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Os
Estados Unidos da América (em
inglês, United States of America, USA ou US; abreviado
freqüentemente em português como EUA) são
o quarto maior país do mundo, e o terceiro mais
populoso. São uma República Federal democrática
e presidencialista, formada por 50 estados, mais o Distrito
de Columbia e vários territórios dependentes
situados nas Caraíbas e no Pacífico.
A
maior parte do Estados Unidos da América compreende
grande parte da América do Norte, a sul do Canadá,
bem como o estado do Alasca na ponta noroeste do continente.
O estado do Havai encontra-se no Oceano Pacífico.
A porção principal do país confina
a norte com o Canadá, a leste com o Oceano Atlântico
(e a costa leste dos EUA é o território
mais próximo das Bermudas), fazendo fronteira marítima
com as Bahamas e com Cuba, através do Estreito
da Flórida, a sul com o Golfo do México
e com o México e a oeste com o Oceano Pacífico.
Os atuais Estados Unidos da América se originaram
em 13 colônias britânicas estabelecidas na
costa atlântica da América do Norte a partir
do século XVII. Em 1776, uma revolta foi organizada
pela classe dirigente dos colonos e seguiu-se uma Revolução
Americana de 1776 guerra de independência contra
os colonizadores. Em 1789, o país adotou uma constituição
e assumiu a forma de uma República Federal, dando
grande autonomia para os estados federados. Desde sua
efetiva independência da Inglaterra, realizada em
1783, e até meados do século XX novos territórios
e estados foram sendo incorporados, ampliando as fronteiras
até o Oceano Pacífico.
A
ocupação do território onde hoje
estão os Estados Unidos começa com a migração
de humanos da Ásia, através do Estreito
de Bering, num período indeterminado (estimativas
variam de 10 a 40 mil anos atrás).
Durante
o século XVI e o século XVII, exploradores
espanhóis exploraram e colonizaram esparsamente
as regiões que constituem atualmente o sul da Flórida
e da região sul dos Estados Unidos. O primeiro
assentamento inglês bem-sucedido foi Jamestown,
no atual estado de Virgínia, fundada em 1607. Durante
as próximas duas décadas, vários
assentamentos neerlandeses foram fundados no que atualmente
constitui o Estado de Nova Iorque, incluindo a vila de
Nova Amsterdão, que é atualmente a Cidade
de Nova Iorque, bem como extensiva colonização
inglesa da costa leste dos Estados Unidos, tendo removido
os neerlandeses da região por volta da década
de 1670.
Após
a guerra franco-indígena, onde a França
perdeu suas colônias que atualmente constituem o
leste do Canadá para a Inglaterra, esta começou
a impor impostos - sendo uma das principais razões
os custos financeiros da guerra. Estes impostos tornaram-se
extremamente impopulares entre os colonos norte-americanos,
que além disso, não dispunham de representação
no Parlamento do Reino Unido. As tensões entre
as 13 colônias inglesas e entre o Reino Unido cresceram,
e as 13 colônias eventualmente rebelariam-se contra
os britânicos, na Revolução Americana
de 1776, iniciada em 1775, e que perdurou até 1783.
A estrutura política original das 13 colônias
era uma confederação, ratificada em 1781.
Em 1789, os Estados Unidos optaram por tornarem-se uma
República Federal.
Desde tempos coloniais, os Estados Unidos enfrentaram falta
de mão de obra. À época, as diferenças
socio-econômicas no país eram enormes, com
um norte industrializado e um sul agrário. A falta
de mão de obra incentivou a imigração
européia no Norte e o uso do trabalho escravo no
Sul - que fazia uso extensivo de escravos comprados no continente
africano. Os estados industrializados do norte eram contra
a escravidão, enquanto o sul achava que a escravidão
era indispensável para o contínuo sucesso
da agricultura sulista. Estas diferenças foram um
dos muitos motivos de tensão política que
gradualmente desencadearam a formação dos
Estados Confederados da América, e irromperam na
Guerra Civil Americana, entre 1861 e 1865, uma guerra civil
na qual tantos norte-americanos morreram quanto em todas
as outras guerras em que os Estados Unidos envolveram-se,
desde sua independência. A Confederação
foi dissolvida após o fim da guerra, e o poder político
dos sulistas no governo do país diminuiu drasticamente.
A Guerra Civil Americana acabou efetivamente com a questão
dos direitos de um dado estado dos Estados Unidos em sair
da União. Após a guerra, o governo federal
norte-americano tornou-se efetivamente mais poderoso do
que os governos estaduais.
Ao
longo do século XIX, vários novos Estados
foram adicionados aos 13 originais, à medida que
a nação se expandiu na América do
Norte. O Destino Manifesto foi uma filosofia política
dos Estados Unidos que encorajou a expansão rumo
ao Oeste no país. À medida que a população
dos estados do Leste norte-americano crescia e um número
cada vez maior de imigrantes entrava no país, cada
vez mais assentadores passaram a habitar regiões
cada vez mais ao Oeste do país. Enquanto isto acontecia,
os Estados Unidos acabaram efetivamente com todas as nações
indígenas existentes em território norte-americano,
e movendo forçadamente a população
indígena de seus antigos territórios para
reservas indígenas. Esta migração
forçada é ainda um assunto muito discutido
nos Estados Unidos, com várias tribos indígenas
ainda reindivicando terras, e defendendo uma política
separatista. Em algumas áreas, os indígenas
norte-americanos foram exterminados com doenças
infecciosas, desconhecidas pelos indígenas, que
foram contaminados através do contato com pessoas
de ascendência européia - com os assentadores
norte-americanos adquirindo estas terras de ninguém.
Ao contrário da maioria dos países europeus,
os Estados Unidos nunca foram uma potência colonial,
embora, através de várias vitórias
militares, diplomacia e acordos externos, os Estados Unidos
adquiriram um número de possessões ultra-marinas,
desde Cuba até as Filipinas. Embora os Estados
Unidos tenham aberto mão destes territórios
gradualmente, algumas destas possessões continuam
sob controle dos Estados Unidos, seja na forma de territórios
(como Porto Rico) ou de estados (como o Havaí).
Também
no século XIX, os Estados Unidos tornaram-se uma
potência econômica e militar mundial. O crescimento
da influência dos Estados Unidos sobre o mundo continuou
no Século XX, um século que é por
vezes chamado de "O século norte-americano",
por causa da tremenda influência norte-americana
sobre o resto do mundo. Os Estados Unidos tornaram-se
o maior pólo de desenvolvimento tecnológico
do planeta.
A
influência norte-americana sobre o mundo pôde
ser vista na Grande Depressão, um período
de grande recessão econômica entre 1929 e
1939, que não somente abateu todo o país
como o Canadá e os países europeus (especialmente
Inglaterra e a Alemanha). Os Estados Unidos adotava até
o começo do século XX uma política
isolacionista, não procurando intrometer-se em
conflitos internacionais. Porém, isto mudou com
a entrada do país na Primeira Guerra Mundial e
na Segunda Guerra Mundial. Após o fim desta, os
Estados Unidos emergiram definitivamente como uma das
superpotências mundiais, juntamente com a União
Soviética - desencadeando a Guerra Fria. Entre
1945 e 1991, ano do fim da União Soviética
e do fim da Guerra Fria, os Estados Unidos tornaram-se
muito envolvidos em assuntos externos - especialmente
guerra ideológica contra o comunismo - participando
ativamente na Guerra da Coréia e da Guerra do Vietnã.
Com o colapso da União Soviética, os Estados
Unidos emergiu como única superpotência mundial.
Passou a envolver-se então em acções
de paz, participando da Guerra do Golfo (1991), removendo
tropas iraquianas que haviam invadido o Kuwait.
Em
2001, os Estados Unidos sofreram o pior ataque em terras
soberanas da história do país, nos Ataques
de 11 de setembro, onde quase 3 mil pessoas morreram.
Este ataque, um ataque terrorista, desencadeou a Guerra
contra o terrorismo, e, posteriomente, a controversa Guerra
contra o Iraque.
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Sendo
a quarta maior nação do mundo, a paisagem
dos Estados Unidos varia de região a região.
O país possui grandes florestas temperadas na costa
leste e no noroeste, pantanais na Flórida, grandes
planícies e o sistema fluvial do Mississippi-Missouri
na região central, as Montanhas Rochosas a oeste
das planícies, desertos e zonas costeiras a oeste
das Montanhas Rochosas e florestas húmidas temperadas
no noroeste da costa do Pacífico. As regiões
árcticas do Alasca e as ilhas vulcânicas
do Havaí aumentam ainda a diversidade geográfica
e climática.
O
mapa político dos Estados Unidos está dividido
em três distintas secções: O Alasca,
conectado em terra apenas com o Canadá, à
leste; o Havaí, um arquipélago localizado
no meio do Oceano Pacífico, e o Estados Unidos
Continental, que compreende os 48 estados localizados
na América do Norte. A fronteira dos Estados Unidos
Continental com o Canadá é a mais longa
fronteira não defendida do mundo.
Clima
Devido
à grande extensão territorial dos Estados
Unidos, o clima do país varia muito, de região
à região. A Flórida possui um clima
tropical, enquanto o Alasca possui um clima polar. Vastas
porções do país têm um clima
continental, com verões tépidos e invernos
frios. Algumas partes dos Estados Unidos, em particular
partes da Califórnia, têm um clima mediterrânico.
No geral, porém, a maior parte dos Estados Unidos
possui um clima temperado ou sub-tropical, marcado por
4 distinas estações, com mudanças
regulares de temperatura e precipitação.
A
temperatura média anual varia de -13ºC graus
em Barrow, Alasca, a 25,7 graus, no Vale da Morte, Califórnia.
A temperatura mais alta já registrada no país
foi no Vale da Morte, Califórnia. A temperatura
alcançada, à sombra, foi de 57ºC, em
10 de julho de 1913. A temperatura mais baixa já
registrada foi em Barrow, Alasca. A temperatura alcançada
foi de -62ºC graus, em 23 de janeiro de 1971. A precipitação
média anual varia entre 5 centímetros no
Vale da Morte até 1,170 centímetros no Havaí.
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Os
Estados Unidos são uma República Federal.
A nível federal, o poder executivo pertence a um
presidente eleito por um colégio eleitoral, o poder
legislativo pertence ao Congresso. O Congresso é
constituído pela Câmara dos Representantes
e pelo Senado. Cada estado tem direito a eleger 2 senadores
e um número de congressistas proporcionais à
sua população. O poder judiciário pertence
aos tribunais. Cada estado elege os membros do colégio
eleitoral que, por sua vez, elege o presidente.
Subdivisões
Os Estados Unidos estão divididos em 50 Estados e
1 distrito federal, o Distrito de Columbia. Cada estado,
por sua vez, está dividido em condados (com excepção
da Luisiana, em que as subdivisões se chamam "paróquias",
parishes, em inglês). O Estados Unidos da América
é uma República Federal, que dão aos
estados federados muitos poderes, que na maioria dos outros
países do mundo são exclusivas do governo
nacional.
São
os governos estaduais que possuem a maior influência
sobre o dia-a-dia da população norte-americana.
Cada estado possui sua própria Constituição
e possui o poder de aprovar suas próprias regras
e leis, referentes a certos assuntos como propriedade,
crime, saúde e educação. O principal
oficial de um Estado é o Governador. Cada Estado
também possui uma legislatura bicameral. Os membros
desta legislatura são eleitos pela população
do estado, exceto no estado de Nebraska, onde cada condado
possui direito a um certo número de membros na
leigislatura. Destaca-se a legislatura da Nova Hampshire,
que é o terceiro maior Poder Legislativo no mundo
anglófono, e possui um representante para cada
3 mil habitantes. Cada estado possui seu próprio
Poder Judiciário.
A
área, população e/ou produto interno
bruto de vários dos Estados dos Estados Unidos
comparam-se à de vários países do
mundo. A população da Califórnia,
por exemplo, é maior do que o do Canadá,
e seu produto interno bruto seria o oitavo maior do mundo,
caso o Estado fosse um país independente. Já
a área do Alasca seria o décimo sétimo
maior do mundo, caso fosse um país independente,
com área comparável ao do Irã.
As
instituições que são responsáveis
pelo governo regional são tipicamente Conselhos
Municipais - que tomam efeito em cidades (cities ou towns),
vilas (village), municipalidades regionais (towns, regional
municipality, municipality, hamlet) e condados (counties).
Municipalidades regionais e condados são um agrupamento
de cidades e vilas. Tais subdivisões regionais
aprovam leis que têm efeito nestas subdivisões
em particular, lidando com assuntos como trânsito
e a venda de álcool. Nas cidades, o maior oficial
eleito pela população é o prefeito.
Cidades possuem o direito de criar impostos. Em alguns
estados, os condados ou municipalidades regionais também
possuem o direito de criar leis e impostos que valem para
todas as cidades e vilas dentro dos limites do condado.
Em outros estados, os condados ou municipalidades regionais
possuem pouco ou nenhum poder, servindo apenas como distinções
geográficas.
Os
Estados Unidos possuem vários territórios
e possessões insulares ultra-marítimas.
A maior delas é a ilha de Porto Rico. Outras territórios
ultra-marítimos de importância incluem a
Samoa Americana, Guam, Ilhas Marianas do Norte e as Ilhas
Virgens Americanas. A Marinha norte-americana têm
ocupado uma base militar na Baía de Guantánamo,
desde 1898.
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A
economia dos Estados Unidos da América está
organizada segundo o modelo capitalista e é marcada
por um crescimento constante, baixas taxas de desemprego
e de inflação, um grande déficit comercial
e rápidos avanços tecnológicos. A sua
economia pode ser vista como a mais importante do mundo.
Vários países indexaram as suas moedas ao
dólar, ou chegam mesmo a usar a moeda americana,
e os mercados de capitais americanos são em geral
encarados como indicadores da economia mundial.
O
país tem enormes recursos minerais, com grandes
depósitos de ouro, petróleo, carvão
e urânio. Na agricultura, está entre os maiores
produtores mundiais de milho, trigo, açúcar
e tabaco, entre outras produções. A indústria
americana produz automóveis, aviões e produtos
eletrônicos. O maior setor econômico, no entanto,
é o dos serviços: cerca de três quartos
dos habitantes dos EUA trabalham nesse setor.
O
maior parceiro comercial dos Estados Unidos é o
seu vizinho do norte, o Canadá. Outros grandes
parceiros são o México, a União Europeia
e nações industrializadas na Ásia,
como o Japão, a Índia e a Coreia do Sul.
O comércio com a China também é significativo.
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Raças
e etnias
Os Estados Unidos possuem uma das populações
mais multiculturais do mundo, em termos de descendência
étnica e racial. Os EUA eram inicialmente habitados
por povos indígenas, como esquimós no Alasca
e algonquinos, hurões e iroqueses no continente norte-americano.
No
século XVII e XVIII, o território que altualmente
constitui os Estados Unidos foi colonizada por europeus,
inicialmente povoados a partir da costa leste. Os ingleses,
que fugiam da perseguição religiosa na Europa,
constituíam a maioria dos colonos a instalarem-se
no Novo Mundo, mas colonos espanhóis, franceses e
neerlandeses também instalaram-se nos Estados Unidos.
Escravos foram trazidos do continente africano ao longo
do século XVII, XVII e do início do XVIII
para serem usados como mão-de-obra barata, e atualmente,
seus descendentes, conhecidos como afro-americanos constituem
uma considerável parcela da população
norte-americana, formando 12.9% da população
dos Estados Unidos.
A
partir de 1850, pessoas de diversas partes do mundo passaram
a imigrar para os Estados Unidos. Até o final do
século XIX, a maioria dos imigrantes vinham dos países
da Europa Ocidental e Setentrional (Alemanha, Irlanda e
países escandinavos). italianos, poloneses, gregos,
russos e húngaros imigraram em grande quantidade
entre o final do século XIX e meados do século
XX (até a década de 1970). Os maiores grupos
étnicos europeus são alemães (que compõem
15,2% da população norte-americana), irlandeses
(10,8%), ingleses (8,7%), italianos (5.6%), escandinavos
(3,4%), poloneses (3,2%) e franceses (3%). Brancos constituem
no total 77% da população dos Estados Unidos
- 69%, excluíndo-se hispânicos, que podem ser
tanto brancos quanto negros.
Asiáticos
são uma expressiva minoria nos Estados Unidos, constituindo
4.2% da população do país. Expressiva
a partir da década de 1860, a imigração
de asiáticos ainda é forte nos dias atuais.
Hispânicos
constituem uma considerável parcela da população
norte-americana, sendo atualmente a maior minoria étnica
dentro dos Estados Unidos, compondo cerca de 13.4% da população
norte-americana. Dado a alta imigração de
hispânicos para os Estados Unidos, é esperado
um crescimento desta percentagem. Boa parte desta imigração
é ilegal, porém.
Idioma
Os
Estados Unidos nunca tiveram um idioma oficial, embora o
inglês tenha sido sempre o idioma predominante no
país, e seja falado pela imensa maioria da população,
sendo de facto o idioma dos Estados Unidos. Por isso, o
inglês é o idioma usado em quaisquer pronunciamentos
oficiais, que vão desde tratados até leis
e sentenças. Vinte e sete estados norte-americanos
adotaram o inglês como idioma oficial. Destes estados,
três adotam um segundo idioma oficial: o Havaí,
que adota a Língua havaiana como segundo idioma oficial;
a Luisiana adota o francês e o Novo México,
o espanhol. Nos estados norte-americanos sem idioma oficial,
o inglês é adotado em todos serviços
públicos, serviços em outros idiomas são
fornecidos em áreas com grande população
de imigrantes. Já estados onde o inglês (e
um segundo idioma) é o idioma oficial não
precisam necessariamente fornecer serviços públicos
em outros idiomas.
Muitos
dos imigrantes que vão aos Estados Unidos têm
pouco ou nenhum conhecimento de inglês. A maioria
deles aprende inglês o suficiente no país para
comunicar-se com outros norte-americanos. Os filhos destes
imigrantes, que estudam em escolas norte-americanas, aprendem
primariamente inglês nas escolas. Assim, a cada geração,
o idioma materno acaba cedendo, gradualmente, lugar ao inglês.
Os descendentes diretos destes imigrantes geralmente falam
tanto o idioma materno quanto inglês, enquanto muitas
vezes os netos dos imigrantes falam apenas inglês.
Atualmente,
o espanhol é o segundo idioma mais falado dos Estados
Unidos. Cerca de 10.8% da população norte-americana
possui o espanhol como idioma materno. A maioria dos falantes
do espanhol mora nos estados do oeste e do sul norte-americano
(especialmente nos estados da Califórnia, Novo México
e Texas). Desde a década de 1950, muitos hispânicos
imigraram para os Estados Unidos, vindos do México,
Cuba e outros países hispânicos. Muitos desses
novos imigrantes aprenderam ou aprendem o inglês,
mas outros falam apenas espanhol. Por isso, em cidades ou
bairros onde a concentração de hispânicos
é alta, pronunciamentos oficiais são dados
tanto em inglês quanto em espanhol.
Devido
ao fato de que não existe um idioma oficial no país,
o domínio do inglês não é de
todo indispensável nos Estados Unidos, especialmente
nos estados norte-americanos que possuem uma grande população
de imigrantes recentes - especialmente hispânicos.
Muitas pessoas, porém, acreditam que todo norte-americano
deveria saber inglês. Estas pessoas acreditam que
é quase impossível para as pessoas sem o domínio
do inglês conseguirem emprego fora de bairros com
grande presença de imigrantes recentes. Além
disso, tais ativistas alegam que um único idioma
falado por todos no país é um fator importante
para a união como um todo dos Estados Unidos. Por
isto, na década de 1980 e na década de 1990,
vários estados criaram leis fazendo do inglês
como único idioma legal dentro de tais estados.
Urbanismo
O Estados Unidos é um país altamente urbanizado.
Cerca de 91% da população norte-americana
vivem em cidades. Estas cobrem apenas 2,75% da área
total do país. Existem duas grandes megalópoles
no país. Uma está localizada na região
nordeste dos EUA, composta principalmente por Nova Jersey,
Nova York, Boston, Filadélfia e Washington, na costa
atlântica. A outra está localizado na região
sudoeste do país, na costa pacífica, centralizadas
nas cidades de Los Angeles, San Francisco e Sacramento.
Grandes subúrbios cercam muitas das cidades dos
Estados Unidos. As cidades centrais e cidades vizinhas formam
áreas metropolitanas. Existem cerca de 260 áreas
metropolitanas no país, das quais as maiores são
as regiões metropolitanas de Nova Iorque que possui
21 milhões de habitantes; Los Angeles, que possui
17 milhões de habitantes, e Chicago, que possui 9
milhões de habitantes. A população
destes subúrbios é considerável, e
muitas vezes superior à população da
cidade central. Washington, DC, por exemplo, possui somente
cerca de 535 mil habitantes, enquanto sua região
metropolitana possui cerca de 4 milhões. Desde 1970,
mais norte-americanos vivem nos subúrbios do que
nas cidades centrais. |
| TRANSPORTES
E TELECOMUNICAÇÕES
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O
Estados Unidos possuem uma extensiva malha rodoviária,
ferroviária e hidroviária. De fato, a quilometragem
destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas
categorias. Existem cerca de 75 mil quilometros de rodovias
e vias expressas de alta capacidade. Para cada 100 habitantes,
existem cerca de 75 carros. Enquanto isto, caminhões
transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada
no país.
Trens
transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no
país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros
movimentados. O contrário acontece com as linhas
aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros
mas menos de 1% da carga no país. O mercado americano
de passageiros no setor aéreo é a maior do
mundo. Chicago, Atlanta, Los Angeles, Dallas, Nova Iorque,
San Francisco e Orlando destacam-se como grandes centros
aeroportuários.
Cerca
de 15% de toda a carga transportada no país é
transportada via hidrovias como rios e lagos, além
de mares e oceanos. Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia,
San Francisco, New Orleans, Miami e Houston destacam-se
como grandes centros portuários. O porto mais movimentado
do país por número de navios atendido é
o de New Orleans, enquanto o porto mais movimentado segundo
tonelagem de carga é o de Los Angeles.
São
publicadas diaramente no Estados Unidos cerca de 60 milhões
de jornais. No país, são publicadas milhares
de jornais diários ou semanais. Existem também
no país milhares de estações de rádio
e televisão. Praticamente toda residência americana
possui um rádio, e a grande maioria possui uma televisão. |
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A
cultura dos EUA tem uma grande influência no resto
do mundo, e em especial no mundo ocidental. A música
americana é ouvida em todo o mundo e os filmes e
programas televisivos americanos podem ser vistos quase
em todo o lado. Há aqui um contraste muito grande
com os primeiros tempos da república, quando o país
era visto como um território agrícola com
pouco a oferecer aos centros culturalmente avançados
do mundo da Ásia e Europa.
A
maioria das grandes cidades dos EUA oferecem instalações
e actuações de música clássica
e popular, centros de pesquisa histórica, científica
e artística e museus, actuações de
dança, musicais e peças de teatro, além
de eventos ao ar livre e arquitectura de significado internacional.
Este desenvolvimento é resultado de contribuições
quer de filantropos privados, quer de fundos governamentais.
A
maioria da população norte-americana possui
uma razoável quantidade de tempo livre (dedicado
à recreação) disponível. Os
esportes são os principais passatempos da população
norte-americana. Milhões de norte-americanos passam
seu tempo livre jogando esportes com amigos ou assistindo
jogos profissionais em estádios ou na televisão.
Outros métodos de recreação muito populares
no país incluem filmes, sitcoms, shows musicais e
o teatro. Cerca de 95% da população norte-americana
possui uma televisão em casa. Em média, a
televisão fica ligada 7 horas por dia.
Hobbies
ocupam muito do tempo recreativo de muitos norte-americanos.
Jardinagem, colecionamento de certos produtos (selos, moedas,
etc), tricotagem, fotografia, artesanato e aeromodelismo
são alguns dos mais famosos no país.
Esportes
Alguns
esportes que foram criados ou desenvolvidos nos Estados
Unidos da América tornaram-se mundialmente famosos.
Tais esportes incluem o basquete, o basebol, o boliche e
o futebol americano. Tais esportes são também
os esportes mais praticados no país. Poucos esportes
estrangeiros conseguiram popularizar-se no país.
O esporte canadense hóquei sobre o gelo é
também razoavelmente famoso nos Estados Unidos, especialmente
como um esporte de inverno. O futebol é famoso como
um passatempo coloquial, especialmente entre descendentes
de europeus e latino-americanos, mas as tentativas da criação
de uma liga profissional do esporte falharam ou passaram
por grandes dificuldades, e o futebol ainda não é
um esporte reconhecido profissionalmente no país.
Outros esportes famosos no país incluem golfe, tênis,
natação, corridas automobilísticas
e esportes radicais.
Os
Estados Unidos sedia vários das principais competições
internacionais de esportes do mundo - como o Masters de
golfe, o US Open de tênis e o NASCAR e a Fórmula
Indy. Os Estados Unidos sediaram a Copa do Mundo em 1994,
e por oito vezes os Jogos Olímpicos, mais do que
qualquer outro país. Os Estados Unidos geralmente
possui muito bons resultados nas Olimpíadas. Em 2004,
os Estados Unidos conseguiram um total de 103 medalhas,
das quais 35 eram de ouro.
Culinária
Não
existe uma culinária nacional, original do país
- a atual culinária norte-americana é altamente
diversificada, variando de região a região,
dependendo da população e da cultura da região.
Alimentos
comuns do café da manhã (ou pequeno almoço)
norte-americano são ovos batidos, bacon, panquecas,
cereais e pães com pasta de amendoim, acompanhados
com café ou suco, na maioria das vezes, de laranja.
O almoço do norte-americano é leve - as razões
são o pouco tempo disponível para almoço
para os trabalhadores e estudantes. Um almoço pode
ser simples ao ponde de ser constituído de apenas
um único sanduíche, e só. O jantar
é para a maioria das famílias norte-americanas
o principal prato do dia.
Os
Estados Unidos são o maior consumidor de café
do mundo. Muitos norte-americanos tomam café logo
no café da manhã, e vários tomam café
durante o trabalho. Além disso, o Estados Unidos
também é o maior consumidor de refrigerantes
do mundo.
Os
Estados Unidos são famosos mundialmente pelas suas
redes de fast-foods. Os norte-americanos almoçam
muitas vezes em fast-foods, justamente por causa do pouco
tempo disponível dos trabalhadores para almoço
- bem por causa dos baixos preços dos produtos oferecidos.
Cinema
O
cinema dos Estados Unidos da América, além
de uma forma de expressão cultural específica
de um povo, é também uma das mais bem sucedidas
indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de
nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos
em Hollywood, a localidade tornou-se sinónimo desta
indústria nacional. A influência do cinema
norte-americano no resto do mundo é avassaladora
e permanece, geralmente, como líderes de audiência
em vários países do mundo.
Literatura
A literatura dos Estados Unidos da América pode ser
considerada como fazendo parte da Literatura inglesa ou
como um ramo literário distinto. A literatura norte-americana
inicial deve muito às formas e estilos originários
da Europa. por exemplo, "Wieland" e outros romances
de Charles Brockden Brown (1771-1810) inspiram-se directamente
nos romances góticos que então eram escritos
na Inglaterra. Mesmo as narrativas impecavelmente urdidas
por Washington Irving (1783-1859) - principalmente Rip Van
Winkle e The Legend of Sleepy Hollow - parecem claramente
europeias apesar de a acção se desenrolar
no Novo Mundo.
Teatro
O
teatro nos Estados Unidos da América é baseado
na tradição ocidental, na sua maioria emprestado
dos estilos de performance que prevaleciam na Europa na
época de sua introdução no país.
Hoje em dia, está fortemente interligado com a literatura,
filmes, televisão e música norte-americana
e não é incomum uma mesma história
ser recontada em todas estas formas. Regiões com
cenários musicais significativos freqüentemente
possuem fortes tradições teatrais e de comédia
também. O teatro musical pode ser a forma mais popular:
é certamente uma forma mais viva de teatro e as coreografias
de sucesso dos palcos acabam indo para a televisão
e filmes. |
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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