No
início dos anos 60, o editor e roteirista de quadrinhos
Stan Lee e o desenhista Jack Kirby, além de diversos
outros ilustradores produziram algumas revistas que focavam
tanto a personalidade dos personagens e o conflito pessoal
quanto a ação e a aventura da história.
Entre estes personagens estavam o Quarteto Fantástico,
o Hulk
e o Homem-Aranha.
X-Men foi um dos últimos títulos deste renascimento
da chamada Era de Prata, aparecendo em setembro de 1963.
Os
X-Mens foram fundados pelo telepata paraplégico Charles
Xavier, o Professor X. Xavier abriga os X-Men em
sua mansão que também é uma escola
para "Jovens superdotados", no condado de Westchester,
Nova York.
Os
X-Men originais eram cinco adolescentes
que ainda não dominavam seus poderes:
* Ciclope
(Scott Summers) - capaz de emitir poderosas rajadas óticas,
que só consegue controlar totalmente com o uso de
um visor de quartzo-Rubi. É o líder de campo
dos X-Men.
* Garota Marvel - com poderes de telecinese
e telepatia (estes últimos adquiridos com o tempo).
* Anjo (Warren Worthington III) - possui
um par de asas retráteis.
* Fera (Dr. Hank McCoy) - dono de grande
força, agilidade e destreza. (Originalmente ele não
tinha a aparência de animal peludo atual)
* Homem de Gelo (Bobby Drake) - capaz de
congelar a umidade contida no ar para os mais diversos fins,
como deslizar em rampas de gelo.
Um
precursor do conceito de uma escola para mutantes genéticos
apareceu em 1953 na novela de ficção-científica
Filhos do Átomo por Wilmar Shiras, que foi creditado
quando da criação dos X-Men. Os personagens-título
do livro também eram chamados mutantes, e eram resultado
de uma experiência intencional de mutação
genética. O termo "Filhos do Átomo"
também já foi usado várias vezes em
revistas e jogos dos X-Men, geralmente como subtítulo.
Apesar
dos conceitos filosóficos que apareceram na X-Men,
Stan Lee já declarou ter criado os mutantes como
uma maneira de criar um grande número de personagens
super-poderosos sem ter que criar inventar uma origem separada
e interessante para cada um deles.
A
revista X-Men nº1 também introduziu o arqui-inimigo
da equipe, Magneto, que controla o magnetismo e que pensa
que os mutantes devem governar os homens normais (ou matá-los).
Mais tarde se revelaria que Magneto fora amigo do Professor
X e que sua crença de que os mutantes devem conquistar
ou ser conquistados nasceu suas experiências como
um sobrevivente do Holocausto. A revista X-Men nº4
introduziu a equipe de Magnetos, a Irmandade de Mutantes.
Apesar
de alguns outros inimigos importantes aparecerem durante
os anos 60 - como o meio-irmão de Xavier, o Fanático
e os robôs chamados Sentinelas - os X-Men lutaram
frequentemente contra criminosos mutantes pouco marcantes
e invasores alienígenas. Em consequência disso
esta época foi considerada pela maioria dos leitores
como pouco atraente, e a revista X-Men tornou-se uma das
menos bem-sucedida da Marvel a partir do meio da década
de 60.
Lee
e Kirby deixaram a revista em 1966, passando as rédeas
para Roy Thomas e Werner Roth. Roth deixou de ser seu desenhista
regular em 1967, e Thomas deixou de escrever o roteiro em
1968. O título passou um ano sem equipe fixa. Em
1969, Thomas voltou junto do artista favorito dos fãs
Neal Adams em um esforço para salvar a série
do cancelamento. Estas edições são
mais dignas de nota e introduziram dois novos X-Men:
* Destrutor (Alex Summers) - o irmão
mais novo de Ciclope que produz explosões de plasma.
* Polaris (Lorna Dane), que possuiu poderes
magnéticos e que a princípio pensava-se ser
uma filha de Magneto.
Embora
as vendas tendo melhorado enquanto Adams ilustrou o livro,
ainda era escassa e a medida foi tomada tarde demais. A
Marvel parou de produzir novas edições dos
X-Men em 1969. Continuou-se a reimprimir as edições
antigas e as vezes os X-Men apareciam em outros títulos
da editora.
Os
novos X-Men
Em
1975, o escritor Len Wein e o artista Dave Cockrum introduziram
uma equipe nova de X-Men. No lugar de adolescentes, este
grupo consistia de adultos originários de uma grande
variedade de nações e culturas. O uso de personagens
de várias culturas foi uma tentativa da Marvel de
popularizar o título em outros países. A revista
Giant-Size X-Men nº1 introduziu esta equipe, reunida
pelo Professor X para salvar a equipe original do cativeiro
na "ilha viva" de Krakoa.
Estes
"Novos X-Men" foram liderados por Ciclope. O grupo
era formado por: Solaris (japonês), Pássaro
Trovejante (índio apache),Banshee (irlandês),
Colossus (russo), Noturno (alemão), Tempestade (nova-iorquina
criada no Egito e no Quênia) e Wolverine (canadense).
Após
Giant-Size X-Men nº1, a Marvel começou a publicar
novas edições de X-Men, apresentando a equipe
nova (exceto por Solaris que abandonou a equipe e Pássaro
Trovejante que morreu na X-Men nº95. A série
continuou desenhada por Cockrum mas passou a ser escrita
por Chris Claremont, que passou um longo e aclamado período
na revista. Um dos arcos de história mais importante
desta era foi a "Saga da Fênix" (X-Men nº101
a 108, 1977), na qual Jean Grey se funde a uma entidade
cósmica chamada Fênix e lidera a equipe em
uma missão intergaláctica. A saga introduziu
a raça alienígena Shi'ar e sua imperadora
Lilandra, que se tornaria amante do professor X em mais
de uma época.
Em
1978, Cockrum foi substituído por John Byrne, que
também colaborou nos roteiros de Claremont. A revista
passou a se chamar "Uncanny X-Men". Isto marcou
o começo do que muitos consideram o primeiro renascimento
criativo dos X-Men, durante o qual a série tornou-se
uma das mais populares na indústria. Depois de um
confronto com Magneto, o Professor X e Jean Grey pensam
que os X-Men foram derrotados e a equipe começa a
se desfazer. Byrne introduziu nesse momento uma nova equipe
de heróis a Tropa Alfa, uma equipe canadense de super-heróis
cuja história se entrelaçava com a de Wolverine.
O personagem Wolverine começou a ganhar prêmios
de personagem mais popular constantemente; por isso começaram
a produzir ao menos uma edição especial focada
nele a cada ano entre 1980 e 1984.
Claremont
e Byrne conduziram os X-Men por uma grande variedade de
situações desesperadoras que testaram seu
caráter. A mais notável foi a "Saga da
Fênix Negra" (Uncanny X-Men nº 129 a 138).
Nesta história, o membro do Clube do Inferno chamado
Mestre Mental usou sua habilidade de criar ilusões
complexas para controlar Jean Grey. O estado alterado da
mente de Jean revelou um lado sombrio da entidade chamada
Fênix, que tentou destruir um planeta habitado. Embora
os X-Men tivessem conseguido controlá-la aparentemente,
Lilandra capturou Jean Grey na esperança de exterminar
a ameaça representada pela Fênix. O professor
Xavier invocou a autoridade de um duelo da honra (um costume
Shi'ar) pelo direito de custódia da Fênix.
Lilandra, com o conssentimento dos Krees e dos Skrulls (outras
raças alienígenas formadoras de grandes impérios)
que julgavam que os heróis seriam derrotados facilmente,
concordou com o desafio. O resultado foi uma batalha na
lua da Terra entre a Guarda Imperial Shi'ar e os X-Men para
decidir o destino de Jean Grey. Os X-Men foram derrotados,
mas a tensão da batalha, durante a qual Ciclope se
feriu, superou os condicionamentos mentais da Fênix
que lutou contra sua persona sombria, e retornou. Nesse
ponto Lilandra ordenou a destruição do Sistema
Solar na esperança de que a Fênix
morresse no processo, e o professor Xavier contrariadamente
teve de pedir aos X-Men que matassem sua colega de equipe
para impedir tal genocídio. Por causa da força
de vontade e humanidade de Jean Grey, a Fênix se suicidou
para impedir que outros morressem por sua causa, num momento
histórico para as histórias em quadrinhos,
um meio em que poucos personagens de magnitude costumam
ser mortos (ainda que tanto Jean Grey, quanto a Fênix
voltassem a aparecer posteriormente). A Saga da Fênix
Negra introduziu vários novos personagens, incluindo
Kitty Pryde (a Lince Negra), e Emma Frost, que foi criada
como membro do Clube do Inferno e usava na época
o pseudônimo Rainha Branca.
Numa
edição do tipo "What If" (que mostra
enredos alternativos para histórias clássicas),
a Fênix Negra impede Ciclope de ser ferido e por isso
mesmo nunca chega a ser destruída, apenas some durante
algum tempo, e quando volta destrói a Terra e segue
em direção a outros mundos.
Na
despedida de John Byrne dessa primeira fase dos X-Men, Claremont
e Byrne produziram o arco de histórias "Days
of Future Past" que no Brasil foi chamada de Dias de
um Futuro Esquecido (Uncanny X-Men nº 141 e 142), que
retrata um futuro distópico no qual os Estados Unidos
se tornou um país em ruínas controlado pelos
Sentinelas. Nesta linha temporal a maioria de X-Men e outros
heróis estão inoperantes, e os mutantes são
confinados em campos de concentração. Nesse
arco de histórias, a mente da Kitty Pryde adulta
é enviada ao passado para o corpo da Kitty Pryde
jovem, e ela convence os X-Men a ajudá-la a frustrar
uma tentativa de assassinato contra um senador praticada
por um membro da Irmandade de Mutantes, a transmorfa Mística.
Esta visão sombria de um futuro criado pelo medo,
ódio e intolerância tem inspirado muitas histórias
dos X-Men desde então, e a saga Dias de um Futuro
Esquecido influenciou diversos acontecimentos futuros na
cronologia dos personagens, como a origem dos personagens
Bishop e Massacre (que se deram em diferentes épocas).
Em 1982, Claremont escreveu e Brent Anderson ilustrou a
graphic novel intitulada X-Men: God Loves, Man Kills (no
Brasil X-Men: Deus Ama, o Homem Mata), na qual o reverendo
William Stryker começou uma crusada religiosa contra
os mutantes, capturando o professor X para manipular seus
poderes, atacar e erradicar as mentes mutantes. Os X-Men
uniram-se com Magneto na batalha contra Stryker, tendo por
resultado um dos exemplos mais claros dos mutantes sendo
usados como uma metáfora para relações
raciais na série.
A
revista Uncanny X-Men continuou nas mãos de Claremont
acompanhado de uma sucessão de desenhistas tais como
Paul Smith e John Romita Jr.. Os arcos de histórias
do começo dos anos 80 - 1980 introduziram o grupo
de mutantes renegados Morlocks, exploraram o amor de Wolverine
pela aristocrata japonesa Mariko Yashida, o ajuste de Tempestade
a perda temporária de seus poderes e o relacionamento
que teve com Forge, e o desenvolvimento do relacionamento
entre ciclope e Madelyne Pryor, uma sósia de Jean
Grey. Esta última história terminou com Ciclope
casando-se com Pryor e abandonando os X-Men. (Pouco depois
formaria a primeira equipe conhecida como X-Factor).
Vários
novos membros entraram para os X-Men nessa fase da revista.
Entre estes destacam-se a jovem Kitty Pryde, Vampira (que
inicialmente era um membro da Irmandade) e Rachel Summers,
a segunda Fênix oriunda do futuro alternativo de Dias
de um Futuro Esquecido.
Surgem
outras revistas com mutantes
Nos
anos 80 a popularidade crescente de Uncanny X-Men e o aumento
de lojas especializadas em quadrinhos levaram à produção
de diversas séries spin-off (séries derivadas)
às vezes apelidadas de "X-books". A primeira,
Novos Mutantes, foi lançada em 1983 e apresentava
um grupo de mutantes adolescentes que estudavam na Escola
Xavier. Em 1985, os X-Men originais, incluindo Jean Grey
controversamente ressuscitada, formaram o X-Factor. Em 1986,
Wolverine recebeu sua própia revista, que tratava
frequentemente de seus esforços em desvendar seu
passado. Em 1987 a Marvel lançou a Excalibur, equipe
formada por Rachel Summers, Noturno, Lince Negra (Kitty
Pryde), Meggan e o Capitão Britânia. Com tantas
spin-offs, a franquia dos X-Men transformou-se num dos recursos
mais lucrativos da Marvel, e a cronologia dos X-Men se tornava
cada vez mais complexa e difícil de se acompanhar.
Na década seguinte o sucesso dos X-books inspiraria
outras franquias populares, mesmo em outras editoras.
Nessa
época de expansão, a revista Uncanny X-Men
apresentava acontecimentos controversos. Em 1986 o Professor
Xavier teve de ser levado ao Império Shi'ar para
que ferimentos graves que tinha sofrido fossem tratados
com a tecnologia alienígena. Magneto ocupou o lugar
do professor durante esse tempo, e foi isso que levou Ciclope
e os outros X-Men originais a abandonar a equipe e formar
o X-Factor.
Esta
grande variedade de títulos levou a muitos crossovers
(histórias de vários personagens e revistas
se cruzando), alguns de grande magnitude, envolvendo várias
revistas e durando meses. O primeiro foi o "Mutant
Massacre" (no Brasil, Massacre de Mutantes) que introduziu
os Carrascos, um grupo de mutantes assassinos que chacinaram
os Morlocks e feriram severamente muitos dos X-Men que interferiram.
(Os ferimentos de Kitty Pryde e de Noturno foram a deixa
para sua viagem à Inglaterra para integrar o Excalibur).
A saga introduziu o Senhor Sinistro, um geneticista cruel
que liderava os Carrascos. Foi nela também que o
mutante Dentes-de-Sabre fez sua primeira aparição
numa revista dos X-Men. Originalmente ele era inimigo do
Punho de Ferro.
Durante
este período Claremont reestruturou toda a equipe
oficial dos X-Men. O grupo agora era formado por Tempestade,
Vampira, Wolverine, Colossus e Destructor, além de
novos personagens:
* Magneto, supostamente regenerado, ocupou
a liderança dos X-Men e dos Novos Mutantes por ordem
do próprio Xavier, durante sua recuperação.
Magneto saiu dos X-Men após não ter impedido
a morte de um dos Novos Mutantes (Douglas Ramsey, o Cifra),
e retornou à habitual vilania.
* Longshot, cujo poder consistia de ser
exageradamente sortudo, vindo de uma dimensão
alienígena non-sense controlada pelo tirânico
Mojo.
* Dazzler (Alison Blaire), uma ex-cantora
disco que conseguia transformar o som de sua voz em feixes
de energia.
* Psylocke (Betsy Braddock), uma telepata
e artista marcial, introduzida originalmente na revista
do Capitão Bretanha (seu irmão).
O
crossover seguinte foi "Fall of the Mutants" (no
Brasil Queda de Mutantes), no qual entre outras coisas a
equipe enfrentou o demônio conhecido como Adversário.
No fim desta época a equipe mudou sua base para a
Austrália temporariamente. Foi durante essa fase
na Austrália que descobriram que Madelyne Pryor era
realmente um clone de Jean Grey criado pelo Senhor Sinistro.
Os X-Men e o X-Factor enfrentaram Pryor cuja personalidade
foi alterada por um comando pós-hipnótico
de Sinistro, tornando-se a Rainha dos Goblins. Um dos pontos
altos da história foi a reunião do X-Factor
e dos X-Men. Desde a Queda de Mutantes o X-Factor pensava
que os X-Men estavam mortos, e os X-Men não sabiam
ainda do retorno de Jean Grey. O temporada na Austrália
terminou com Tempestade e Vampira dadas como mortas, e Longshot
e Dazzler deixando a equipe (eles vieram a se tornar um
casal e tiveram um filho).
No
fim de 1989, a Marvel começou a publicar Uncanny
X-Men quinzenalmente, permitindo que Claremont escrevesse
histórias envolvendo apenas parte dos X-Men. O crossover
"Agenda de Extinção" reuniu novamente
os X-Men e inseriu dois novos membros:
* Jubileu (Jubilation Lee), uma rata de
shopping com a habilidade de lançar pequena quantidade
de plasma dos dedos.
* Gambit (Remy LeBeau), um ex-ladrão
capaz de carregar pequenos objetos com energia cinética
explosiva, geralmente cartas de baralho
De
1987 a 1990, Marc Silvestri ilustrou a Uncanny X-Men. Foi
substituído por Jim Lee, que foi um dos desenhistas
mais populares da revista.
O
crescimento das vendas nos anos 90
Depois
que os X-Men voltaram para Westchester e o Professor X voltou
para a Terra, a Marvel reestruturou toda a linha dos X-Books.
O desenhista e roteirista Rob Liefeld criou a equipe X-Force,
formada na maior parte por ex-membros dos Novos Mutantes
e liderada por Cable. Os membros do X-Factor voltaram a
integrar os X-Men, alguns deles bastante mudados desde sua
partida. Foi nessa época que o Fera ficou com a aparência
atual (coberto de pelos azuis) e o Anjo, agora chamado Arcanjo,
havia a pouco tempo sido transformado pelo vilão
Apocalipse que trocou suas asas de pluma por asas de metal.
Destructor, Polaris e outros mutantes formaram um novo X-Factor,
agora uma equipe sob ordens do governo.
Para criar espaço para essa equipe mais numerosa
de X-Men que se formou com o retorno dos membros originais,
a maravilha lançou uma segunda revista intitulada
simplesmente X-Men. O grupo foi dividido em dois: as equipes
azul e dourada. As histórias da equipe azul eram
publicadas na revista X-Men e seus membros eram Fera, Psylocke,
Vampira, Gambit, Ciclope e Wolverine. A equipe dourada continuou
na revista antiga, que era escrita por Whilce Portacio e
formada por Colossus, Homem de Gelo, Arcanjo, Jean Grey,
Tempestade e Bishop, um mutante que veio do futuro atrás
de Fitzroy, um dos líderes do Clube do Inferno. (No
Brasil a revista com as histórias da equipe Azul
chamava-se Os Fabulosos X-Men, e a da equipe dourada simplesmente
X-Men). O professor X, Banshee e Jubileu apareciam em ambas
as revistas intermitentemente (embora Jubileu só
fosse vista em ação na equipe azul).
A
arte popular de Lee e Liefeld e o burburinho produzido por
essa reforma radical aumentaram a popularidade dos X-Men
ainda mais e as primeiras edições de X-Force
e X-Men transformaram-se em dois dos best-sellers da editora
em todos os tempos.
Em
meio ao sucesso, conflitos internos dividiram as equipes
criativas das duas revistas. Claremont saiu depois das três
primeiras edições de X-Men devido a brigas
com os editores da Marvel e com Jim Lee, após ter
passado quinze anos trabalhando com os X-Men. Meses mais
tarde, Liefeld e Lee deixaram a Marvel junto de vários
outros artistas populares (Silvestri e Portacio entre eles)
para fundar a Image Comics.
No
entanto a popularidade dos X-Men continuava subindo, na
maior parte graças à série de desenhos
animados que a Fox lançou em 1992.A revista Uncanny
X-Men eram agora escritas por Scott Lobdell e desenhadas
por Joe Madureira.
Os
crossovers passaram a ser mais frequentesm mas, embora impulsionassem
consistentemente as vendas, os fãs começaram
a reclamar de que eram apenas golpes publicitários.
Os crossovers mais relevantes dessa década foram:
* "X-Tinction Agenda" (Agenda
de Extinção), no qual o governo de Genosha,
captura os X-Men.
* "X-Cutioner's Song", em que
o clone e arqui-inimigo de Cable, Conflyto, tenta assassinar
o professor Xavier. É nessa saga que Cable é
revelado como sendo o filho de Ciclope, e Conflyto seu clone.
* "Legion's Quest"/"Age
of Apocalypse" (No Brasil, A Era de Apocalipse):
o filho de Xavier, um mutante conhecido como Legião,
volta no tempo para assassinar Magneto, mas acaba matando
seu pai antes que ele fundasse os X-Men. Uma realidade alternativa
surgiu na qual Apocalypse governava a América do
Norte e seus lacaios comandavam o resto do mundo sob suas
ordens. Nesse mundo era Magneto que liderava os X-Men na
luta contra a tirania estabelecida.
* "Massacre" (no Brasil Massacre
dos X-Men seguido de Massacre Marvel), abrangeu todas as
séries da Marvel durante dois meses. Neste arco de
histórias o Professor X perdeu o controle sobre seus
poderes, o que criou uma segunda personalidade maligna incrivelmente
poderosa chamada [[Massacre (HQ), que enfrentou os X-Men,
os Vingadores e o Quarteto Fantástico.
* "Operation:Zero Tolerance"
(no Brasil Operação Tolerância Zero),
na qual um exército anti-mutante recebeu permissão
do governo para caçar os X-Men e outros mutantes.
Estas forças eram lideradas por um homem conhecido
como Bastion.
Os
anos 90 presenciaram um número ainda maior de X-Books,
com numerosas séries e mini-séries surgindo.
A novas séries desta época incluiram a Geração
X, estrelando outra equipe de mutantes adolescentes, e X-Man
protagonizada pelo poderoso Nate Grey, um fugitivo da Era
de Apocalipse. A Marvel lançou séries-solo
de muitos dos personagens mutantes. Em 1998 Excalibur e
X-Factor foram encerradas e essa última foi substituída
por Mutant X estrelada por Destructor numa realidade altermativa.
Novas
Mudanças
Durante
a época de Operação Tolerância
Zero, personagens principais tais como Bishop, Gambit, Jean
Grey e ciclope estiveram fora dos X-Men. No lugar destes,
os escritores montaram uma equipe nova que consistia de
Wolverine, Vampira, Fera, Tempestade e diversos novatos
incluindo Míssil, um ex-integrante dos Novos Mutantes
e da X-Force; Medula, uma morlock com a costa recoberta
por ossos que podiam ser removidos e usados como lâminas;
Larval, cujas vísceras eram seres vivos independentes
que podiam sair do seu corpo e absorver qualquer matéria
para alimentá-lo; e Cecilia Reyes, uma médica
capaz de projetar um campo de força individual.
No
ano de 2001 o roteirista Grant Morrison e o desenhista Frank
Quitely assumiram a revista X-Men. Seu título mudou
para New X-Men e sua formação inicial foi
Fera, Jean Grey, o Professor
X, Ciclope,
Wolverine
e Emma Frost (telepata e antiga Rainha Branca do Clube do
Inferno). A equipe usava uniformes negros semelhantes aos
do filme X-Men. A revista New X-Men concentrou-se nos conceitos
de ficção científica e em reviravoltas
audaciosas do enredo, como um genocídio provocado
pelos Sentinelas em Genosha, vitimando 16 milhões
de mutantes. Uma das sub-tramas mais controversas escritas
por Morrison envolvia Ciclope (que é casado com Jean
Grey) tendo um caso telepático com Emma Frost.
Enquanto
isso a revista Uncanny X-Men passou primeiro para as mãos
de Joe Casey (roteiro) e Ian Churchill, seguidos mais tarde
por Chuck Austen e vários artistas. A revista, que
permaneceu centrado na ação e aventura tradicionais,
tinha uma equipe formada por Homem de Gelo,
Noturno, Arcanjo, Destructor, Polaris, Estrela Polar (ex-Tropa
Alfa), Câmara (ex-Geração X) e surpreendentemente
o Fanático, que tinha sido um inimigo dos X-Men desde
os anos 60. (Austen redimiu o Fanático, em um dos
seus poucos arcos de história bem-recebidos pelos
fãs). Casey e Austen, entretanto, não foram
populares entre os leitores. Para os críticos Uncanny
X-Men vinha sendo muito estática e pouco inovadora
(especialmente em comparação com a New X-Men),
e para os fãs as mudanças feitas na personalidade
dos personagens era de mal gosto, incluindo os fatos de
Noturno se tornar um padre católico e Polaris se
tornando uma extremista.
Durante
essa era surgiu ainda a revista X-Treme X-Men, marcando
o retornou de Chris Claremont ao roteiro de uma equipe de
mutantes, com arte de Salvador Larroca. Essa equipe era
formada por Vampira, Tempestade, Sábia (capaz de
analisar informação e traçar planos
instantaneamente), Bishop, Salva-Vidas (cujo corpo se adapta
para combater qualquer ameaça a seu redor) e seu
irmão, o teletransportador Fluxo.
|