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ERITREIA
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A Eritreia (br. Eritréia) é um jovem país africano, limitado a norte e leste pelo Mar Vermelho, por onde faz fronteiras com a Arábia Saudita e com o Iémen, a sul com o Djibouti e com a Etiópia e a oeste com o Sudão. Capital: Asmara.

Ex-colônia italiana, a Eritréia foi ocupada pela Inglaterra em 1941. Em 1952 as Nações Unidas resolveram transformá-la em entidade autônoma federada à Etiópia como um acordo entre as reivindicações etíopes por soberania e as aspirações da Eritréia por independência. Entretanto, dez anos depois o imperador da Etiópia, Haile Selassie, decidiu anexá-la, dando início a uma luta armada de 32 anos.

Isso culminou em independência logo depois que uma aliança da Frente Eritréia de Libertação do Povo (FELP) e de uma coalizão de movimentos da resistência etíope derrotou o sucessor comunista de Haile Selassie, Mengistu Haile Marian.

Em 1993, num referendo apoiado pela Etiópia, o povo eritreu votou quase que unanimemente em favor da independência, deixando a Etiópia sem saída para o mar.

No entanto, os dois países não se tornaram bons amigos. Os principais tropeços para melhorar as relações são o acesso etíope difícil aos portos eritreus de Massawa e Assab, e as condições comerciais desiguais entre os dois países.

Em 1998 disputas de fronteira em torno da cidade de Badme irromperam em hostilidades abertas. Isso terminou formalmente com tratado de paz em junho de 2000, mas não sem antes deixar ambos os lados com milhares de soldados mortos.

A Eritréia saiu de sua demorada guerra de independência em 1993 somente para mergulhar mais uma vez em guerra, primeiro com o Iêmen e depois, mais devastadoramente, com sua velha adversária, a Etiópia.

Ela enfrenta agora a gigantesca tarefa de reconstruir um país devastado por mais de 30 anos de conflito, com sua infra-estrutura, seus edifícios e seus campos destruídos.

A história pre-colonial da zona onde fica Eritréia não é muito conhecida más em Setembro de 1999, um grupo internacional de biologos-marinos e geologos descobre em Eritréia a resposta para uma das questões mais importantes sobre a evolução da raça humana: quando os nossos primeiros antecedentes começaram a emigrar fora da África. Foram descobertas na bahía de Zula ferramentas de pedra com mais de 125 000 anos enteradas em corais antigos pelas praias do Mar Vermelho.

Existe também pinturas em cavernas com mais de 10 000 anos nas montanhas de Rora Habab no nordoeste do país, que descreve ganadeiros e caçadores.

Os primeiros povos ainda presentes em Eritréia são os povos nilóticos que hoje se representam pelos grupos étnicos de Kunama e Nara no oeste da Eritréia. Não se sabe quando chegaram a Eritréia ou se são o mesmo povo que fez as pinturas de caverna de Rora habab ou as ferramentas de pedra pelo Mar Vermelho. Mesmo assim, é evidente que os Kunama e Nara são etnicamente relacionados com os Egípcios e Núbios. Tinham ligações fortes com as civilizações antigas de Egipto e Núbia há mais de 4000 anos atrás. Alguns desses povos practicam aínda a sua antiga religião animista entrementes a maioría deles é cristã ou musulmã.

A segunda onda de migração consistía dos primeiros povos cushíticos de Eritréia que são representados pelos grupos étnicos dos Afar e Saho. Não se sabe exatamente quando chegaram à zona que habitam hoje, mas é evidente que já moravam lá antes de chegar a próxima oleada migratoria. Nos documentos históricos de Egipto e seus explorações ultramares durante o reino da rainha Hatshepsut, fala-se dum reino que se chamava Punt pela costa meridional do Mar Vermelho, supostamente pela costa da Eritréia, Djibouti e Somalilândia, que produzía muito olíbano e mirra.

A terçeira onda de migração começou nos anos 1000 A.C desde o sul da peninsula da Arábia pelos povos semíticos do antigo reino de Saba. Estabeleceram povoas e cidades pela costa da Eritréia principalmente o porto de Adulis na bahía de Zula pelo Mar Veremelho. O povo de Saba junto com os povos cushíticos e nilóticos que habitavam a região se uniram e crearam uma civilização, o reino de Axum ou Aksum cujo capital (com o mesmo nome) fica aínda a 40 km ao sul da fronteira entre Eritréia e o norte da Etiopia. A herança da civilização Axumita na região é evidente na Eritréia pelo sistema alfabético dos Axumitas chamado "Ge'ez" que aínda se usa em Eritréia para escrever principalmente os idiomas Tigré e Tigrinha. O idioma também chamado "Ge'ez" era o idioma antigo dos Axumitas e sobrevive aínda na igreja ortodoxa da Eritréia como idioma litúrgico. O cristianismo chegou ao reino de Axum no século IV do império Byzantino. Os grupos étnicos dos Biher-Tigrinha e Tigré na Eritréia falam idiomas que são descendentes do "Ge'ez".

O reino de Axum deixou de existir no século X com a chegada da penúltima onda de migração à Eritréia, dos povos islámicos Beja que aínda habitam o norte e nordoeste do país (a tribu Hedareb) e dos árabes que aínda habitam a costa setentrional do país (a tribu Rashaida). Os poderes islámicos, principalmente os árabes e logo os turcos estabeleceram relações com os reinos e sultanatos islámicos locais que surgiram na região depois da era Axumita. No sudeste da Eritréia reinava o sultanato Adal sob os povos Afar (e Somalí em Djibouti, Somalia e Somalilândia), em quanto no norte e nordeste da Eritréia e Sudão, os Beja controlavam a terra como nómadas guerreiros islámicos. Os Beja usavam o idioma de Tigré (o idioma da maioría do povo) para governar a zona e chamavam o seu dominio Medri Bahri (a terra do mar), dividindo-lo em 5 "condados".

O povo no altiplano da Eritréia ficava cristão e influenciado pelos reinos da Abesínia que surgiram como restos do reino Axumita. Mesmo assim o povo cristão ao norte do río Mereb (fronteira natural entre Eritréia e Etiopia) era distinto do povo pelo sul do mesmo río. O altiplano da Eritréia se-chamava então Mereb Mellash (significa alem do Río Mereb no idioma dos Amhara que dominavam Abesínia) e também Bahre Negash (o reino do Mar). O povo local não reconhecía a autoridade da aristocracia da Abesínia e não practicava tanto o feodalismo. A autoridade consistía de conselhos de distritos e aldeias com as suas próprias léis enquanto a terra pertencia ao povo e à igreja.

No século XIII, durante e depois a queda da dinastía Zagwe de Abesínia, chegou a última onda de migração de Abesínia ao altiplano da Eritréia, dum povo cushitico que dominara os tronos de Abesínia (adotando a sua cultura). São representados hoje em Eritréia pelo grupo étnico dos Bilen que moram no altiplano que cerca a cidade de Keren.


No séculos XVI, o reino dos otomanos e seus vassalos árabes estabeleceram controlo direito sob a costa setentrional da Eritréia e construíam a cidade de Massawa (o porto principal da Eritréia) com prédios de corais. Ficaram até os finais do século IXX quando chegaram os italianos para crear a colónia da Eritréia.


Eritréia como território foi creado pela Itália no 1 de Janeiro de 1890 e foi então que recebeu o seu nome 'Eritréia' que vem do antigo nome Latim do Mar Vermelho: Mare Erythraeum. Os italianos ficaram quase cinqüenta anos, desde os finais do século IXX até 1941. Nos últimos anos de colonização, Itália tornou fascista e estabeleceu léis de segregação racista. Mesmo assim, o seu sistema não durou muito tempo. Pouco depois, Itália estava perdendo na segunda guerra mundial e perdeu também as suas colonias aos aliados, incluso Eritréia que veio a ser protectorado da Grã Bretanha desde 1941 até 1952. O periodo colonial na Eritréia deixou uma herança cultural, na arquitectura das cidades, na religião de catolicismo, na influência italiana do vocabulário local, hábitos e estilo de vida da gente urbanizada e uma herança econômica duma infraestrutura moderna.

Depois do tempo de protectorado britânico, a ONU decidiu fazer de Eritréia um país autônomo, federado com a Etiopia. O povo da Eritréia não concordava. A federação durou apenas 9 anos até 1961 quando o réi da Etiopia fechou o parlamento da Eritréia e iniciou uma campanha para exterminar toda a resistência em Eritréia contra a união com a Etiopia. A guerra pela independência começou.

O primeiro movimento que começou a lutar pela independência da Eritréia era o FLE (Frente pela Liberação da Eritréia) que era dominado por líderes islámicos e conservadores. Por tanto tinha o apoio dos países no méio oriente, enquanto a Etiopia tinha um acordo de seguridade com os Estados Unidos dando-lhes uma base militar na Eritréia (então ocupada pela Etiopia). Nos anos setenta, a Etiopia experimenteu uma revolução comunista e veio a receber apoio da União Soviética e os outros países comunistas. Na Eritréia, o movimento de resistência tinha muitos problemas internais e começou uma luta resultando na creacão de vários movimentos rivais. Dessas surgiu o FPLE (Frente Popular pela Liberação da Eritréia), que era mais socialista e argumentava a favor dum movimento que melhor representa o povo e que podia unî-lo melhor, cristãos com muçulmanos, homens com mulheres. A FPLE ganhou a luta interna e veio a dominar a luta pela independência até o seu fim em 24 de Maio de 1991, quando os soldados da FPLE entraram a cidade capital da Eritréia conseguindo o controle total sobre o país. Cooperando com a resistência da Etiopia contra o governo comunista da Etiopia, derrotaram também o governo comunista da Etiopia. A FPLE decidiu então a tomar dois anos para organizar um referendum para dar o povo da Eritréia a oportunidade de practicar o seu direito de auto-determinação. Em Avril de 1993, o povo votou no primeiro referendum libre da Eritréia, decidindo a maioría pela independência. Por tanto o governo declarou a independência do país no 24 de Maio de 1993.

Desde a independência formal da Eritréia em 1993, até 5 anos depois, os governos da Eritréia e Etiopia tinham uma relação muito boa de cooperação e apoio mútuo, no qual Eritréia continuou a usar a moeda corrente da Etiopia e a dar o seu vizinho acesso libre aos seus portos. É possível dizer que Eritréia era então só nomeadamente independente e aínda baixo a influência da Etiopia. Por tanto a fronteira entre os dois países, aínda que não era claramente delineada, não importava muito a nenhum dos dois países.

Em 1997, Eritréia estabeleceu a sua própria constituição e pouco depois a sua própria moeda corrente também (previamente o Birr da Etiopia e agora a Nakfa). Eritrea decidiu que para Etiopia continuar pagando Birr para serviços portuários e outros exportações da Eritréia, teríam de aceitar pagamentos da Eritréia em Nakfa e com o mesmo cambio (um Nakfa por um Birr). Etiopia rejeitou a proposta e o comércio entre os dois países foi dolarizado pela decisão do prêmio ministro da Etiopia, Meles Zenawi.

A fronteira da Etiopia e Eritreia, e a independência da Eritréia mesmo, voltou a repentemente ser uma coisa de significando muito importante para os dois países. Em Maio de 1998, a guerra de fronteiras entre a Eritréia e Etiopia começou principalmente pela aldeia de Badme.

Depois de mais de 100 000 mortos e mais feridos e uma destruição grande pelas zonas da fronteira, a guerra acabou em 2000 com o acordo de paz de Algiers. O acordo de Algiers indica que os dois países devem deixar à ONU patrulhar a fronteira e permetir uma tribunal independente determinar e delinear a fronteira. Os dois países concordavam e o Tribunal Internacional de Justiça na Haga determinou em Avril de 2002, que a aldeia de Badme pertence a Eritréia. Eritréia aceitou toda a decisão do tribunal mais Etiopia rejeitou-a e esta aínda ocupando grandes partes do território Eritréu pelo frente dos soldados da ONU.

GEOGRAFIA

A Eritréia tem quatro principais regiões fisiográficas: a planície costeira do mar Vermelho; o planalto centro-sul, que forma o núcleo do país; as colinas das áreas norte e centro-oeste; e os amplos planaltos ocidentais.

A costa do Mar Vermelho estende-se por mais de 1.000 quilômetros, e é dessa água que deriva o nome do país (erythrós, em grego é "vermelho"). A oeste, a planície costeira eleva-se subitamente para o planalto, onde as altitudes vão de 1.830 a 2.440 metros acima do nível do mar e chuva anual é significativamente mais alta que na costa.

As terras das colinas ao norte e oeste do centro do planalto vão de 760 a 1.370 metros acima do nível do mar, e geralmente recebe menos chuva do que o planalto. As amplas planícies ficam a oeste do rio Baraka e ao norte do rio Setit.

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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