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A
Argélia é um país
do norte de África, limitado a norte pelo Mar Mediterrâneo
(através do qual se avizinha de Espanha e da ilha
italiana da Sardenha), a leste pela Tunísia e pela
Líbia, a sul pelo Níger e pelo Mali e a
oeste pela Mauritânia, pelo Saara Ocidental e por
Marrocos. Capital: Argel.
A Argélia tem sido habitada pelos berberes desde
pelo menos 10.000 a.C. A partir de 1.000 a.C os cartagineses
passaram a exercer influência sobre os berberes
ao instalarem assentamentos ao longo da costa. Os primeiros
reinos berberes começaram a surgir,destacando-se
o reino da Numídia, e aproveitaram a oportunidade
oferecida pelas guerras púnicas para se tornarem
independentes de Cartago. Sua independência, no
entanto, não durou muito já que em 200 a.C.
eles foram anexados por Roma, então uma república.
Com a queda do Império Romano do Ocidente os berberes
tornaram-se independentes outra vez retomando o controle
da maior parte do seu antigo território, com exceção
de algumas zonas que foram ocupadas pelos Vândalos
que por sua vez foram expulsos pelos bizantinos. Com sua
vitória o Império Bizantino manteve, ainda
que com dificuldades, o domínio sobre a parte leste
do país até a chegada dos Árabes
no século VIII.
Os
berberes que resistiram aos árabes por algumas
décadas sob o comando de líderes como Kusayla
e Kahina acabaram adotando o islã. Apesar a adoção
do islã o califado foi rapidamente expulso da Argélia,
que virou um estado ibadi sob o governo dos Rustamids.
Com a ajuda da tribo Kutama da região da Kabylie
os Fatimids xiitas derrubaram os Rustamids e conquistaram
o Egito. Eles deixaram a Argélia e a Tunísia
sob o controle da tribo berbere Zirid. Os Zirids acabaram
por se rebelar e adotaram o a seita sunita no lugar da
xiita, em resposta os Fatimids enviaram uma populosa tribo
árabe, os Banu Hilal, com o intento de enfraquecer
os Zirids o que acabou por dar inicio ao processo de colonização
árabe do interior do país. As dinastias
berberes dos Almoravids e dos Almohads trouxeram um período
relativo de paz e desenvolvimento. Com a queda dos Almohads,
no entanto, a Argélia tornou-se um campo de batalha
dos conflitos pelo poder entre os Zayyanids da própria
Argélia, dos Hafsids da Tunísia e dos Merinids
de Marrocos. Nos séculos XV e XVI a Espanha realizou
vários ataques a cidades costeiras tomando, inclusive,
o controle de algumas. Estas ações levaram
algumas a pedir auxilio ao Império Otomano.
A
Argélia foi anexada ao Império Otomano por
Khair-ad-Don e seu irmão Aruj que estabeleceram
as atuais fronteiras argelinas ao norte e fizeram da costa
uma importante base de corsários. As atividades
dos corsários atingiram seu pico por volta do século
XVII. Ataques constantes a navios norte americanos no
mediterrâneo resultaram na primeira e segunda guerra
berbere. Sob o pretexto de falta de respeito para com
seu cônsul a França invade a Argélia
em 1830. A forte resistência de personalidades locais
e da população dificultou a tarefa da França,
que só no século XX obtém o completo
controle do país.
Mesmo
antes da obtenção efetiva desse controle,
a França já havia tornado a Argélia
parte integrante de seu território, uma situação
que só acabaria com o colapso da Quarta República.
Milhares de colonizadores da França, Itália,
Espanha e Malta se mudaram para a Argélia para
cultivar as planícies costeiras e morar nas melhores
partes das cidades argelinas, beneficiando-se do confisco
de terras populares realizado pelo governo francês.
Pessoas de descendência européia (conhecidos
como pieds-noirs), assim como judeus argelinos eram considerados
cidadãos franceses, enquanto que a maioria da população
muçulmana argelina não era coberta pelas
leis francesas, não tinha cidadania francesa e
não tinha direito a voto. A crise social chegou
ao seu limite neste período, com índices
de analfabetismo subindo cada vez mais enquanto que a
tomada de terras desapropriou boa parte da população.
Descolonização da Argélia
A
Argélia é obrigada a enfrentar uma guerra
prolongada de libertação em virtude da resistência
dos colonos franceses (apelidados na metrópole
de pieds noirs, ou pés pretos), que dominam as
melhores terras. Em 1947, a França estende a cidadania
francesa aos argelinos e permite o acesso dos muçulmanos
aos postos governamentais, mas os franceses da Argélia
resistem a qualquer concessão aos nativos. Nesse
mesmo ano é fundada a Frente de Libertação
Nacional (FLN), para organizar a luta pela independência.
Uma campanha de atentados antiárabes (1950-1953)
desencadeada por colonos direitistas, tem como reação
da FLN uma onda de atentados nas cidades e guerra de guerrilha
no campo. Em 1958, rebeldes exilados fundam no Cairo um
governo provisório republicano. A intervenção
de tropas de elite da metrópole (Legião
Estrangeira e pára-quedistas) amplia a guerra.
Ações terroristas, tortura e deportações
caracterizam a ação militar da França.
Os nacionalistas e oficiais ultradireitistas dão
um golpe militar na Argélia em 1958. No ano seguinte
o presidente francês, Charles de Gaulle, concede
autodeterminação aos argelinos. Mas a guerra
se intensifica em 1961, pela entrada em ação
da organização terrorista de direita OAS
(Organização do Exército Secreto),
comandada pelo general Salan, um dos protagonistas do
golpe de 1958. Ao terrorismo da OAS a FLN responde com
mais terrorismo. Nesse mesmo ano fracassam as negociações
franco-argelinas, por discordâncias em torno do
aproveitamento do petróleo descoberto em 1945.
Em 1962 é acertado o Armistício de Evian,
com o reconhecimento da independência argelina pela
França em troca de garantias aos franceses na Argélia.
A República Popular Democrática da Argélia
é proclamada após eleições
em que a FLN apresenta-se como partido único. Ben
Bella torna-se presidente.
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| Após
a independência, a Frente de Libertação
Nacional torna-se o único partido do país.
Após os motins de outubro de 1988 o multipartidarismo
é instaurado. O país conta com mais de 30
partidos políticos, porém o mais importante
continua sendo a FLN. A imprensa argelina obteve uma relativa
independência nos anos 90, apesar do assassinato de
vários jornalistas. Em contrapartida, o Estado manteve
seu monopólio no setor audiovisual. Desde 2004, a
imprensa enfrenta novamente uma pressão das autoridades.A
década de terrorismo entre 1992 e fim dos anos 90
custou a vida de vários jornalistas, intelectuais
e agentes de Estado. 1992 é o ano da instauração
do estado de urgência. Esta foi decretada pelo Exército
após a vitória dos islamistas do FIS (Frente
Islâmica de Salvação) nas eleições
legislativas. Em 1999, e novamente em 2005, a política
de paz e segurança nacionais levada a cabo pelo presidente
Bouteflika tenta erradicar os focos radicais. |
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A
Argélia está dividida em 48 províncias
ou wilayas:
* Adrar
* Ain Defla
* Ain Temouchent
* Argel
* Annaba
* Batna
* Bechar
* Bejaia
* Biskra
* Blida
* Bordj Bou Arreridj
* Bouira
* Boumerdes
* Chlef
* Constantine
* Djelfa
* El Baydah
* El Oued
* El Tarf
* Ghardaia
* Guelma
* Illizi
* Jijel
* Khenchela
* Laghouat
* Mascara
* Medea
* Mila
* Mostaganem
* M'Sila
* Naama
* Oran
* Ouargla
* Oum el Bouaghi
* Relizane
* Saida
* Sefif
* Sidi Bel Abbes
* Skikda
* Souk Ahras
* Tamanghasset
* Tebessa
* Tiaret
* Tindouf
* Tipaza
* Tissemslit
* Tizi Ouzou
* Tlemcen
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A
maior parte da área costeira da Argélia
é acidentada, por vezes mesmo montanhosa, e há
poucos bons portos. A área imediatamente a sul
da costa, conhecida como o Tell, é fértil.
Mais para sul situam-se os montes Atlas e o deserto do
Saara. Argel, Oran e Constantina são as principais
cidades.
O
clima da Argélia é árido e quente,
se bem que o clima da costa seja suave, e os invernos
nas áreas montanhosas possam ser rigorosos. A Argélia
é afectada pelo siroco, um vento quente e carregado
de pó e areia, especialmente comum no verão.
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O
sector dos hidrocarbonetos é o pilar da economia
da Argélia, sendo responsável por cerca
de 60% das receitas orçamentais, 30% do PIB e mais
de 95% das receitas de exportação. A Argélia
tem a sétima maior reserva de gás natural
do mundo e é o segundo maior exportador de gás.
É ainda o 14º país com maiores reservas
de petróleo.
As
finanças argelinas em 2000 e 2001 beneficiaram
dos aumentos nos preços do petróleo e de
uma política fiscal apertada por parte do governo,
que levou a um grande aumento no excedente comercial,
a máximos históricos nas reservas de divisas
e a uma redução na dívida externa.
Os esforços do governo para diversificar a economia
através da atracção de investimento
estrangeiro e doméstico fora do sector energético
tem tido pouco sucesso na redução do elevado
nível de desemprego e na melhoria do nível
de vida. Em 2001, o governo assinou um Tratado de Associação
com a União Europeia que irá, eventualmente,
baixar as tarifas e aumentar as trocas comerciais. A dívida
externa da Argélia foi em 2004 de 17,5 bilhões
de dólares, contra US$ 24 bilhões em 2000.
* PIB: US$65,1 bilhões (2003)
* crescimento do PIB: 6,1% (est. 2004)
* PIB per capita: US$ 2.626 (2003)
* PIB: participação de cada setor
* agricultura: 10,3%
* indústria: 57,4%
* serviços: 32,3% (est. 2004)
* Força de trabalho: 9,91 milhões (est.
2004)
* Força de trabalho - por setor
* agricultura: 14%
* indústria: 13,4%
* construção e serviços públicos:
10%
*comércio: 14,6%
* governo: 32%
* outros: 16% (est. 2003)
* inflação: 2,6% (2003)
* desemprego:25,4% (2004 est.)
* População abaixo da linha de pobreza:
23% (est. 1999)
* Exportação: US$32,16 bilhões (2004
est.)
* Importação: US$15,25 bilhões (2004
est.)
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Cerca
de 90% dos argelinos vivem no norte, perto da área
costeira e cerca de 1,5 milhão de nômades
vivem no sul, no deserto. A população é
descendente dos berberes aos quais se uniram os árabes,
na maioria muçulmanos sunitas. O islamismo sunita
é a religião predominante na Argélia
* População: 32,531,853 (julho 2005)
* 0-14 anos: 34,21 %;
* 15-64 anos: 61,72 %;
* + 65 anos: 4,07 %
* Densidade : 13 hab./km²
* Esperança de vida dos homens : 71,45 anos (em
2005 est.)
* Esperança de vida das mulheres : 74,63 anos (em
2005 est.)
* Taxa de crescimento da população: 1,28
% (em 2004), 1,71 % (em 2001)
* Taxa de natalidade : 17,76 ‰ (em 2004)
* Taxa de mortalidade : 0,61 ‰ (em 2004)
* Taxa de mortalidade infantil : 32,16 ‰ (em 2004)
* Taxa de fecundidade : 2,4 crianças/mulher (em
2004), 2,7 (em 2001)
* Taxa de migração : -0,39 ‰ (em 2004)
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O
árabe é a língua oficial, mais a maior
parte da população usa o árabe argelino,
e o francês.
A
outra língua-mãe dos argelinos largamente
falada é o berbere, também chamadotamazight
(língua nacional desde 2002), e possui diversos dialetos
kabyle, chaoui, chenoui, touareg, Mzab|mozabite, etc.
A
questão da língua é um problema crucial
na Argélia, devido à política de arabização
feita pelo Estado e devido à resistência dos
falantes da língua berbere e dos favoráveis
ao uso do francês. Nem a língua berbere nem
o francês não possuem o status de língua
oficial, já que o presidente Abdelaziz Bouteflika
negou esse status ao berbere em setembro de 2005, o que
causou grande revolta e um boicote por parte dos berberes
ao referendo pela paz e conciliação nacional,
realizado em 29 de setembro de 2005. |
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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