Quinta-feira, 16 de outubro de 2008 - Hora: 2:5 Minutos
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ARÁBIA SAUDITA
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A Arábia Saudita é o maior país da Península Arábica, limitado a norte pela Jordânia, Iraque e Kuwait, a leste pelo Golfo Pérsico (através do qual tem fronteiras com o Irão e o Bahrein), Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul pelo Iémen e a oeste pelo Mar Vermelho e o Golfo de Aqaba, através dos quais faz fronteira com o Egipto, servindo o Mar Vermelho, também, de ligação à Eritreia e ao Sudão. Capital: Riade.


Povos de várias culturas têm vivido na península ao longo de mais de 5000 anos. A cultura Dilmun, ao longo da costa do Golfo, era contemporânea dos sumérios e dos antigos egípcios, e a maior parte dos impérios do mundo antigo estabeleceu trocas comerciais com os estados da península. A fundação do Islã por Maomé no ano de 620 da era atual e a subsequente importância religiosa das cidades árabes de Meca (também conhecida como Makkah) e Medina concederam aos governantes desse território considerável influência além da península. O Estado Saudita surge na Arábia Central em 1744. Um chefe local, Muhammad bin Saud, uniu forças a um reformador do Islã, Muhammad Abd Al-Wahhab, para criar uma nova entidade política. O moderno Estado Saudita foi fundado pelo último Rei Abdul Aziz Al-Saud (conhecido internacionalmente como Abdul Aziz Ibn Saud). Em 1902, Abdul Aziz Ibn Saud capturou Riade, a capital ancestral da dinastia de Al-Saud à família rival Rashid. Continuando estas conquistas, Abdul Aziz subjugou Al-Hasa, o resto do Nejd e do Hijaz entre 1913 e 1926. A 8 de Janeiro de 1926 Abdul Aziz Ibn Saud torna-se Rei do Hijaz. A 29 de Janeiro de 1927 ele tomou o título de Rei do Nejd (seu título Nejdi anterior era de Sultão). Pelo Tratado de Jidá, assinado a 20 de Maio de 1927, o Reino Unido reconheceu a independência do reino de Abdul Aziz (então conhecido como Reino de Hijaz e Nejd). Em 1932, estas regiões foram unificadas como o Reino da Arábia Saudita. A descoberta de petróleo em 3 de Março de 1938 transformou o país. As fronteiras com a Jordânia, o Iraque, e o Kuwait foram estabelecidas por uma série de tratados negociados nos anos de 1920, que criaram duas "zonas neutras" -- uma com o Iraque e outra com o Kuwait. A zona neutra Saudita-Kuwaitiana foi administrada conjuntamente em 1971, com cada Estado partilhando igualitariamente os recursos petrolíferos da zona. Tentativas de acordo para o compartilhamento da zona neutra Saudita-Iraquiana chegaram a um termo em 1981, sendo finalizadas em 1983. A fronteira sul do país com o Yemen foi parcialmente definida em 1934 Tratado de Taif, pondo fim a uma breve guerra fronteiriça entre os dois Estados. Um tratado adicional assinado em Junho de 2000 delineou porções da fronteira com o Yemen. A localização e status da fronteira da Arábia Saudita com os Emirados Árabes Unidos não está finalizada; a fronteira de facto reflete um acordo de 1974. A fronteira entra a Arábia Saudita e o Qatar foi definida em Março de 2001. A fronteira com Oman ainda não está demarcada. Durante a guerra árabe-israelense de 1973, a Arábia Saudita participou do boicote do petróleo árabe aos Estados Unidos e aos Países Baixos. Como membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC), a Arábia Saudita juntou-se a outros países-membros elevando moderadamente o preço do petróleo em 1971. Em 1990-91, o Rei Fahd desempenhou um papel-chave antes e durante a Guerra do Golfo: a Arábia Saudita acolheu a família real kuwaitiana além de 400.000 refugiados e ao mesmo tempo permitiu o alocamento de tropas ocidentais e árabes em seu território para a liberação do Kuwait no ano seguinte. Quando o então Rei Fahd sofreu um enfarte em novembro de 1995, o seu sucessor, então Príncipe Herdeiro Abdullah, assumiu muitas das responsabilidades rotineiras da condução do governo.

DIVISÃO ADMINISTRATIVA

13 provincias (mintaqat, singular - mintaqah); Al Bahah, Al Hudud ash Shamaliyah, Al Jawf, Al Madinah, Al Qasim, Ar Riyad, Ash Sharqiyah , 'Asir, Ha'il, Jizan, Makkah, Najran, Tabuk.

GEOGRAFIA
O reino da Arábia Saudita ocupa 80% da Península Arábica. A maior parte das fronteiras do país com os Emiratos Árabes Unidos, Omã e Iémen não estão definidas, e consequentemente o tamanho exacto do país não está também definido. O governo saudita estima-o em 2 217 949 quilómetros quadrados. Outras estimativas fidedignas variam entre 2 149 690 é 2 240 000 quilómetros quadrados. Menos de um por cento da área total é adequada ao cultivo, e no início dos anos 90 a distribuição da população variava grandemente entre as cidades das áreas costeiras leste e oeste, os oásis do interior, densamente povoados e os vastos desertos, quase vazios.

O clima é duro, de deserto seco com grandes extremos na temperatura, e o território é principalmente deserto arenoso desabitado. Considera-se que a Arábia Saudita é um dos 15 estados que compreendem o chamado "berço da humanidade".

Na maior parte do país, a vegetação limita-se a ervas e arbustos. Animais selvagens, como o órix, têm sido exterminados por empresas de caça sauditas que recorrem ao uso de metralhadoras. A área costeira do mar Vermelho, e em especial os recifes de coral, tem uma fauna marítima rica.

ECONOMIA

A Arábia Saudita tem uma economia baseada na extração do petróleo com um forte controlo governamental sobre as principais actividades económicas. A Arábia Saudita é o país do mundo com as maiores reservas de petróleo já descobertas (24% do total), é o maior exportador de petróleo do mundo e tem papel de liderança na OPEP. O sector petrolífero é responsável por cerca de 75% das receitas orçamentais, 40% do PIB, 90% das receitas das exportações e principal responsável por 7% da econômia dos Estados Unidos nas mãos do país árabe. Cerca de 35% do PIB vem do sector privado. A Arábia Saudita foi um país-chave no bem-sucedido esforço dos países da OPEP e de outros países produtores de petróleo para subir o preço do petróleo em 1999 até ao seu valor mais elevado desde a Guerra do Golfo, através da redução da produção. O governo anunciou, em 1999, planos para começar a privatizar as companhias de electricidade, o que se seguiu à privatização da empresa de telecomunicações. A estratégia do governo é apelar ao crescimento do sector privado a fim de diminuir a dependência do reino face ao petróleo e de aumentar as oportunidades de emprego para a crescente população saudita. A escassez de água e o rápido crescimento populacional limitam os esforços governamentais para aumentar a auto-suficiência em produtos agrícolas. Nos últimos anos, a Arábia Saudita experimentou uma diminuição significativa das receitas petrolíferas o que, combinado com a elevada taxa de crescimento populacional, fez com que o rendimento per capita tivesse caído de 25 000 dólares em 1980 para 8 000 em 2003.

CULTURA

A cultura da Arábia Saudita assenta, praticamente, no Islão. Dois dos locais mais sagrados situam-se neste país, o qual se considera o berço da religião. O Islão é uma religião monoteísta, cujo livro sagrado é o Alcorão. Um dos rituais populares mais famosos da Arábia Saudita é o Ardha, a dança nacional. Esta dança da espada baseia-se nas antigas tradições beduínas: os tambores ecoam em uníssono acompanhando a voz de um poeta que canta em verso, enquanto homens de espada em punho dançam lado a lado.

RELIGIÃO

A Arábia Saudita foi o lugar de nascimento do Islão. Actualmente, a sua constituição é baseada no Corão. A tendência predominante é a estricta via do Wahhabismo, dentro do Islão Sunita.

A prática pública de qualquer outra religião que não o Islão é proibida. Esta intolerância é alvo de várias críticas de várias entidades no resto do mundo. Por exemplo, em 2003, um relatório da U.S. Commission on Religious Freedom (comissão para a liberdade religiosa), uma organização estatal americana que investiga as violações à liberdade religiosa no mundo, chamou à Arábia Saudita de o maior violador das liberdades religiosas. Vários casos, entre os quais o caso recente do professor Mohammad al-Harbia, um professor da escola secundária saudita condenado a 40 meses de prisão e a 750 chicotadas em público por ter discutido a Bíblia e ter dado uma imagem positiva do Judaísmo aos seus alunos, têm originado uma condenação pela opinião pública internacional.

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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