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X-Men é uma série de histórias em quadrinhos norte-americana publicada pela Marvel Comics, e também uma franquia de produtos derivados, no cinema, na televisão, em brinquedos e em videogames.

A revista mescla elementos típicos de histórias de super-heróis a temas como racismo, responsabilidade e política.

Criada por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, a série atingiu o auge de vendas e popularidade na década de 1980, com o arco de histórias "A Morte da Fênix", escrita por Chris Claremont e Jonh Byrne.

A revista inaugurou o surgimento dos mutantes no Universo Marvel): indivíduos portadores de mutações genéticas que lhes conferem habilidades extraordinárias. Pessoas comuns geralmente nutrem preconceito contra eles.

Os X-Men são um grupo desses indivíduos que tenta proteger e reconciliar mutantes e pessoas comuns.

O singular de X-Men é X-Man.

HISTÓRIA
No início dos anos 60, o editor e roteirista de quadrinhos Stan Lee e o desenhista Jack Kirby, além de diversos outros ilustradores produziram algumas revistas que focavam tanto a personalidade dos personagens e o conflito pessoal quanto a ação e a aventura da história. Entre estes personagens estavam o Quarteto Fantástico, o Hulk e o Homem-Aranha. X-Men foi um dos últimos títulos deste renascimento da chamada Era de Prata, aparecendo em setembro de 1963.

Os X-Mens foram fundados pelo telepata paraplégico Charles Xavier, o Professor X. Xavier abriga os X-Men em sua mansão que também é uma escola para "Jovens superdotados", no condado de Westchester, Nova York.

Os X-Men originais eram cinco adolescentes que ainda não dominavam seus poderes:

* Ciclope (Scott Summers) - capaz de emitir poderosas rajadas óticas, que só consegue controlar totalmente com o uso de um visor de quartzo-Rubi. É o líder de campo dos X-Men.

* Garota Marvel - com poderes de telecinese e telepatia (estes últimos adquiridos com o tempo).

* Anjo (Warren Worthington III) - possui um par de asas retráteis.

* Fera (Dr. Hank McCoy) - dono de grande força, agilidade e destreza. (Originalmente ele não tinha a aparência de animal peludo atual)

* Homem de Gelo (Bobby Drake) - capaz de congelar a umidade contida no ar para os mais diversos fins, como deslizar em rampas de gelo.

Um precursor do conceito de uma escola para mutantes genéticos apareceu em 1953 na novela de ficção-científica Filhos do Átomo por Wilmar Shiras, que foi creditado quando da criação dos X-Men. Os personagens-título do livro também eram chamados mutantes, e eram resultado de uma experiência intencional de mutação genética. O termo "Filhos do Átomo" também já foi usado várias vezes em revistas e jogos dos X-Men, geralmente como subtítulo.

Apesar dos conceitos filosóficos que apareceram na X-Men, Stan Lee já declarou ter criado os mutantes como uma maneira de criar um grande número de personagens super-poderosos sem ter que criar inventar uma origem separada e interessante para cada um deles.

A revista X-Men nº1 também introduziu o arqui-inimigo da equipe, Magneto, que controla o magnetismo e que pensa que os mutantes devem governar os homens normais (ou matá-los). Mais tarde se revelaria que Magneto fora amigo do Professor X e que sua crença de que os mutantes devem conquistar ou ser conquistados nasceu suas experiências como um sobrevivente do Holocausto. A revista X-Men nº4 introduziu a equipe de Magnetos, a Irmandade de Mutantes.

Apesar de alguns outros inimigos importantes aparecerem durante os anos 60 - como o meio-irmão de Xavier, o Fanático e os robôs chamados Sentinelas - os X-Men lutaram frequentemente contra criminosos mutantes pouco marcantes e invasores alienígenas. Em consequência disso esta época foi considerada pela maioria dos leitores como pouco atraente, e a revista X-Men tornou-se uma das menos bem-sucedida da Marvel a partir do meio da década de 60.

Lee e Kirby deixaram a revista em 1966, passando as rédeas para Roy Thomas e Werner Roth. Roth deixou de ser seu desenhista regular em 1967, e Thomas deixou de escrever o roteiro em 1968. O título passou um ano sem equipe fixa. Em 1969, Thomas voltou junto do artista favorito dos fãs Neal Adams em um esforço para salvar a série do cancelamento. Estas edições são mais dignas de nota e introduziram dois novos X-Men:

* Destrutor (Alex Summers) - o irmão mais novo de Ciclope que produz explosões de plasma.
* Polaris (Lorna Dane), que possuiu poderes magnéticos e que a princípio pensava-se ser uma filha de Magneto.

Embora as vendas tendo melhorado enquanto Adams ilustrou o livro, ainda era escassa e a medida foi tomada tarde demais. A Marvel parou de produzir novas edições dos X-Men em 1969. Continuou-se a reimprimir as edições antigas e as vezes os X-Men apareciam em outros títulos da editora.

Os novos X-Men

Em 1975, o escritor Len Wein e o artista Dave Cockrum introduziram uma equipe nova de X-Men. No lugar de adolescentes, este grupo consistia de adultos originários de uma grande variedade de nações e culturas. O uso de personagens de várias culturas foi uma tentativa da Marvel de popularizar o título em outros países. A revista Giant-Size X-Men nº1 introduziu esta equipe, reunida pelo Professor X para salvar a equipe original do cativeiro na "ilha viva" de Krakoa.

Estes "Novos X-Men" foram liderados por Ciclope. O grupo era formado por: Solaris (japonês), Pássaro Trovejante (índio apache),Banshee (irlandês), Colossus (russo), Noturno (alemão), Tempestade (nova-iorquina criada no Egito e no Quênia) e Wolverine (canadense).

Após Giant-Size X-Men nº1, a Marvel começou a publicar novas edições de X-Men, apresentando a equipe nova (exceto por Solaris que abandonou a equipe e Pássaro Trovejante que morreu na X-Men nº95. A série continuou desenhada por Cockrum mas passou a ser escrita por Chris Claremont, que passou um longo e aclamado período na revista. Um dos arcos de história mais importante desta era foi a "Saga da Fênix" (X-Men nº101 a 108, 1977), na qual Jean Grey se funde a uma entidade cósmica chamada Fênix e lidera a equipe em uma missão intergaláctica. A saga introduziu a raça alienígena Shi'ar e sua imperadora Lilandra, que se tornaria amante do professor X em mais de uma época.

Em 1978, Cockrum foi substituído por John Byrne, que também colaborou nos roteiros de Claremont. A revista passou a se chamar "Uncanny X-Men". Isto marcou o começo do que muitos consideram o primeiro renascimento criativo dos X-Men, durante o qual a série tornou-se uma das mais populares na indústria. Depois de um confronto com Magneto, o Professor X e Jean Grey pensam que os X-Men foram derrotados e a equipe começa a se desfazer. Byrne introduziu nesse momento uma nova equipe de heróis a Tropa Alfa, uma equipe canadense de super-heróis cuja história se entrelaçava com a de Wolverine. O personagem Wolverine começou a ganhar prêmios de personagem mais popular constantemente; por isso começaram a produzir ao menos uma edição especial focada nele a cada ano entre 1980 e 1984.

Claremont e Byrne conduziram os X-Men por uma grande variedade de situações desesperadoras que testaram seu caráter. A mais notável foi a "Saga da Fênix Negra" (Uncanny X-Men nº 129 a 138). Nesta história, o membro do Clube do Inferno chamado Mestre Mental usou sua habilidade de criar ilusões complexas para controlar Jean Grey. O estado alterado da mente de Jean revelou um lado sombrio da entidade chamada Fênix, que tentou destruir um planeta habitado. Embora os X-Men tivessem conseguido controlá-la aparentemente, Lilandra capturou Jean Grey na esperança de exterminar a ameaça representada pela Fênix. O professor Xavier invocou a autoridade de um duelo da honra (um costume Shi'ar) pelo direito de custódia da Fênix. Lilandra, com o conssentimento dos Krees e dos Skrulls (outras raças alienígenas formadoras de grandes impérios) que julgavam que os heróis seriam derrotados facilmente, concordou com o desafio. O resultado foi uma batalha na lua da Terra entre a Guarda Imperial Shi'ar e os X-Men para decidir o destino de Jean Grey. Os X-Men foram derrotados, mas a tensão da batalha, durante a qual Ciclope se feriu, superou os condicionamentos mentais da Fênix que lutou contra sua persona sombria, e retornou. Nesse ponto Lilandra ordenou a destruição do Sistema Solar na esperança de que a Fênix morresse no processo, e o professor Xavier contrariadamente teve de pedir aos X-Men que matassem sua colega de equipe para impedir tal genocídio. Por causa da força de vontade e humanidade de Jean Grey, a Fênix se suicidou para impedir que outros morressem por sua causa, num momento histórico para as histórias em quadrinhos, um meio em que poucos personagens de magnitude costumam ser mortos (ainda que tanto Jean Grey, quanto a Fênix voltassem a aparecer posteriormente). A Saga da Fênix Negra introduziu vários novos personagens, incluindo Kitty Pryde (a Lince Negra), e Emma Frost, que foi criada como membro do Clube do Inferno e usava na época o pseudônimo Rainha Branca.

Numa edição do tipo "What If" (que mostra enredos alternativos para histórias clássicas), a Fênix Negra impede Ciclope de ser ferido e por isso mesmo nunca chega a ser destruída, apenas some durante algum tempo, e quando volta destrói a Terra e segue em direção a outros mundos.

Na despedida de John Byrne dessa primeira fase dos X-Men, Claremont e Byrne produziram o arco de histórias "Days of Future Past" que no Brasil foi chamada de Dias de um Futuro Esquecido (Uncanny X-Men nº 141 e 142), que retrata um futuro distópico no qual os Estados Unidos se tornou um país em ruínas controlado pelos Sentinelas. Nesta linha temporal a maioria de X-Men e outros heróis estão inoperantes, e os mutantes são confinados em campos de concentração. Nesse arco de histórias, a mente da Kitty Pryde adulta é enviada ao passado para o corpo da Kitty Pryde jovem, e ela convence os X-Men a ajudá-la a frustrar uma tentativa de assassinato contra um senador praticada por um membro da Irmandade de Mutantes, a transmorfa Mística. Esta visão sombria de um futuro criado pelo medo, ódio e intolerância tem inspirado muitas histórias dos X-Men desde então, e a saga Dias de um Futuro Esquecido influenciou diversos acontecimentos futuros na cronologia dos personagens, como a origem dos personagens Bishop e Massacre (que se deram em diferentes épocas).
Em 1982, Claremont escreveu e Brent Anderson ilustrou a graphic novel intitulada X-Men: God Loves, Man Kills (no Brasil X-Men: Deus Ama, o Homem Mata), na qual o reverendo William Stryker começou uma crusada religiosa contra os mutantes, capturando o professor X para manipular seus poderes, atacar e erradicar as mentes mutantes. Os X-Men uniram-se com Magneto na batalha contra Stryker, tendo por resultado um dos exemplos mais claros dos mutantes sendo usados como uma metáfora para relações raciais na série.

A revista Uncanny X-Men continuou nas mãos de Claremont acompanhado de uma sucessão de desenhistas tais como Paul Smith e John Romita Jr.. Os arcos de histórias do começo dos anos 80 - 1980 introduziram o grupo de mutantes renegados Morlocks, exploraram o amor de Wolverine pela aristocrata japonesa Mariko Yashida, o ajuste de Tempestade a perda temporária de seus poderes e o relacionamento que teve com Forge, e o desenvolvimento do relacionamento entre ciclope e Madelyne Pryor, uma sósia de Jean Grey. Esta última história terminou com Ciclope casando-se com Pryor e abandonando os X-Men. (Pouco depois formaria a primeira equipe conhecida como X-Factor).

Vários novos membros entraram para os X-Men nessa fase da revista. Entre estes destacam-se a jovem Kitty Pryde, Vampira (que inicialmente era um membro da Irmandade) e Rachel Summers, a segunda Fênix oriunda do futuro alternativo de Dias de um Futuro Esquecido.

Surgem outras revistas com mutantes

Nos anos 80 a popularidade crescente de Uncanny X-Men e o aumento de lojas especializadas em quadrinhos levaram à produção de diversas séries spin-off (séries derivadas) às vezes apelidadas de "X-books". A primeira, Novos Mutantes, foi lançada em 1983 e apresentava um grupo de mutantes adolescentes que estudavam na Escola Xavier. Em 1985, os X-Men originais, incluindo Jean Grey controversamente ressuscitada, formaram o X-Factor. Em 1986, Wolverine recebeu sua própia revista, que tratava frequentemente de seus esforços em desvendar seu passado. Em 1987 a Marvel lançou a Excalibur, equipe formada por Rachel Summers, Noturno, Lince Negra (Kitty Pryde), Meggan e o Capitão Britânia. Com tantas spin-offs, a franquia dos X-Men transformou-se num dos recursos mais lucrativos da Marvel, e a cronologia dos X-Men se tornava cada vez mais complexa e difícil de se acompanhar. Na década seguinte o sucesso dos X-books inspiraria outras franquias populares, mesmo em outras editoras.

Nessa época de expansão, a revista Uncanny X-Men apresentava acontecimentos controversos. Em 1986 o Professor Xavier teve de ser levado ao Império Shi'ar para que ferimentos graves que tinha sofrido fossem tratados com a tecnologia alienígena. Magneto ocupou o lugar do professor durante esse tempo, e foi isso que levou Ciclope e os outros X-Men originais a abandonar a equipe e formar o X-Factor.

Esta grande variedade de títulos levou a muitos crossovers (histórias de vários personagens e revistas se cruzando), alguns de grande magnitude, envolvendo várias revistas e durando meses. O primeiro foi o "Mutant Massacre" (no Brasil, Massacre de Mutantes) que introduziu os Carrascos, um grupo de mutantes assassinos que chacinaram os Morlocks e feriram severamente muitos dos X-Men que interferiram. (Os ferimentos de Kitty Pryde e de Noturno foram a deixa para sua viagem à Inglaterra para integrar o Excalibur). A saga introduziu o Senhor Sinistro, um geneticista cruel que liderava os Carrascos. Foi nela também que o mutante Dentes-de-Sabre fez sua primeira aparição numa revista dos X-Men. Originalmente ele era inimigo do Punho de Ferro.

Durante este período Claremont reestruturou toda a equipe oficial dos X-Men. O grupo agora era formado por Tempestade, Vampira, Wolverine, Colossus e Destructor, além de novos personagens:

* Magneto, supostamente regenerado, ocupou a liderança dos X-Men e dos Novos Mutantes por ordem do próprio Xavier, durante sua recuperação. Magneto saiu dos X-Men após não ter impedido a morte de um dos Novos Mutantes (Douglas Ramsey, o Cifra), e retornou à habitual vilania.
* Longshot, cujo poder consistia de ser exageradamente sortudo, vindo de uma dimensão alienígena non-sense controlada pelo tirânico Mojo.
* Dazzler (Alison Blaire), uma ex-cantora disco que conseguia transformar o som de sua voz em feixes de energia.
* Psylocke (Betsy Braddock), uma telepata e artista marcial, introduzida originalmente na revista do Capitão Bretanha (seu irmão).

O crossover seguinte foi "Fall of the Mutants" (no Brasil Queda de Mutantes), no qual entre outras coisas a equipe enfrentou o demônio conhecido como Adversário. No fim desta época a equipe mudou sua base para a Austrália temporariamente. Foi durante essa fase na Austrália que descobriram que Madelyne Pryor era realmente um clone de Jean Grey criado pelo Senhor Sinistro. Os X-Men e o X-Factor enfrentaram Pryor cuja personalidade foi alterada por um comando pós-hipnótico de Sinistro, tornando-se a Rainha dos Goblins. Um dos pontos altos da história foi a reunião do X-Factor e dos X-Men. Desde a Queda de Mutantes o X-Factor pensava que os X-Men estavam mortos, e os X-Men não sabiam ainda do retorno de Jean Grey. O temporada na Austrália terminou com Tempestade e Vampira dadas como mortas, e Longshot e Dazzler deixando a equipe (eles vieram a se tornar um casal e tiveram um filho).

No fim de 1989, a Marvel começou a publicar Uncanny X-Men quinzenalmente, permitindo que Claremont escrevesse histórias envolvendo apenas parte dos X-Men. O crossover "Agenda de Extinção" reuniu novamente os X-Men e inseriu dois novos membros:

* Jubileu (Jubilation Lee), uma rata de shopping com a habilidade de lançar pequena quantidade de plasma dos dedos.
* Gambit (Remy LeBeau), um ex-ladrão capaz de carregar pequenos objetos com energia cinética explosiva, geralmente cartas de baralho

De 1987 a 1990, Marc Silvestri ilustrou a Uncanny X-Men. Foi substituído por Jim Lee, que foi um dos desenhistas mais populares da revista.

O crescimento das vendas nos anos 90

Depois que os X-Men voltaram para Westchester e o Professor X voltou para a Terra, a Marvel reestruturou toda a linha dos X-Books. O desenhista e roteirista Rob Liefeld criou a equipe X-Force, formada na maior parte por ex-membros dos Novos Mutantes e liderada por Cable. Os membros do X-Factor voltaram a integrar os X-Men, alguns deles bastante mudados desde sua partida. Foi nessa época que o Fera ficou com a aparência atual (coberto de pelos azuis) e o Anjo, agora chamado Arcanjo, havia a pouco tempo sido transformado pelo vilão Apocalipse que trocou suas asas de pluma por asas de metal. Destructor, Polaris e outros mutantes formaram um novo X-Factor, agora uma equipe sob ordens do governo.
Para criar espaço para essa equipe mais numerosa de X-Men que se formou com o retorno dos membros originais, a maravilha lançou uma segunda revista intitulada simplesmente X-Men. O grupo foi dividido em dois: as equipes azul e dourada. As histórias da equipe azul eram publicadas na revista X-Men e seus membros eram Fera, Psylocke, Vampira, Gambit, Ciclope e Wolverine. A equipe dourada continuou na revista antiga, que era escrita por Whilce Portacio e formada por Colossus, Homem de Gelo, Arcanjo, Jean Grey, Tempestade e Bishop, um mutante que veio do futuro atrás de Fitzroy, um dos líderes do Clube do Inferno. (No Brasil a revista com as histórias da equipe Azul chamava-se Os Fabulosos X-Men, e a da equipe dourada simplesmente X-Men). O professor X, Banshee e Jubileu apareciam em ambas as revistas intermitentemente (embora Jubileu só fosse vista em ação na equipe azul).

A arte popular de Lee e Liefeld e o burburinho produzido por essa reforma radical aumentaram a popularidade dos X-Men ainda mais e as primeiras edições de X-Force e X-Men transformaram-se em dois dos best-sellers da editora em todos os tempos.

Em meio ao sucesso, conflitos internos dividiram as equipes criativas das duas revistas. Claremont saiu depois das três primeiras edições de X-Men devido a brigas com os editores da Marvel e com Jim Lee, após ter passado quinze anos trabalhando com os X-Men. Meses mais tarde, Liefeld e Lee deixaram a Marvel junto de vários outros artistas populares (Silvestri e Portacio entre eles) para fundar a Image Comics.

No entanto a popularidade dos X-Men continuava subindo, na maior parte graças à série de desenhos animados que a Fox lançou em 1992.A revista Uncanny X-Men eram agora escritas por Scott Lobdell e desenhadas por Joe Madureira.

Os crossovers passaram a ser mais frequentesm mas, embora impulsionassem consistentemente as vendas, os fãs começaram a reclamar de que eram apenas golpes publicitários. Os crossovers mais relevantes dessa década foram:

* "X-Tinction Agenda" (Agenda de Extinção), no qual o governo de Genosha, captura os X-Men.
* "X-Cutioner's Song", em que o clone e arqui-inimigo de Cable, Conflyto, tenta assassinar o professor Xavier. É nessa saga que Cable é revelado como sendo o filho de Ciclope, e Conflyto seu clone.
* "Legion's Quest"/"Age of Apocalypse" (No Brasil, A Era de Apocalipse): o filho de Xavier, um mutante conhecido como Legião, volta no tempo para assassinar Magneto, mas acaba matando seu pai antes que ele fundasse os X-Men. Uma realidade alternativa surgiu na qual Apocalypse governava a América do Norte e seus lacaios comandavam o resto do mundo sob suas ordens. Nesse mundo era Magneto que liderava os X-Men na luta contra a tirania estabelecida.
* "Massacre" (no Brasil Massacre dos X-Men seguido de Massacre Marvel), abrangeu todas as séries da Marvel durante dois meses. Neste arco de histórias o Professor X perdeu o controle sobre seus poderes, o que criou uma segunda personalidade maligna incrivelmente poderosa chamada [[Massacre (HQ), que enfrentou os X-Men, os Vingadores e o Quarteto Fantástico.
* "Operation:Zero Tolerance" (no Brasil Operação Tolerância Zero), na qual um exército anti-mutante recebeu permissão do governo para caçar os X-Men e outros mutantes. Estas forças eram lideradas por um homem conhecido como Bastion.

Os anos 90 presenciaram um número ainda maior de X-Books, com numerosas séries e mini-séries surgindo. A novas séries desta época incluiram a Geração X, estrelando outra equipe de mutantes adolescentes, e X-Man protagonizada pelo poderoso Nate Grey, um fugitivo da Era de Apocalipse. A Marvel lançou séries-solo de muitos dos personagens mutantes. Em 1998 Excalibur e X-Factor foram encerradas e essa última foi substituída por Mutant X estrelada por Destructor numa realidade altermativa.

Novas Mudanças

Durante a época de Operação Tolerância Zero, personagens principais tais como Bishop, Gambit, Jean Grey e ciclope estiveram fora dos X-Men. No lugar destes, os escritores montaram uma equipe nova que consistia de Wolverine, Vampira, Fera, Tempestade e diversos novatos incluindo Míssil, um ex-integrante dos Novos Mutantes e da X-Force; Medula, uma morlock com a costa recoberta por ossos que podiam ser removidos e usados como lâminas; Larval, cujas vísceras eram seres vivos independentes que podiam sair do seu corpo e absorver qualquer matéria para alimentá-lo; e Cecilia Reyes, uma médica capaz de projetar um campo de força individual.

No ano de 2001 o roteirista Grant Morrison e o desenhista Frank Quitely assumiram a revista X-Men. Seu título mudou para New X-Men e sua formação inicial foi Fera, Jean Grey, o Professor X, Ciclope, Wolverine e Emma Frost (telepata e antiga Rainha Branca do Clube do Inferno). A equipe usava uniformes negros semelhantes aos do filme X-Men. A revista New X-Men concentrou-se nos conceitos de ficção científica e em reviravoltas audaciosas do enredo, como um genocídio provocado pelos Sentinelas em Genosha, vitimando 16 milhões de mutantes. Uma das sub-tramas mais controversas escritas por Morrison envolvia Ciclope (que é casado com Jean Grey) tendo um caso telepático com Emma Frost.

Enquanto isso a revista Uncanny X-Men passou primeiro para as mãos de Joe Casey (roteiro) e Ian Churchill, seguidos mais tarde por Chuck Austen e vários artistas. A revista, que permaneceu centrado na ação e aventura tradicionais, tinha uma equipe formada por Homem de Gelo, Noturno, Arcanjo, Destructor, Polaris, Estrela Polar (ex-Tropa Alfa), Câmara (ex-Geração X) e surpreendentemente o Fanático, que tinha sido um inimigo dos X-Men desde os anos 60. (Austen redimiu o Fanático, em um dos seus poucos arcos de história bem-recebidos pelos fãs). Casey e Austen, entretanto, não foram populares entre os leitores. Para os críticos Uncanny X-Men vinha sendo muito estática e pouco inovadora (especialmente em comparação com a New X-Men), e para os fãs as mudanças feitas na personalidade dos personagens era de mal gosto, incluindo os fatos de Noturno se tornar um padre católico e Polaris se tornando uma extremista.

Durante essa era surgiu ainda a revista X-Treme X-Men, marcando o retornou de Chris Claremont ao roteiro de uma equipe de mutantes, com arte de Salvador Larroca. Essa equipe era formada por Vampira, Tempestade, Sábia (capaz de analisar informação e traçar planos instantaneamente), Bishop, Salva-Vidas (cujo corpo se adapta para combater qualquer ameaça a seu redor) e seu irmão, o teletransportador Fluxo.

ATUALMENTE NOS EUA
Em 2004, Morrison a New X-Men e a Marvel preparou a chamada "Era pós-Morrison". A editora cancelou X-Treme X-Men e colocou Claremont no roteiro de Uncanny X-Men. A companhia lançou também a série Astonishing X-Men, escrita por Joss Whedon (criador da série Buffy:A caça-vampiros) e o desenhista John Cassaday.

Astonishing X-Men tornou-se rapidamente um sucesso. Alguns atribuem a popularidade do título a sua apresentação relativamente direta: muitos quadrinhos dos X-Men no passado ficaram conhecidos por ter uma continuidade complicada. A série incluiu o retorno de Colossus e de Psylocke (que havia morrido). Chris Claremont já tinha pedido pra trazer Psylocke de volta, mas o pedido foi rejeitado porque na época os editores estavam decididos a manter os personagens mortos nesse estado (decisão incomum na Marvel, onde estes retornos eram habituais).

A Marvel também lançou vários novos x-books, entre eles Distrixt X, no qual Bishop policia um bairro mutante de Nova York; New X-Men:Academy X, uma continuação de New Mutants vol.2 (que por sua vez era um retorno do grupo dos Novos Mutantes); e uma nova Excalibur, envolvida no objetivo de reconstruir Genosha. Vampira, Noturno, Gambit e Jubileu receberam cada um uma série própria nessa época, embora a de Jubileu fosse cancelada depois da sexta edição, por baixo índice de vendas. As séries de Gambit e Vampira foram até o número 12.

A Marvel encerrou a revista X-Statix quando os criadores Peter Milligan e Mike Allred a deixaram. Milligan substituiu Chuck Austen como roteirista de X-Men (agora sem "New" no nome) em janeiro de 2005.

Enquanto isso, a série NIX introduziu a personagem X-23, um clone feminino adolescente de Wolverine que apareceu originalmente no desenho animado X-Men:Evolution.X-23 juntou-se a seguir à equipe de Uncanny X-Men. Esta foi a segunda vez que a Marvel trouxe para seus quadrinhos um personagem vindo de uma série de tv: o primeiro foi Estrela de Fogo da primeira série de desenhos do Homem-Aranha. Esse personagem fez a primeira aparição nos quadrinhos na revista Uncanny X-Men, juntou-se mais tarde aos Novos Guerreiros e posteriormente aos Vingadores. A DC Comics fez o mesmo em relação ao personagem Arlequina que apareceu primeiro no desenho do Batman e só depois nas revistas.

SEMELHANÇAS A VIDA REAL
Toda a franquia dos X-Men é construída sobre uma fator sociopolítico. Os mutants são vistos frequentemente como uma minoria étnica ou qualquer outro grupo oprimido. O professor X foi comparado oa líder na luta pelos direitos civis dos negros Martin Luther King e Magneto ao mais militante Malcolm X.

Um outra metáfora menos intencional contida nas histórias dos X-Men seria sobre os direitos dos homossexuais. Comparações foram feitas entre a situação dos mutantes, incluindo a forma como alguns ocultam seus poderes assim como a idade em que esses surgem, e homosexuality. Isto foi ilustrado em uma cena do filme X-Men 2 (dirigido por Bryan Singer, que é gay) que apresenta o Homem de Gelo se revelando um mutante para seus pais.

Os quadrinhos também parafrasearam a epidemia do vírus da AIDS que surgiu durante os anos 90 ao apresentar uma doença incurável que só afeta mutantes, o vírus legado.

OS X-MAN EM OUTRAS MÍDIAS
Televisão

Os X-Men já estrelaram três séries de desenhos animados. A primeira chamada Pryde of the X-Men de 1989 só teve seu episódio piloto exibido na tv, mas foi lançada depois em vídeo. Em 1992 a Fox lançou um novo desenho dos X-Men com uma equipe formada por Fera, Ciclope, Gambit, Jean Grey, Jubileu, professor Xavier, Vampira, Tempestade, e Wolverine; os personagens Bishop e Cable apareceram posteriormente. Houve também um personagem chamado Morpho que não existia nos quadrinhos (mas era baseado no personagem Changeling). Este não tem nenhuma ligação com o Morpho que apareceu na saga A Era de Apocalipse. Essa série foi um sucesso extraordinário e durou cinco temporadas até ser encerrada em 1997. Em 2000, a rede Warner Brothers lançou X-Men: Evolution, que retratava os X-Men como adolescentes frequentando uma escola comum além do Instituto Xavier. A série terminou em 2003, após sua quarta temporada. Essa parceria Marvel-Warner é curiosa, já que o grupo Warner é dono da editora DC Comics, principal rival da Marvel.

Cinema

Já foram lançados também dois filmes estrelando os X-Men, dirigidos por Bryan Singer. Para mais informações, ver:

* X-Men (2000)
* X2 (2003)

E atualmente está sendo filmado X-Men 3, dirigido por Brett Ratner.

Um filme baseado na equipe Geração X foi feito antes de X-Men, em 1997.

O CASTELO ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. Mais um grande sucesso em animação da parceria Disney/Pixar.
 
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