O
Mónaco (br. Mônaco) é
um minúsculo estado europeu, costeiro ao Mar Mediterrâneo
e rodeado pela França, muito perto da fronteira
desta com a Itália. Com apenas 1,85 km² de
área, é um dos menores países do
mundo.
A área hoje ocupada pelo Principado do Mónaco
já era habitada desde a pré-história.
O rochedo, projetado sobre as águas do Mar Mediterrâneo,
servio de refúgio a várias populações
primitivas. Os lígures, primeiros habitantes sedentários
da região, eram montanheses acostumados a trabalhar
em condições adversas. A costa e o porto
eram a saída para o mar de um destes povoados lígures,
Oratelli de Peille.
A
região foi ocupada por fenícios, gregos
e cartagineses, e em seguida pelos romanos. No final do
século II a.C. Mônaco passou a ser parte
da Província dos Alpes Marítimos. Durante
a ocupação, os romanos edificaram em La
Turbie o “Troféu de Augusto”, que celebra
o triunfo de suas campanhas militares. Durante este mesmo
período marinheiros fenícios e cartagineses
trouxeram prosperidade à região. Mônaco
foi anexado por Marselha e cristianizada no século
I.
A
partir da queda do Império Romano, no século
V, a região foi invadida a intervalos regulares
por diversos povos. No século VII tornou-se parte
do reino lombardo e no século seguinte, do reino
de Arles. Esteve sob dominação muçulmana
após a invasão dos sarracenos à França.
A partir do século X, após a expulsão
dos sarracenos pelo Conde de Provença, a região
começou a ser povoada pouco a pouco.
Em
1191, o território do que é hoje o Mónaco
foi cedido a Génova como colónia. Em 8 de
dezembro de 1297 os Grimaldi, uma família de exilados
de origem genovesa, se ligou à fortaleza e colocou
a primeira pedra da praça fortificada (hoje o palácio
pricipesco). Seu chefe, Fulco del Castello, obteve do
imperador Henrique VI o reinado do conjunto de terras
que rodeiam o Rochedo de Mônaco e para atrair uma
população estável, concedeu uma série
de vantagens como a concessão de terras com isenção
de impostos. A partir de então, a região
se converteu no objetivo de luta entre os dois grandes
partidos de Génova: os gibelinos (partidários
do imperador) e os güelfos (fiéis ao papa)
aliados dos Grimaldi.
Em
1331 Carlos I reconquistou a região e adquiriu
as possessões dos Spinola, aliados dos gibelinos,
além dos domínios de Menton e Roquebrune.
Carlos I é considerado por muitos o verdadeiro
fundador do principado, e o primeiro senhor do Mónaco.
Carlos I morreu em 1357 e seu filho Rainier II combateu
aos genoveses até que em 1489 o Rei da França
e o Duque de Sabóia reconheceram a soberania de
Mônaco.
Em
1612 Honorato II passou a usar o título de Príncipe
e Senhor do Mónaco. Em setembro de 1641, após
uma década de negociações, Honorato
II e Luís XIII da França firmaram o Tratado
de Peroné, pelo qual reconheciam o direito de soberania
de Mônaco. O reino da França assegurou então
sua proteção ao Príncipe de Mônaco.
No mesmo ano os espanhóis foram expulsos do principado.
Durante
a Revolução Francesa o principado foi anexado
à França. Declarado Protetorado da Sardenha
a partir de 1815 até 1860, quando o Tratado de
Viena devolveu a soberania monegasca, que foi ratificada
em 1861 pelo Tratado Franco-Monegasco. O Príncipe
Carlos III do Mônaco decidiu atrair a alta sociedade
internacional para contibuir com o progresso econômico
do principado. Em 1863 abriu o primeiro casino, e em 1866
o centro Monte Carlo.
Carlos
III governou de 1856 a 1889. Seu filho Alberto I promulgou
a primeira constituição em 1911.
Em
1918 um tratado serviu para delimitar a proteção
da França sobre Mônaco. O tratado estabeleceu
que a política monegasca estaria alinhada à
da França, da mesma forma que os interesses militares
e econômicos.
Uma
nova constituição, promulgada em 1962, aboliu
a pena de morte, permitiu o voto feminino e nomeou uma
Corte Suprema para garantir as liberdades básicas.