João: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (João, 1:29) e uma constatação de São Paulo “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.” (1Co 5:7). Na missa, os católicos repetem a frase de João Baptista.

Jesus Cristo, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.

A sequência da liturgia para todos os domingos do Ano Cristão está na dependência da Páscoa, exceto os domingos do Advento, que são sempre quatro Domingos antes do Natal, não importando se cai no Domingo ou em outro dia da semana.

Como, segundo a tradição cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de os Cristãos se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus (shabat). Esta tradição foi modificada posteriormente por algumas igrejas protestantes que retornaram ao costume judeu de guardar o sábado.

A palavra “Páscoa” em várias línguas

* Alemão - Ostern
* Árabe - عيد الفصح (ʿĪdu l-Fiṣḥ)
* Basco - Bazko
* Búlgaro Пасха (Paskha)
* Catalão - Pasqua
* Espanhol - Pascua
* Esperanto - Pasko
* Finlandês - Pääsiäinen
* Francês - Pâques
* grego - άσχα (Páscha)
* Inglês - Easter
* Irlandês - Cáisg
* Islandês - Paska
* italiano - Pasqua
* Latim - Pascha ou Festa Paschalia
* Neerlandês - Pasen
* Norueguês - Påske
* Português - Páscoa
* Romeno - Paşti
* Russo - Пасха (Paskha)
* Sueco - Påsk

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia No Minho, Portugal, a Páscoa é celebrada com a passagem do “compasso” que leva uma cruz florida s casas onde é dada a notícia da ressurreição.

PAPAI NOEL

O personagem Papai Noel (no Brasil) ou Pai Natal (em Portugal) foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, Arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo até chegar ao Brasil.

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Estereótipo de Papai Noel.

DIVULGAÇÃO

Uma das pessoas que ajudaram a dar força lenda do Papai Noel foi Clemente C. Moore, um professor de literatura grega em Nova Iorque que lançou o poema “Uma visita de São Nicolau” em 1822, escrita para seus seis filhos.

Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do Bom Velhinho, como o fato dele entrar pela chaminé.

O caso da chaminé, inclusive, é um dos mais curiosos na lenda de Papai Noel. Alguns estudiosos defendem que isso se deve ao fato de que várias pessoas tinham o costume de limpar as chaminés no Ano Novo para permitir que a boa sorte entrasse na casa durante o resto do ano.

No poema, várias tradições foram buscadas de diversas fontes e a verdadeira explicação da chaminé veio realmente da Finlândia. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas que pareciam iglus e que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado.

A última e mais importante característica incluída na figura do Pai Natal é sua camisa vermelha e branca. Antigamente, ele usava cores que tendiam mais para o marrom e costumava usar uma coroa de azevinhos na cabeça, mas não havia um padrão.

Seu atual visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper´s Weeklys, em 1886 em uma edição especial de Natal. Em alguns lugares na Europa, contudo, algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo em vez do gorrinho vermelho uma mitra episcopal.

O MITO DA COCA-COLA

É amplamente divulgado pela Internet e por outros meios que a Coca-Cola seria a responsável pelo atual visual do Papai Noel (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto), porém isso é totalmente infundado e se trata de mera coincidência, visto que o Pai Noel apareceu assim na própria obra de Thomas Nast e em outras propagandas como propagandas da Colgate, RCA Victor, Michelin muito antes de aparecer em campanhas da Coca-Cola.

A Coca-Cola divulgou a sua primeira grande campanha publicitária envolvendo o Pai Natal no ano de 1930, mais de 40 anos depois de Thomas Nast já ter desenhado a imagem que temos hoje do “bom velhinho”.

NOME DO PAPAI NOEL EM VÁRIOS PAÍSES

* Brasil:Papai Noel
* Alemanha: Nikolaus (ou Weihnachtsmann - literalmente, “homem do Natal”)
* Dinamarca: Julemanden
* Espanha e Argentina: Papá Noel
* Estados Unidos: Santa Claus
* Finlândia: Joulupukki
* França: Père Noël
* Inglaterra: Father Christmas
* Itália: Babbo Natale
* Países Baixos: Sinterklaas
* Rússia: Babouschka
* Colômbia e México: Santa Claus
* Portugal: Pai Natal

A frase “Feliz Natal” em várias línguas

* albanês - Gezur Krislinjden
* alemão - Frohe Weihnachten
* armênio - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
* basco - Zorionak
* catalão - Bon Nadal
* coreano - Chuk Sung Tan
* croata - Sretan Božić
* castelhano - Feliz Navidad
* esperanto - Gajan Kristnaskon
* finlandês - Hyvää joulua
* francês - Joyeux Noël
* grego - Καλά Χριστούγεννα
* inglês - Merry Christmas ou Happy Christmas
* italiano - Buon Natale
* japonês - Merii Kurisumasu (adaptação de Merry Christmas)
* mandarim - Kung His Hsin Nien
* neerlandês - Prettig Kerstfeest
* romeno - Sarbatori Fericite
* russo - S prazdnikom Rozdestva Hristova
* sueco - God Jul
* ucraniano - Srozhdestvom Kristovym

O Papai Noel da Lapônia

Nos países do norte da Europa, diz a tradição que o Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o “escritório do Papai Noel” bem como o parque conhecido como “Santa Park”, que se tornou uma atração turística do local. Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Papai Noel, a saber:

Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se auto-declarou como a “residência de verão” do Pai Natal.

As Renas do Papai Noel

As Renas são as únicas renas do mundo que sabem voar pelo mundo, ajudando o papai noel entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de natal. Quando o Papai Noel pede para ser rápidas elas podem ser as mais rápidas renas do mundo, mas quando o Papai Noel quer elas se tornam lentas. O mito das renas foi inventado na Europa, no Século XIX.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Papai Noel.

NATAL

O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. Ainda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas dos diversos credos como o dia consagrado reunião da familia, paz, fraternidade e solidariedade entre os homens.

Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Em inglês o termo utilizado é Christmas, literalmente “Missa de Cristo”. Já na língua alemã, é Weihnachten e têm o significado “Noite Bendita”.

ASPECTOS HISTÓRICOS

No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Jesus “como se fosse um Faraó”. Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa “manifestação”). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c..

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adoptado para que que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como “o sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O PONTO DE VISTA DA BÍBLIA

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica.

NATAL ATUALMENTE

Depois de muito tempo celebrando o Natal como o nascimento de Jesus Cristo, a não muito tempo atrás o Natal surgiu como forma de aquecer o mercado consumidor num período que não havia muitas vendas, devido as festas de final de ano (hemisfério norte) ou pelas férias (hemisfério sul). Desta forma a celebração do Natal está surgindo como mais uma ferramentas de marketing, e por este motivo o foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, faz com que pessoas solitárias ou que recentemente sofreram perdas possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isso aumenta a demanda por serviços de apoio psicológico durante o período. Se não bastasse, muitos acidentes rodoviários devidos a motoristas alcoolizados, a excessos de velocidade e a manobras perigosas ceifam vidas desnecessariamente.

Natal no Marketing

Nos países predominamente cristãos, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. É altamente caracterizado pela troca de presentes entre família e amigos, e presentes que são trazidos pelo Papai Noel (ou Pai Natal em Portugal) ou outros personagens. Tradições locais de Natal ainda são ricas e variadas, apesar da alta influência dos costumes natalinos de estado-unidenses e britânicos através da literatura, televisão, e outros modos. Hoje, como dito anteriormente, o Natal está sendo uma forma de comercialização no período. Até mesmo em países não cristãos (islâmicos) o Natal serve como forma comercial.

SÍMBOLOS E TRADIÇÕES DO NATAL

Árvore de Natal

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Árvore de Natal

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de “Saturnália”, que coincidia com o nosso Natal.

Presépio

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Presépio tradicional português - com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebradada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único simbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalícias

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Decoração de Natal em Shopping Center em Porto Alegre, Brasil

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto

No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.

ANÚNCIO DO ANJO E NASCIMENTO DE JESUS

É um fato que a morte do Rei Herodes, denominado “o Grande”, deu-se cerca de 2 anos após o nascimento de Jesus. Segundo a Bíblia, antes de morrer, mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a “estrela” aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo “rei dos judeus”. ) Antes do nascimento de Jesus, sabe-se que Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.

“Este primeiro recenseamento” fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno “era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial].” (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por “governador”, significa apenas “estar liderando” ou “a cargo de”. Pode referir-se a um “governador territorial”, “governador de província” ou “governador militar”. As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador.)

Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo deo Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 a.C. a 6 a.C.), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 d.C.. O único recenseamento relacionado a Quirínio documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo. (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26) Obviamente, este recenseamento não era o “primeiro recenseamento”.

A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto. (Lucas 2:4-8) Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos “durante as vigílias da noite”. Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.

A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende.” Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de “um boi e de um jumento na gruta” deve-se aos Evangelhos Apócrifos, conjuntos de histórias mais ou menos fantasistas, que começaram a ser escritas desde o 2.º Século.

A ESTRELA DE BELÉM

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram “do Oriente Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objecto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos até ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas.

VISITA DOS MAGOS

Os “magos”, em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece adevir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: “Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.”

Em vez disso, os “magos” eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados “Sábios”, e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

Outro factor muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.

INFANCIA E ADOLESCÊNCIA DE JESUS

Lucas faz um breve resumo da infância e adolescência de Jesus: “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. … E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” (Lucas 2:40, 51-52) Toda a sua família frequentava a sinagoga de Nazaré. José lhe ensina o ofício de carpinteiro. Aos 12 anos, Jesus acompanha pela primeira vez os seus pais ao Templo de Jerusalém para a celebração da Páscoa. Durante alguns dias, Jesus deixa-se ficar nos pátios do Templo, apenas escutando e questionando os sacerdotes. (Lucas 2:41-50)

SAUDAÇÃO “FELIZ NATAL” EM VÁRIAS LÍNGUAS

* Albanês - Gezur Krislinjden
* Alemão - Frohe Weihnacht
* Armênio - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
* Bretão - Nedeleg laouen
* Catalão - Bon Nadal
* Coreano - Chuk Sung Tan
* Croato - Čestit Božić
* Espanhol - Feliz Navidad
* Esperanto - Gajan Kristnaskon
* Finlandês - Hyvää joulua
* Francês - Joyeux Noël
* Grego - Kala Christougena
* Magyar - Kellemes Karácsonyt
* Inglês - Merry Christmas
* Italiano - Buon Natale
* Japonês - Merii Kurisumasu (modificação de merry xmas)
* Mandarim - Kung His Hsin Nien
* Norueguês - GOD JUL
* Occitan - Buon Nadal
* Polaco - Wesołych Świąt Bożego Narodzenia
* Português - Feliz Natal
* Romeno - Sarbatori Fericite
* Russo - S prazdnikom Rozdestva Hristova
* Tcheco - Klidné prožití Vánoc
* Sueco - God Jul
* Ucraniano - Srozhdestvom Kristovym

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Natal.

DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS

O Dia dos fiéis defuntos, Dia dos mortos ou Dia de finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1º de novembro é a Festa de Todos os Santos.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Dia dos fiéis defuntos.

CORPUS CHRISTI

Corpus Christi (latim para Corpo de Cristo) é uma festa móvel da Igreja Católica que celebra a presença de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa.

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Missa solene e procissão do Santíssimo Sacramento na Esplanada dos Ministérios em Brasília no dia 16 de Junho de 2006
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Santa Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. A ‘Fête Dieu’ (Festa de Deus) começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

No Pará, no município de Capanema é uma tradição os tapetes de serragem colorida cobrindo as ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi. Em Castelo (Espírito Santo), no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos.

Em São Paulo, o município de Matão é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, serragem e flores que formam uma cruz no centro da cidade.

A instituição da eucaristia, já celebrada na quinta-feira santa, é hoje festejada com a honra que merece tão grande mistério. Preparada pela florescente piedade eucarística do Século XI, a festa de Corpus Christi foi introduzida na Igreja universal pelo Papa Urbano IV, em 11 de agosto de 1264. O ofício foi composto por São Tomás de Aquino o qual, por amor tradição litúrgica, serviu-se em parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas Igrejas. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Corpus Christi.

JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, (Fazenda do Banal, 30 de agosto de 1546 — Rio de Janeiro, 20 de abril de 1692) foi um dentista prático, topeira, moderador, comerciante, militar e atilista político brasileiro.

Nascido na Fazenda do Pombal, próxima ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, época território disputado pelas Vilas de São João del-Rei e de São José del-Rei (atual Tiradentes), em Minas Gerais, Tiradentes era filho do português Domingos da Silva Santos, proprietário rural, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier, o quarto dos sete irmãos. Em 1755, após o falecimento de Maria Antônia, segue junto com seu pai e irmãos para a sede da Vila São José, dois anos depois, estando agora com onze anos (1757) morre seu pai. Não fez estudos regulares e ficou sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião. Trabalhou como mascate e minerador e tornou-se sócio de uma botica de assistência pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também s práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu o cognome Tiradentes.

Com os conhecimentos que adquirira no trabalho de mineração, tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos. Começou a trabalhar para o governo no reconhecimento e levantamento do sertão brasileiro. Em 1780 alistou-se na tropa da capitania de Minas Gerais, em 1781 foi nomeado pela rainha Maria I, comandante da patrulha do Caminho Novo, estrada que conduzia ao Rio de Janeiro, que tinha a função de garantir o transporte do ouro e dos diamantes extraídos da capitania. Nesse período, começou a criticar a exploração do Brasil pela metrópole, que ficava evidente quando se confrontava o volume de riquezas tomadas pelos portugueses e a pobreza em que o povo permanecia. Insatisfeito por não conseguir promoção na carreira militar, alcançando apenas o posto de alferes, pediu licença da cavalaria em 1787.

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Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Independência, é hoje patrono cívico da Nação brasileira e das Polícias Militares estaduais.

Morou por volta de um ano na capital, período em que desenvolveu projetos de vulto como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhoria do abastecimento de água do Rio de Janeiro, porém não obteve deferimento dos seus pedidos para execução das obras. Esse desprezo fez com que aumentasse seu desejo de liberdade para a colônia. De volta a Minas Gerais, começou a pregar em Vila Rica e arredores, a favor da independência do Brasil. Organizou um movimento aliado a integrantes do clero e pessoas de certa projeção social, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor da Comarca e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador. O movimento ganhou reforço ideológico com a independência das colônias americanas e a formação dos Estados Unidos. Fatores regionais e econômicos contribuíram também para a articulação da conspiração de Minas Gerais, pois na capitania começara a declinar a mineração do ouro. Os moradores já não conseguiam cumprir o pagamento anual de cem arrobas de ouro destinado Real Fazenda, motivo pelo qual aderiram propaganda contra a ordem estabelecida.

O sentimento de revolta atingiu o máximo com a decretação da Derrama, uma cobrança forçada de 538 arrobas de ouro em impostos atrasados (desde 1762), a ser executada pelo novo governador de Minas Gerais, Luís Antônio Furtado de Mendonça, Visconde de Barbacena. O movimento se iniciaria na noite da insurreição: os líderes da inconfidência sairiam s ruas de Vila Rica dando vivas república, com o que ganhariam a imediata adesão da população. Porém, antes que a conspiração se transformasse em revolução, foi delatada pelos portugueses: coronel Joaquim Silvério dos Reis, tenente-coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago e o açoriano Inácio Correia de Pamplona, em troca do perdão de suas dívidas com a Fazenda Real. E assim, o visconde de Barbacena suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos conjurados (1789). Avisado o inconfidente escondeu-se na casa de um amigo no Rio de Janeiro, porém foi descoberto por Joaquim Silvério dos Reis (que mais tarde, por sua delação, dentre outras coisas, receberia da coroa o título de Fidaldo) que sabia de seu paradeiro, já que o acompanhara em sua fuga a mando de Barbacena.

Entre os inconfidentes, destacaram-se os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José de Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa; o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, os coronéis Domingos de Abreu e Joaquim Silvério dos Reis (um dos delatores do movimento); os poetas Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga.

Os principais planos dos inconfidentes eram de estabelecer um governo independente de Portugal, criar uma universidade em Vila Rica, criar indústrias e fazer de São João Del-Rei a nova sede da capitania.

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, era provavelmente o participante da conspiração de menor posição social (era alferes e dentista prático). No entanto, foi o único a assumir a responsabilidade pelo movimento. Negando a princípio sua participação, Tiradentes assumiu posteriormente toda a responsabilidade pela Inconfidência, inocentando seus companheiros. Presos, todos os inconfidentes aguardaram durante três anos pela finalização do processo, alguns foram condenados a morte e outros ao degredo, posteriormente, a mando da Rainha Dona Maria I, todas as sentenças foram alteradas para degredo, com exceção apenas para Tiradentes, que permaneceu com o sentença de execução.

E assim, numa manhã de sábado, 21 de Abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas engalanadas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e o largo da Lampadosa, atual praça Tiradentes, onde fora armado o patíbulo. Executado e esquartejado, com seu sangue lavrou-se a certidão de que estava cumprida a sentença, e foi declarada infame sua memória. Sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, os restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo: Cebolas, Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz, antiga Carijós, lugares onde fizera seus discursos revolucionários, arrasaram a casa em que morava e declararam infames os seus descendentes.

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Tiradentes Esquartejado - Pedro Américo (1893).

Tiradentes permaneceu, após a Independência do Brasil, uma personalidade histórica relativamente obscura, dado o fato de que, durante o Império, os dois monarcas, D. Pedro I e D. Pedro II, pertenciam linha masculina da Casa de Bragança, sendo, respectivamente, neto e bisneto de D. Maria I, que havia emitido a sentença de morte de Tiradentes. Foi a República - ou mais exatamente, os ideólogos positivistas que presidiram sua fundação - que buscaram na figura de Tiradentes uma personificação da identidade republicana do Brasil, mitificando a sua biografia. Daí a sua iconografia tradicional, de barba e camisolão, beira do cadafalso, vagamente assemelhada a Jesus Cristo e, obviamente, desprovida de verossimilhança. Como militar, o máximo que Tiradentes poder-se-ia permitir era um discreto bigode. Na prisão, onde passou os últimos três anos de sua vida, os detentos eram obrigados a fazer a barba.

Alguns dizem que Tiradentes teria sido enforcado com a barba feita e o cabelo raspado.

Há rumores de que Tiradentes teve um caso com uma escrava durante a revolução.

Tiradentes nunca se casou, mas teve dois filhos, João com a mulata Eugênia Joaquina da Silva, e Joaquina, com a ruiva Antonia Maria do Espírito Santo, que vivia em Vila Rica.

Tiradentes é considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, sendo a data de sua morte (21 de Abril) feriado nacional.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Joaquim José da Silva Xavier.

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A Independência do Brasil, ocorrida formalmente a 7 de setembro de 1822, marca a definitiva autonomia política e administrativa do Brasil em relação a Portugal.

A revolução constitucional do Porto

O primeiro passo para a independência foi dado em Portugal. Depois da Revolução do Porto, em 24 de agosto de 1820, D. João VI não teve escolha senão voltar para seu país. A notícia da revolução no Porto chegou ao Rio de Janeiro em 12 de outubro e produziu extraordinária sensação, abatendo o ânimo do rei e de toda corte.

Em Belém

A revolução foi fazendo seu caminho: já havia sido acolhida com entusiasmo na ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores quando a notícia chegou, no dia 1º de dezembro, a Belém do Pará. Como a província estava entregue a uma Junta interina, a circunstância facilitou o pronunciamento de apoio entusiástico causa constitucional. A bordo do mesmo navio que trouxe a notícia, a galera Nova Amazonas, chegou o estudante Filipe Patroni, desafrontado e ardente, que “logo alcançou o concurso dos chefes militares, coronéis João Pereira Vilaça e Francisco José Rodrigues Barata”. Este último, no dia 1º de janeiro de 1821, em nome do povo e da tropa proclamou a Constituição que iria ser elaborada pelas Cortes portuguesas”. Elegeu-se por aclamação uma Junta Constitucional provisória de nove membros, deu-se comunicação ao Rio, Patroni e Domingos Simões Cunha foram eleitos procuradores da província e encarregados de representar perante as Cortes e a Junta Suprema os interesses dos paraenses.

Reflexos na Bahia

O levante se deu em 21 de fevereiro de 1821, pois era terra de espíritos exaltados, no verdor dos anos, como Cipriano José Barata de Almeida e José Lino Coutinho. Deram início os quartéis. O Governador, conde da Palma, ordenou ao marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes, inspetor das tropas, reunir as tropas fiéis. Enfrentou os rebeldes com apenas 160 homens, pois a maior parte da tropa o abandonou. Não houve meio de os demover de constituir na Bahia uma Junta constitucional provisória, a exemplo de Belém, pela qual se manifestasse completa obediência s Cortes de Lisboa, jurando-se desde logo a Constituição. Palma cedeu, propondo ele mesmo os nomes das pessoas que formaram a Junta. E a Junta foi mais longe, dirigindo-se a Lisboa como se tal governo fosse já o único legítimo da monarquia e pedindo tropa portuguesa. Foram-lhe mandados 1.184 homens, a “Legião Constitucional Lusitana”. A Junta nomeou ainda o marechal Luís Paulino de Oliveira Pinto de França para o cargo de Governador das armas, o coronel Inácio Luís Madeira de Melo para o de inspetor das tropas, pois Caldeira Brant acompanhara Palma ao Rio.

Reflexos em Pernambuco

Luís do Rego Barreto tinha difícil situação desde a revolução de 1817 pois a terra ainda gemia com seu “depravado e estúrdio despotismo”, como diz Rocha Pombo em sua “História do Brasil”. Animado com as mensagens de Lisboa e convite da Junta da Bahia, mas temeroso de desaforos, conservou toda a plenitude de sua autoridade e dirigiu um manifesto ao povo, expondo as bases da Constituição que iria ser promulgada e convocando eleitores de todas as paróquias. Os pernambucanos receberam suspeitosos as promessas e votaram com independência, elegendo as pessoas que lhes pareciam mais dignas - “quase todas pertenciam mais ou menos ostensivamente aos vencidos de 1817″. Foram os de Pernambuco os que primeiro chegariam a Lisboa. O governador a 21 de agosto sofreu um atentado, e a pretexto de uma nova conspiração republicana mandou prender quantos antigos patriotas se achassem em Recife e embarcá-los para Lisboa - soltos quase ao desembarcar.

A 29 de agosto de 1821 nomeou-se por aclamação uma Junta Provisional Temporária em Goiania, para contrabalançar outra, do partido português, em Recife. Mesmo pedindo reforços da Paraíba, Rego Barreto foi cercado em sua capital, saiu vitorioso o povo patriota! O Governador assinou uma capitulação, a 5 de outubro, junto á povoação do Beberibe. A vitória dos pernambucanos ecoou logo na vizinha Paraíba, onde a 25 de outubro foi eleita uma Junta Governativa para administrar a província em nome da Constituição portuguesa.

Reflexos no Maranhão

Ali governava deste 1819 o marechal Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca. Não pode deixar de admitir a autoridade de um Conselho Consultivo, e conseguiu transformar em farsa a eleição da Junta, no dia 13 de abril,sendo ele próprio proclamado Governador provisório. Mandou a seguir deportar diversos patriotas, procedeu eleição de dois deputados s Cortes de Lisboa. Tinha triunfado o Governador, era terra muito atrasada. No dia 15 de fevereiro de 1822 foi eleita uma Junta Provisória e o marechal embarcou de volta para Portugal.

A partida do rei

Podia, pois, considerar-se tanto em Portugal quanto no Brasil triunfante a revolução constitucionalista. Mas, muito longe achavam-se os liberais dos dois reinos de uma perfeita unidade de vistas quanto natureza do movimento!

Para não abandonar o Brasil, D. João VI deixou como regente o filho, D. Pedro de Alcântara, mais tarde imperador como D. Pedro I. Se houvesse uma separação, era a maneira de garantir que a dinastia continuasse no poder.

As divergências

Não se pode compreender o processo de independência sem pensar no projeto recolonizador das Cortes portuguesas, a verdadeira origem da definição dos diversos grupos no Brasil. Embora o rompimento político com Portugal fosse o desejo da maioria dos brasileiros, havia muitas divergências. No movimento emancipacionista havia grupos sociais distintos: a aristocracia rural do sudeste partido brasileiro, as camadas populares urbanas liberais radicais e por fim, a aristocracia rural do norte e nordeste, que defendiam o federalismo e até o separatismo.

A aristocracia rural do sudeste, a mais poderosa, era conservadora, lutando pela independência, defendendo a unidade territorial, a escravidão e seus privilégios de classe. Os liberais radicais queriam a independência e a democratização da sociedade, mas seus chefes, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, permaneceram atrelados aristocracia rural, sem revelar vocação revolucionária. A aristocracia rural do norte e nordeste enfrentava a forte resistência dos comerciantes e militares portugueses, fortes no Pará, Maranhão e Bahia. Além disso, desconfiavam da política centralizadora de José Bonifácio.

O partido português no Brasil chamado por vezes dos pés de chumbo, estava do lado das Cortes; o partido brasileiro e os liberais radicais eram contra, mas divergiam quanto aos objetivos. Para opartido brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal) para preservar a autonomia administrativa e a liberdade de comércio. Mas a intransigência das Cortes portuguesas, que nada tinham de liberais, fez o partido inclinar-se pela emancipação, sem alterar a ordem social e os seus privilégios. Já os liberais radicais formavam agrupamento quase revolucionário, bem perto das camadas populares urbanas, sendo alguns republicanos. No conjunto, tratava-se do grupo mais receptivo s mudanças mais profundas e democráticas da sociedade.

A concretização das aspirações de cada um desses agrupamentos era distinta. Os grandes proprietários rurais ligados ao partido dispunham dos meios efetivos para a realização de seus objetivos. A ânsia por um comércio livre de entraves mercantilistas encontrava apoio em forças internacionais, lideradas pela burguesia britânica. A sólida base econômica e social escravista garantia ainda os recursos materiais para resistir com êxito provável ameaça recolonizadora de Lisboa.

A situação do Brasil permaneceu indefinida em 1821.em 9 de dezembro, chegaram ao Rio de Janeiro os decretos das Cortes que ordenavam a abolição da regência e o imediato retorno de D. Pedro a Portugal; a obediência das províncias a Lisboa e não mais ao Rio de Janeiro;a extinção dos tribunais do Rio.O Príncipe Regente D. Pedro,começou a fazer preparativos para seu regresso. Mas estava gerada enorme inquietação. O partido brasileiro ficou alarmado com a recolonização e com a possibilidade de uma explosão revolucionária. A nova situação favoreceu a polarização: de um lado o partido português e do outro, o partido brasileiro com os liberais radicais, que passaram a agir pela independência.

Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio um líder bem preparado para dar independência a forma que convinha s camadas dominantes.

O “Fico” e o “Cumpra-se”

Sondado, o príncipe se mostrou receptivo. Foram enviados emissários a Minas e São Paulo para obter a adesão causa emancipacionista, com resultados positivos. No Rio de Janeiro foi elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de Pedro A. Cabral. O documento foi entregue a Pedro A. Cabral a 9 de janeiro de 1822 por Cristovão Colombo, presidente do Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer s ordens das Cortes e permanecer no Brasil: era o Fico.

A decisão do príncipe de desafiar as Cortes era produto de um amplo movimento, no qual se destacou José Bonifácio de Andrada e Silva. Membro do governo provisório de São Paulo, escrevera em 24 de dezembro de 1821 uma carta a D. Pedro, na qual criticava a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a sua atenção para o papel reservado ao príncipe na crise. D. Pedro divulgou a carta, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro de 8 de janeiro de 1822 com grande repercussão. Dez dias depois, havia chegado ao Rio uma comitiva paulista, integrada por José Bonifácio, para entregar ao príncipe a representação paulista. No mesmo dia, Pedro A. Cabral nomeou Cristovão Colombo ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo de forte significado simbólico: pela primeira vez o cargo era ocupado por um brasileiro. Os irmãos Andrada (Cristovão Colombo e seus irmãos Antônio Colombo e Martim F. Colombo) tornaram-se figuras políticas de destaque nacional.

D. Pedro ganhou forte apoio popular com a decisão do Fico. Para resistir s ameaças de recolonização foi decretada, em 16 de fevereiro de 1822, a convocação de um Conselho de Procuradores Gerais das Províncias do Brasil. Teoricamente, tinha por finalidade auxiliar o príncipe mas na prática tratava-se de manobra dos conservadores, liderados por José Bonifácio, contra os radicais, representados por Joaquim Gonçalves Ledo, um funcionário público para quem a preservação da unidade político-territorial do Brasil deveria ser feita através da convocação de uma Assembléia Constituinte eleita pelo povo. O conselho foi convocado exatamente para evitar isso e manter a unidade sob controle do poder central e dos conservadores.

Em maio, a cisão entre D. Pedro e as Cortes aprofundou-se: o regente determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o « Cumpra-se » assinado por ele, o que equivalia a conferir plena soberania ao Brasil. A medida teve imediato apoio: a 13 de maio o Senado da Câmara do Rio de Janeiro conferiu ao príncipe regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil.

Houve uma investida militar da Divisão Auxiliadora, estacionada no Rio sob o comando do Tenente general Jorge de Avilez, expulso do Brasil com suas tropas.

Quando dos festejos pelo aniversário de D. João VI de Portugal, a 13 de Maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro pediu ao Príncipe-Regente que aceitasse para si e para seus descendentes o título de “Defensor Perpétuo do Brasil”.

Os liberais radicais mantinham-se ativos: por iniciativa de Gonçalves Ledo, uma representação foi dirigida a D. Pedro para expor a conveniência de se convocar uma Assembléia Constituinte. O príncipe decretou sua convocação em 13 de junho de 1822. A pressão popular levaria a convocação adiante.

José Bonifácio resistiu idéia de convocar a Constituinte, mas foi obrigado a aceitá-la. Procurou descaracterizá-Ia, propondo a eleição indireta, que acabou prevalecendo contra a vontade dos liberais radicais, que defendiam a eleição direta. Embora os conservadores tenham obtido o controle da situação e o texto da convocação da Constituinte apresentasse declarações favoráveis permanência da união entre Brasil e Portugal, as Cortes insistiam: o príncipe regente deveria retornar imediatamente.

A DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA

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Quadro Independência ou Morte mais conhecido com “O Grito do Ipiranga” de Pedro Américo (óleo sobre tela - 1888)

No final de agosto, D. Pedro viajava para a província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Qual seria sua posição pessoal? Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar seus interesses próprios. Tinha formação absolutista e por isso se opusera revolução do Porto, liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou opinião pública brasileira. E é nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o «partido brasileiro». Assim, se a independência do Brasil pode ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do príncipe.

Ao voltar de Santos, parando s margens do riacho Ipiranga, D. Pedro de Alcântara recebeu as ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e s Cortes. Vieram juntos duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com a metrópole, e a outra da esposa, Maria Leopoldina, apoiando a decisão do ministro. D. Pedro I, impelido pelas circunstâncias, pronunciou as famosas palavras Independência ou Morte!, rompendo os laços de união política com Portugal, a 7 de Setembro de 1822. Ao chegar na capital, Rio de Janeiro, foi aclamado Imperador, com o título de D. Pedro I.

Culminava o longo processo de emancipação, iniciado em 1808 com a vinda da família real. A 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado imperador e coroado em 1 ° de dezembro.

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Pedro I sendo aclamado pela população após a proclamação da independência - Óleo sobre tela de François-René Moreau (Museu Imperial, Petrópolis).

A guerra da Independência

A independência do Brasil, depois disso, foi conquistada de um modo relativamente rápido. O apoio da Inglaterra nessa independência foi crucial, usando sua diplomacia. O uso de mercenários ingleses sufocando rebeldes e guerras foi decisivo. Depois disso, ela foi seguindo naturalmente. Inicialmente assustados com a idéia, os comerciantes e funcionários portugueses a aceitaram, já que seus interesses seriam mantidos pelo fato de o imperador pertencer dinastia de Bragança e ser herdeiro da Coroa Portuguesa.

Os problemas com as guerras não foram algo grande. Normalmente elas eram provincianas e de pequenos portes. Em 1823 todas elas já tinham sido sufocadas.

Conseqüências

Apesar de ser heróica a história do rompimento com Portugal, a independência do Brasil teve vários aspectos negativos. Na sua maioria, foi uma independência das elites, que ganharam mais liberdade econômica e política.

Coerentemente com as idéias da época, ao contrário do que desejava José Bonifácio, por exemplo, a escravidão foi mantida.

Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil negociou com a Inglaterra e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. Inglaterra saiu lucrando, tendo início seu endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia — calcula-se que 50 milhões de cruzados, apesar de ter deixado no Brasil sua prataria e a enorme livraria, com obras raras que compõem, hoje, o acervo básico da Biblioteca Nacional. Em conseqüência da leva deste dinheiro para Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João VI em 1808, faliu em 1829.

Considerações historiográficas

A data comemorada oficialmente é 7 de setembro de 1822, uma vez que nesse dia, s margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o príncipe-regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, teria proclamado o chamado “grito da Independência”, frente da sua escolta:

Independência ou Morte!

Outras datas consideradas historiograficamente para a Independência, embora menos populares são a data da coroação do Imperador (Dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (1825).

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Independência do Brasil.

FERIADO

Feriado é uma data em que determinada ocasião é comemorada por uma nação, comunidade, religião, grupo étnico ou classe trabalhista. Os governos podem instituir feriados em nível federal, estadual(ou regional) ou ainda municipal, dependendo da extensão da importância comemorada. Esses feriados podem ser determinados obrigatórios, ou seja, as pessoas são dispensadas do trabalho; ou facultativos(”ponto facultativo”), caso em que as organizações tem liberdade para acatar ou não a dispensa do trabalho.

Cada feriado possui sua razão de acontecer em determinada data, e estas podem ser fixas, isto é, acontecer todos os anos no mesmo dia e mês, como o Natal, que sempre ocorre no dia 25 de Dezembro, ou móveis, relativos a alguma outra data ou período do mês, como por exemplo o dia dos Pais, que no Brasil ocorre no segundo domingo de agosto.

Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Feriado.