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POSIÇÕES CONTROVERSIAS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

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Posições Controversias das Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová são uma organização mundial composta por mais de 6.500.000 membros activos e são bem conhecidas pela sua actividade de evangelização de porta em porta e onde quer que haja pessoas. Afirmam basear as suas doutrinas na Bíblia e consideram que os seus procedimentos organizacionais, atitudes, ensinos e conduta são a restauração do Cristianismo instaurado por Jesus Cristo. Ainda assim, algumas das suas posições sobre certos assuntos têm sido considerados controversiais, sendo alvo de ataque por parte dos seus críticos. Apresentam-se neste artigo algumas destas questões mais polémicas.

Questão do Sangue

Esta é uma das questões que mais controvérsia tem levantado entre os seus críticos. Em contrapartida, as Testemunhas de Jeová têm lançado diversas publicações directamente relacionadas com a sua posição quanto à hemoterapia. Acrescente-se a isso a formação específica que têm dado a membros das suas Comissões de Ligação com Hospitais, seminários que patrocinam dirigidos à classe médica, bem como alguns documentários editados em VHS e DVD que abordam directamente esta questão. Em face da complexidade deste assunto, os interessados poderão consultar o artigo Testemunhas de Jeová e a Questão do Sangue.

Escatologia

A interpretação dos textos proféticos da Bíblia é uma das preocupações constantes da religião e tem sido a sua força motriz. São feitos cálculos a partir dos livros proféticos de Revelação ou Apocalipse e de Daniel. Ao longo da história das Testemunhas de Jeová, muitas datas foram apresentadas para acontecimentos relativos ao Fim do Mundo, ou seja, da sociedade humana apartada de Deus.

Charles Taze Russell acreditava que o "tempo do fim" começou em 1799, Cristo Jesus teria voltado invisivelmente em Outubro de 1874, iniciando um período de colheita de 40 anos que terminaria em Outubro de 1914. Nesse ano, findariam os tempos dos gentios e viria o Armagedom, iniciando-se o Reino Milenar de Cristo sobre a Terra. Refira-se que esta doutrina central é fundamentada na destruição de Jerusalém e seu Templo por Nabucodonosor II no ano 607 a.C.. (Veja Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, Carl Olof Jonsson, 3.ª edição, 1998, Atlanta Commentary Press)

Para fundamentarem a sua explicação sobre a importância histórica do ano 607 a.C., argumentam que os historiadores concordam que a queda de Babilónia ocorreu em Outubro de 539 a.C., e em resultado do Decreto de Ciro II, os judeus estavam de volta à sua terra natal, no Outono de 537 a.C. Crêem que Jeremias (25:11-14) menciona que o Exílio em Babilónia terá começado 70 anos antes.A ssim, defendem que a destruição de Jerusalem terá acontecido no ano de 607 a.C. Esta é uma data vital na Cronologia Biblica usada nas publicações das Testemunhas de Jeová.

A data inicial da presença [ou vinda; em gr. parousía] invisível de Cristo, Outubro de 1874, é ajustada para Outubro de 1914, em 1930. Como o irrompimento da I Guerra Mundial, entendeu-se que isso terá confirmado a sua data-chave e a veracidade da essência das suas mensagens apocaliptícas. Joseph Franklin Rutherford apresentou expectativas para o ano de 1925, interpretações que foram abandonadas, depois da sua passagem. Houve também expectativas quanto ao que aconteceria no fim da II Guerra Mundial. (Ref.ª Filhos, 1941, pág. 288, 312, 366)

O actual Corpo Governante das Testemunhas de Jeová é mais prudente na referência a datas, evitando criar mais expectativas, tal como ocorreu com o esperado ano de 1975 (Veja Crise de Consciência, Raymond Franz, 1992, 2.ª edição, Ed. Hagnos, São Paulo, pág. 198-222) e da revisão forçada do seu conceito sobre a "geração [em gr. gená]" de 1914. (Mateus 24:34; Marcos 13:30; Lucas 21:32; Ref.ª A Sentinela de 1/11/1995) Desde então, as profecias sobre o Tempo do Fim mantêm-se colocadas num futuro próximo, mas indeterminado. Alguns críticos afirmam que a revista A Sentinela de 15/12/2003, nas pág. 15 § 6-7, terá sugerido subtilmente uma nova expectativa para o ano 2034.

Apostasia Organizacional

A apostasia organizacional é interpretada como apostasia da Fé Cristã, sendo por isso julgada severamente. Isso assenta na premissa de que são a Organização visível de Deus na Terra, e que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, o porta-voz de Deus. A partir de 1975, as normas sobre como restringir a actividade dos apóstatas organizacionais têm sido uma preocupação crescente e constante do Corpo Governante, especialmente com advento da Internet e a publicação de livros de ex-membros, desassociados e dissociados.

No manual Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho traça o perfil dos apóstatas como "pessoas que deliberadamente disseminam - apegando-se de forma obstinada e divulgando - ensinos contrários à Verdade conforme ensinada pelas Testemunhas de Jeová. Aqueles que querem ter um bom relacionamento com Jeová esquivam-se de desassociados e de dissociados." (nas pág. 94, 103; Suplemento de Nosso Ministério do Reino de 8/2002; A Sentinela de 15/1/2006, pág. 23)

Diz-se dissociação quando um membro baptizado - no exercício do seu direito de liberdade de religião - decide pôr fim à sua associação com a Organização das Testemunhas de Jeová. Todo aquele que decide dissociar-se, para todos os efeitos práticos e independentemente dos seus motivos, é tratado do mesmo modo como fosse um desassociado. É neste ponto que muitas vozes criticas argumentam que esse proceder ofende os direitos humanos. Por outro lado, a religião defende que todos os que se tornam Testemunhas de Jeová, o fazem em consciência e na plena capacidade das suas faculdades e, portanto, aceitaram estas regras no momento em que decidem baptizar-se.

Relacionamento com os Meios de Comunicação Social

Desde Fevereiro de 1997, tem sido dada uma crescente atenção à divulgação religiosa através da Internet. O Departamento de Informação Pública da religião, sob coordenação da Comissão Redacção do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, dirige um conjunto de actividades informativas oficiais, sistematicamente organizadas e dirigidas à comunicação social, classe médica, autoridades judiciais, autoridades governamentais e ao público em geral, com vista a firmar e alargar a sua projecção junto da opinião pública, transmitindo uma boa imagem Organização e procurando neutralizar a actividade crescente dos críticos e ex-membros.

Desde 4 de Julho de 2001, no Brasil (desde 25 de Abril, nos EUA), foram enviadas instruções a todas as congregações das Testemunhas de Jeová, sobre como se proceder quando pesquisadores académicos (jornalistas, sociológos, ...) pretenderem colocar questões aos publicadores de congregação ou que solicitem que preencham formulários de pesquisa. (Ref.ª Nosso Ministério de 1/2002, pág. 3; Carta ATCJ do Brasil de 4/7/2001, n.º 10)

Os publicadores de congegação são exortados encaminhar os pesquisadores para um ancião previamente designado para cuidar das Relações Públicas da Congregação ou Circuito local. Este por sua vez, é instruído a disponibilizar publicações adequadas e a indicar a Página Oficial das Testemunhas de Jeová. Se lhe for colocado perante questões polémicas, é sugerido que o pesquisador contacte o Departamento do Serviço do Escritório da Filial da Sociedade, que supervisiona o obras das Testemunhas nesse país.

Quanto a páginas pessoais ou não oficiais sobre os ensinos das Testemunhas, o seu periódico mensal Nosso Ministério do Reino, de 9/2002, pág. 8, exortava: "Temos uma página oficial na Internet: www.watchtower.org. Essa página cumpre bem o papel de informar o público. Não existe necessidade de que alguma pessoa, comissão ou congregação prepare outro site a respeito das Testemunhas de Jeová. Alguns têm disponibilizado o conteúdo completo de nossas publicações, com todos os textos bíblicos e referências por extenso, e até têm oferecido cópias de matéria de congresso em troca de donativos. Reproduzir e distribuir publicações das Testemunhas de Jeová em formato eletrônico é uma violação das leis de direitos autorais, independentemente de se lucrar ou não com essa prática." As Testemunhas são também exortadas a não aceder às páginas dos ex-membros e críticos. (Ref.ª ; A Sentinela de 15/1/2006, pág. 23)

Conceito de Neutralidade

Advogam apenas a Teocracia, o governo de Jeová. As Testemunhas de Jeová recusam assumir cargos políticos, afiliar-se partidariamente, exercer o direito de votar em partidos políticos e envolver-se em questões de natureza política. Actualmente, a decisão de votar num candidato individual é deixada à consciência pessoal. (Ref.ª A Sentinela de 1/11/1999, pág. 28-9) Continuam a rejeitar ser incorporadas para receber instrução militar ou prestar serviço militar não combatente. Demonstram respeito pelos símbolos nacionais, mas rejeitam qualquer devoção a tais símbolos e a ideais nacionalistas. Estão obrigadas moralmente e religiosamente a obedecer às autoridades governamentais a que estão submetidas, desde que isso não interfira com as Leis Divinas expressas na Bíblia. (Mateus 22:20,21; Atos 5:23; Romanos 13:1,5-7) Pretendem, assim, viver "no mundo", mas sem fazer "parte do mundo". (João 17:16)

Serviço Civico alternativo ao Serviço Militar

Até Maio de 1996, os jovens Testemunhas de Jeová rejeitavam o serviço cívico alternativo ao serviço militar quando obrigatório, pela razão de ser uma substituição. A politica organizacional reclamava a isenção. No Brasil, um jovem que pedisse a dispensa do serviço militar e rejeitasse a prestação do serviço cívico, sofria como penalidade a perda de alguns direitos.

Segundo relatado por um dos seus dissidentes, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová "reuniu-se várias vezes, em 1978, para estudar a questão do serviço civil alternativo ao serviço militar. Os membros do Corpo Governante [de então], John Booth, Ewart Chitty, Raymond Franz, George D. Gangas, Leo Greenles, Albert D. Schroeder, Grant Suiter, Lyman Swingle, e Daniel Sydlik acharam que a proibição do serviço civil alternativo não era bíblica. Votaram contra a permanência dessa norma. Carey Barber, Frederick Franz, Mílton Henschel, William Jackson, Karl Klein votaram a favor da permanência da norma. Theodore Jaracz se absteve. Nove (9) votos contra cinco (5). Mas nove votos não representavam 2/3 no número de membros do Corpo Governante por causa de apenas um (1) voto ..." (citação de Crise de Consciência, de Raymond Franz, Ed. Hagnos, São Paulo, pág. 117-122)

Os jovens entre as Testemunhas de Jeová são exortados a usar a sua consciência para decidir se aceitam ou não uma alternativa ao serviço militar. Questões sobre se aceitar este serviço cívico limitaria significativamente as suas actividades assumidas na congregação ou se alguma dessas tarefas alternativas ainda teria alguma relação com instituições militares, políticas ou religiosas são usualmente levadas em conta. (Refª A Sentinela, de 1/5/1996, pág. 19-20).

Conceito sobre o Ensino Superior

As publicações da Sociedade Torre de Vigia chegaram a desencorajar os jovens Testemunhas de Jeová de cursarem o Ensino Superior. (Ref.ª A Sentinela de 15/3/1969, pág. 171, ed. inglesa; Despertai de 22/11/1969, pág. 15) O objetivo é que os jovens das Testemunhas matenham uma vida simples, colocando suas actividades religiosas em primeiro lugar nas suas vida e evitando uma exposição desnecessária às filosofias que contrariam a Bíblia ou a ambientes onde práticas consideradas pecaminosas são defendidas ou estimuladas. Porém, reconhecem a necessidade ter nos seus quadros pessoas com formação superior em diversos áreas do conhecimento humano, para a realização dos seus objectivos religiosos.

Os jovens Testemunhas de Jeová são aconselhados a escolher cursos técnicos-profissionais, cursos estes que não tendem a desperdiçar tempo e recursos e que os habilite a aprender uma profissão que mantenha o seu sustento próprio e da sua futura família. Se sua situação pessoal permitir, são incentivados a encararem como carreira o serviço de Tempo Integral nas diversas áreas do ministério das Testemunhas de Jeová.

É um facto que os jovens que desejam cursar o Ensino Superior não são efectivamente proibidos pela religião e nem pelos seus pais. A partir de 1992, as suas publicações citam o Ensino Superior como aceitável, se for necessária para o sustento. Recomenda-se que "outros na congregação local não devem criticá-los [isto é, considerá-los como membros não-exemplares]." (citação de A Sentinela de 1/11/1992, pág. 18-20)

Os Congressos de Distrito de 2005 marcaram o reinício de um discurso mais duro contra os "perigos" do Ensino Superior. Artigos recentes na sua revista A Sentinela vêm reforçar essa ideia. (Ref.ª A Sentinela de 1/10/2005, pág. 26-9; de 15/10/2005, pág. 3-7) Segundo alguns, isto deveu-se a alguns jovens entre as Testemunhas terem dado maior valor à carreira secular do que aos deveres religiosos.

Conceito sobre a Educação em Geral

Refira-se, no entanto, que as Testemunhas de Jeová dão grande valor à educação em termos gerais, segundo o que se infere de vários artigos publicados em revistas e brochuras ((Refª A Sentinela, de 1/11/1992, pág. 10-21; A Sentinela, de 1/2/1996, pág. 9-14; ). A publicação "As Testemunhas de Jeová e a Educação", editada pela Sociedade Torre de Vigia, em 1995, afirmava na sua introdução:

"Um dos principais objetivos da escolaridade é treinar os filhos para a vida cotidiana que inclui habilitá-los a cuidar das necessidades da sua família num tempo futuro. As Testemunhas de Jeová acham que isto é uma responsabilidade sagrada. A própria Bíblia diz: "Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé." (1 Timóteo 5:8) Os anos passados na escola preparam os filhos para as responsabilidades que terão de assumir na vida. As Testemunhas acham, por isso, que a educação deve ser levada muito a sério. [...]as Testemunhas incentivam seus filhos a estudar diligentemente e a levar a sério as tarefas que recebem na escola. A Bíblia ensina também a sujeição às leis do país em que se vive. Portanto, quando a instrução escolar é obrigatória até certa idade, as Testemunhas de Jeová acatam esta lei. — Romanos 13:1-7.

Sem depreciar a importância do treinamento para a vida cotidiana, a Bíblia mostra que este não é nem o único, nem o principal objetivo da educação. A educação bem-sucedida também deve estimular nos filhos a alegria de viver e ajudá-los a ocupar seu lugar na sociedade como pessoas bem equilibradas. Por isso, as Testemunhas de Jeová acham que a escolha das atividades fora da sala de aula é muito importante. Acreditam que a descontração salutar, a música, os passatempos, os exercícios físicos, as visitas a bibliotecas e a museus, e assim por diante, desempenham um papel importante na educação equilibrada. Além disso, ensinam aos filhos a respeitar pessoas de mais idade e a procurar oportunidades para ser prestativos."

As Testemunhas de Jeová patrocinam várias Escolas, tanto a nível local, em cada congregação, bem como outras mais especializadas e que, inclusivamente, receberam reconhecimento estatal. (Veja artigo Escolas das Testemunhas de Jeová)

Imagens Subliminares

Randall Watters no artigo "A Arte Subliminar nas Publicações da STV" datado de 20/5/2004 faz considerações interessantes sobre este ponto. Ele diz: "eu sou céptico quando a influencia subliminar na arte e música, até mesmo quando isto é intencional. ... de acordo com declarações dos próprios artistas, muito do que as pessoas "encontram" na arte deles como "subliminar", não foi absolutamente planejado por eles mesmos! Eu não duvido que houveram alguns artistas das Testemunhas de Jeová, que colocaram algum tipo de desígnio subliminar ou faces na arte deles, pelo menos há alguns anos atrás ... Algumas imagens bem interessantes e assustadoras também, pareciam surgir, ao se ampliar partes de faces ou outro local.

... eu pessoalmente não acredito que a Sociedade Torre de Vigia faça qualquer coisa satânica intencionalmente. … Recentemente, houve um esforço maior para "expor" a Sociedade por colocar todos os tipos de imagens subliminares satânicas, propositadamente, em suas publicações. ... com intenção de causar investigações governamentais na STV por planejar uma grande conspiração. Para mim, isto é tolice total! ... Eu também não olho para figuras procurando significados escondidos. Eu também não acredito que qualquer coisa que é considerado actualmente como "subliminar" que eu tenha visto, tenha qualquer efeito no leitor. Aparentemente, há alguns profissionais lá fora que não concordam muito comigo." Em 1992, Darek Barefoot, uma ex-Testemunha, chegou a publicar o livro As Testemunhas de Jeová e a Hora da Escuridão, em inglês, apresentando uma colecção de subliminares!

"Até mesmo as publicações da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) têm sido objecto de boatos – por exemplo, que um dos ilustradores estivera introduzindo secretamente gravuras de demónios nas ilustrações … divulgando uma inverdade, visto que todas elas eram falsas. Por certo, o boato a respeito das publicações da Sociedade era prejudicial, bem como caluniava os zelosos cristãos que trabalham longas horas na produção das ilustrações que tornam as revistas, as brochuras e os livros tão atraentes. Isto era tão ridículo como seria dizer que Deus, ao criar os corpos celestes, fez deliberadamente aparecer o aspecto de um homem na lua." (citação de A Sentinela de 1/9/84, pág. 20, ed. inglês e em espanhol; ou Despertai! de 8/2/1989, ed. português, pág. 15)

"Cada artigo, tanto da A Sentinela como de Despertai!, e cada página inclusive as gravuras, são esquadrinhados por membros escolhidos do Corpo Governante antes de irem para a impressão." (Ref.ª A Sentinela de 1/3/87, pág. 15) No vídeo Testemunha de Jeová – A Organização Que Leva o Nome, de 1992, explica o processo de impressão de revistas e, especificamente, sobre o cuidado quanto a produção das gravuras. Mostra-se uma pessoa com uma lente de aumento procurando detidamente encontrar até mesmo a menor diferença de tonalidade entre as cores nas ilustrações! Ela "meticulosamente examinados" pelo Departamento de Arte e pela Comissão Editora do Corpo Governante.

O que deve ser ponderado é o comentário sobre o que o próprio Corpo Governante pensa sobre os efeitos de imagens subliminares conforme é apresentado na Despertai! de 22/4/2004, nas pág. 5 e 6: "Certo estudo examinou como os idosos são influenciados por pontos de vista positivos e negativos a respeito do envelhecimento. Depois de serem expostos a mensagens instantâneas, subliminares, que associavam o processo de envelhecimento a mais sabedoria e experiência, eles começaram a andar com mais força e disposição. De fato, a melhora na postura deles foi tão grande que podemos compará-la à que obteriam com um programa de 12 semanas de exercícios físicos!"

Casos de Abusos Sexuais

Nas congregações das Testemunhas de Jeová têm surgido publicamente diversos relatos de casos de abusos sexuais e alvo de dura critica aos procedimentos organizacionais inadequados aplicados pelas Comissões Judicativas congregacionais. A orientação era de que os anciãos congregacionais podem e devem primeiramente lidar com a situação. Na realidade, estas não tem competência de investigação criminal e nem é essa a sua obrigação.

A liderança da religião tem sido acusada por manter uma política - dita bíblica - de não permitir notificar as autoridades judiciais de alegados casos de abusos sexuais a menores dentro de suas congregações. As acusações que são feitas resumem-se ao seguinte: de que molestadores de crianças considerados genuinamente arrependidos permaneciam encobertos na congregação sob monitorização dos anciãos, em vez de serem prontamente desassociados ou entregues às autoridades. Noutros casos, por não existir as necessárias provas testemunhais exigidas, o alegado molestador goza de presunção de inocência.

J. R. Brown, Director do Departamento de Informação Pública da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, informou que a religião possui políticas exemplares para lidar com o abuso sexual, as quais se baseiam em normas bíblicas, e têm sido amplamente publicadas nas revistas da igreja. "Não estamos tentando dizer que lidamos da maneira correta com todas as pessoas ou que nossos anciãos são todo-sábios ou todo-perfeitos", disse o Sr. Brown, que por questão de ética, declinou de comentar casos individuais. "Mas dizemos que se Você considerar o que faz a nossa política para manter a nossa organização moralmente limpa, verá que ela ultrapassa em muito qualquer outra." (Ref.ª The New York Times de 11/8/2002, pág. 20-1)

O manual Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho (1991) nas pág. 80, 92 e 126, diz que o abuso sexual de crianças "exige acção judicativa". E que as "vítimas de abuso sexual precisam ser tratadas com extrema consideração e bondade. Os anciãos devem sempre fazer o que for razoavelmente possível para proteger crianças de abusos adicionais; sigam as orientações da Sociedade sobre tais assuntos." Nas sessões da Escola do Ministério do Reino, realizadas no ano de 1994, foram dadas aos anciãos congregacionais mais orientações sobre como lidar com essa situação. Instruções adicionais foram recebidas em cartas internas confidênciais. É publicado que "alguém de quem se sabe ser molestador" não poderá servir como ancião ou servo ministrial, ou ser um publicador pioneiro, ou servir em qualquer outro serviço especial por tempo integral. (Ref.ª A Sentinela de 1/1/1997, pág. 28)

Denúncia às autoridades judiciais

Segundo o seu entendimento de Mateus 18:15-17 e I Coríntios 6:1-8, adoptam o principio que uma Testemunha não devem levar outra perante os Tribunais para resolver as disputas pessoais que devem ser solucionadas com a ajuda dos anciãos congregacionais. Se alguém desconsidera-se este princípio, resultaria na perda de designações congregacionais, e se persistir isso, até mesmo na sua desassociação. (Ref.ª Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, pág. 139) Anteriormente, a imediata apresentação de queixa crime era encarado como errada. Isso deveria ser primeiramente resolvido internamente. Se o transgressor não evidenciar genuíno arrependimento seria desassociado, e nesse caso, a vitima já podia apresentar livremente queixa crime. (Ref.ª A Sentinela de 15/6/1974, pág. 383-4; de 1/9/1977, pág. 531; Despertai! de 8/8/1983, pág. 13-5)

A religião têm explicado que a expressão "certas disputas entre irmãos não devem ser levadas aos Tribunais", não incluí por exemplo o abuso sexual de menores. A vítima - e se for menor de idade, os seus representantes legais - são considerados livres pela religião para apresentar queixa crime contra o alegado ofensor. Por outro, lado os anciãos estão obrigados ao "sigilo profissional" total e absoluto como ministros religiosos, podendo legalmente se escusar depôr sobre o assunto sem ter autorização hierárquica. O Departamento Legal da religião aconselha os anciãos a seguirem a Lei nos estados que têm legislação que obriga a informar dos alegados abusos sexuais às autoridades competentes, e em casos nos quais as crianças parecem correr perigo.

Evidência Aceitável para Acção Judicativa

Segundo o seu entendimento de Deuterónimo 19:15 e Mateus 18:15-17, deve haver no mínimo 2 testemunhas ou a confissão da transgressão. Se houver 2 ou mais testemunhas do mesmo tipo de transgressão, mas cada uma for testemunha de 1 incidente diferente, o seu testemunho poderá ser tomado em conta. Tal evidência pode ser usada para estabelecer a culpa, mas é preferível ter 2 testemunhas da mesma ocorrência que envolva a transgressão. Forte prova circunstancial é aceite. Se não houver suficiente evidência e o acusado negar a transgressão, de modo que é apenas a palavra de um contra a de outro, o conselho é "deixe o assunto nas mãos de Jeová Deus". (Ref.ª Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, pág. 111)

Testemunhas de Jeová e o Holocausto

As Testemunhas de Jeová (ou Bibelforscher, "Estudantes da Bíblia") também se encontram entre os grupos minoritários vítimas do Holocausto Nazi. Foram perseguidos e maltratados por defenderem a neutralidade política e serem objectores de consciência. Recusaram a fazer a costumeira saudação nazista ("Heil Hitler", em sentido religioso "Heil", significa "Salvador") e a participar na propaganda pró-Nazismo. Os seus jovens quando completavam a idade para o serviço militar, não ingressavam no exército e nem no serviço militar não-combatente. Essa postura inflexível atraiu a ira do Governo Nazista.

Em 1933, havia 19 268 publicadores activos na Alemanha. Durante todo o Regime Nazi, 6 019 passaram pelo menos algum tempo na prisão e 2 074 são enviadas a campos de concentração. Destas, 623 morreram em resultado dos maus-tratos sofridos, 253 foram condenadados à morte e 203 delas foram executadas. (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975, pág. 214) Se quisessem ser libertadas dos campos de concentração tinham, tão-somente, assinar uma carta de renúncia de sua fé. Porém, alguns assinaram a carta de renúncia. Veja a revista História de Outubro de 2005, pág. 50-5.

Cronologia dos Acontecimentos

Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha, em 30 de Janeiro de 1933. A 4 de Fevereiro, decreta que a Polícia podia confiscar publicações que pussesem em perigo a ordem e a segurança pública, e também restringia a liberdade de reunião e de imprensa. A 4 de Abril, a Filial da Sociedade na Alemanha, em Magdeburgo, foi confiscada. Por pressão do Departamento de Estado dos EUA e como a Polícia não encontrou nada de ilegal, a propriedade foi devolvida.

Em Maio de 1933, a Gestapo fez uma busca na casa de Ewald Vorsteher, de Wuppertal-Barmen, e encontrou escritos que denunciavam implacavelmente os objectivos anti-semitas e desumanos do regime de Hitler. O governo Nazi imputou às Testemunhas de Jeová a responsabilidade pelas actividades de Ewald Vorsteher, ex-Testemunha, dando-lhes o motivo para ilegalizar a Sociedade Torre de Vigia na Alemanha.

Nessa ocasião, a filial alemã da Sociedade Torre de Vigia realizava um congresso no Wilmersdorfer Tennishallen, em Berlim, em 25 de Junho de 1933. Nesse congresso, Joseph Franklin Rutherford apresentou uma resolução que iria ser enviada a todas autoridades alemãs. Esse documento foi chamado de "Declaração de Factos". Foram distribuídos 2,5 milhões de exemplares por toda Alemanha. Rutherford também redigiu uma carta pessoal para Hitler para ser enviada juntamente com um exemplar da "Declaração de Factos". Ambos os documentos podem ser vistos no Museu Memorial do Holocausto, em Washington, DC.

Nos documentos acima citados, provam que a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), representada por Rutherford procurou estabelecer uma plataforma de compromisso com o Governo Alemão. Foi seu parceiro nesta transigência Paul Balzereit, então Superintendente da Filial. Existem documentos oficiais que provam que o seu sucessor, Erick Frost, tornou-se no principal informador da Gestapo. (Veja A Religião Falsa: A Verdade Sobre as Testemunhas de Jeová, Rolf Nobel, Hamburgo, 1985; cuja fonte principal é o documento "Haftbuch n.º 292, Gestapo Berlin, Dienststelle II B 2"; Testemunhas de Jeová e o Treceiro Reich: Politicas Secretas sob Perseguição, Prof. James Penton, Universidade de Toronto Press, 2004)

Após o Congresso de Berlim, em 28 de Junho de 1933, a Filial da Sociedade é novamente confiscada e as suas actividades proscritas. Desde então, Rutherford adopta uma posição de força contra Alemanha Nazi. A primeira menção da existência dos campos de concentração e das atrocidades do regime Nazi ocorreu na sua revista Idade de Ouro de 16 de Agosto de 1933, na edição inglesa. Apesar disso, a maioria das Testemunhas de Jeová sob domínio da Alemanha Nazi mantiveram a sua Neutralidade, preferindo sofrer martírio a transigir a sua fé por expressar seu apoio aos ideais nazistas.

Doutrinas Básicas das Testemunhas de Jeová

As Testemunhas de Jeová afirmam basear todas as suas crenças bem como comportamentos pessoais nas instruções reveladas na Bíblia, que consideram a Palavra inspirada de Deus. Saiba mais sobre os fundamentos das suas bases doutrinárias no artigo Doutrinas das Testemunhas de Jeová ou em outros mencionados no Índice exposto nesta página.

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  Licenciado sob a GNU Free Documentation License. Fonte de Wikipédia Posições Controversiais das Testemunhas de Jeová.
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