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O
Incrível Hulk foi o segundo personagem
criado por Jack Kirby e Stan Lee, em 1962, dando continuidade
à revolução dos quadrinhos iniciada
com o Quarteto Fantástico (Fantastic Four).
O
herói verde é o selvagem e poderoso alter-ego
do Dr. Robert Bruce Banner, um cientista que foi atingido
por raios gama enquanto salvava um adolescente durante o
teste militar de uma bomba.
Este
adolescente, Rick Jones, tornou-se companheiro de Banner,
ajudando-o a manter o Hulk sob controle e mantê-lo
longe dos ataques dos militares, que viam a criatura como
uma ameaça.
Há
uma curiosidade na origem do Hulk: originalmente, a cor
do personagem era cinza, mas, por problemas na hora da impressão
da revista (a gráfica não conseguia acertar
a tonalidade), ele foi impresso num tom esverdeado, fazendo
com que o Hulk passasse a ser o "Gigante Esmeralda"
que conhecemos desde o início.
Outro
fato interessante é que, nas primeiras histórias,
a transformação de Banner em Hulk ocorria
apenas à noite, como se isso fosse alguma maldição
similar à dos lobisomens. Porém, em pouco
tempo, Kirby e Lee chegaram a um acordo e o Hulk passou
a surgir toda vez que o Dr. Banner ficava irado e despertava
em si seu lado mais selvagem.
Podemos
arriscar dizer que os dois criadores se inspiraram fortemente
no clássico livro de Robert Louis Stevenson, Dr Jekyll
and Mr Hyde (no Brasil, Dr. Jekyll e Sr. Hyde ou, também,
O Médico e o Monstro). |
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A
revista The Incredible Hulk durou apenas
6 números, mas o personagem conquistou fãs
suficientes para que ele retornasse em 1964 na Tales to
Astonish, dividindo espaço com o príncipe
Namor (Submariner).
No
ano seguinte, a identidade "secreta" do Hulk foi
revelada ao mundo e, sem a ajuda de Rick Jones, o personagem
passou a ser um brutamontes errante e incompreendido vagando
pelo mundo, sempre em busca de paz. Ele voltou a ter sua
revista própria em 1968, continuando a mesma numeração.
Mesmo
sem Lee & Kirby criando suas histórias, o Hulk
atingiu seu sucesso com o texto simples e direto de Gary
Friedrich e a arte de Herb Trimpe e Marie Severin.
Depois,
foi a vez de uma fase importante com roteiro de Bill Mantlo
e arte de Sal Buscema, sempre com o surgimento de curiosos
vilões a cada edição e mostrando o
personagem sempre vagando em busca de paz, sem jamais encontrá-la.
Porém,
nada se comparou à breve seqüência escrita
e desenhada por John Byrne. Neste período, o Gigante
Esmeralda foi separado de seu alter ego Bruce Banner, que,
finalmente, se casou com Betty Ross (sua, até então,
eterna namorada e filha de seu principal perseguidor: General
Thunderbolt Ross). Esta saga envolveu vários outros
heróis da Marvel e deu uma real importância
ao personagem coadjuvante Doc Samson.
Com
a saída de Byrne do título, o Hulk voltou
a ser cinza e, pouco tempo depois, seria a vez de Todd McFarlane
assumir a arte ao lado de Peter David no texto.
Foi
uma fase interessante que mostrou, entre outras boas histórias,
um novo encontro entre o Hulk e o Wolverine num combate
selvagem que deixou os leitores boquiabertos (a primeira
vez que os dois haviam se enfrentaram foi em Incredible
Hulk #180, que, inclusive, marcou a primeira aparição
do herói canadense Wolverine).
A
entrada, em 1987, de Peter David nos roteiros foi, sem dúvida,
um ponto alto na revista do Hulk. Dando toques bem-humorados
ao personagem, que voltou a ser verde, ficou cinza de novo,
ganhou inteligência, tornou-se uma espécie
de mafioso e retomou seu "bronzeado" verde, entre
outros artifícios criativos, o escritor tornou-se
um dos prediletos dos leitores.
Após
10 anos escrevendo as aventuras do Gigante Esmeralda e,
aparentemente, esgotadas suas idéias para o personagem,
Peter deixou o título na edição #467,
que, a partir daí, passou por várias equipes
criativas e tem se mantido até os dias de hoje, com
a Marvel sempre tentando resgatar as características
originais do monstruoso herói.
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O
Incrível Hulk teve algumas séries
de desenhos
animados em 1966, 1982 e 1996, mas foi em 1978
que ele ganhou uma série de TV e atingiu um público
diferente dos quadrinhos.
O
seriado fugia um pouco do conceito original dos quadrinhos,
mas conseguiu fazer bastante sucesso. Nele, o Dr. Banner
(chamado no seriado de David Bruce Banner) era interpretado
com maestria por Bill Bixby, o mesmo ator das séries
Meu Querido Marciano (My Favorite Martian) e O Mágico
(The Magician), enquanto seu alter-ego contava com os músculos
e os grunhidos do atleta fisiculturista Lou Ferrigno. A
série terminou em 1982, tendo alguns breves e mal-sucedidos
retornos posteriores.
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Agora,
após uma longa espera dos fãs, o Hulk finalmente
chega às telas com Eric Bana (Bruce Banner) e Jennifer
Connelly (Betty Ross) e promete ser um arrasa-quarteirão,
seguindo na trilha de boas adaptações de personagens
da Marvel para o cinema como Blade, Homem-Aranha,
Demolidor e X-Men.
Com
direção do cultuado Ang Lee, que vem prometendo
ter seguido os conceitos originais de Lee & Kirby, esta
superprodução da Universal
mostrará o gigante verde como uma criatura descomunal
no melhor estilo "Hulk Esmaga" totalmente gerada
por computador e, ao que tudo indica, causará tanta
destruição nas telonas quanto nos quadrinhos. |
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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