Um
gás nobre é um membro da
família dos gases nobres da Tabela Periódica.
Estes gases têm uma baixa reactividade e são
também conhecidos por gases inertes.
Os gases nobres são os seguintes (seguindo a ordem
da tabela periódica):
* Hélio, número atómico 2
* Néon ou neônio, número atómico
10
* Árgon ou argônio, número atómico
18
* Crípton ou criptônio , número atómico
36
* Xénon ou xenônio, número atómico
54
* Rádon ou radônio, número atómico
86
Os
gases nobres formam uma série química. São
elementos químicos do grupo 18 ( grupo 0 ou 8A
nas tabelas mais antigas ); especificamente são
os elementos hélio, neônio, argônio,
criptônio, xenônio e radônio.
O termo “gás nobre” vem do fato que,
do ponto de vista humano, nobre é aquele que geralmente
evita as pessoas comuns. Do mesmo modo, a característica
destes gases é de não combinarem com os
demais elementos. Os gases nobres já foram denominados
de “gases inertes” porém, o termo não
é exato porque já tem sido demonstrado que
alguns podem participar de reações químicas.
Embora existam em quantidades consideráveis na
atmosfera terrestre, não foram descobertos devido
à baixa reatividade que possuem. A primeira evidência
da existência dos gases nobres foi através
da descoberta da existência do hélio no sol,
feita por análise espectrográfica da luz
solar. Mais tarde o hélio foi isolado da atmosfera
terrestre por William Ramsay. Os gases nobres apresentam
forças de atrações interatômicas
muito fracas, daí apresentarem baixos pontos de
fusão e ebulição. Por isso são
gasosos nas condições normais, mesmo aqueles
que apresentam átomos mais pesados.
Todos os gases nobres apresentam os orbitais dos níveis
de energia exteriores completos com elétrons, por
isso não formam facilmente compostos químicos.
A medida que os átomos dos gases nobres crescem
na extensão da série tornam-se ligeiramente
mais reativos, daí poder-se induzir o xenônio
a formar compostos com o flúor. Em 1962, Neil Bartlett,
trabalhando na Universidade de Columbia, Inglaterra ,
ragiu o xenônio com o flúor produzindo os
compostos XeF2, XeF4, e XeF6. O radônio foi combinado
com o flúor formando o fluoreto de radônio,
RnF, que brilha intesamente na cor amarelada quando no
estado sólido. Além disso, o criptônio
pode ser combinado com o flúor formando KrF2, o
xenônio para produzir o biatômico de curta-duração
Xe2 , e pode-se reagir gás nobre com outros haletos
produzindo, por exemplo, XeCl usado em lasers.
Em 2002, foram descobertos compostos nos quais o urânio
formava moléculas com argônio, criptônio
ou xenônio. Isto sugere que os gases nobres podem
formar compostos com os demais tipos de metais.
O fluoreto de argônio (ArF2) foi descoberto em 2003
pelo químico suiço Helmut Durrenmatt.
Na tabela periódica, abaixo do radônio, existe
um espaço vazio. Isto significa que, teoricamente,
pode existir um outro gás nobre ainda não
descoberto. Este gás nobre ainda a descobrir tem
sido nomeado temporariamente como Ununoctium.