O
Rio Amazonas é um rio sul-americano
que nasce na Cordilheira dos Andes, no lago Lauri ou Lauricocha,
no Peru e deságua no Oceano Atlântico, junto
à Ilha do Marajó, no Brasil. E ao longo
de seu percurso ele tem os nomes de Tunguragua, Marañon,
Ucayali, Solimões e finalmente Amazonas.
Uma
pesquisa recente revelou que o Amazonas tem um comprimento
de 6868 km e mais de 1000 afluentes, e portanto maior
que o Nilo com seus 6695 km de extensão, sendo
então o mais longo rio do mundo. Sua bacia hidrográfica
é a maior do mundo, com uma superfície de
aproximadamente 7 milhões de km². O Amazonas
é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um
volume de água cerca de 56 vezes o do rio Nilo.
Geografia
A
quantidade de água doce lançada no Atlântico
é gigantesca: cerca de 190000 m³/s na estação
de chuvas, ou um quinto de toda a água fluvial
do planeta. Na verdade, o Amazonas é responsável
por um quinto do volume total de água doce que
deságua em oceanos em todo o mundo. Diz-se que
a água ainda é doce mesmo aquilômetros
de distância da costa, e que a salinidade do oceano
é bem mais baixa que o normal 150 km mar adentro.
O
Amazonas, que pode ter 40 km de largura em períodos
de cheia, é navegável por navios oceânicos
de porte médio até Iquitos, a 3500 km (2300
milhas) do mar
Fauna e flora
Toda
a fauna da selva tropical úmida sul-americana está
presente na Amazônia.
Os
cientistas afirmam que ali existem inúmeras espécies
de plantas ainda sem classificação, milhares
de espécies de pássaros, inúmeros
anfíbios e milhões de insetos.
Desde
os insetos até os grandes mamíferos como
o puma, a denta e os veados, répteis como tartarugas,
caimãs e víboras também ali habitam.
Há pássaros e peixes de todas as espécies,
plumagens e peles. Nas lagunas ao longo do Amazonas floresce
a planta Vitória Régia, cujas folhas circulares
chegam a mais de um metro de diâmetro.
É
tão amplo o seu número de espécies
de peixes e plantas aquáticas que enumerar todas
seria impossível.
Para
todos os aficionados ao aquarismo, trata-se da fonte que
proporciona a maior quantidade de espécies de peixes
que hoje em dia povoam os comércios e aquários
de todo o mundo.
Pulmão
do planeta
Cientificamente,
trata-se de um equívoco chamar as florestas tropicais
de "Pulmão do planeta". Há vários
motivos para isso, por exemplo:
* O pulmão é um órgão que
absorve oxigênio e elimina gás carbônico,
ou seja, "produz" gás carbônico.
* Outro fato é que a maior parte da produção
do oxigênio que respiramos provém de microorganismos
(algas e cianofíceas) e que sua produção
de oxigênio por fotossíntese supera em muito
o seu consumo pela respiração. Enquanto
que nas florestas tropicais o oxigênio produzido
pela fotossíntese durante o dia (fase clara) é
consumido em grande parte à noite (fase escura)
pela respiração das mesmas. Apenas florestas
que ainda estão em desenvolvimento produzem mais
oxigênio do que consomem, e as florestas tropicais
em sua grande maioria já estão em processo
de estabilidade ecológica.
Portos
Os
portos mais importantes do rio Amazonas ficam nas cidades
de Iquitos, no Peru, Letícia na Colômbia
e Manaus no Brasil.
Estrada
Um
pouco ao sul do Amazonas está a Estrada Transamazônica,
como um longo canal de poeira e barro, resultado de uma
das aventuras mais ousadas jamais tentadas na maior de
todas as regiões florestais do mundo. A estrada
BR-233 imita o curso do rio Amazonas, pois avança
em forma paralela ao este. Tem, de acordo com os números
oficiais, cinco mil quilômetros de comprimento,
apesar de estar invadida pela floresta em vários
trechos. A estrada, iniciada no período da ditadura
militar, nunca fez jus aos bilhões de dólares
nem às esperanças de desenvolvimento depositadas
nela, mas foi uma grande indutora do desmatamento ao longo
de seu curso.
Desnível
nos últimos quilômetros
O
rio Amazonas, cujo curso é muito plano (20 m de
desnível nos últimos 1500 quilômetros)
antes da sua desembocadura, constitui um caso muito especial
de marés oceânicas. Na região do rio
Amazonas, tais marés são conhecidas como
pororoca, e são uma atração turística.
Os primeiros resultados de uma investigação
realizada por instituições brasileiras associadas
no marco do programa HiBAm (Hidrologia da bacia amazônica)
permitem entender melhor a influência da maré
no funcionamento hidrodinâmico do Amazonas ao se
aproximar ao oceano e, de maneira mais particular, medir
seu impacto nas pulsações do caudal do rio
e no transporte de sedimentos em direção
ao oceano.